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HPC lança
produto diferenciado para cidades com violência média
Segurança é o fator primordial na decisão de quem blinda seu
automóvel. Entretanto, para um país como o Brasil de vasto
território e diferenças meteorológicas, econômicas e
culturais existe a necessidade de se desenvolver produtos
diferenciados para cada cidade ou região. Atualmente, já são
aproximadamente 22 mil veículos blindados em todo o Brasil, de
acordo com a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin).
Pensando nisso, a HPC Blindados (High Protection Company) está
lançando no mercado um novo produto adequado a cidades do
interior de São Paulo, Minas Gerais (BH), Pernambuco (Recife),
Ceará (Fortaleza) entre outras no país. Trata-se do nível de
proteção IIA, com o preço de R$ 28 mil. Pioneira na tecnologia
de blindados, a HPC já atua na área de blindagem com os níveis
3 até 7, usado em países em guerra, como o Iraque.
No nível IIA da norma padrão NIJ (National Institute of
Justice- EUA) aplica-se kit de vidro de 17mm a um peso médio de
120 kg e painéis de aramida com overlaps em aço 3 mm com
um peso adicional de 40 kg (para modelos Sedans). Já no
nível IIIA da norma NIJ são aplicados vidros de 21 mm com um
peso médio de 152 kg e painéis de aramida com overlaps em
aço 3mm com um peso adicional de 68 kg (para modelos sedans).
As mantas de aramida são pré-moldadas de acordo com a marca e
modelo dos veículos e são conhecidas como Kevlar e Twaron
(fibra sintética que é cinco vezes mais resistente que o aço).
Para reduzir o peso do carro em até 80 quilos, a HPC inovou ao
utilizar uma manta de aramidas moldada com 9 camadas para o
nível IIIA e 6 camadas para o IIA. Isso resulta em 95% da
blindagem opaca, que é feita com esse material,
ficando o aço dos overlaps com os outros 5%.
Vale lembrar que a estrutura balística no nível IIA da norma
NIJ pode chegar a 15 mm e no nível 3A da norma NIJ a 17mm. Os
procedimentos de blindagem levam cerca de 15 dias. Os modelos
mais blindados são Freelander, Fusion, Honda Civic, Hilux,
Pathfinder, Pajero, Sentra, Tucson, Vectra e Volvo C30.
Números do setor - Segundo a Associação Brasileira de
Blindagem (Abrablin), no ano de 2006, houve um crescimento de 13%
no setor de blindados, em comparação a 2005. O percentual é
equivalente ao aumento de 3.622 veículos com o serviço, em
relação a 2005, ano em que foram trabalhados 3.206 carros. Para
blindar um automóvel gasta-se perto de R$ 60.000, 00. O boom da
blindagem em 2006 aconteceu em maio do mesmo ano, quando
começaram os primeiros ataques do crime organizado em São
Paulo. Donos de 351 automóveis recorreram ao serviço de
proteção, na época. Para 2007, a expectativa é de um aumento
de 12,5%.
O perfil de quem mandar blindar seus veículos não é mais só
do chamado público AAA. A classe média também já concluiu que
segurança é um item que não pode ser negligenciado. (tabela
abaixo). De acordo com o levantamento do Exército sobre armas
apreendidas em São Paulo entre 2003 e 2006, 87,7% das armas
monitoradas no país eram revólveres, 11,93% eram pistolas e
0,037% espingardas, carabinas ou pistolões. Isto é, o nível
IIA atende perfeitamente estes 99,63%, com um custo quase 40%
menor do que uma blindagem IIIA.X