Fispal 2007 reúne público profissional e gera negócios aos expositores

Consolidada como o grande ponto de encontro da indústria de alimentos e bebidas na América Latina, a Fispal Tecnologia 2007 termina nesta sexta-feira, dia 15, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Expositores de equipamentos e embalagens presentes na feira mostraram-se satisfeitos com os resultados e com o público qualificado “A Fispal deste ano está ainda melhor do que a de 2006”, afirmaram vários deles, ao comentar os resultados obtidos e a visitação. Os visitantes vindos de cerca de 50 países, em especial da América do Sul, tiveram a oportunidade de conhecer, durante os quatro dias da feira, as mais recentes tendências de consumo e soluções tecnológicas de última geração, reunidas numa mostra 10% maior que em 2006. A Fispal Tecnologia conta com o patrocínio da CPN, a Bericap, a Suzano Papel e Celulose e a Suzano Petroquímica.

O diretor comercial da Fispal, Marco Mastrandonakis, destacou a importância da Fispal Tecnologia como ponto de encontro entre fornecedores e clientes. “Representantes da Ambev e de fabricantes da Coca-Cola de todo o Brasil, por exemplo, estiveram no pavilhão e fizeram longas reuniões com fornecedores de máquinas e equipamentos. É assim que nascem os grandes negócios e o nosso objetivo é contribuir cada vez mais para que isso aconteça”, diz Mastrandonakis. "Sinto que a qualidade da visitação melhorou esse ano. A Fispal hoje tem um público mais restrito, porém mais relevante. Assim, o evento é propício para os negócios, prospecção de clientes e manutenção dos mesmos", disse Daniella Lopes, da Dixie Toga. Para o gerente geral de operações da Markem, Paulo Afonso Páscoa Ribeiro, "a Fispal é um ambiente para ser visto pelo maior número de pessoas. A feira resulta em uma grande promoção de relacionamentos”.

O gerente comercial da Dal Mak, Benedito Luiz dos Santos, afirma que participar da Fispal Tecnologia é importante para mostrar a marca e os equipamentos que produz. “Nosso estande foi muito visitado e, na minha opinião, a feira está melhor que no ano anterior”, disse Santos. A Dal Mak produz equipamentos para embalagem. “As expectativas para a feira eram de visibilidade e relacionamento com os clientes e isso tem acontecido”, afirmou Anderson Dalcin, da Nilpel, que apresentou uma linha de embalagens compostáveis produzidas de acordo com os preceitos da sustentabilidade e da responsabilidade social.

“As pessoas que compareceram realmente tem poder de decisão e muitas empresas e clientes em potencial estão interessados em nosso produto”, informou o diretor da Reb Laser, Robinson Batista, que já confirmou sua presença na próxima edição do evento e, assim, espera consolidar o que conquistou este ano. Na Henkel, Fernando Pardal, gerente de negócios para a América do Sul, aprovou os resultados. “Estamos muito satisfeitos com o movimento da feira. Tivemos nosso estande cheio desde o primeiro dia. É mais uma prova que a Fispal Tecnologia é um mecanismo de comunicação com o mercado de conversão”.

Sergio Hamilton Angelucci, diretor da Embalagens Flexíveis Diadema, também comemora: “Recebemos muitos clientes em nosso estande. Esse é um momento em que conseguimos sair do dia-a-dia e temos um encontro menos formal com o cliente. Isso é importante”. Maria Lúcia da Silva, coordenadora de marketing da Krones, conta que a empresa também recebeu muitos clientes no estande. “A Fispal é uma feira forte e tradicional. Aqui é o momento de aperfeiçoarmos nosso relacionamento com os clientes”.

Na Haver & Boecker, Tatiana Furlan, da área de marketing, diz que a participação na feira foi muito positiva para a empresa. “Fizemos bons contatos e temos boas possibilidades de negócios”, contou. Até o terceiro dia da feira, ela já contabilizava 44 relatórios de visitas com bons contatos. Pela terceira vez na Fispal, a Alphaquip participou desta edição juntamente com a sua fabricante de máquinas de movimentação, a Paletrans. Segundo João Kassardjian, presidente da Alphaquip, a feira está muito boa. “Esta superou as outras e, inclusive, as nossas expectativas”, disse. Kassardjian relata que na primeira vez que esteve na feira - ainda como uma pequena empresa - ficou muito entusiasmado ao atender 300 pessoas. “Hoje, o atendimento chega a cerca de 120 pessoas ou empresas por dia”. Isso, segundo o presidente, gera um volume de negócios de R$ 1 milhão imediatamente após a feira. “E os negócios continuam sendo fechados por até seis meses”.

Primeira vez - A mesma avaliação foi feita por Thiago Zaude, da NZ Philpolymer – Termoplásticos de Engenharia. “Estamos participando pela primeira vez na Fispal Tecnologia e, na minha opinião, a feira está sendo muito positiva para nós. Já fizemos mais de 200 contatos e já fechamos cinco negócios durante a feira. Estamos pensando em participar no próximo ano”. Rafael López, diretor geral da Ferlo, também se surpreendeu com os resultados dessa que foi a primeira participação da empresa na feira. “Fomos muito bem-sucedidos. Nosso estande foi muitíssimo visitado, mais de 100 pessoas por dia. Já fechamos negócio de valor de 50 mil euros com a empresa Conservas Olé. Apresentamos a nossa marca, fomos muito bem recepcionados e acreditamos que vários negócios ainda serão fechados durante esse ano, graças à apresentação na Fispal”, contou ele.

Representante da maior empresa fabricante mundial de laser, a alemã Rofin, a Reb Laser participou pela primeira vez da Fispal Tecnologia. A empresa deu ênfase ao laser no mercado de embalagem. De acordo com o diretor, a expectativa era fazer a divulgação do produto e mostrar uma tecnologia que não existia no País. O Laser Scribing, novidade da empresa lançada há cerca de quatro anos na Europa, realiza um pré-corte nas embalagens, facilitando sua abertura. Além disso, a máquina também pode realizar micro-perfurações para que haja ventilação do produto. Na CPN/Good Film, uma das patrocinadoras da feira, o diretor comercial Caio Vilela, disse estar contente com os resultados. “Estamos inaugurando nossa participação na Fispal. Aqui oficializamos a aquisição da Good Film, do Grupo Goodyear, na divisão Vitafilm e estamos consolidando no mercado essa marca de vanguarda, que está atuando em todo segmento nacional e internacional de PVC alimentício. Ele disse que a feira foi muito positiva e espera muitos resultados após o evento.

Empresa chinesa busca consolidação no mercado - Empresas vindas da Alemanha, Argentina, Canadá, Estados Unidos, França, Holanda, Itália e México escolheram a Fispal Tecnologia para expor seus produtos ao mercado da América Latina. Pelo terceiro ano consecutivo na feira, a chinesa Yuedong Machinery quer se consolidar no mercado brasileiro, onde atua há dez anos. “Este ano a feira nos trouxe muitas visitas estrangeiras, principalmente de países vizinhos, como Equador e Argentina”, destacou Samuel Shen, representante da empresa no Brasil.

A avaliação de Shen sobre a feira é muito positiva. Ele, inclusive, participará este ano da Fispal Nordeste, que acontece de 6 a 9 de novembro na Grande Recife. Antes mesmo do final da feira, o volume de negócios da empresa girava em torno de US$ 500 mil. A Yuedong Machinery trouxe como novidades um maquinário de iogurte que é capaz de produzir bandejas de 4 a 12 copos.

Tecnologia de ponta - As tecnologias Food Asseptic e Food Retortable são duas das novidades que a SIG Combibloc está apresentando na Fispal Tecnologia 2007. São sistemas de embalagem que garantem total diferenciação e segurança para alimentos. A Food Asseptic permite o envase de alimentos de alta viscosidade, fibras de até 40 mm e pedaços de até 15 mm e já é utilizada por gigantes como Unilever, Campbell´s e Nestlé. A tecnologia Food Retortable é uma alternativa para potes de vidro e latas metálicas. Trata-se de embalagem cartonada resistente a altas temperaturas e, portanto, possível de ser esterilizada em autoclave ou pasteurizada.

A Dixie Toga, maior empresa de embalagens da América Latina, participa da Fispal há 12 anos. Fornece produtos ao mercado de alimentos, higiene pessoal, limpeza, bebidas e cigarros. Esse ano, a empresa trouxe à feira uma novidade: uma embalagem com tampa inviolável no ponto de venda. De acordo com o coordenador de marketing da marca, Regis Sá, essa solução ainda é restrita aos doces de amendoim. "Pretendemos expandir essa concepção para doces de frutas e sorvetes".

Simpósio agregou informação ao evento - Nos próximos anos, o mercado brasileiro de produtos lácteos deve ter alta de 40% a 70% em relação ao panorama atual. A previsão foi feita na quinta-feira, pela especialista Silmara Figueiredo, da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq), durante o Simpósio “Mercados de Produtos Perecíveis e Processados”, promovido na feira. Em sua palestra, ela informou que o consumo anual desses produtos, no Brasil, é de apenas 2,56 quilos per capita – bem atrás, portanto, da primeira colocada, a Suíça, onde cada habitante consome mais de 22 quilos/ano. “As causas do baixo consumo no Brasil são o costume e a renda”, explicou.

A mudança do perfil dos consumidores foi um dos destaques da palestra. E Silmara apontou os principais fatores que vêm alterando o mercado: interação entre saúde e dieta, maior expectativa de vida, aumento da obesidade e a crescente percepção da relação entre doenças crônicas e dietas deficientes. Além disso, o consumidor vem exigindo cada vez mais atributos como praticidade e conveniência, assim como itens dirigidos a públicos específicos e próprios para consumo fora do lar. Diante disso, afirmou, a indústria de lácteos teve que se adaptar e hoje é a que mais lança produtos inovadores. São queijos com baixos teores de substâncias como colesterol e gorduras; enriquecidos com vitaminas ou cálcio; que contém ingredientes funcionais e naturais; práticos e com embalagens funcionais. “Tudo o que a indústria de iogurte fez, a indústria de queijo está fazendo”, disse Silmara Figueiredo.

Gestão de energia - A importância de se administrar bem o uso de energia nas empresas foi o tema das palestras que a AES Eletropaulo Infoenergy realizou no Auditório Oeste, durante todos os dias da feira. Segundo o palestrante da AES Eletropaulo, Francisco Freitas, para gerenciar bem a energia é preciso contratar um plano adequado e acompanhar com cuidado a maneira pela qual se usa a energia elétrica na empresa. "As tarifas variam no decorrer do dia e no horário de ponta ela é mais cara. Em São Paulo, esse horário vai das 17h30 às 20h30, quando todos chegam em casa, ligam a TV, tomam banho. A tarifa nesse horário tem um valor mais alto para desestimular o uso de energia nos períodos de pico", diz Freitas. De acordo com ele, as empresas precisam estar atentas a essa variação de tarifas durante o dia e aos valores tarifários no período úmido (dezembro a março) e no período seco (maio a novembro).

18/06/2007 08:39:21

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