Bernardo Gomes de Barros
lamento
olhos
como pérolas
cristalinas
de água
no
céu da aurora nascente
escura
como calma
incandescendo
a larva
dos
perfumes me aspiram
luzes
vermelhas de marte
turvando
seus cabelos
(denso/as
como crinas eqüinas)
banhando
uma amarga entropia
(um
sonho triangular de azul)
“perfumes
de pêlos se evolava”
de
indomada e rútila essência
qual
rocha cinzenta
granito granulado
veias de mármore
ou
nervuras delicadas de madeira polida,
micro-polifonias
de ramificações ligetianas
são
os meus sentimentos de pierrot lunar