Como se não bastassem os ocorridos com os alunos do colégio, que foram atacados com ácido sulfúrico no trote, e apesar de terem virado peneiras ambulantes, continuam vivos no hospital, mais de 20 calouros foram massacrados até a morte por veteranos, ocasionando protestos em todo país.
De acordo com testemunhas (que não quiseram se identificar para evitar represálias tipo marteladas na cabeça, torturas com ferros quentes, autópsia consciente e cárcere em companhia de lobos famintos), as mortes ocorreram em pontos distintos de Taubaté.
Contam alguns, que calouros eram forçados por veteranos, sob mira de rifles, a irem a cartórios passarem todos seus bens em nome de alguns veteranos. Os que se recusaram foram executados, sendo amarrados no meio da Dutra em pleno rush, onde não duraram nem 10 segundos.
Também há relatos de que vários veteranos aplicaram o trote do corte de cabelo, mas com facas de açougueiro totalmente cegas, o que resultou em calouros escalpelados, com os crânios abertos e até em alguns com a face totalmente desfigurada. Segundo algumas testemunhas, houve ainda os que pereceram frente a tentativa de tosa com os mais variados objetos: liqüidificadores, máquinas de cortar grama, ventiladores industriais, etc.
Também marcante foi o caso dos calouros esquartejados por que se recusaram a entrar na brincadeira da roleta russa e ainda de calouros que foram atropelados por terem sido forçados a pedir pedágio na Dutra.
Casos sem confirmação, mas que chamaram a atenção, foram os de calouros mortos por: facadas, tiros no olho, fome, cansaço (para os que foram obrigados a fazer milhões de flexões ou abdominais), granadas e campos minados.
Houve também o caso de corredores poloneses, mas ao invés de socos e chutes, os calouros recebiam machadadas, guilhotinadas e eram espancados com barras de ferro incandescentes.
Alguns calouros sobreviventes contam casos tão ou mais horripilantes: calouros de Medicina usados como cobaias em experimentos genéticos, calouros de Odonto que tiveram toda a dentição frontal arrancada, calouros de Direito julgados, condenados a morte por veteranos bêbados e executados a tiros, calouros de Educação Física que foram amarrados a trens e tiveram que correr milhares de quilômetros (alguns cederam ao cansaço e foram arrastados sendo que só restos de ossos foram achados nas pontas das correntes), etc.
Os laudos emitidos pelo IML confirmaram estas versões das testemunhas
e esclareceram alguns casos onde não haviam pistas. Por exemplo:
o corpo carbonizado encontrado perto do ECASE era de um calouro de Economia,
que foi queimado vivo porquê não conseguiu fazer uma operação
matemática simples (x + 17883% de 0,567778 elevado a 45678 = a Y
menos 197432 + 6789 vezes 5678932 mais raiz sêxtupla de 67559463534
dividido por 5637 vezes 12434578992).
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Dois ônibus vindos de São José atravessaram a Dutra e entraram na contramão, colidindo de frente com duas jamantas carregadas com oito toneladas de TNT. Os estragados só terminarão de ser reparados em 2005. Segundo a polícia, os corpos dos estudantes e dos motoristas dos ônibus continham altas taxas de álcool no sangue (algo em torno de 99,9% de álcool).
Um ônibus de Aparecida e um de Guaratinguetá capotaram por
motivos semelhantes: os motoristas resolveram se juntar às orgias
que estavam acontecendo entre os veteranos e as calouras, isso em plena
rodovia, à mais de 120 quilômetros horários.
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Os professores contam que pegam alunos colando com rádios, computadores portáteis, enciclopédias BARSA escondidas em baixo das carteiras, comunicação no alfabeto surdo-mudo, comunicação com walkie-talkies, etc.
Os alunos se defendem dizendo que as provas estão muito difíceis. Eles alegam que: a prova de Economia é impossível de estudar, pois os professores adotaram a apostila inteira (cerca de 950 páginas) para a prova; também reclamam da prova de Contabilidade, que teve mais de 7 mil ítens de lançamento e tinha que ser feita em apenas 40 minutos; muitos também reclamaram das provas de Direito, onde a matéria era todo o código Penal, a CLT e o Código Tributário Nacional; por último, houve protestos contra as provas de Matemática, onde caíram expressões quilométricas (algumas tinham 6 linhas) que nem engenheiros formados no ITA conseguiam resolver e contas do tipo nove trilhões, oitocentos e onze bilhões, setecentos e vinte e cinco milhões, novescentos e treze mil quinhentos e trinta e quatro dividido por setenta e oito milhões e duzentos e quarenta mil, duzentos e noventa e um, que tinham que ser feitas a mão.
