O primeiro passo foi cortar as despesas bobas. Não serão
mais permitidas as ligações para o Disk-sexo, Disk-amizade,
Disk-namoro, Disk-tarô, Disk-piadas, Disk-babaquices (o preferido
dos cartolas) e Disk-cartolas.
Também estão proibidas as assinaturas de revistas
de sacanagem, jornais de sacanagem, livros de sacanagem e vídeos
de sacanagem e as centenas de fitas alugadas toda semana também
serão proibidas. Todas as revistas em quadrinhos pagas pela federação
serão doadas aos cartolas, mas não poderão mais ser
compradas.
Os computadores da entidade, modernísimos e caríssimos, que só servem para navegar na Internet e ficar jogando joguinhos (já que todas as tabelas são feitas a mão), serão vendidos e o dinheiro será usado para pagar as despesas com a compra dos CDs de jogos, milhares deles no total. Os equipamentos especiais como joysticks, capacetes e revólveres também serão vendidos.
Todas as 23 limusines serão vendidas, mas mesmo assim não cobrirão os gastos das compras, que foram híper-faturadas. Os 67 choferes também serão demitidos, assim como os lavadores de carros (12), enchedores de pneus (4), mordomos de bordo (7) e co-pilotos (50).
As dezenas de mansões que a Federação possui no Caribe, Europa, Miami e cidades brasileiras, todas reservadas para as férias dos cartolas, serão vendidas ou alugadas para pagarem as centenas de funcionários que cada uma contém. Os milhares de carros estacionados nos pátios quilométricos de cada uma delas, também serão vendidos e/ou alugados.
Com essas atitudes, a AUFM espera em, no mínimo, 10 anos equilibrar
as finanças e voltar a trabalhar no azul. O tesoureiro Sílvio
Fonseca será forçado a devolver alguns dos bilhões
que desviou dos cofres da entidade.
Os dirigentes voltam do Caribe semana que vem, para dar maiores
informações sobre o fato.
