poeta que canta,
me encanta,
me espanta.
Fala de
flores,
dores, amores,
cores,
Descobre o sentimento,
revela
lamento,
faz de tudo um tempo.
Faz presente,
faz passado,
embota o
atrasado.
Mas o canto é mais que isso,
é o verso do universo,
das
gentes alegres e sofridas,
dos trapos desta vida,
Das angústias e da
cobiça,
dos bandidos adversos,
penetrando em nossos versos,
rasgando a
carne humana,
com bombas de Hiroxima,
do trovão de Nagasaki.
Do urânio
empobrecido,
sobre seres humanos,
em crianças,velhos, mulheres,
enfim,
em gente como a gente,
gente diferente.
É o lucro perverso buscando
pelo
universo.
E, eu de um gesto,
faço aqui,
paralisado em
lirismo,
faço meus versos.
Vanderley Caixe, 2 de junho de 2004 -
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