Conhecendo o Mergulho Autônomo
pela equipe MedDive

Introdução

Este artigo visa explicar ao não mergulhador, o que é, como se pratica e quais são os risco do mergulho autônomo recreacional. Aqui você também irá encontrar a descrição e fotos dos equipamentos que são usados na prática deste esporte.

Panorama do Mergulho no Brasil e no Mundo

O mergulho autônomo é um esporte muito difundido por todo o planeta e vem crescendo muito, principalmente nas últimas duas décadas, devido aos avanços em tecnologia de equipamentos, com pesquisas de novos materiais e designs, e em medicina de mergulho, com estudos sobre o impacto do ambiente subaquático na fisiologia humana. Toda essa evolução possibilitou o aprimoramento das técnicas que envolvem a prática desse esporte, tornando-o cada vez mais seguro e divertido aos seus praticantes. Houve também a padronização e a regulamentação do esporte, que antigamente era praticamente ensinado de pai para filho e praticado sem muita consciência e respeito com o próprio praticante e com o meio ambiente. Hoje, com o surgimento das entidades certificadoras internacionais, criou-se um padrão de ensino regular da atividade de mergulho, que quase todas elas seguem, divulgam e ensinam. Todas certificadoras oferecem cursos semelhantes com conteúdo padronizado para cada categoria, de modo que sejam aprendidos os princípios e conceitos necessários para que um aluno possa receber sua carteirinha de mergulhador, e realmente estar preparado para ser um.

No Brasil também houve um grande crescimento do esporte, principalmente na última década, devido à grande procura por atividades de lazer e esporte diversificados e com contato com a natureza, os famosos esportes radicais ou de aventura. Nesses esportes se busca a fuga do cotidiano, uma válvula de escape para as tensões do dia-a-dia, e também uma atividade física saudável que combata o sedentarismo. O mergulho completa todos esses requisitos: no mergulho, você aprende a relaxar física e mentalmente, aprende a controlar seus movimentos, sua respiração, seus pensamentos e ainda conhece um novo ambiente com novos animais e novas paisagens.

O Primeiro Contato

Para se iniciar neste esporte você precisa primeiro fazer um curso introdutório, que se chama Curso Básico de Mergulho Autônomo (em inglês, Open Water Diver Course) que é oferecido por todas as certificadoras internacionais presentes no Brasil. Neste curso voce vai aprender tudo o que precisa saber para ser um mergulhador e poderá, com sua credencial OWD, mergulhar em qualquer lugar do mundo. Entre outras coisas, você vai aprender no curso:

  1. Física do Mergulho
  2. Fisiologia do Mergulho
  3. Adaptações ao Mundo Subaquático
  4. Funcionamento e Uso do Equipamento SCUBA (Self Contained Underwater Breathing Aparatus)
  5. Comunicação no Mergulho
  6. Procedimento de Duplas
  7. Planejamento de Mergulho
  8. Procedimentos para Mergulho Embarcado
  9. Manejo de Problemas
  10. Tabelas de Mergulho

Após a parte teórica, a turma irá para a piscina, onde os alunos irão montar o equipamento, vestí-lo e entrar na água. As habilidades aquáticas e os procedimentos de emergência serão demonstrados pelo instrutor, e depois exigidos dos alunos. Durante o check-out os alunos realizarão um mínimo de quatro mergulhos, onde essas habilidades serão exigidas novamente. Os conhecimentos ensinados na parte teórica serão cobrados em uma prova com aproveitamento mínimo de 70%. Aprovados na parte prática e na teórica, o aluno receberá a cerficação de mergulhador.

Os Mergulhos

Com a certificação na mão, o novo e feliz mergulhador pode (e deve!!) ir mergulhar. As diversas operadoras da cidade organizam saídas regulares para os principais pontos de mergulho de São Paulo e Rio de Janeiro. Para a Laje de Santos, por exemplo, há saídas quase que todo final de semana. Ubatuba possui uma excelente estrutura de mergulho, podendo satisfazer tanto o mergulhador iniciante quanto o mais experiente, assim como Ilha Bela e Paraty. Cheque a seção Saídas para conhecer os principais pontos de mergulho do eixo Rio - São Paulo.

Os (pequenos) Riscos

O mergulho, como toda atividade humana, apresenta alguns riscos. O risco mais óbvio é de afogar. O mais improvável seria a ingestão (acidental?? Não, o bicho fez de propósito mesmo...) do mergulhador por uma orca. Certos riscos dependem quase que inteiramente do mergulhador, como o de ficar sem ar. Outros possuem uma certa mãozinha do destino, como ter doença descompressiva, ou DD. Os riscos mais comuns, porém, são se machucar com a vida marinha, como ouriços, corais e águas-vivas e barotraumas (lesão por pressão).

Ficar sem ar durante o mergulho é muito difícil. O mergulhador é instruído a gerenciar o seu suprimento de ar, o suprimento de ar do dupla, a checar seu equipamento quanto a falhas e vazamentos de ar, etc. O treinamento capacita o mergulhador a prevenir a grande maioria dos problemas e, se necessário, a "resgatar" o dupla e a si mesmo. Existem várias técnicas, como compartilhar ar com o dupla e subida de emergência controlada, e equipamentos, como o octopus, que possibilitam essa habilidade.

Barotraumas são lesões causadas pela diferença de pressão entre dois compartimentos, no caso, o meio líquido e um espaço aéreo no corpo. No caso do mergulho recreacional são o barotrauma de ouvido médio, de máscara e de roupa seca. A pressão do meio líquido sobre o espaço aéreo faz com que o ar dentro desse espaço se contraia. Essa contração causa a lesão. Evitar o barotrauma é muito fácil, basta equalizar esses espaços aéreos durante a descida. No curso serão aprendidas técnicas para fazer isso.

Já com a doença descompressiva, que ocorre devido à formação de bolhas de nitrôgenio no sangue, não é tão simples. As tabelas de mergulho existem para prevenir isso, dando os limites não-descompressivos a diversas profundidades. Os limites não-descompressivos representam a quantidade de nitrogênio absorvido pelo corpo que não formará bolhas numa subida direta à superfície.

"Que beleza, então é só ficar dentro do limite que eu nunca terei problemas!!" Infelizmente, a tabela reflete um modelo matemático com dados empíricos que funciona para 99,99% dos casos. é possível ter DD dentro dos limites fornecidos pela tabela? Sim, é possível. é possível ter DD tendo feito tudo certo? Sim, é possível. Aliás, cerca de 90% dos casos de DD ocorreram com mergulhadores dentro dos limites da tabela, indicando que fatores secundários foram decisivos nesses casos, notavelmente desidratação, tabagismo e obesidade, entre outros fatores. A fisiologia humana é muito complexa e única para ser descrita por um modelo matemático. Durante o curso esses riscos serão analisados. A ocorrência de doença descompressiva no mergulho recreacional é ínfima, inferior à 0,04%, e a grande maioria dos casos não deixa seqüelas após o tratamento. Falando objetivamente, o risco de lesão em decorrência da prática do mergulho esportivo recreacional é inferior à da prática do boliche. Mais informações no site da DAN.

Os Equipamentos Clique no nome do equipamento

Você já sabe como é o curso, como engrenar na atividade e viu que é bastante seguro (você corre mais risco na pista de boliche...). Agora deve estar se perguntando: "Como são esses equipamentos? Como eles funcionam? O que preciso ter para começar a mergulhar?" Bem, aqui você vai encontrar a descrição e fotos dos equipamentos; saberá também como eles funcionam. O equipamento básico é composto pela máscara, snorkel, nadadeira e lastro. Com ele você pode praticar mergulho livre. O equipamento de mergulho autônomo é composto pelo regulador, BC (também chamado de colete) e o tanque de ar comprimido. Os acessórios são as lanternas, facas e computadores. Completa a tralha a roupa de exposição. Aqui você encontrará dicas para quando for comprar o seu próprio equipamento.
No site da Rodale's Scuba Diving você encontrará na seção Gear Guide um guia completo para o que procurar num equipamento. Lá você encontra também testes comparativos entre vários equipamentos de fabricantes diferentes. Você encontrará aqui o link para a página.

Máscara

MáscaraA função da máscara, obviamente, é permitir ao mergulhador enxergar o ambiente subaquático. Afinal, para que se dar ao trabalho de mergulhar para não enxergar nada?! A máscara faz isso mantendo um espaço aéreo na frente dos olhos. Devido à diferença no índice de refração do ar e da água, os olhos não podem focar imagens quando imerso em um meio líquido. Ela cobre o nariz também para permitir a equalização do ar da máscara durante a descida (veja se a máscara permite que você prenda seu nariz para tanto). Deve ser feita com material resistente, o ângulo de visão deve ser bom e o vidro, temperado (existem modelos em que se pode trocar o vidro para outro, com correção, para pessoas que dependem de óculos). A saia que fornece a vedação geralmente é feita de silicone hipoalérgico. Esse é o componente mais importante da máscara; se a vedação não for boa, já sabe, glub, glub. Quando for comprar a sua cheque a vedação colocando-a, sem prender com as tiras, e inalando levemente pelo nariz (tire o cabelo do caminho...). Se a máscara não cair (preste atenção! Quebrou, comprou...), a vedação será eficiente debaixo d'água. Em geral, prefira máscaras com menor volume interno, uma vez que estas são mais fáceis de equalizar.

Snorkel

Snorkel O conceito e o nome do snorkel vieram de um equipamento que os submarinos alemães da I Guerra introduziram. Ele consistia de um tubo usado para alimentar de ar, mesmo quando submerso, os motores diesel do submarino usados para carregar as baterias. Da mesma maneira, o snorkel permite ao mergulhador respirar com a face imersa na água. Basicamente é um tubo plástico com um bocal, muito simples. Alguns modelos incluem válvulas no bocal, para facilitar expelir a água, defletores no topo, para dificultar a entrada d'água, e tubo do bocal flexível, para não atrapalhar quando o mergulhador estiver com o regulador na boca. No demais, todos são muito parecidos. Ao comprar um snorkel, fique atento ao seu diâmetro; um snorkel com o diâmetro muito grande dificulta esgotá-lo (menos os modelos com válvula); e possui um volume interno do tubo muito grande, dificultando a renovação deste ar e como conseqüencia exigindo maior esforço respiratório. O comprimento, pelo mesmo motivo, não deve exceder 42 cm. Curvaturas suaves e/ ou tubo flexível também ajudam. No caso da apnéia, o diâmetro deve ser ainda mais reduzido e a(s) válvula(s) freqüentemente desnecessária(s).

Nadadeiras

Nadadeira abertaA função das nadadeiras é fornecer impulso ao mergulhador, elas conseguem isso aumentando a área dos pés. Existem vários tipos de nadadeiras: longas, curtas, rígidas e flexíveis, em todas combinações possíveis. Uma nadadeira longa e rígida, por exemplo, fornece um impulso grande, porém não é muito eficiente para executar mudanças rápidas de trajetória, para vencer a inércia inicial e exigem músculos fortes, devendo a escolha ser feita de acordo com as características individuais (tamanho, habilidade, força) da região geográfica e do tipo de mergulho que pretende realizar. Todas, porém, podem ser divididas em duas categorias: abertas e fechadas. As nadadeiras abertas possuem o bolso para colocar o pé com o calcanhar aberto, como na foto. Devem ter tiras de ajuste rápido e fácil, com mecanismo de desengate rápido a fim de permitir sua remoção para retorno ao barco. As nadadeiras abertas exigem o uso de uma bota de neoprene para serem usadas. Possuem a vantagem de serem mais confortáveis e, além disso, o calçado fornece proteção térmica e mecânica ao pé, ale´m de permitir que o mergulhador caminhe sem sofrer escorregões pelo barco. A desvantagem: o conjunto nadadeira-bota é mais caro que um par de nadadeiras fechadas de igual qualidade. As nadadeiras fechadas possuem o bolso com o calcanhar fechado sendo mais baratas; porém não fornecem proteção térmica ao pé. O uso de uma meia de neoprene sana esta desvantagem, porém oferece proteção mecânica apenas contra o atrito da areia entre o pé e a nadadeira. Apneístas geralmente preferem nadadeiras fechadas, com pala maior, a fim de proporcionar impulsão para descidas verticais mais rápidas.

Lastro

A função do lastro é tornar o mergulhador neutro (com flutuabilidade negativa) quando imerso. O uso da roupa de exposição torna o mergulhador positivo (ou seja, faz o mergulhador boiar). O lastro neutraliza isso. A quantidade de lastro varia de acordo com o tamanho do mergulhador, a espessura da roupa e do tipo, material e tamanho do cilindro. Geralmente o sistema de lastro é composto por um cinto, feito de uma cinta de nylon trançado com 5mm, e diversas pastilhas de chumbo, que vêem em diversos tamanhos. Alguns BCs possuem o sistema de lastro integrado, livrando o mergulhador do uso de cinto.

Regulador

Regulador: 1º e 2º estágiosA função do regulador é fornecer ar ao mergulhador. Ele reduz a pressão do ar no cilindro à ambiente, possibilitando respirar com pouco esforço. O regulador é composto pelo primeiro e segundo estágios, que são ligados por uma mangueira. O primeiro estágio é fixado à valvula do cilindro; ele reduz a pressão do ar do cilindro, geralmente 3100 psi ou 210 bar, à uma pressão intermediária, que varia de fabricante a fabricante, mas gira em torno de 140 psi ou 10 bar acima à pressão ambiente. O segundo estágio reduz a pressão do ar à pressão ambiente. Este é sistema conhecido por SCUBA, ou circuito aberto, que foi idealizado por Cousteau e Gagnan em 1949. Este fato tornou a prática do mergulho autônomo esportivo simples e acessível.
O regulador ainda é complementado por alguns outros acessórios indispensáveis: o console e o octopus. Esses equipamentos estão descritos mais adiante. Ao comprar o seu regulador, você deve procurar por performance, ergonomia e facilidade de manutenção. Veja no site da Rodale's testes comparativos entre diversos reguladores, com notas para desempenho, ergonomia e preço (nos EUA).
Atenção: o regulador deve ser revisado anualmente por profissional qualificado!

Console

ConsoleO mergulhador precisa ser capaz de monitorar o seu suprimento de ar, sua profundidade e o tempo da imersão. O console é um conjunto de instrumentos capazes disso. O seu componente principal é o manômetro. O manômetro mede a pressão no cilindro, permitindo ao mergulhador controlar seu suprimento de ar. O console pode ser acrescido de outros instrumentos, como o profundímetro, computador e bússola, porém, alguns mergulhadores preferem levar esses instrumentos no pulso. Não existem muitas diferenças nos modelos dos diversos fabricantes, sendo que a escolha se resume à escala dos instrumentos (métrica ou imperial) e o estilo do console: somente o manômetro, manômetro mais profundímetro, etc. Na mesma categoria do console temos o relógio. O mergulhador precisa ser capaz de controlar o tempo do mergulho. Um relógio à prova d'água até 100m (como os Timex, Casio, etc) é o suficiente. Alguns relógios, como os Aqualand, são capazes de medir a profundidade também, porém são caros.

Octopus

OctopusO octopus consiste em um segundo estágio adicional para ser usado no caso de emergência. Ele é ligado ao primeiro estágio por uma mangueira mais longa que a do primeiro estágio primário, geralmente com 97 cm de comprimento. No demais ele é idêntico ao primeiro estágio primário. O octopus deve ter uma cor chamativa, e ser colocado em um lugar de fácil visualização e acesso. Ao comprar o seu, leve em conta esses fatores.

Computador

Computador de MergulhoO computador é um dispositivo eletrônico que calcula os limites de tempo do mergulho, levando em conta o tempo e a profundidade. Ele também calcula a descompressão, mas lembrem-se que em mergulhos recreacionais não se deve fazer mergulhos que incorram em descompressão. Os computadores podem ser montados no console, no lugar do profundímetro, ou no pulso, como o modelo da foto. Todos computadores funcionam de maneira semelhante, os grandes diferenciais são a facilidade de uso, as funções oferecidas, a segurança oferecida e se o computador funciona com Nitrox (para saber mais sobre Nitrox, clique aqui). Veja no site da Rodale's testes comparativos entre diversos computadores disponíveis no mercado.

BC

BC a.k.a. ColeteBC é a sigla para Buoyancy Compensator, ou seja, compensador de flutuabilidade, mais conhecido no Brasil por colete. A função do BC é justamente o que o seu nome diz: compensar a flutuabilidade negativa do mergulhador e prender o cilindro ao corpo do mergulhador. Ele funciona variando o seu volume pela adição de ar do cilindro em sua célula de flutuação. Apesar da descrição e do conceito deste equipamento serem simples, o BC é o equipamento mais complexo do equipamento de mergulho recreacional. Existem basicamente dois estilos de BCs: jacket e back-mounted. Seus nomes se referem à posição da célula de flutuação: nos BCs tipo jacket a célula envolve o corpo, enquanto que nos BCs tipo back-mounted a célula fica entre as costas do mergulhador e o cilindro. Cada design possui vantagens e desvantagens: o BC jacket mantém a cabeça do mergulhador fora d'água na superfície mas aperta o corpo do mergulhador quando cheio; o BC back-mounted possui um equilíbrio muito bom quando submerso mas força a cabeça do mergulhador para dentro d'água na superfície. Deve sempre ter bom sistema de ajuste e no mínimo 2 válvulas de exaustão (preferencialmente uma delas nas costas), além de todos os outros detalhes obrigatórios. Quando for comprar o seu, procure escolher o estilo que mais o agrada e melhor se aplica ao tipo de mergulho que pretende. Veja no site da Rodale's testes comparativos e reportagens de como escolher o seu BC.
Atenção: o colete deve ser revisado anualmente por profissional qualificado!

Roupa de exposição

Roupa de neopreneA função da roupa de exposição é proteger o mergulhador da perda de calor causada pela imersão e de agressões mecânicas, como pedras e ouriços. A proteção contra o frio é principalmente fornecida pelo corte da roupa; quanto menos água circular pelo corpo, melhor. O neoprene também contribui para isso: ele possui e seu interior minúsculas bolhas de ar, esse ar que forneçe a proteção térmica isolando o corpo do meio ambiente aquático. Existem dois tipos de roupas: as roupas secas e as roupas úmidas. As chamadas semi-secas são roupas úmidas que evitam ao máximo a circulação de água na roupa. Geralmente a roupa usada no mergulho recreacional é feita de neoprene, podendo ter espessuras variando de 3 a 7 mm. A presença de um capuz é altamete desejável, já a cabeça perde muito mais calor do que o corpo. Acessórios como luvas e botas acrescentam conforto térmico e adicionam funcionalidade ao conjunto: por exemplo, a adição de botas de neoprene melhoram a proteção térmica do mergulhador e permitem o uso de nadadeiras abertas. Quando for comprar a sua veja se ela fica justa (porém não apertada) e qual a espessura dela (no Brasil uma de 5mm resolve). No demais, a compra de uma roupa é uma escolha mais pessoal: o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

Cilindros

Foto: Márcio Palermo O cilindro de mergulho é um vaso de pressão com a função de fornecem ar ao mergulhador durante o mergulho. Ele consiste do cilindro propriamente dito e da vávula (que permite abrir e fechar a saída de ar). No mergulho recreacional os cilindros geralmente usados são feitos de alumíno, por serem mais leves e mais baratos. Para o mergulhador recreacional a compra do cilindro não compensa, já que a recarga custa quase o mesmo do que o aluguel.
Atenção: o cilindro deve ser inspecionado visualmente uma vez por ano e passar por teste hidrostático a cada 5 anos; sempre realizados por profissional qualificado!

Acessórios

Nesta categoria se encaixam as facas, lanternas, bússolas e malas. Não são equipamentos obrigatórios do curso básico, mas facilitam a vida do mergulhador. As facas não servem para matar nada debaixo d'água, servem para livrar o mergulhador de enroscos, além de cavar, cortar, medir e sinalizar sob a água. Portanto, esqueça a katana em casa: a faca ideal deve ter lâmina em aço inoxidável, ter um lado serrilhado, estar sempre afiada e à mão; porém numa binha segura. As lanternas são exigidas no curso avançado (mergulho noturno), mas o mergulhador básico se beneficia de uma para inspecionar debaixo de pedras. Elas devem ser resistentes à pressão da profundidade em que pretende mergulhar, ter boa empunhadura, interruptor de acesso descomplicado e trava de segurança (ou você quer mergulhar com uma lanterna de baterias descarregadas, pois ela ligou dentro da mala?) As bússolas são mais aproveitadas no curso avançado, na especialidade navegação submarina. E as malas se encontram naquela categoria de acessórios indispensáveis. Uma boa mala deve ser resistente, ter zíper feito de material não oxidante, fundo auto-drenante e ser grande o suficiente para que toda a tralha caiba sem aperto.

Agora que você já sabe o que é o mergulho só resta marcar o seu Curso Básico. Entre nessa!!!


Os autores Fabricio Rosas Tariki e Camilo M. Saraiva (com a colaboração de Thiago Pereira
Aricó
e Pedro Luiz G. Costa
) querem dar as boas vindas aos novos mergulhadores. Bem Vindos!!!

Hosted by www.Geocities.ws

1