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ÍMÃS PERMANENTES

De modo geral há quatro grupos de ligas usadas na produção comercial de tais ímãs. Na seleção de tais ligas são levados em conta fatores como: temperatura de operação, efeitos de desmagnetização, intensidade do campo de indução, características ambientais, espaço disponível para os vários movimentos possíveis etc.

Todos esses fatores devem ser observados antes de se selecionar um ímã a ser utilizado para operar, por exemplo, um reed switch (interruptor magnético de lâminas) ou um sensor de lâminas numa aplicação específica.

Abaixo apresentamos uma visão geral das características de cada um desses grupos. Mais abaixo apresentamos uma tabela confrontando algumas características de ímãs mais comumente encontrados no comércio. Finalizamos com uma tabela de unidades e conversões.

NdFeB
Alta intensidade de campo magnetico.
Alto fator de remanência e coercividade
Custo relativamente baixo
Mecanicamente mais resistente que a liga SmCo
Pode ser usado até 200 graus Célsius
Não recomendado para uso em atmosfera de hidrogênio líquido
O tipo colado pode ser cortado por maquina, mas não suporta choques mecanicos.

SmCo
Alta intensidade de campo magnetico
Ideal para aplicações de alto desempenho.
Alta resistência à desmagnetização
Excelente estabilidade térmica
Alta resistência à corrosão
Imã de custo elevado
Pode ser usado até 300 graus Célsius
Quebradiço (produz lascas facilmente) - não é recomendado para uso como componente estrutural.

AlNiCo
Mais barato que os imãs de ligas de terras raras
Temperatura de funcionamento tão alta como 550 graus Célsius
Coeficiente de temperatura bastante baixo
Baixa coercividade quando comparado a outros grupos de ímãs
Altos níveis de campos de indução magnética

Ferrites
Frágeis
Pobre estabilidade térmica
Mais barato dentre todos os grupos
Pode ser usado até 300 graus Célsius
Necessita moagem para atingir tolerância à compressão.
(Deve ser usado como pó em situações que exigem compressão.)
Alta resistência à corrosão

Ímãs anisotrópicos - são chamados também de ímãs orientados, pois sofrem uma pré-orientação de suas moléculas durante o processo de produção. São prensados em um campo magnético onde adquirem a direção magnética preferencial antes da sinterização final. A magnetização somente é possível no sentido da pré orientação magnética.

Sendo que 100% das moléculas são orientadas o seu desempenho magnético é muito melhor que comparado ao não orientado.

Ímãs isotrópicos - são chamados de não orientados, suas propriedades magnéticas são aproximadamente as mesmas em qualquer direção. Existem várias possibilidades de imantação. Este ímã comparado com o anisotrópico possui um fluxo magnético menor.

As formas geométricas mais comuns dos ímãs de ferrite são: retangulares, quadrados, anéis, pastilhas e cilíndricos.

Instruções de segurança:
- Levar em consideração que os ímãs permanentes podem atrair aços ou outros ímãs com grande força mecânica. Os ímãs grandes atuam sobre grandes distâncias e podem produzir danos.

- Muitos ímas sinterizados são duros e quebradiços. Se dois destes ímas, se chocam teremos muitas pontas pontiagudas. Utilizar sempre luvas de segurança para manuseio deste tipo de ímã.

- Campos magnéticos elevados podem influenciar ou distorcer instrumentos eletrônicos ou mecânicos sensíveis. Guardar is ímãs a uma distância segura destes instrumentos.

- Nunca manusear imãs em um ambiente onde possa haver gás explosivo. Movimentando ou chocando-se ímãs, principalmente os de terras raras, podem soltar faíscas.

Observações:
- Os ímãs permanentes não devem ser expostos a fortes radiações durante grandes períodos de tempo. Algumas propriedades magnéticas poderão sofrer alterações.

- Ter sempre em conta a máxima temperatura a que o ímã será exposto. Basicamente, ao aumentarmos a temperatura, diminuem as propriedades magnéticas.

- Os ímãs de terras raras devem ser guardados em ambientes secos, para evitar a oxidação de sua superfície.

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