APARECIDA:
PADROEIRA DO BRASIL? O Padre J�lio J.
Brustoloni, mission�rio redentorista, no seu livro Hist�ria
de Nossa Senhora da Concei��o Aparecida � A
Imagem, o
Com
um �nico vers�culo da B�blia, provavelmente muito conhecido pelo padre, sua
teoria � desmontada: Adorar�s
o Senhor teu Deus e s� a Ele prestar�s
culto (Mt 4.10b). Al�m do mais, n�o acreditamos que aquela imagem de barro,
intitulada Nossa Senhora da Concei��o
Aparecida, seja um retrato de Maria, m�e do Senhor Jesus Cristo, conforme
nos revela a B�blia Sagrada.
S�o
declara��es como as do padre J�lio J. Brustoloni, ou o espantoso livro de S.
Afonso de Lig�rio "As Gl�rias
de Maria", que transferem, sem a menor cerim�nia, todos os atributos
e honras que pertencem exclusiva-mente ao Senhor Jesus para Maria ou a
tentativa malabarista da CNBB com o livreto "Com Maria, Rumo ao Novo Mil�nio" -uma for�osa tentativa de justificar
o culto mariano, � que nos faz pronunciar, mostrando um outro caminho, aquele
da B�blia, sem ret�rica ou esfor�o, um
caminho c�ndido, sereno e verdadeiro, com todo respeito e amor aos cat�licos
ro�manos, que todo crist�o deveria ter, apresentando-se firmes no tocante a
s� doutrina
Trata-se de uma pequena imagem de barro, medindo 39 cent�metros e pesando
aproximadamente 4,5 kg, sem o manto e a coroa, que foram acrescentados1.
As Anuas dos Padres Jesu�tas de 15
de janeiro de 1 750, dizem que, aquela
imagem foi moldada em barro, de cor azul escuro; � afamada por causa dos muitos
milagres realizados2. Dr. Pedro de Oliveira Neto, que estudou
a imagem, apresentando o resultado em 13 de abril de 1967, afirma, em contrapartida:
A
imagem encontrada pelos pesca-dores junto ao Porto de ltagua�u, e que hoje se
venera na Bas�lica Nacional, � de barro cinza claro, como constatei, barro que
se v� claramente em recente esfola-dura no cabelo3. A
mesma conclus�o chegaram os artistas do MASP � Museu de Artes de S�o Paulo -
em 1978, declarando:
Constatamos
pelos fragmentos da Imagem em terracota, que ela � da primeira meta�de do s�culo
XV!!, de artista seguramente paulista, tanto pela cor como pela qualidade do
barro empregado e, tamb�m, pela pr�pria feitura da escultura (4).
Essa pequena imagem
feita de barro representa Maria para o catolicismo romano.
Segundo o Dr. Pedro de Oliveira Neto, a imagem de barro foi feita por um disc�pulo
do Frei Agostinho da Piedade: A Imagem
de Nossa Senhora Aparecida � paulista, de arte erudita, feita provavelmente na primei�ra metade de 1600, por
disc�pulo, mas n�o pelo pr�prio mestre, do beneditino Frei Agostinho da Piedade.
Os estudiosos, observando o estilo da imagem, conclu�ram que o autor da
imagem foi o Frei Agostinho de Jesus, sendo provavelmente esculpida em 1650,
no mosteiro beneditino de Santana de Parna�ba, SP (5).
Apresentaremos algumas hip�teses razo�veis, embora nunca tenhamos a certeza
do fato. Nossa an�lise levar� em considera��o apenas as possibilidades culturais,
religiosas e hist�ricas. O livro de Gilberto Aparecido Angelozzi, Aparecida
a Senhora dos Esquecidos, Ed Vozes; Cap�tulo III � p. 55-66, exp�e alguns
poss�veis motivos sobre o assunto em quest�o.
Partindo do princ�pio de que realmente os pescadores acharam a imagem da Concei��o
Aparecida no rio, podemos ent�o desenvolver as seguintes id�ias:
A
teoria de que a imagem foi trazida pelos colonizadores brancos
� Por fam�lias
que se instalaram no vale do Para�ba;
pelos bandeirantes, pois eles carregavam imagens de Maria por onde quer que
passas�sem;
� pelos mission�rios
carmelitas, franciscanos e jesu�tas que passaram por aquela regi�o;
por algum comerciante ou vendedor ambulante e ter sido quebrada em sua bagagem;
poderia fazer parte de um orat�rio familiar e, ao ter sido quebrado o pesco�o
da imagem, ter sido lan�ada ao rio.
A
teoria de que a imagem foi lan�ada no rio por escravos negros
Algum escravo negro, devido ao sincretismo religioso, poderia associar a imagem
� de algum orix�, especialmente aos que est�o associados �s �guas;
poderia ter lan�ado a imagem nas �guas como um oferecimento a algum orix�,
fazendo pedidos relacionados � sa�de: engravidar, gravidez de risco, prote��o
� crian�a etc;
poderia ter sido lan�ado nas �guas para se obter riquezas ,ouro, dinheiro,
pedras preciosas etc.
A teoria das lendas ind�genas
Uma lenda ind�gena relata que eles criam na grande cobra que habitava nos
rios a Cobra Norato. Durante o dia
era uma terr�vel cobra e � noite era um jovem que dan�ava com as mo�as. Algum
padre teria lan�ado a imagem para proteger os �ndios;
Outra lenda diz que, na cidade de Jacare�, apareceu uma grande cobra e algu�m
a enfrentou lan�ando a imagem da Imaculada Concei��o ao rio, fazendo com que
a cobra fugisse.
A
teoria oficial da
O catolicismo romano possui duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram
no Arquivo da C�ria Metropolitana de Aparecida (1 Livro do Tombo da Par�quia
de Santo Ant�nio de Guaratinguet�) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus,
em Roma (Annuae Litterae Provinciae Brasil�anae,
anni 1748 et 1749)6.
A narrativa diz basicamente que, no ano de 1719, os pescadores Domingos Martins
Garc�a, Jo�o Alves e Filipe Pedroso lan�avam suas redes no Porto de Jos� Corr�a
Leite, prosseguindo at� o Porto de ltaguassu. Lan�ando Jo�o Alves a sua rede
de rastro neste porto, tirou o corpo da Senhora, sem cabe�a. Lan�ando mais abaixo
outra vez a rede, conseguiu trazer a cabe�a da mesma Senhora. N�o tinham at�
aquele momento apanhado peixe algum. A partir de ent�o, fizeram uma copiosa
pescaria que encheu as canoas de peixes. Ap�s esse milagre, surgiram outros relacionados � imagem.
A explica��o do Dr.
Segundo o Dr. An�bal Pereira dos Reis ex-sacerdote, ordenado em 1949, formado
em Teologia e Ci�ncias Jur�dicas pela Pontifica Universidade Cat�lica de S�o
Paulo, em seu livro A Senhora Aparecida,
Edi��es Caminho de Damasco Ltda, SP, 1988; trata-se de uma grande arma��o
do padre Jos� Alves Vilela , p�roco da matriz local. Segundo suas investiga��es,
foi o padre Jos� Alves Vilela quem colocou a imagem no rio e iniciou planejadamente
a divulga��o dos supostos milagres, al�m de estar manipulando todo tempo a imagem
e divulgando seus supostos milagres.
Pequena
cronologia
1717�
Pescadores apanharam no rio a Imagem da Concei��o
Aparecida
1745-1903
� A festa principal da Concei��o Aparecida
� celebrada em 08 de dezembro;
1888
� No dia 06 de novembro, a princesa Isabel visita pela segunda vez a bas�lica
e deixa como ex-voto uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis;
1929
� Celebra��o dos 25 anos da Coroa��o de Maria em um Congresso Mariano;
1930�
No dia 16 de julho, o Papa Pio XI assina o decreto, declarando Concei��o
Aparecida a Padroeira do Brasil;
1931
� No dia 31 de maio, a imagem de barro da Concei��o
Aparecida � declarada, oficialmente, na Capital Federal a Padroeira
do Brasil. Get�lio Dornelles Vargas, era o presidente naquela �poca.
Segundo o padre J�lio J. Brusto�loni, Na
Esplanada do Castelo, outra multid�o aguardava a chegada da Imagem Milagrosa.
No grande estrado, junto do altar da Padroeira, encontravam-se o Presidente
da Re�p�blica, Dr. Get�lio Dornelles Vargas, Ministros de Estado, membros do
Corpo Diplom�tico credenciados junto do nosso governo,
e
outras autoridades civis, militares e eclesi�sticas. O
Sr. N�ncio Apost�lico, Dom Alo�sio Masella,
estava ao lado do Presidente e sua fam�lia. Na Esplanada, a Imagem percorreu
as diversas quadras para que o povo pudesse v�-la de perto, e, ao chegar ao
altar, Dom Leme deu-a a beijar ao Presidente e sua fam�lia. Um sil�ncio profundo
invadiu a Esplanada, quando a Imagem foi colocada no altar. Ap�s o discurso
de sauda��o, Dom Leme iniciou o solene ato da proclama��o de Nossa Senhora Aparecida
como Padroeira do Brasil7. Segundo relata o padre J�lio, ap�s
a cerim�nia, o povo cat�lico romano gritou: Senhora Aparecida, o Brasil � vosso! Rainha do Brasil, aben�oai a nossa
gente. Paz ao nosso povo! Salva��o para a nossa P�tria! Senhora Aparecida,
o Brasil vos ama, o Brasil em v�s confia! Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama,
Salve Rainha!8
O QUE � IDOLATRIA
Vejamos algumas defini��es: �dolo. S.m.
1. Est�tua ou simples objeto cultuado como deus ou deusa, 2. Objeto no qual
se julga habitar um esp�rito, e por isso venerado. 3. Fig. Pessoa a quem se
tributa respeito ou afeto excessivo. Id�latra. Adj. 2 g. 1. Respeitante �, ou
pr�prio da idolatria. 2. Que adora �dolos. 3. Idol�trico (2). * s.
2 g. 4. Pessoa que adora �dolos; Idolatrar. V t. d. 1. Prestar idolatria (1) a;
amar com idolatria (1); adorar, venerar. 2. Amar com idolatria (2), com excesso,
cegamente. Int. 3. adorar �dolos; praticar a idolatria (1). Idolatria. SE. 1.
Culto prestado a �dolos. 2. Amor ou paix�o exa�gerada, excessiva9.
Idolatria- 1. Essa palavra vem do grego, e�dolon, �dolo, e latre�ein, adorar.
Esse termo refere-se � adora��o ou venera��o a �dolos ou imagens, quando usado
em seu sentido prim�rio. Por�m, em um sentido mais lato, pode indicar venera��o
ou adora��o a qualquer objeto, pessoa, institui��o, ambi��o etc, que tome o
lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que
O culto � imagem esculpida, deuses de fundi��o, imagem de escultura, est�tua,
figura de pedra, imagens sagradas ou �dolos � idolatria e profanam a ordem divina.
N�o far�s para ti imagens
esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos c�us, ou do que existe
embaixo, na terra, ou do que existe nas �guas, por debaixo da terra. N�o te
prostrar�s diante delas e n�o lhes prestar�s culto (Ex
20.4)
N�o vos voltareis para os
�dolos, nem fareis para v�s deuses de fundi��o. Eu sou o Senhor vosso Deus (Lv
19.4)
N�o fareis para v�s �dolos,
nem para v�s levantareis imagem de escultura nem est�tua, nem poreis figura
de pedra na vossa terra para inclinar-vos diante dela. Eu sou o Senhor vos�soDeus
(Lv26.1)
Confundidos sejam todos os
que adoram imagens de esculturas, que se gloriam de �do�los in�teis... (SI
9 7.7)
Os �dolos deles s�o prata
e ouro, obra das m�os do homem. T�m boca, mas n�o fa�lam, t�m olhos, mas n�o
v�em; t�m ouvidos, mas n�o ouvem, t�m nariz, mas n�o cheiram; t�m m�os, mas
n�o apalpam, t�m p�s, mas n�o andam; nem som algum sai da sua gar�ganta; Tornem-se
semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam. (SI
A tua terra est� cheia de
�dolos, inclina�ram-se perante a obra das suas m�os, diante daquilo que fabricaram
os seus dedos. Pelo que o homem ser� abatido, e
a humanidade humilhada; n�o lhes perdoes!
(Is 2.8-9)
... Ao Senhor teu Deus adorar�s, e
s� a ele servir�s (Mt 4.11; Lc 4.8)
O principal de todos os mandamentos
�:
Mas vem a hora, e j� chegou,
em que os verdadeiros adoradores adorar�o o Pai em esp�rito e em verdade, pois
o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus � Esp�rito, e
impor�ta que os que o adoram o adorem
em esp�rito e em verdade (Jo.4.23-24)
Enquanto Paulo os esperava
em Atenas, o seu esp�rito se revoltava em si mesmo vendo a cidade t�o entregue
� idolatria (At 1 7.16)
N�o sabeis que os injustos
n�o h�o de herdar o reino de Deus? N�o erreis: nem impuros, nem id�latras, nem
ad�lteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladr�es, nem avarentos, nem b�bados,
nem maldizentes, nem roubadores herdar�o o reino de Deus (1
Co 6.10-11; Ef5.5)
N�o vos fa�ais id�latras,
como alguns
E que consenso tem o templo
de Deus com os �dolos? Pois v�s sois santu�rios do Deus vivente... (2
Co 12.2)
As obras da carne s�o conhecidas,
as quais s�o:
Filhinhos, guardai-vos dos
�dolos(1 Jo5.21)
* Mas,
quanto aos medrosos, e aos incr�dulos, e aos abomin�veis, e aos homicidas, e
aos ad�lteros, e aos feiticeiros, e aos
id�latras, e a todos os mentirosos, a sua parte ser� no lago que arde com fogo
e enxofre, que � a segunda mor�te (Ap 21.8)
Ficar�o de fora os c�es,
os feiticeiros, os ad�lteros, os homicidas, os id�latras, e todo aquele que
ama e pratica a mentira (Ap.
22.1 5).
Deus proibiu ao seu povo a confec��o e o culto a imagens, est�tuas etc, visto
que os povos pag�os atribu�am a esses artefatos de barro, madeira ou outro material
corrupt�vel, um car�ter religioso. Acreditavam, al�m do mais, que a divindade
se fazia presente por meio dessa pr�tica. O Deus Todo-Poderoso ensinou seu povo
a n�o cultuar imagens. Sua
Algumas imagens que Deus mandou fazer n�o tinham por objetivo elevar a piedade
de Israel e nem ser�viam de modelo para reflex�o ou conduta. Eram apenas s�mbolos
decorativos e representativos. Deus mandou fazer a Arca da Alian�a;
Quando analisamos esta quest�o na hist�ria da na��o de Israel, o povo que
recebeu os mandamentos de Deus e a preocupa��o dos judeus religiosos em manter-se
fi�is, podemos entender que, apesar do Antigo Testamento proibir a confec��o
de imagens relativamente, no entanto
a adora��o ou culto a imagens era
Em algumas sinagogas do s�culo III e at� hoje encontramos pinturas de her�is
da f� em seus vitrais etc, jamais, entretanto, veremos judeus orando, cultuando
ou invocando Mois�s, Abra�o ou Ezequiel.
N�o encontramos argumento algum que justifique o culto, venera��o ou a fabrica��o
de imagens no Novo Testamento.
� A B�blia mostra que Paulo sofria por ver o povo entregue
a idolatria: Enquanto Paulo os esperava
em Atenas, o seu esp�rito se revoltava em si mesmo, vendo a cidade t�o entregue
� idolatria (At 1 7.1 6).
� Paulo foi atacado pelos art�fices, ourives e comerciantes
de imagens: Certo ourives, por nome Dem�trio,
que fazia de prata miniaturas do templo de Diana, dava n�o pouco lucro aos art�fices.
Eles os ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores,
v�s bem sabeis que desta ind�stria vem nossa prosperidade. E bem vedes e
ouvis que n�o s� em �feso, mas at� quase
em toda a �sia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multid�o, dizendo que n�o s�o deuses os que fazem
com as m�os. N�o somente h� perigo de que a nossa profiss�o caia em descr�dito,
mas tamb�m de que o pr�prio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada,
vindo a ser destru�da a majestade daquela que toda a �sia e o
mundo veneram. Ouvindo isto, encheram-se de ira, e clamaram:
Grande � a Diana dos ef�sios! (Atos 19.24-28)
O culto aos santos s� come�a a
partir de cem anos, aproximadamente, depois da mor�te de Jesus, com uma t�mida
venera��o aos m�rtires11. A primeira ora��o dirigida expressamente
� M�e de Deus � a invoca��o Sub tuum praesidium,
formulada no fim do s�culo III ou mais provavelmente no in�cio do 1V12.
N�o podemos dizer que a venera��o dos
santos � e muito menos a da M�e de
Cristo � fa�a parte do patrim�nio
original13. Se o culto aos santos e a Maria fosse correto, Jo�o,
que escreveu o �ltimo evangelho, aproximadamente no ano 100 d.C. , certamente
falaria sobre o assunto e incentivaria tal pr�tica. Ele, por�m, nos adverte:
Filhinhos, guardai-vos dos �dolos (1
Jo 5.21). Na luta para justificar o culto �s imagens, bem como seu uso nas Igrejas,
os cat�licos apresentam a teoria da pedagogia divina.
D. Estev�o Bettencourt resume assim a
teoria: . . .0s crist�os foram percebendo
que a proibi��o de fazer imagens no Antigo Testamento tinha o mesmo papel de
pedagogo (condutor de crian�as destinado a cumprir as suas fun��es e retirar-se)
que a Lei de Mois�s em geral tinha junto ao povo de Israel. Por isto, o uso
das imagens foi-se implantando. As gera��es crist�s compreenderam que, segundo
o m�todo da pedagogia divina, atualizada na Encarna��o, deveriam procurar subir
ao Invis�vel passando pelo vis�vel que Cristo apresentou aos homens; a medita��o
das fases da vida de Jesus e a representa��o art�stica das mesmas se tornaram
recursos com que o povo fiel procurou
aproximarse do Filho de Deus14. Assim criaram a id�ia de que,
nas igrejas as imagens torna�ram-se a
B�blia dos iletrados, dos simples e das crian�as, exercendo fun��o pedag�gica
de grande alcance. E o que notam alguns
escritores crist�os antigos: O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das
igrejas e ajuda grandemente (S. Greg�rio de Nissa, Paneg�rico de S. Teodoro,
PG 46,73 7d). O que a B�blia � para os
que sabem ler, a imagem o � para os iletrados (S�o Jo�o Damasceno,De
imaginibus 1 1 7 PG 94, 1 248c)5
Levando-se em considera��o que um dos objetivos da Igreja Cat�lica Romana
� ensinar a B�blia ao povo atrav�s das imagens, especialmente aos menos alfabetizados,
surge-nos algumas perguntas: Por que se faz culto a elas, se o objetivo � ensinar
a B�blia? Por que ap�s passar dezenas de anos, com milhares de cat�licos alfabetizados,
ainda insistem em cultuar imagem? Se realmente a imagem fosse o livro daqueles
que n�o sabem ler, por que os cat�licos alfabetizados s�o t�o devotos e apegados
�s imagens? Ser� que pode-
mos
desobedecer a B�blia para superar uma defici�ncia de entendimento? Onde est�
a base b�blica para esta Teoria da Pedagogia Divina? Ser� que a encarna��o do
verbo poderia servir de base para se fazer imagens dos santos e cultu�-los?
A Igreja Cat�lica Romana apresenta basicamente duas fontes para justificar
o culto �s imagens: a tradi��o e as opini�es de seus l�deres. Em resumo: opini�o
dos homens. Citam a B�blia quando existe alguma possibilidade de apoio �s suas
doutrinas. Esquecem o ensino do famoso cl�rigo cat�lico romano, Padre Vieira:
As palavras de Deus prega�das no sentido
em que Deus as disse, s�o palavras de Deus; mas pregadas no sentido em que nos
queremos, n�o s�o palavras de Deus, antes podem ser palavras do dem�nio16.
A Palavra de Deus condena o culto �s imagens.
Os argumentos do catolicismo romano a favor do culto �s imagens fazem-nos
lembrar de um rei na B�blia, chamado Saul, que quis agra�dar a Deus com sua
opini�o, mesmo contrariando frontalmente a Palavra de Deus (1 Sm 15.1-23). O
catolicismo romano, de modo semelhante, contrariando a B�blia, entende que a
imagem � o livro daqueles que n�o sabem ler. O rei Saul, achava que oferecer
sacrif�cios era melhor, mais l�gico, mais correto, mais racional. Acreditava
que estava prestando um grande servi�o a Deus (1 Sm 15.20-21). Deus, no entanto,
o reprovou, dizendo: Tem o Senhor tanto
prazer em holocaustos e sacrif�cios, como em que se obede�a � sua palavra? Obedecer
� melhor do que sacrificar, e atender melhor � do que a gordura de carneiros
(1 Sm15.22). Deus pro�be terminantemente o culto a �dolos e imagens (Ex
20.1 -6; Lv 26.1; Nm 33.52; Dt.27.15; 2 Rs
O catolicismo romano ensina o culto � imagem inventando uma teoria, contr�ria
� B�blia e insiste em dizer que est� fazendo isso para ajudar a obra de Deus.
Ainda que Saul pensas�se estar prestando um servi�o a Deus, como fazem aqueles
que prestam culto � imagem da Concei��o Aparecida,
seu ato foi uma desobedi�ncia � Palavra de Deus, e isso � considerado rebeli�o
(1 Sm 15.21-26).A B�blia diz:
Prezado leitor, o culto �s imagens ser� sempre uma abomina��o a Deus. E a
marca e a continuidade do paganismo. Cristianismo � a f� exclusiva na obra do
Senhor Jesus (Jo.3.1 6; Rm5.8; Ef2.8-9;1 Tm2.5;Tt2.11).E adora��o exclusiva
a Deus: .. Ao Senhor teu Deus adorar�s,
e s� a ele servir�s (Mt 4.11;
Lc 4.8). O principal de todos os mandamentos
� Ouve, � Israel, o Senhor nosso Deus � o �nico Senhor! Amar�s ao Senhor teu
Deus de todo o teu cora��o, de toda a sua alma, de todo o teu entendimento e
de todas as tuas for�as (Mc 1 2.29-3Q~ Mt 92 37). Mas vem a hora, e j� chegou, em que os verdadeiros adoradores adorar�o
o Pai em esp�rito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus � Esp�rito, e importa que os que o adoram o adorem em esp�rito e em verdade
(Jo 4.23-24).
LATRIA
- ADORA��O A DEUS
HIPERDU LIA - DEVO��O � MARIA
DULIA- DEVO��O AOS SANTOS E AOS ANJOS
A
Dificuldade do Catolicismo Romano
Se os cat�licos romanos se limitassem a exaltar os her�is da f�, e a prop�-los
como modelo a ser seguido, n�o haveria nenhum problema. Assim agem tamb�m os
crist�os genu�nos. Infelizmente, n�o � isso que acontece. Por mais que o l�deres
cat�licos romanos se esforcem em suas infind�veis apologias ou explica��es,
elas n�o passam de tentativas v�s e superficiais. Exemplo dessa tentativa �
a teoria de tr�s tipos de devo��o: a dulia, a hiperdulia e a
latria. Perguntamos: qual a diferen�a
que pode haver entre a dulia e a hiperdulia?
Qual a diferen�a das duas com a latria?
A verdade � que os tr�s termos se confundem. Os dois termos (dulia
e hiperdulia) podem estar envolvidos
com a latria e tudo se torna uma distin��o
que n�o distingue coisa alguma.
As pessoas que se prostram diante de uma imagem da Concei��o
Aparecida, ou de S�o Jo�o, ou de S�o Sebasti�o ou de Jesus sabem que est�o
cultuando em n�veis diferentes? Para elas n�o seria tudo a mesma coisa?
Imagine um cat�lico romano bem instru��do que vai para o culto. Primeiramente
ele pretende cultuar S�o Jo�o. Dobra ent�o seus joelhos diante da imagem de
S�o Jo�o e pratica a dulia. Depois,
ir� prestar culto a Maria, deixando, nesse momento, de praticar a dulia
e passando a praticar a hiperdulia.
Finalmente, com inten��o de cultuar a Deus, ele come�a a praticar a latria.
N�o acreditamos que o povo cat�lico ro�mano saiba diferenciar a dulia,
a hiperdulia e a latria, e
mesmo que soubesse diferenci�-las, dificilmente conseguiria respeitar os limites
de cada uma.
Qual
� a diferen�a?
Adora��o e Venera��o. H� diferen�a entre adorar e prestar culto? Se
prostrar-se diante de um ser, dirigir-lhe ora��es e a��es de gra�a, fazer-lhe
pedidos, cantar-lhe hinos de louvor n�o for adora��o, fica dif�cil saber o que
o catolicismo romano entende por adora��o.
Chamar isso de venera��o � subestimar
a intelig�ncia humana.
Culto aos santos. Analisando essas pr�ticas cat�licas � luz da B�blia e da
hist�ria, fica claro que s�o pr�ticas pag�s. O papa Bonif�cio IV, em 610, celebrou
pela primeira vez a festa a todos os santos e substituiu o pante�o romano (templo
pag�o dedicado a todos os deuses) por um templo crist�o
para que as rel�quias dos santos fossem ali colocadas, inclusive Maria.
Dessa forma o culto aos santos e a Maria17 substituiu o culto aos
deuses e as deusas do paganismo.
Maria � deusa para os cat�licos? Os cat�licos manifestam um sentimento de
profunda tristeza quando afirmamos que Maria
� reconhecida como deusa no catolicismo. Dizem que n�o estamos sendo honestos
com essa declara��o, mas os fatos falam por si mesmos.O livro Gl�rias
de Maria, publicado em mais de 80 l�nguas, da autoria de Afonso Maria de
Lig�rio, canoniza�do pelo Papa, atribui � Maria toda a honra e toda a gl�ria
que a B�blia confere ao Senhor Jesus Cristo. Chama Maria de onipotente, al�m
de mencionar outros atributos divinos:
Sois onipotente, � Maria,
visto que vosso Filho quer vos honrar, fazendo sem demora tudo quanto v�s quereis18.
.Os pecadores s� por intercess�o de Maria obt�m o per�d�o19..., O
m�e de Deus vossa prote��o traz a imortalidade; vossa intercess�o, a vida20.
Em v�s, Senhora, tendo colocado toda a minha esperan�a e de v�s espero minha
salva��o, . . . Maria
� toda a esperan�a de nossa salva��o, acolhei-nos sob a vossa prote��o se salvos
nos quereis ver; pois s� por vosso interm�dio esperamos a salva��o21.
Os querubins. A passagem b�blica dos querubins do propiciat�rio da arca da
alian�a (�x 25.18-20), advogada pelos te�logos cat�licos romanos, n�o se re�veste
de sustenta��o alguma, pois n�o existe na B�blia uma passagem sequer em que
um judeu esteja dirigindo suas ora��es aos querubins, ou depositando sua f�
neles, ou lhes pagando promessas. Esse propiciat�rio era a figura da reden��o
em Cristo (Hb 9.5-9). A B�blia condena terminantemente o uso de imagem de escultura
como meio de cultuar a Deus (�x 20.4, 5; Dt 5.8,
9).
O culto aos santos e a adora��o � Maria, � luz da B�blia, n�o apresentam o catolicismo
romano como religi�o crist�, mas como idolatria (1 Jo 5.21). Jesus disse:
Ao
Senhor, teu Deus, adorar�s e s� a ele servir�s (M
t 4.10). O anjo disse a Jo�o: Adora somente
a Deus (Ap
Embora a Igreja Cat�lica Apost�lica Romana tenha declarado que a imagem de
barro da Concei��o Aparecida seja
a Padroeira e Senhora da Rep�blica Federativa do Brasil, consagrando o dia 12
de outubro a esse culto estranho �s Escrituras Sagradas, os crist�os evang�licos,
alicer�ados na autoridade da B�blia Sagra�da, declaram como Paulo: E
toda l�ngua confesse que JESUS CRISTO E O SENHOR, para gl�ria de Deus Pai(Fl
2.11).
Notas:
1
Aparecida, Capital Mariana do Brasil.
Autor Professor. Oswaldo Carvalho Freitas, Editora: Santu�rio. Aparecida-SP
p.85.
2
Hist�ria de Nossa Senhora da Concei��o
Aparecida. Autor: J�lio j.
Brustoloni,
Editora: Santu�rio. Aparecida-SP p. 20
3
Mesmo livro citado, p. 20-21 � nota
de rodap� 5.
4
Mesmo livro citado, p. 21 � nota de
rodap� 6.
5
Mesmo livro citado, p. 21-22.
6
Mesmo livro citado, p. 43.
7
Mesmo livro citado, p.
346.
8
ldem � p. 347.
9
Dicion�rio Aur�lio
10
Enciclop�dia de
11
O Culto a Maria Hoje. Autores: V�rios.
Sob a dire��o de Wolfgang
12
O mesmo livro citado. p. 33.
13
O mesmo livro citado. p. 33.
14
Di�logo Ecum�nico. Autor: Estev�o
Bettencourt . Editora:
L�men
15
Mesmo livro citado, p. 232.
16
Serm�es. Autor: Padre Antonio Vieira.
Editora: Lello & Irm�os. Porto
1
7 Atlas Hist�rico do Cristianismo. Autora:
Andr�a Du�. Editoras: Santu�rio / Vozes. S�o Paulo-SP p.72.
18
Gl�rias de Maria. Autor: Afonso Maria
de Lig�rio. Editora: Santu�rio.
19
Mesmo livro citado, p.76.
20
Mesmo livro citado, p.2�7.
21
Mesmo livro citado, p.l47.
EXTRA�DO
REVISTA DEFESA DA F� - N�MERO 26 - www.icp.com.br