Two Worlds Collide.

Your dreams will never be the same again.




- Então, é isso? Eu vou para o inferno? - Ele disse. Mas, a garota o interrompeu.
- Mas não há como reverter isso?
- Ah, boa pergunta, moçinha. - O demônio disse. - Há um sim. Mas ele não estaria disposto a fazer.
- O que é? - Perguntou o rapaz, desesperado.
- Você tem que mandar alguém no seu lugar.
- Então, pode ser um demônio?
- Não, tem que ser uma pessoa. - O demônio soltou um sorriso profundo.
- Mas, se eu vou matar alguém, quando eu morrer eu vou para o inferno de qualquer jeito!
- Matar? Quem disse que era matar? - Ele deu uma pausa, e se aproximou dos dois. - A pessoa tem que concordar em querer ir para lá.
E soltando uma gargalhada, ele sumiu.

A nossa história se passa no ano de 2008, mas não digo que ela durará somente um ano. Nossos protagonistas seriam e , dois caçadores de criaturas das trevas que se conheceram ao acaso numa missão, se os irmãos do rapaz não estivessem tão envolvidos na história. Ele se chama Jonas, e tem dois irmãos que também o ajudam a caçar.
Toda a família do rapaz que tem 19 anos, foi caçadora. O problema começou hoje, quando durante uma missão, o irmão de se feriu e "morreu". Desesperado, o rapaz convocou o demônio da morte, e trocou sua vida pela do irmão. Então, o tratado seria: viveria de novo como se nada tivesse acontecido, e teria um ano de vida. Quando esse ano estivesse completado, ele iria para o inferno onde seria mais um dos serviçais do demônio.
era amiga dos irmãos. Conhecera os três fazia dois anos e passou a caçar com eles. Ninguém sabe o porque ela começou a caçar, mas ela era muito boa no que fazia. Já tivera um caso de um mês com , mas agora eles haviam terminado e continuavam amigos. Porém, a garota se desesperara quando vira o amigo morrer.
Agora, ele teria um ano para aproveitar a vida ou para achar um modo de escapar das profundezas que o aguardava.

The History Beggins


Capítulo Um


Uma semana se passou. evitava , que percebia isso. Ele não era mais o mesmo, era exatamente o contrário. Foi numa terça-feira que tudo começou a mudar.
"Não sou o modelinho que você sonhou, nem sei dirigir, nunca fui doutor (..)"
- Meu, Strike, mesmo? - disse, se levantando e fuzilando com o olhar.
Ele riu, aumentou o volume e começou a dançar enquanto calçava o tênis.
- Você sabe que eu gosto.
Ela revirou os olhos e foi até o banheiro. Se arrumou, e eles desceram a escada e se encontraram com e na cafeteria que ficava perto do hotel. Se sentaram numa mesa, do lado de e na frente de . A garçonete, que era gorda e vestia um vestido amarelo ridículamente horrível, se aproximou.
- Dude, olha. Rolinho de porco é o especial de hoje. - disse. - Eu vou querer um especial do dia com porção extra de bacon e pimenta.
- Eu quero um café, com dois pão-de-queijos - Disse, horrorizada com o pedido de .
- Para mim, me vê um pão com manteiga e um copo de leite. - disse.
- Oh, pobre. Nem aproveitar o café da manhã sabe. - retrucou, rindo. - Eu quero uma panqueca com cobertura de chocolate.
- Podem deixar. - A garçonete respondeu, e saiu andando.
Logo que chegou no balcão, a garçonete atendeu um homem com trajes pobres:
- Você sabe que se não pedir nada, não pode ficar, Tom.
- Eu quero um café. - Ele respondeu, contando o escaço dinheiro que tinha.
A garçonete entrou, e a atenção de voltou-se para os meninos. Eles conversavam sobre o próximo caso, mas antes dela poder conferir o que era, sua atenção se ateve há um homem de terno cinza que ordenou o mesmo pedido que . Voltou para frente, e entrou na conversa.
- Onde é?
- Não é onde, . Tá viajada hoje, heim? - disse. - É o Professor Robert, conheçe?
- Já ouvi falar. Mas o que ele tem?
A garçonete chegou com os pedidos. Colocou todos na mesa, deixando a pimenta por último. Assim que tirou o prato de , que era o último, a pimenta caiu no chão.
- Limpeza! - Ela gritou. - Desculpem-me.
Eles assentiram com a cabeça, e ela se afastou. começou a responder .
- Ele sumiu, misteriosamente.
- Tá, e me conta mais sobre isso, querido.
- Então. O último lugar que ele visitou, segundo o jornal, foi esse parque.
Ela pegou o folheto da mão de , e viu que era um folheto sobre o parque onde eles falavam que acontecia mágica: A gravidade não existia. Ela somente revirou os olhos, e continuou a comer. Eles terminaram e foram andando pela rua. Logo que saíram do restaurante, passaram por um cachorro. Primeiro, ele latiu. Depois, abaixou a cabeça como se tivesse medo. Em seguida, voltou a latir.
- Então, a gente podia ir visitar esse lugar. - disse.
- Vamos de noite, quando estiver fechado. - retrucou
- Ok, combinado.
Eles continuaram andando, até que uma menina que carregava um monte de papeis trombou com . Ela murmurou "desculpas", e seguiu andando. olhou para ela, que agora já estava distante, e voltou com um sorriso bobo na cara.
- Ok, , deu de olhar para a bunda da menina, né? - disse, rindo.
- Ah, você não implica com o por isso.
- Mas ele não fica olhando para a bunda de meninas desconhecidas.
- Não, ele fica olhando para a sua mesmo! Se toca , ele não desgruda o olho d.. - Mas foi interrompido por um soco de no braço.
riu, sem graça, e continuou andando. Não pode deixar de notar que quando eles estavam atravessando a rua, se deixou ficar para trás e ficou olhando para ela. Para ela, vírgula, para a bunda dela.
Chegou de noite, eram 11 horas. Eles entraram escondidos no parque, seguindo diretamente para a casa. Entraram na primeira sala, que era um verde berrante com uma única e grande espiral azul dando agonia. Entraram na primeira - e única verdadeira - porta, parando numa sala onde tudo estava colado no teto. Nada que uma superbond não fizesse.
Iluminando com suas lanternas, eles foram procurando algo suspeito.
- Acharam algo? - disse.
- Não, e você?
- Você sabe o que tá procurando, ?
- Ah,.. sim.
Ela somente olhou para ele como se o ameaçasse se não contasse a verdade, e ele resolveu falar a verdade.
- Ok, não.
Eles continuaram procurando mesmo sem saber o que, quando um velho entrou na sala apontando um rifle para eles. Ele era velho, mas era magro e usava um luxuoso terno. Como era a única com arma, ela virou rapidamente e continuou apontando a arma para ele.
- Vieram roubar?! - Ele disse.
- Não, calma. Nós viemos.. - começou a fala enquanto abaixava a arma.
- Fique parada! - Ele disse.
- Estou abaixando a arma, calma..
- EU DISSE PARADA.
- Ok, ok, o..
Mas um tiro interrompeu ela. O homem atirou em , que caiu com tudo no chão. tacou a arma no chão e correu para ele. ficou estático, como se tivesse levado um choque, e se juntou a ela. Desesperada, ela começou a chacoalhar levemente , falando:
- , não, não, fica comigo, não..
- RÁPIDO, CHAMA UMA AMBULÂNCIA! - gritava para o homem, que balbuciava algo como "foi sem querer, eu não queria."
O rosto de pendeu para o lado, com os olhos fechados. sentiu uma pontada no coração, e tudo ficou preto.

"Não sou o modelinho que você sonhou, nem sei dirigir, nunca fui doutor (..)"
- Meu, Strike, mesmo? - disse, se levantando e fuzilando com o olhar.
Ele riu, aumentou o volume e começou a dançar enquanto calçava o tênis.
- Você sabe que eu gosto.
Ela se levantou, e parou. Nossa, ela tinha tido um sonho estranho, onde.. Bom, não interessava. Revirou os olhos com o comentário do e se dirigiu até o banheiro. Após se arrumar, eles desceram a escada e encontraram encontraram e na cafeteria que ficava perto do hotel. Se sentaram numa mesa, do lado de e na frente de . A garçonete, que era gorda e vestia um vestido amarelo ridículamente horrível, se aproximou.
- Dude, olha. Rolinho de porco é o especial de hoje. - disse. - Eu vou querer um especial do dia com porção extra de bacon e pimenta.
ficou quieta, por um tempo. Ela somente conseguia pensar como tinha a sensação que tivera um sonho e que agora tudo acontecia igual a ele. Era terça novamente?
- Eu quero um café, com dois pão-de-queijos - Disse, horrorizada com a possibilidade de isso realmente estar acontecendo.
- Para mim, me vê um pão com manteiga e um copo de leite. - disse.
- Oh, pobre. Nem aproveitar o café da manhã sabe. - retrucou, rindo. - Eu quero uma panqueca com cobertura de chocolate.
- Podem deixar. - A garçonete respondeu, e saiu andando.
Logo que chegou no balcão, a garçonete atendeu um homem com trajes pobres:
- Você sabe que se não pedir nada, não pode ficar, Tom.
- Eu quero um café. - Ele respondeu, contando o escaço dinheiro que tinha.
A garçonete entrou, e a atenção de voltou-se para os meninos. Eles conversavam sobre o próximo caso, mas antes dela poder conferir o que era, sua atenção se ateve há um homem de terno cinza que ordenou o mesmo pedido que . Voltou para frente, e entrou na conversa.
- O que tem?
- Tá viajada hoje, heim, ? - disse. - É o Professor Robert, conheçe?
- Já ouvi falar. Mas o que ele tem? - Ela respondeu, perturbada. Somente ela estaria percebendo isso?
A garçonete chegou com os pedidos. Colocou todos na mesa, deixando a pimenta por último. Assim que tirou o prato de , que era o último, a pimenta caiu no chão. Ou melhor, quase caiu no chão. Assim que olhou a pimenta, se lembrou que a pimenta caia no sonho e estendeu a mão para o lado e pegou antes que ela se quebrasse.
- Uau! Obrigada. - A garçonete respondeu.
Ela assentiu com a cabeça, e a mulher se afastou. começou a fitar .
- Bons reflexos..
- Hum.. ok, mas o que tem o professor?
- Ele sumiu, misteriosamente.
- Tá, e me conta mais sobre isso, querido.
- Então. O último lugar que ele visitou, segundo o jornal, foi esse parque.
Ela pegou o folheto da mão de , e viu que era um folheto sobre o parque onde eles falavam que acontecia mágica.. Era idêntico ao folheto do sonho. Ou seria realidade? Eles terminaram e foram andando pela rua. Logo que saíram do restaurante, passaram por um cachorro. Primeiro, ele latiu. Depois, abaixou a cabeça como se tivesse medo. Em seguida, voltou a latir.
- Então, a gente podia ir visitar esse lugar. - disse.
- Vamos de noite, quando estiver fechado. - retrucou
- NÃO! - Ela gritou.
Todos se assustaram e olharam para ela como se exigissem explicação.
- Vamos agora, vai ter gente, e..
- Não, , vamos mais tarde.. - voltou a insistir
- Não , eu quero ir agora.
- Por quê?
- Confia em mim, tá bem?
- Ok..
Eles continuaram andando, até que uma menina que carregava um monte de papeis trombou com . Ela murmurou "desculpas", e seguiu andando. olhou para ela, que agora já estava distante, e voltou com um sorriso bobo na cara.
- Nossa , eu preciso te ensinar uns truques de olhar para a bunda das garotas sem deixar tão na cara. - disse, rindo e girando a chave do carro.
- Claro, você ficou expert de tanto olhar para a bunda da , né? - Ele retrucou.
riu, se distraindo e parando de pensar um pouco no sonho, e eles começaram a atravessar a rua. Quando , que estava primeiro de todos, começou a atravessar a rua, um carro amarelo veio rápido e atropelou ele, fazendo-o voar. , desesperada se aproximou e foi até ele. O motorista do carro brandia bravo e começou a descer do carro, enquanto e ficaram estáticos como se tivessem levado um choque.
sentiu que o coração de não batia mais, e ficou desesperada. A cara dele tinha o olho fechado e o pescoço virado ao contrário. Era uma cena horrorizante, e ela não sabia o que fazer. Tudo escureceu novamente.

"Não sou o modelinho que você sonhou, nem sei dirigir, nunca fui doutor (..)"
acordou e estava na cama do hotel, como no passado. Ela abriu os olhos, e viu calçando o sapato na cama ao lado, dançando e cantando a música. Olhou no relógio do rádio que a música tocava, e viu: terça-feira. Ah não, não era possível.
Se arrumou sem responder o "bom dia" de , e desceram rapidamente até a cafeteria. Encontraram e lá, e quando eles foram se sentar, ela disse:
- Eu preciso sentar do lado do . - E falando isso, sentou fazendo-os inverter totalmente os lugares.
Eles, atordoados, não falaram nada. Se sentaram, e a garçonete de vestido amarelo horrível se aproximou.
- Dude, olha. Rolinho de porco é o especial de hoje. - disse. - Eu vou querer..
- Ele vai querer rolinho de porco com porção extra de bacon, e acompanhado do fraco de pimenta. - disse, mau-humorada.
- Dude, você já sabe o que eu vou pedir.
- Sim.
- E vocês? - A garçonete gorda perguntou.
- Eu não quero nada. - respondeu.
- Para mim, me vê um pão com manteiga e um copo de leite. - disse.
- Oh, pobre. Nem aproveitar o café da manhã sabe. - retrucou, rindo. - Eu quero uma panqueca com cobertura de chocolate.
- Podem deixar. - A garçonete respondeu, e saiu andando.
Logo que chegou no balcão, a garçonete atendeu um homem com trajes pobres:
- Você sabe que se não pedir nada, não pode ficar, Tom.
- Eu quero um café. - Ele respondeu, contando o escaço dinheiro que tinha.
A garçonete entrou, e a atenção de voltou-se para os meninos. Eles conversavam novamente sobre o parque chato que não tinha nada a ver, argh! O homem de terno cinza que ordenou o mesmo pedido que . Voltou para frente, e interrompeu a conversa.
- Gente, preciso falar com vocês.
- O quê? - perguntou.
- Esse dia já aconteceu.
- Como assim?
- Ontem, foi terça-feira, é a segunda vez que esse dia se repete. Vocês não sentem nada?
- Tipo um deja-vú? - disse.
- Não, é comos e já tivesse acontecido, e..
A garçonete chegou com os pedidos. Colocou todos na mesa, deixando a pimenta por último. Assim que tirou o prato de , que era o último, a pimenta caiu da bandeja. Rapidamente, estendeu o braço e pegou a pimenta.
- Uau! Obrigada. - A garçonete respondeu.
Ela assentiu com a cabeça, e a mulher se afastou. começou a fitar .
- Ou seja, um deja vú. - completou.
- NÃO! Não é um deja vú. Nós estamos num loopin de tempo.
Eles só olharam, assustados, e continuaram a comer. Pagaram e sairam de lá. Logo que saíram do restaurante, passaram por um cachorro. Primeiro, ele latiu. Depois, abaixou a cabeça como se tivesse medo. Em seguida, voltou a latir. A menina que batia sempre em bateu nele, e ele ficou olhando para ela. ameaçou a falar, mas interrompeu.
- Agora, o fala que você olhou descaradamente para a bunda dela, e você diz que ele olha para a minha, dai o atravessa a rua e.. - Ela parou, e segurou firmemente , impedindo-o de atravessar.
Ela puxou eles para longe da rua, e no momento seguinte um carro amarelo passou a toda na rua. Se eles tivessem atravesado, seria atropelado. Ele olhou para ela, que tinha cara de mau-humor ainda.
- E o dia acaba sempre com o morrendo. - Ela disse.
Os três olharam horrorizados para ela, sem saber o que falar.
- Então, se isso acontece mesmo, é só nós ficarmos na moita até meia-noite, não? - disse, como se tivessse descobrido a América.
- É.. se ele sobreviver até amanhã,.. - Ela começou, mas foi interrompida.
Um piano caiu sobre , que estava se olhando o outro lado da rua distraido. , horrorizada, olhou para cima. Os mesmo caras que todo dia tentavam empurrar um piano para dentro da casa haviam derrubado ele em cima de , que agora jazia esmagado e morto no chão. Sentiu e começarem a se desesperar, fechou os olhos, e acordou já ouvindo a música.

, que comia linguiças porque havia impedido ele de comer o troço de porco que ele queria, morreu afogado.
, que se abaixou para fazer carinho no cachorro que latia para eles, morreu com o cachorro mordendo ele todo.
, que ligava o secador na tomada para usar, levou um choque e morreu.
estava rindo do homem que cuidava do parque, que estava amarrado e amordaçado há uma caidera, enquanto destruia com um machado as paredes da sala. Estava tudo destruído, e gritava: "Eu vou destruir até achar a maldição!", quando deu onze e meia e achou que bastava. Se aproximou dela, puxou o machado da mão dela, que resistiu, mas depois soltou. O machado caiu com tudo no peito de , que tombou novamente para trás espirrando sangue na cara do homem, que tentava gritar desesperado.

"Não sou o modelinho que você sonhou, nem sei dirigir, nunca fui doutor (..)"
se levantou, com o mau-humor de sempre. Se encontrou com e na cafeteria e se sentou. Explicou novamente para eles do "loopin temporal", como fazia todas as terças-feiras - ou seja, sempre.
- Mas, então, me prove que isso já aconteceu. - disse, como sempre.
- Ok, vamos lá. - Ela disse, já irritada de ter que repetir isso sempre.
- Vamos, estou esperando. - disse, e disse junto.
- , o que é isso? - Novamente.
- Como assim, você sabe o que eu vou falar?
- Ok, você sabe TUDO o que vai acontecer?
- Eu sou a , eu chorei quando rompi com o . - nessa hora, olhou assustado para ela. Ela nem se importou, continuou imitando .
- Eu sou a , e gosto que o olhe para a minha bunda.
- O é lindo, pegaeu!
- OK, EU ENTENDI! - Ele gritou, e ela o imitou mas sem gritar nem bater na mesa.
- Como você sabe? - ele disse, derrotado.
- Porque eu já vivi umas 100 segundas iguais, com todas as possibilidades de ações que você já imaginou, e elas só acabam quando você morria, e cada dia você morria de um jeito diferente. Eu sei que o Tom, ali no balcão, vai assaltar o mecânico hoje a tarde. Sei que o Mark, que é o caixa, está roubando dinheiro. Sei que a Beth, a garçonete gorda, tem uma queda pelo Pett, o cozinheiro. E sei que o homem de terno cinza vai pedir calda de chocolate para acompanhar as panquecas..
Ela se levantou, e viu que o homem de terno cinza não estava mais ali. E pior de tudo: ele havia pedido calda de morango. Percorreu os olhos, e viu que o homem estava atravessando a rua em frente. Puxando os meninos, que sem terminar de comer somente pagaram a conta deixando o dinheiro na mesa, a seguiram.
- , você está louca? - perguntou.
- Ele só pediu uma calda diferente, estamos num país livre, .. - tentou argumentar.
- Não. Aqui sempre tudo é igual, todos sempre fazem a mesma coisa.
Ela respondeu seca, e tirou uma estaca de madeira do cinto da calça. Assim que chegou perto o suficiente do homem de terno cinza, virou ele contra a grade que tinha ali perto. Colocou a estaca no pescoço dele, ameaçando matá-lo.
- QUAL A GRAÇA? - Ela disse, enquanto não usava força nenhuma para mentê-lo lá, mesmo que ele tentasse sair.
- Eu, eu.. Não sei do que você está falando!
- EU SEI RECONHECER DEMÔNIOS DO SEU TIPO. DO TIPO BRINCALHÃO, É? - Ela gritava, e os meninos só olhavam para ela.
- Eu me chamo Anderson W., tenho esposa e dois filhos, por favor.. - Ele dizia
- NÃO ME ENGANA! JÁ MATEI OUTROS COMO VOCÊ!
- Humm.. Está bem. Na verdade, querida, não matou não. - E assumiu a forma de um demônio que eles já haviam encontrado e, teoricamente, matado há muito tempo.
- Qual a graça? - Ela perguntou, apertando mais ainda a estaca nele.
- Tem muita graça. Ver você de mau-humor só porque a terça nunca passa, e ainda ver você assistir seu amorzinho morrer todo dia é tão legal..
Ela apertou mais ainda a estaca contra ele, que pensou e preferiu agir cuidadosamente. Não estava em posição de se gabar.
- Ok, você me deixa, e eu faço a terça passar.
- O que você fez com o professor?
- Ah, ele não acreditou nos meus poderes, então eu taquei ele num túnel do tempo. - Disse, dando um sorriso típico de um demônio.
- Nunca mais se atreva a mecher comigo.
Ela soltou ele, e saiu andando. De repente, tudo ficou escuro.

"When I find myself in time of troubles, mother marry comes to me (..)"
se levantou, e olhou diretamente para o relógio do hotel. Era quarta. Suspirou, e falou:
- Beatles hoje?
- Pois é, só toca isso. Essa rádio é uma porcaria.
- Calma, o que você se lembra de ontem?
- Que você estava de mau-humor e que a gente conversou com um demônio brincalhão.. - Ele respondeu, terminando de vestir o tênis.
- Ok.
- Vamos tomar café?
- Não. Liga pro e avisa que eu e você não vamos.
- Por quê?
- , temos que sair daqui o mais rápido possível.. - Ela disse, pegando no braço dele como se pedisse por favor. Ele estranhou, mas cedeu.
- Ok, aviso para eles serem rápidos. Enquanto isso, vou carregar o carro.
desceu as escadas que davam diretamente da porta do quarto para o estacionamento ao ar livre, e começou a carregar o carro. Colocou a última mala, quando percebeu alguém se aproximar:
- ? - Ele disse, mas percebeu que era o mesmo cara que estava no bar ontem, dando todo o dinheiro que tinha para o café.
Ele apontava uma arma e tremia, bem nervoso.
- Passa a carteira.
levantou as mãos, calmamente, e desceu uma ao bolso da sua calça, onde guardava a carteira.
- Calma, ninguém precisa se machucar.. Eu vou te dar tudo,..
- VAMOS, A CARTEIRA! - O outro respondeu, balançando a arma.
- Hey cara, não balança isso não..
Mas não conseguiu terminar. Um tiro atingiu ele, e caiu no chão. ouviu o tiro e saiu correndo do quarto. Quando chegou lá fora, viu caído com um buraco na camiseta. Por ele escorria sangue sem parar. Aflita, se ajoelhou diante dele e pegou a cabeça dele.
Fechou os olhos com força, desejando acordar. Mas, isso não aconteceu.
- Calma , isso não era para acontecer hoje, e..
Sentiu a cabeça de pender no seu corpo novamente. E ela não acordou.

Depois do dia da morte de , deixou e . Ela se afastou deles, pegou um ônibus e partiu. morrera mesmo, e tornara ela numa obcecada. Obcecada para achar o demônio que havia causado tudo aquilo, e estava decidida a trazer de novo.
Já passara três meses desde o ocorrido, e abriu a porta do apartamento dela. Havia alugado um apartamento, e quando ela entrou nele, viu tudo normal. Pelas paredes, fotos do demônio e de onde ele fora visto pela última vez estavam espalhadas. Ela só conseguia pensar nisso. Não havia participado do velório de , não havia feito nada além de alimentar sua obceção de achar o demônio que estragara a vida dela.
Se dirigiu ao banheiro, lavou o rosto e ouviu a sercretária eletrônica atender a ligação:
"Hey, ?
Estamos preocupadas com você, faz mais de 3 meses que não falamos com você.
A propósito, chegou em nossos ouvidos que você matou a ninhada de vampiros que Willcoster tinha, parabéns garota. Estamos orgulhosos de você. Mas mesmo assim, queremos ouvir sua voz e você falando que desistiu de achar o demônio. Te amamos,
Beijos do seu
"
Ela se arrepiou ao ouvir a expressão que usara.. "Seu ".
Passou mais um mês, e entrou no seu apartamento. De lá para cá, nada mudara. Ela caçava pela redondeza, sonhava com e alimentava sua obceção com dicas de demônios que encontrava pelo caminho. O telefone tocou novamente, e a sercretária eletrônica atendeu:
", encontrei o demônio."
Era a voz de . pegou sua arma, e rapidamente chegou onde falara para ela ir.
- Por que isso tudo, ? - Ela perguntou, estranhando o circulo no chão, o livro de bruxaria aberto e ser no parque onde a gravidade não existia.
- Porque foi onde ele atuou pela última vez. - Ele disse, abraçando a menina. - Dude, senti muito sua falta, .
Ela não respondeu, somente continuou a olhar ele com a mesma cara de indiferença que usava para tudo nos últimos 4 meses.
- , tem um problema. Nós vamos precisar de 4 litros de sangue, e tem que ser fresco.
- Ok, eu vou buscar. - Ela disse, com naturalidade, se encaminhando para a porta.
- Você acha que eu vou deixar você matar um inocente?
- O era inocente. - Ela respondeu, com os olhos vermelhos.
- Não , não vou te deixar. - Ele respondeu.
Ela somente olhou para ele com profundo desprezo, como se quisesse que ele morresse no lugar da vítima, então.
- Me mate, . - Ele sussurou.
- Você sabe que eu não posso, ..
- Eu deveria proteger ele, e falhei. Sou velho, minha vida está contada.. - E entregou uma faca curva para ela.
- Ok, se você quer então.
- Sabe , vocês eram a coisa mais próxima a família que eu tinha. - E se ajoelhou de costas para ela. - Seja rápida.
Ela sorriu, e tirou silenciosamente uma estaca de dentro do bolso do casaco dela.
- Vamos, garota. - Ele disse.
Ela se aproximou, e falou:
- Só te mato porque você não é o verdadeiro . - E enfiou a estaca nas costas dele, bem no local do peito.
Ele sentiu uma pontada e caiu sobre o círculo e o livro de bruxaria. Tudo ficou silencioso e calmo, a única coisa que se mechia no escuro era a poça de sangue formada pelo corpo de .
- .. ? - Ela sussurou, perdida. Meus Deus, o que ela havia feito?



O corpo de tremeu, e atingiu uma tonalidade azul, como se raios passassem dentro dele. Do nada, sumiu e a estaca suja de sangue bateu no chão. olhou para cima, e viu que o demônio se encontrava em sua frente.
- Muito bem, . - Ele disse. - Foi direta e não caiu na minha armadilha.
Ela somente encarou ele, sem dizer nenhuma palavra.
- Me contaram que você anda me caçando.. Por quê? Eu te tirei da terça..
- Traz ele devolta.. - Ela sussurou, com os olhos cheios de lágrima.
- Sabe , tudo o que eu estava tentando era enfiar uma lição nessa sua cabeça dura!
- Lição?
- É. Uma lição que sempre as pessoas vão morrer. E não é diferente. Não importa o que você faça, ele vai acabar morrendo. E é bom as vezes a gente deixar as pessoas irem.
- Ele não morreu..
- Morreu, e agora deve estar dançando por ai numa dessas tumbas que fazem no cemitério.
- Traz ele devolta.. - Ela repetiu, implorando.
- NOSSA! É como conversar com uma parede de tijolos. Eu não sei de poderia..
- Você pode.
- Verdade, eu posso.. Mas não sei se deveria..
- Por favor, me faz voltar para aquela quarta.
E então, tudo escureceu.
"When I find myself in time of troubles, mother marry comes to me (..)"
se levantou, e olhou diretamente para o relógio do hotel. Era quarta. Suspirou, e falou:
- Beatles hoje?
- Pois é, só toca isso. Essa rádio é uma porcaria.
- Calma, o que você se lembra de ontem?
- Que você estava de mau-humor e que a gente conversou com um demônio brincalhão.. - Ele respondeu, terminando de vestir o tênis.
Eles se arrumaram, e avisou que não haveria café da manhã, iam sair o mais cedo possível da cidade. Ele reclamou, mas ela somente se ateve em sorrir e o abraçou-o com força. Ele retribui, confuso, e teve que perguntar:
- O que aconteceu?
- Nunca me alegrei tanto de ver uma quarta chegar, boy. - Ela respondeu, rindo.
- O que aconteceu? Viu muitas terças?
- Você não tem idéia de quantas.
E falando isso, saiu do quarto com sua mala, apagando a luz.

Capítulo Dois


- , a gente precisa renovar as nossas fitas. - disse, pegando de baixo do banco do passageiro na frente uma caixa cheia de fitas de música.
- Por quê? - Ele disse.
- Primeiro, porque são fitas. Segundo, porque.. Beatles, Metallica..? Isso ai é o rock mais antigo que eu já ouvi, é chamado de rock manco até.
- Primeiro, regra de família: O motorista escolhe a música. - Ele respondeu, pegando da mão de a fita do Metallica, e colocando ela para tocar. - Segundo,.. o que você disse? Não estou ouvindo nada por causa da música.
E começou a balançar a cabeça, aumentando o som da música. somente revirou os olhos, arrancando de uma risada. dormia, com a cabeça encostada no vidro.
- Para onde estamos indo? - perguntou.
- California, não me lembro o nome exato da cidade. - respondeu.
- Também não sei. - disse, ainda batucando os dedos no volante no ritmo da música.
- Qual o caso? - perguntou, novamente.
- Meu, você tá atrasado, hm? - disse, distraida com a cara engraçada de , que dormia sorrindo. - Em 10 anos ocorreram 20 sumiços, no mesmo trecho da mesma estrada. Todos homens, muita coincidencia, não?
- Ok, vamos chegar então. - disse.
- .. - sussurou, enquanto dormia, e se afundou um pouco mais no banco.
- Meu Deus, o que esse menino anda sonhando? , eu falei para você não influenciar ele e passar a deixar ele pervertido. - disse, rindo.
- Como se eu fosse pervertido, heim ? - retrucou, rindo também.
- Ok, deu ai o momentinho quem é o mais pervertido. - disse, e pensando em se divertir, completou: - Afinal, todos sabemos que é o .
- QUE? - Ele disse, dando uma freiada brusca.
- HEY ! Presta atenção, meu. - disse, acordando de mau-humor.
- Ai, desculpa bela adormecida. Mas heim, em conta, com o que você estava sonhando?
- Por que você quer saber? - Ele disse, fechando a cara.
- Porque você parecia estar gostando, com um sorrisinho bobo e ainda por cima sussurou o nome da . Ou será gemeu, ? - retrucou rindo.
- Eu estava sonhando que ela te dava um tiro e eu aplaudia, falando: ".. Obrigado!"
- UOOOOOOU - disse, rindo. - Acho que alguém tomou uma na caraa..
- Parou o prézinho ai, né? - disse, em tom autoritário.
- Desculpa, papai. - disse, fazendo biquinho.
- Hey, não faz biquinho não. - disse.
- Por quê? Você se apaixona de novo?
- Não, você fica pior ainda de biquinho, amor. - Ela disse, rindo.
- Parece que hoje está todo mundo contra mim.. - falou, fingindo chorar.
- Deu, né? - disse.
E no segundo seguinte, o carro já estava afundado no tedioso silêncio que não era comum. se deitou no colo de para dormir, e dormiu na frente também. A música estava no último, para manter acordado. Eram 11 da noite, a estrada estava escura e eles haviam estado no carro praticamente o dia inteiro. Finalmente, achou um hotel. Estacionou, todos desceram com suas malas e automaticamente se tacaram nas camas. Nem se preocuparam em colocar pijama ou algo do tipo, como sempre.

- Onde vamos? - Perguntou , distraída.
- Não sei. Vamos seguir uma cordenada que achamos no diário.. - começou a responder, mas foi interrompido.
- Que diário? - Ela perguntou, confusa.
- Do nosso pai. - Ele disse, seco.
- Ahm, ok. - Eles ficaram um tempo em silêncio, até que a garota reuniu corajem para continuar. - , vocês estão procurando por ele, né?
O garoto olhou para baixo, e logo depois simulou um esboço de sorriso. Claro, ela havia percebido há muito tempo, mas não tinha achado um modo de falar sobre isso. Ele se levantou, e voltou para o carro.
- Sim, e nós vamos achá-lo. - Ele disse, enquanto batia a porta do carro e falava para que o intervalo da direção já havia dado.
- Eu nunca disse que não. - Ela entrou também, e o carro partiu novamente.

- Mas, é tão estranho.. As cordenadas, que são 35-111, dão numa floresta, no meio do nada. - disse, com o mapa aberto.
- Não sei dude, mas nós vamos até lá.
Quando o dia estava raiando, eles finalmente chegaram a reserva ecológica. Os quatro desceram do carro, e entraram na cabana que tinha na entrada do parque. Ali os guardas florestais ficavam, mas no momento não havia nenhum ali.
- Dude, olha o tamanho desse urso. - disse, apontando para uma foto com um urso enorme.
- O que vocês fazem aqui? - Um senhor perguntou. Ele vestia o uniforme florestal, que vinha junto do emblema do parque.
- Nós viemos.. - começou a dizer, mas logo foi interrompida.
- Hnf, se foi Andrea que mandou vocês digam a ela que nós não vamos procurar pelo irmão dela. Nós já falamos que eles só iriam voltar daqui a três dias.
- Ok, iremos avisá-la. A propósito, o senhor poderia nos dar a ficha que eles assinaram, falando que ficariam 3 dias? Assim eles ficariam mais tranquilhos.. - Ela disse.
- Claro. - O homem lhe entregou uma cópia da ficha, e os enxotou para fora.
Os quatro saíram e entraram no carro.
- Dude, tá ficando boa nisso, hum? - perguntou, rindo.
- Claro, amorzinho. - Ela respondeu, contente com o elogio.
- Então, onde vamos? - perguntou
- Óbviamente, a casa da tal Andrea Whels. - respondeu, como se o irmão perguntasse o óbvio. Não que não fosse.
Eles chegaram há uma casa branca e muito simples. foi na frente, e bateu a campainha. Uma jovem da idade dela, mais ou menos, atendeu.
- Sim? - Ela perguntou.
- Nós somos guardas-florestais, e queremos fazer umas perguntas sobre o seu irmão. - disse, mostrando a falsa (mas muito bem falsificada) carteira de guarda florestal da região.
- Ah, ok. - Ela disse, entrando.
Antes de entrarem, somente falou sem emitir som algum para "Dude!", como se aprovasse a aparencia da menina. Revirando os olhos, e entraram, seguido dos outros dois. A menina estava colocando uma panela sobre a mesa, com macarrão, e um menino um pouco mais velho que ela comia.
- Nossa mãe morreu. Desde então, tem sido só eu e meus dois irmãos. - Ela respondeu.
O menino ficou quieto, continuou comendo como se não quisesse parecer feliz ou perturbado com a visita. Foi somente quando ele ouviu uma voz feminina, no caso de , que ele levantou a cabeça para olhá-la.
- Então.. Por que você acha que seu irmão não está bem?
- Porque ele todo dia nos manda vídeos ou fotos bobos, falando que está tudo bem. Mas faz três dias que eu não falo com ele.
- Mas ele pode estar sem sinal. - disse.
- Ele tem telefone via satélite. - A garota respondeu, seca.
- Pode estar se divertindo tanto que se esqueceu. - disse, tentando quebrar o clima ruim
- Ele não faria isso. - O irmão da garota disse, também irritado.
- A gente pode dar uma olhada nos vídeos? - interrompeu-os.
- Claro.
Ela se levantou da cadeira, e foi até o computador que estava numa mesinha ao lado. Abriu uma pasta, e mostrou o último vídeo.
- Podemos copiar eles? - pediu, interessado.
- Claro.
Colocou o pen drive no computador e copiou todos os arquivos que o garoto havia enviado a irmã. Terminado, se levantou e disse, puxando os outros para fora.
- Obrigado, qualquer coisa os avisaremos.
- Está bem. - A menina respondeu, fechando a porta. - Quem sabe eu os veja lá. Nós contratamos um guia particular, e iremos nós mesmos atrás deles.
Os garotos não falaram nada, somente entraram no carro e se dirigiram ao hotel. Quando todos já estavam acomodados, e estava sentada na sala assistindo TV junto de , chegou com o notebook, anunciando uma descoberta.
- Olha essas imagens. São prints do último vídeo, 1 imagem a cada segundo. - Ele disse, passando as imagens.
- Passa de novo. - respondeu, se ajeitando melhor para ver.
- Nossa. - disse, assustado.
- O que quer que seja o que estamos lidando, é rápido.
- Rápido, magro e com garras muito afiadas. - A menina disse, apontando para a sombra que aparecia cada quadro em um grande espaçamento de diferença.
O vídeo mostrava o garoto dentro de uma cabana, sozinho. Ele mesmo filmava, dava para perceber. Enquanto ele falava que tudo estava bem, ao fundo, uma sombra se opos a cabana, e passou bem rápido. Em 3 segundos, não estava mais ali.
- Pode ser um Transformador, ou um Sinistro. - disse, como se agisse lógicamente.
- Quem sabe. - A garota respondeu. - Temos que ir lá amanhã, não podemos deixar Andrea e o irmão dela enfrentarem isso.
- Assim que se fala, gatinha. - disse, piscando para ela, que se conteve somente em revirar o olho.
- Bom, eu vou dormir, se não se importam. Odeio acampar. - E mandou um beijo para os três, que somente sorriram ao ver ela batendo a porta.

Aviso: A fic agora começa a ficar mais pesada. Minha intenção é dar o mesmo tanto de medo e de suspense que o seriado Super Natural tem. Avisados, cada um sabe o que lê, imagina ou vê.

Mal o dia amanheceu, e os quatro já entraram no carro. somente freiou quando eles chegaram no início da trilha, onde se encontravam Andrea, seu irmão e um guia - que por sinal, era bem mau-humorado e gostava de implicar. Eles desceram do carro, e logo Andrea veio em direção a eles.
- O que estão fazendo aqui? - Ela disse, autoritária.
- Nós também queremos achar o irmão de vocês. Iremos nos juntar a vocês, se não se importam. - disse, mais autoritária ainda.
- Problema nenhum. - Benny, o irmão de Andrea, respondeu.
- Você vai entrar na floresta de calça jeans e bota? - Ela disse, olhando de cima a baixo.
- Ah, querida, eu não sou do tipo que usa shorts. - Respondeu rindo, olhando para o guia.
Sem falar mais nada, os 7 começaram a andar. andava do lado de Benny, que ia conversando com ela sobre absolutamente tudo. Explicava a região para ela, que estava super empolgada conversando com ele.
- . - O caçador disse, segurando o garoto que andava um pouco a frente dele.
- Heey, easy tiger. Que foi? Está nervosinho? - disse, irritando o guia.
Ele somente se abaixou, pegou um graveto e viu se todos estavam olhando para ele. Enfiou o graveto na grama, e no mesmo instante uma armadilha para urso se fechou.
- Err.. Uma armadilha para urso. - disse, rindo nervoso.
Voltaram a andar, até que Andrea segurou pela mochila.
- Vocês não são guardas-florestais. Vocês não estão carregando uma mochila de campping, não reconhecem armadilhas e não levam suprimentos.
somente olhou para , que fez e Benny se apressarem, deixando e Andrea sozinhos.
- Nós estamos procurando por nosso pai. Ele nos deu cordenadas, e nós viemos parar aqui. Estamos no mesmo barco que você, Andrea. - A garota somente abaixou a cabeça ao ouvir dizer isso.
- Hum, então..
- E quem disse que a gente não trouxe suprimento? - disse, tirando um pacote de MM's do bolso do casaco. Piscou para a garota, que riu, e voltaram a andar na trilha.
- Andrea, aqui! - O guia gritou, e os dois se apressaram.
Quando chegaram a clareira de onde o guia havia gritado, viram que era onde os meninos estavam acampando. As barracas estavam tudo destruídas, cobertas de sangue e com marcas de rasgo, como se imensas garras tivessem feito isso. Os olhos dos dois irmãos, Andrea e Benny, se encheram de lágrimas, e ela passou a gritar.
- BEEN! BEEEN! - E corria em círculos, como se ele fosse aparecer de algum lugar.
- Xiu! - falou, trazendo ela para perto.
- , , ! Aqui! - gritou, da outra ponta do acampamento.
- O que foi? - Eles falaram, quando encontraram ela agachada examinando o chão.
- Olhe.. Os corpos foram arrastados, mas a trilha acaba aqui.
Eles se olharam por um momento, cada um formulando sua hipótese.
- Isso não é um Transformador. - disse, retornando para o meio do acampamento.
- E é uma criatura.. - completou.
- Eu acho que preciso falar com vocês em particular. - disse, puxando os dois para um lugar retirado.

- Eu olhei o diário do pai de vocês, e.. - Ela abriu numa página, onde falava sobre Wendigos
- Como, ? Eles vivem do outro lado do mundo, não em florestas da região! - disse.
- O que mais pode ser? Pensa comigo se não faria sentido..
- Eu acho que é. - disse.
- Só porque a falou. - retrucou, raivoso. A garota só olhou para ele com desprezo.
- Eu acho que é, e na boa , não tenho uma queda por você - disse. - E, se for mesmo isso.. Armas não vão adiantar.
Os 4 voltaram para a clareira, mesmo sem saber como fariam para ajeitar a situação, uma fez que estavam totalmente expostos a criatura.
- Olha, ja vai anoitecer.. Acho melhor nós voltarmos. - disse.
- Não vou sair daqui sem meu irmão! Ele pode estar vivo, e..
- Não se preocupem criançar, eu dou conta de qualquer criatura. - O guarda disse, carregando sua metralhadora
- Balas não vão adiantar. - disse, calmamente.
- Sempre adiantam.
- Nesse caso, só vai deixar a criatura mais irritada.
- É UM URSO!
- VOCÊ QUE ACHA, JÁ EXPRIMENTOU VER AS EVIDENCIAS? JÁ CAÇOU UM WEND..
- , calma. - disse, puxando ele para o lado.
Ele somente olhou para ela, que fez o mesmo. Do outro lado, e ainda discutiam sobre qual seria o próximo passo.
- Olha, não adianta falar, pelo menos o guia não vai aceitar o fato de não ser um urso. Vamos conversar com a Andrea e com o Benny, eles acho que acreditam, ok?
Ele assentiu com a cabeça, e foram até onde os outros se encontravam.
- O que nós vamos enfrentar? - Andrea perguntou.
- Wendigos. - falou, contendo a agitação em sua voz.
- O que são isso?
- Eles todos já foram humanos, algum dia. São rápidos de dia, e mais rápidos ainda a noite.
- E como viraram isso?
- Sempre a mesma história. São caçadores, lenhadores ou mineradores que num inverno muito rigoroso, não achavam comida e nem podiam pedir socorro. Para sobreviver, começaram a comer os seus companheiros.
- Jantar de amigos. - Benny disse, sarcásticamente.
- E muitas lendas antigas rezam que quem come carne humana, passa a ganhar certas habilidades. Imortalidade, agilidade, inteligencia.. E se o hábito continuar, eles se tornam menos humanos cada vez, até se transformarem numa criatura eternamente faminta, que se alimenta de humanos.
- E como paramos eles?
- Balas não adiantam, facas também. O único modo é.. incendiá-los! - disse, segurando uma caixa de fósforo na mão.
- E como Ben pode estar vivo?
- Você não vai gostar.. - começou. - Os Wendigos hibernam por 23 anos, e eles meio que quando acordam, pegam as vítimas e deixam elas presas e vivas até a hora de comer.
- Está anoitecendo, vamos nos preparar. - disse.
Todos assentiram, e começaram a trabalhar. , Andrea e Benny fizeram uma grande fogueira, enquanto , e começaram a fazer símbolos no chão.
- O que eles estão fazendo? - Benny perguntou para .
- São símbolos antigos. Os Wendigos não conseguem passar por eles, é como um campo de proteção.
Os garotos terminaram e se sentaram ao redor da fogueira também. estava com sono, e apoiou a cabeça em , que a abraçou de forma que ela pudesse relaxar o corpo e descansar. Tudo indicava que a noite não seria assim, tão agitada, mas eles estavam errados. A diversão mal havia acabado de começar.

- HEEEELP - Uma voz gritou, estridente e grossa ao mesmo tempo.
se levantou, assustada. Viu que todos estavam se levantando, e a ajudou. Pegou um galho e passou na fogueira, tendo assim uma tocha, e se juntou a Benny e Andrea no centro do círculo protegido. , , e o guia se puserem mais a ponta do círculo. Uma coisa começou a correr em volta deles, e ainda gritava.
O guia começou a atirar, e ouviu-se um guincho.
- Peguei! Eu acertei! - Ele disse, saindo do círculo.
- Não! Ele está te enganando! - disse, indo atrás dele. e o seguiram.
- Calma, fiquem aqui. - disse, entregando a tocha a Benny e indo a ponta do círculo, desesperada.
Ela tomou corajem, e saiu. Foi andando, olhando para a floresta com medo, procurando os meninos. Ouviu um ruído, virou-se. Algo se aproximava dela.
- ? - Ela reconheceu a voz de . - O que você está fazendo aqui?
Ele pegou ela e a puxou com toda a força para perto dele. Ele protegia ela com o braço, caso algo acontecesse, e conseguiram rápidamente voltar para o círculo.
- Acharam ele? - Ela perguntou, mas os meninos somente sacudiram a cabeça negativamente.
- , sua louca. Não se atreva a fazer isso novamente, entendeu? - dizia, bravo. - Se você sair novamente desse círculo, eu mesmo te mato.
- Para .. - Ela disse, despreocupada.
- Não , se algo acontecer com você, eu nunca vou me desculpar.
Ela sorriu, e voltou a sentar perto da fogueira. Adormeceu novamente, dessa vez apoiada em Benny, que pareceu feliz com isso. tentou não ligar, mas não conseguiu. Gostaria de colocar na sua cabeça que ele tinha ficado acordado para vigiar o movimento, mas na realidade foi porque não suportava a idéia de ter que ver sua garota dormindo apoiada em outro homem. Sua ex-garota, mas isso era questão de tempo.
Pelo menos da parte dele.
O dia amanheceu, e todos levantaram. agora usava o casaco de Benny, que fizera questão de emprestar assim que notara que a menina estava somente de regata e o dia não estava quente. pegou de o pacote de MM's, e começou a comer, mas logo a mandaram parar de comer porque eles tinham que aproveitar o dia para procurar por Ben.
- Vamos, . - disse, puxando ela para mais perto dele.
Eles estavam andando numa clareira, quando Andrea sentiu um pingo cair nela. Ela, a principio, não se importou. Mas, logo em seguida, outro caiu. Ela olhou para cima, e soltou um grito de pavor, se tacando no chão e rolando para o lado. De cima, caiu o corpo do guia morto, que segundos antes esteve preso no topo da árvore.
se ajoelhou diante do corpo, e constou que estava sem vida, como achavam.
- O pescoço dele está quebrado.
- Eu sabia que havia um motivo para o rastro dos corpos sumir. - disse, apontando para os troncos das árvores.
Marcas de garras afiadas e banhadas por sangue - agora seco - estavam pelos troncos de todas as árvores. Um ruído alto, como um ganido de um cachorro muito grande e perturbado, assustou-os, e se colocaram a correr.
- Rápido! Para o acampamento. - disse, correndo ao lado de e Andrea.
pegou pelo braço, e puxou-a com muita força, praticamente carregando ela para longe do que quer que fosse que se aproximasse. Fazia um bom tempo que corriam, até que ouviu Benny tropeçar, e olhou para trás. Não pensou duas vezes, voltou e ajudou-o a se levantar.
- Pronto, vamos. - Ela disse, o puxando.
Tarde de mais.
ouviu um grito, e só então percebeu que não estava mais ali. Acompanhado dos irmãos e de Andrea, eles correram de volta. Quando chegaram de onde o grito parecia ter vido, não acharam nada. Nem sinal de nem de Benny. se ajoelhou, procurando rastros pelo chão, até que achou algo.
- Acho que sei para onde eles foram. - Falou, apontando para o chão, onde um rastro de MM's estava espalhado.
se ajoelhou e pegou um. Olhou com raiva pra ele e tacou longe.
- Bem melhor que migalhas de pão. - E junto dos outros, começou a seguir a trilha.
Eles andaram, subiram e desceram. Quando a tarde já vinha vindo, eles finalmente chegaram ao fim da trilha. Ela dava na entrada de uma mina, que estava com placas de entrada proibida, por causa de materiais tóxicos dentro dela. Se olhando por um minuto, eles ligaram as lanternas e não exitaram. Entraram.

Eles andavam silenciosamente até que ouviram um barulho. Rapidamente, se tacaram contra a parede rochosa e prenderam a respiração. Andrea tremia, e precisou tapar a boca dela para que ela não os denunciasse. Viram a sombra de uma figura assustadora se afastar pela entrada da caverna. Ela era esquelética, grande, e arrastava pelo chão as suas enormes garras, que num simples raspão poderiam te cortar não em dois, mas sim em vários.
Assim que ela se afastou, saindo da caverna, eles se puseram a andar mais apressadamente. Quando ouviu um ruído, parou. O chão rangeu, e ele se atreveu a dar mais um passo. A madeira daquela parte estava totalmente podre, e ele caiu. Levou junto os outros, que igualmente a ele não tiveram tempo de se tocar da queda, já batiam no chão.
levantou a cabeça, e deu de cara com caveiras humanas. Milhares delas. Se levantou, e ajudou os outros a se levantarem. Quando olhou para o lado, viu uma cena totalmente bizarra. e Benny estavam pendurados no teto, como se fosse um açogue. A única diferença é que eles eram humanos, e não gados.
Desesperado, correu até onde estava com a cabeça pendida, como se dormisse, e arrancou a faca do cinto dele. Cortou a amarra e tacou a outra para , que cortou a amarra de Benny. Quando cortou a amarra de , ela caiu sobre ele, mas esse segurou-a e a deitou no chão com cuidado. Ela acordou, mas estava muito machucada, assim como Benny.
Andrea olhou para o lado e viu Ben também pendurado. Se aproximou dele, e assim que caiu, ele acordou. Estava muito pior que Benny, que foi até ele e ajudou-o a se levantar. Os dois se apoiaram na irmã, que lutava para aguentar apoiar os dois, e se puseram a se aproximar dos outros. - Como vamos sair daqui? - perguntou, ajudando Andrea e pegando Ben.
- Olha, sinalizadores. - disse, juntando dois do chão.
- Acho que vai dar. - disse, pegando mais um.
- Você está pensando a mesma coisa que eu? - perguntou, olhando para .
- Acho que sim.
- Vão! - disse, se afastando deles. - ESTOU AQUI, SEU MONSTRO RETARDADO!
, que segurava o sinalizador como se fosse uma pistola e apoiava nele, foi até o corredor do lado. Conferindo que estava vazio, ele chamou os outros que foram atrás deles.
- VOCÊ QUER CARNE BRANCA? - continuava gritando, tentando chamar o monstro onde quer que ele estivesse.
Quando os outros chegaram perto da entrada, mandou eles irem com que ele iria voltar para ver se estava bem. correu, guiado pelos gritos do irmão, mas quando o encontrou viu que o monstro não estava ali.
ia guiando eles até a porta de saída, mas quando estavam chegando perto dela, o monstro apareceu impedindo a saída deles. Assustados e sem forças, eles correram para o primeiro corredo opcional que viram, e ele não tinha saída. Todos se espremeram contra a parede, e se colocou na frente deles.
- Fiquem atrás de mim. - Ele disse, destemidamente, até que notou que não estava ali.
Apavorados pela idéia que a menina poderia ter caído ou algo do tipo e não poderem ajudá-la, nem se tocaram onde ela realmente estava. Somente quando a voz dela soou alta e imponente eles se deram conta de que a ajuda havia chego.
- Hey, vamos ver quem é o mais rápido agora, filho da puta? - Ela disse, apontando o sinalizador para o monstro.
Ele se virou, e ela atirou nele. e chegaram imediatamente atrás dela, e se abstiveram com a visão. O sinalizador atingiu o Wendigo, que começou a gritar e pegar fogo por todo o seu magro e esquelético corpo. Ele se contorcia, e os olhos da menina refletiam as chamas vermelhas e cruéis. De repente, tudo sumiu, e a única coisa que sobrou no chão foi um círculo preto.
Se entre-olharam e ajudando uns aos outros, saíram dali.

Muitos carros da polícia estavam parados em frente ao portão do parque, com direito a uma ambulância também. e Andrea falavam com os policiais, contando que um urso de 400 kg tinha atacado eles, e que fora obrigada a tirar nele para salvá-los. , sorrindo, se apoiou no capô do carro.
e estavam sentados, ao longe, conversando, e nem observaram que Benny se aproximou da garota. Ele se apoiou também no carro, do lado dela. Ambos usavam curativos na cara e no braço, mas isso não era nada. Pelo menos tinham saído com vida.
A enfermeira da ambulância se aproximou, e chamou Benny para ir com a irmã e o irmão. Ele se aproximou de , e sussurou:
- Sabe, eu sei que você não vai ficar na cidade por muito tempo, mas.. - E completou sua frase dando um beijo na garota.
Ela interrompeu o beijo na hora, e disse:
- Desculpa. Não vai dar.
- Não, tudo bem.. Se cuida, tá?
- Você também. - Ela disse baixo, entrando no carro.
Benny se aproximou de , e disse:
- Cuida dela.
- Pode deixar. - Ele respondeu, se despedindo do menino.
Entraram todos no carro, e partiram, deixando para trás mais amigos, mais conhecidos, mais histórias começadas e interrompidas e, obviamente, menos criaturas malignas.

Capítulo Três


Eles pararam numa cidade pequena que ficava entre a que tinha partido e a que eles já tinham combinado que iam para examinar um caso. sacou o cartão de crétido falso, e o dono do Motel olhou para ele com cara de confuso.
- Estão fazendo uma reunião?
- Como assim? - perguntou.
- Um outro Nuget alugou um quarto há três dias, e deixou alugado para o mês inteiro.
- Hum.. - disse, nervoso.
Nuget era um dos sobrenomes falsos que os garotos usavam, assim como o pai. Obviamente, por ser um caçador e ter que investigar as pessoas a fundo, eles acabaram tendo que se passar por vários guardas florestais, guardas normais e até advogados. Então, uma das coisas que lotava praticamente uma mochila inteira dos garotos eram identidades e distintivos falsos. E também, esse era outro modo de conseguir dinheiro: Ficar pedindo cartão com nomes falsos.
- Vamos, Ted. - disse, levando a sua mochila e a de .
Eles entraram no quarto que alugaram, e passaram pelo do pai deles. Depois de deixar as malas no quarto, eles voltaram e habilidosamente arrombou a fechadura do quarto do pai. Entraram, e ele estava horrível. Em uma bancada, havia um pedaço de pizza totalmente em decomposição, e fotos de monstros estavam coladas por todos o quarto, nomeando cada um deles. Um círculo de sal no chão estava feito, protegendo o quarto.
- Parecia que ele realmente queria se proteger.. Devia ter descoberto algo. - disse, examinando cada recorte de jornal ou foto.
- Bom, eu vou no banheiro. - disse, deixando os três ali.
Eles examinaram, cuidadosamente, querendo ver se não achavam algo por ali. Depois, quando já havia saído do banheiro, chamou-os para ver algo.
- Parece que ele descobriu um caso na cidade. - Ele disse, apontando para uma colagem de jornal.
Era um recorte velho e antigo, sobre uma mulher que havia morrido. Em cima dele, tinha um título que o pai dos garotos escrevera, tachando como "Mulher de Branco".
- E agora? - Perguntei.
- Vamos falar com o marido dela, não? - continuou, apontando para o nome dele no jornal.
- Amanhã, hoje está muito tarde.
- Mas eu estou faminto. - disse. e sorriram maliciosamente.
- Aff, e , deixem o coitado. - disse, irritada. - Vai procurar algum restaurante então.
- Tá, eu trago algo para vocês. Agora, vamos pro nosso quarto, não?
Eles sairam do quarto, tomando cuidado para fechar como se nada tivesse acontecido, e entraram no quarto deles mesmo. saiu, e pegou a estrada. Não estava vendo nenhum restaurante por ali, e reslveu ligar para os outros, ver se eles tinham reparado quando chegaram se por ai tinha algum.
- Alô? - Ele disse.
-- Fala . - respondeu.
- Meu, será que tem.. - Mas um chiado interrompeu eles. - Alô? Alô? .. Tá ai?
A ligação finalmente caiu. viu que o rádio também pifara, e olhou melhor para a estrada. Do lado onde tinha mato, havia uma mulher. Ela tinha cabelo castanho claro, usava um vestido branco e curto, e fazia sinal para que ele paresse. O garoto, sabendo do que se tratava, pisou fundo no acelerador. Mas o carro não o obedeceu. Ele somente parou, em frente a mulher.
- Take me home.. - Ela disse
- Não. - Ele disse, arrancando. Dessa vez, o carro o obedeceu.
Ele saiu a toda, mas quando olhou para o retrovisor viu a garota no banco de trás.
- Take me home.. - Ela repetiu.
- Não.
As trancas do carro se fecharam, e ele começou a andar sozinho. Não tardou muito, eles chegaram há uma casa de madeira, velha, que estava há anos abandonada. O carro estacionou, e ela disse:
- I can never go home.. - E sumiu.
Ele tentou arrancar novamente, mas o carro não funcionou. Ela reapareceu, dessa vez em cima dele.
- Você não pode fazer nada comigo, eu não sou infiel, nem namorada eu tenho..
- Você vai ser. - Ela disse, colocando as mãos frias no pescoço dele e dando um beijo selvagem nele, que não conseguia interromper tal a força que ela investia nele.
Enquanto isso, ele tentava com a mão livre (já que ela segurava a outra) ligar o carro, mas não alcançava. Ela parou o beijo, e enfiou a mão no peito dele. Um barulho enorme surgiu, e a imagem dela se alternava. Hora se via a mulher bonita, outra um espectro feio e cinza cálido. Ela sugava a alma de , com toda a força, e ele não aguentaria por muito mais. Suas forças não eram suficientes para gritar, imagine se eram para viver.

Dois tiros atingiram a janela do carro, e a fantasma sumiu. respirou novamente, e olhou para o lado. Viu , e , cada um segurando uma arma. disparara para dar tempo de respirar e pensar. Num impulso, ato inconsiente, arrancou com tudo contra a casa.
gritou, mas ele não deu ouvido. A parede cedeu facilmente ao potente carro de fuga, e em questão de comente um empurrãozinho no acelerador novamente, o carro já se encontrava dentro da casa. Os três entraram, e viram preso dentro do carro. se adiantou, e ajudou ele a sair.
Olharam para o lado, e viram que a Mulher de Branco estava ali. Ela se aproximou, e mandou um armário contra eles, os prendendo contra o carro. Mas, de repente ela parou. Duas imagens pequenas e encharcadas, uma segurando um ursinho, apareceram no alto da escada. Ela olhou, chorando, para elas, e começou a se afastar. Do nada, elas apareceram ao lado da mulher, e falaram:
- You come to home with us, mommy. - E a abraçaram.
Ela soltou um grito, que deixou todos momentaneamente surdos, e em seguida desapareceu. Água começou a cair do andar de cima, de onde eles julgavam ser o banheiro. Os três desapareceram, deixando no chão somente uma marca estremamente preta.
Eles empurraram o armário, e ficaram sem entender o ocorrido.
- Eu sei.. - disse. - A lenda das Mulheres de Branco dizem que ela foram traídas pelo marido, e sofreram de insanidade mental temporária, e acabaram matando os filhos. Quando voltaram ao normal, percebendo o que tinha feito, se mataram. Os espíritos, conturbados, resolvem se vingar de todos os homens infiéis.
- Então, ela deve ter matado as crianças afogadas na banheira.. - começou.
- E tinha medo de enfrentá-las. - concluiu, enquanto olhava para a marca no chão.
se aproximou e abraçou , como se quisesse protegê-la.
- Por isso, não podia voltar pra casa. - terminou.
se afastou, olhando o estrago que havia ocorrido no carro. Ele entrou, e o carro não funcionou.
- Se você tiver estragado meu carro, eu mesmo te mato, . - Ele disse, sério.
O garoto não riu, pois percebeu que na voz do irmão não havia sarcasmo nenhum. Todos sabiam que era pacífico até o ponto de não mecherem com o carro dele ou com , claro. Rindo, se aproximou e ajudou o irmão a ver os problemas. Quando finalmente o carro estava bom, todos entraram e partiram de volta para o hotel.
No dia seguinte, eles levantaram e partiram, somente parando no restaurante para pegar o café-da-manhã. Depois de comerem, voltaram para o carro, mas antes de entrar, disse:
- Eu aposto deiz reais que o me deixa dirigir o carro.
- Claro que ele deixa. - falou. - Aposto que se você pedir para comer um cachorro vivo ele come.
- Tem certeza? Estamos falando do Chevy Impala dele, dude. - disse, rindo.
- E ai, vamos apostar ou não? - disse, vendo que se aproximava.
- Vamos. - disse.
- , posso dirigir dessa vez? - Ela disse, fazendo um biquinho para ele, que riu.
- , você pode pedir até para eu comer um cachorro vivo que eu como. Mas estamos falando do meu carro, querida. - E pegou um donnut da menina, que ficou brava.
- Ah, queridinho, me devolve isso. - Ela disse, arrancando o donnut dá boca dele.
Abriu a carteira na bolsa e deu os dez reais para , que ria satisfeito.
- Agora me lembro um dos motivos da gente romper. - Ela disse, provocando-o.
- E qual foi? - disse, rindo.
- Você fica bravo quando mechem comigo, mas fica 3 vezes mais quando algo ocorre com o carro. - E olhou maliciosamente para . - Por isso que eu prefiro o .
- O QUÊ? - Ele disse.
- É, o e o . - E abraçou os dois.
ficou vermelho, como se estivesse com um pouco de raiva, e tirou a chave do carro do bolso, tacando para ela.
- Você venceu.
- , você é o melhor! - Ela disse, dando um beijo na bochecha dele. - E você me deve 10 reais, .
O garoto mau-humorado devolveu 20 reais para ela, e eles sairam andando. Quando entraram no carro, pegou e escolheu a fita dela.
- Aff , não acredito que você vai escutar Guns N' Roses. - reclamou, no banco do passageiro.
- Primeiro: O motorista escolhe a música, regra de família. E segundo: Que foi? Não ouvi, a música esta muito alta.
Ela aumentou a música e começou a imitar , que sempre fazia isso, arrancando risadas de e .
- Ai, eu prefiro o e o . - disse, com raiva.
- Me engana que eu goosto, querido.
Ele riu, e ela ligou o carro.

Capítulo Quatro


Era tarde quando eles chegaram na cidade, como sempre. Dormiram feito pedras no hotel, e somente acordaram as onze horas da manhã. Durante o almoço, começou a falar sobre o caso da cidade.
- Então. Eu peguei a notícia do jornal, para vocês verem. A menina se afogou no lago, e é a terceira esse mês. O irmão disse que ela era uma exelente nadadora, e o pai dela não quis dar entrevista. Suspeito, não?
- E o que iremos fazer? - perguntou, como sempre.
- Poxa , você só sabe pergunta isso, não? É óbvio que vamos ver o local e falar com os parentes dela.
- Não , - disse. - vamos falar com o xerife da cidade.
- HAAÁ, viu sabe-tudo? - disse, zombando.
- Foda-se, .
- Só se for com você. - Ele disse, dando um sorrisinho maroto para ela.
- Hey, parou ai. - disse, apartando a briga. - A é minha.
A garota somente olhou para ele levantando uma sombrancelha, e se levantou. pagou a conta e eles partiram. Chegaram logo a delegacia da polícia, onde ficou esperando na sala de espera (já que apresentara ela como namorada dele, que estava somente acompanhando eles) e os três entraram para falar com ele.
Enquanto eles conversavam sobre o caso, reparou que um garotinho que deveria ter uns 6 anos estava sentado numa mesa desenhando. Se aproximou dele, e começou a falar com ele.
- Hey, amigo, qual o seu nome? - Ela perguntou.
Ele não respondeu nem olhou para ela, se obteve a somente continuar desenhando. Uma mulher, que parecia ser a mãe dele, se aproximou de e respondeu.
- Ele se chama Lucas.
- E você, como se chama?
- Sophie. E o seu?
- . - ela voltou a olhar para o garotinho. - Ele é tão lindinho.
Nisso, os três meninos saíram do escritório acompanhado do xerife.
- Vejo que já conheceu minha filha! - Ele exclamou assim que viu .
- E seu neto também. - Ela sorriu, e viu que Lucas olhou para ela.
- Então, , vamos indo? - disse, puxando ela.
- Claro, amor. Hey, olha que bonitinho. Eu quero um. - Ela fez um biquinho, olhando para Lucas, que havia voltado a desenhar.
- QUÊ? - disse, assustado.
- Você vê, onde já se viu. Eu quero um bebê também, querido. - Ela disse, se divertindo.
Eles saíram de lá, e olhou confuso para ela.
- Amoor, eu só entrei na brincadeira. Imagina, vai que o bebê nasce chato como você? Eu morro daí. - Ela disse, entrando no carro.
Quando eles partiram, começaram a contar para a garota o que tinham conversado com o xerife.
- É o terceiro caso esse mês, e ali não existe nenhum tipo de animal carnívoro. Eles drenaram já o lago, e não acharam nada. Nem o corpo. Resolvemos ir falar com os familiares da última vítima. - explicava.
- Ok. - Ela respondeu, pegando a ponta do cabelo distraidamente.
(..)
- Então, como ela morreu? - perguntava ao irmão da menina.
Eles chegaram na casa que era em frente ao lago, e encontraram o menino carregando tocos de madeira para dentro da casa. Falando que eram detetives (usando como sempre falsas identidades e distintivos), o menino aos poucos foi se abrindo com eles.
- Ela estava nadando, e do nada começou a afundar, como se algo puxasse ela.
- Não teria como ela se afogar? - perguntou.
- Ela era uma exelente nadadora, é impossível. E eu vi algo puxando ela.
- E viu algo a arrastando para fora do lago? - perguntou, interessado.
- Não, ela simplismente.. sumiu.
- Podemos falar com ele? - disse, apontando para o senhor sentado no deck em cima do lago.
- Ele não tem falado nada pra ninguém, sabem? Melhor não.
- Ok. Obrigada, e meus pêsames. - disse, puxando os meninos para longe dali.
Entraram no carro e dirigiram até a biblioteca pública, onde cada um sentou em um computador procurando casos de desaparecimento/afogamento no mesmo lago.
- Olha, achei um aqui! - disse, apontando para a tela do computador. - Um tal de Lucas, olha a foto dele aqui. Ele viu o pai ser afogado, e escapou com vida.. não falou nada e parece chocado..
- Espera! É o neto do delegado. - respondeu, colocando a mão no ombro de e se inclinando para ver melhor a tela. - E agora?
- Vamos tentar falar com ele? - perguntou, olhando para ela.
- Pelo jeito, é o único modo.
(..)
Eles chegaram no parquinho, onde encontraram Sophie sentada observando Lucas ajoelhado desenhando no banco no meio de tantos brinquedos. , e se sentaram ao lado dela, puxando assunto, e foi conversar com o menino.
Ele tinha vários gizes de cera espalhados, um grande maço de papéis e soldadinhos de brinquedo espalhados pelo lado. Estava concentrado desenhando.
- Oi Lucas, eu sou o . - Ele disse, e vendo que o garoto não se importou, continuou. - Posso desenhar?
Vendo que o garoto não se mecheu, ele pegou um papel e um giz de cera.
- Sabe, eu sei o que aconteceu com o seu pai. E sei que você viu algo horrível. - Ele continuou falando. - E te entendo por não querer falar. Quando eu tinha sua idade, eu vi algo horrível acontecer com a minha mãe. Eu fiquei muito tempo sem falar com ninguém, mas com o passar do tempo eu percebi que ela iria querer que eu fosse forte. Lucas, seu pai ia querer que você fosse forte. Se você puder me desenhar o que aconteceu naquele lago..
Ele ficou quieto um tempo, e sentiu uma lágrima cair do olho dele mesmo, manchando o desenho. Terminou de desenhar, e mostrou o desenho para o menino.
- Olha, isso é pra você. É a minha família. Eu, minha mãe, meu pai e os meus dois irmãos chatos.
E se levantou. Foi até onde os outros estavam sentados, ainda conversando com Sophie.
- Sabe, ele nunca mais falou depois. - A mãe dizia
- E o que pode ser isso? - perguntou, interessada.
- Dizem que é um estresse pós-traumático.. Faz parte. - Mas ela foi interrompida por Lucas.
O menino veio caminhando olhando para baixo, e levantou um papel para . pegou, e agradeceu ele, que saiu andando para o banco novamente. Sophie deixou uma lágrima cair, e eles acharam melhor irem. Quando foram, abriu o desenho e viu que era uma igreja branca e simples, com uma casa amarela do outro lado da rua. Em frente a casa, havia um bonequinho e uma bicicleta vermelha.
(..)
- Ok, como vamos achar uma casa amarela? - disse, mau-humorado. - Deve ter umas quinhentas aqui!
- Mas somente uma igreja branca assim. - disse, simples.
acelerou, por mais incrivel que parecesse, havia deixado ele dirigir. Se sentou do lado de no banco de trás, e ficou observando o desenho que Lucas havia feito.
(..)
Depois de meia hora circulando pela cidade, eles finalmente acharam a tal casa. Entraram, e uma mulher velha recebeu eles. Se acomodaram nos sofás da sala, e não pode deixar de notar que na prateleira haviam bonequinhos idênticos aos que Lucas brincava no parque.
- Então, ele sumiu? - perguntou.
- Ele foi para a escola de bicicleta, e nunca voltou. - A velha disse, visivelmente abalada.
- E você não tem idéia do que aconteceu? - insistiu.
- Não.. Ele era tão novo, tão..
- Sei como você se sente - disse, consolando a mulher.
Ficaram ali mais um tempo, e depois foram embora. assim que entrou no carro pegou o Iphone de e começou a fazer buscas.
- O que pode ser? Demônio de água, não conheço nenhum.. - Ela murmurava.
- Sabe o que eu acho? - por fim disse. - Que devemos voltar para a delegacia e ver se mais algo aconteceu.
- Por quê? - Os três falaram.
- Porque se vocês nao perceberam, o menininho aqui no desenho está saindo de casa, e não entrando.

Quando chegaram na delegacia, eles entraram e logo foram buscar pelo xerife. Entraram na sala, ele fechou (e sem que eles percebessem trancou a porta) e se sentou em frente a eles, visivelmente abalado.
- O que aconteceu? - perguntou.
- Mais uma morte.
- Quem morreu? - perguntou, assustada.
- O irmão da vítima passada. Afogado na pia. - Ele disse, com raiva.
- Mas..
- Sem mas. - Ele disse. - Eu liguei para o departamento de vocês, e me falaram que nunca ouviram falar de vocês. E eu pesquisei a identidade de vocês, e sabe o que eu encontrei? Falsa identidade, invasão de domicílio, arrombamento de loja, passar-se por oficiais.. E eu vou lhe dar duas opções. Ou vocês partem agora e deixam essa cidade no retrovisor do carro de vocês, ou eu mantenho vocês aqui atrás das grades até o dia do julgamento.
- Com certeza, escolhemos a opção um. - disse, se levantando e sendo seguido pelos outros.
Quando estavam saindo, viram Lucas e Sophie entrando na delegacia. O menino parecia perturbado, e assim que disse "tchau" para ele, ele se desesperou. Soltou com uma extraordinária força a mão da mãe e pulou no colo de , o abraçando e impedindo-o de andar. A mãe foi até o garoto e o puxou, pedindo desculpas. disse que estava tudo bem e saiu sob a visão do xerife.
Entraram no carro, e assim que chegaram na encruzilhada para voltar para a estrada, parou o carro e ficou olhando.
- Dude, sinal verde. - disse
Sem falar nada, deu um cavalo-de-pau e voltou a toda para a cidade.
- O que você está fazendo? - disse, assustada.
- Salvando o dia. - Ele respondeu, irônicamente.
Somente freiou quando chegou em frente a casa de Sophie. Desceram, tocaram a campainha, e assim que apertaram o botão, Lucas apareceu na porta ofegante e puxou para dentro da casa. Subiram uma escada, e perceberam que o banheiro estava alagado. Lucas começou a espancar a porta até que puxou-o com força o tacando contra , que o segurou, e com um habilidoso chute ele arrombou a porta.
se adiantou, vendo que Sophie estava dentro da banheira sufocada, e começou a puxá-la para fora. Mas ela estava pesada como se algo a puxasse para dentro, e foi junto ajudar. Eles conseguiram tirá-la de dentro, enquanto desligou a torneira e enfiou a mão dentro da água para tirar a tampa do ralo.
(..)
Era de manhã, e Sophie estava sentada na mesa tomando um chá. estava sentada no chão, observando Lucas desenhar. conversava com ela, enquanto e somente ouviam atentos.
- Eu estou ficando louca, não? - Ela disse, assustada.
- Por quê? - perguntou.
- Porque eu ouvia uma voz falando "Venha brincar comigo" - Ela sussurou, com medo que Lucas ouvisse.
Eles se entre-olharam, e entenderam o que estava acontecendo. puxou o Iphone mais uma vez, e conferiu.
- Todas as vítimas são relacionadas a seu pai. - Ele disse, sussurando também. - Você sabe de alguém que gostaria de se vingar dele?
- Não.. como assim?
- Ok, nós precisamos saber se ele fez algo, alguma coisa que..
Mas foi interrompido por . Ele se levantou, e sendo seguido pelos irmãos, virou para trás e disse:
- Sophie, você, o Lucas e a ficam aqui dentro, sem abrir as torneiras! Não saiam, aconteça o que acontecer. - E continuou andando porta a fora.
Pegou três pás que achou encostadas no lado de fora da casa, entrou no pequeno bosque que havia nas redondezas da casa e se dirigiu há uma clareira. Começou a cavar, e os irmãos o acompanharam sem perguntar nada até que eles bateram em algo. Se ajoelharam e puxaram, conferindo que era uma bicicleta vermelha. Se entre-olharam novamente, e ouviram alguém falar:
- O QUE ESTÃO FAZENDO AQUI? - Era o xerife.
e Sophie viram o xerife se aproximar, e sairam correndo de casa com medo que algo acontecesse a eles.
- Calma, calma Denny. - dizia, com as mãos ainda erguidas. - Você matou o Jonathan?
Assustados, todos se olharam.
- Pai, o que isso quer dizer..? - Sophie disse, assustada.
- Não, eu não.. - Ele disse.
- Você precisa nos falar, porque nós sabemos o que está acontecendo aqui, e se for isso, ele não vai parar até você nos falar.
- Eu, eu.. Sophie, eu..
- Pai, diga a verdade. - Ela sussurou.
- Está bem. Eu, Jonathan e Rig (o velho homem pai dos dois irmãos que morreram) éramos amigos. Num dia depois da aula, viémos para o lago - ele disse, apontando o lago. - e como Jonathan era sempre o primeiro da escola, começamos a tirar com ele, e.. colocamos a cabeça dele embaixo da água, mas quando soltamos ele não voltou..
- Onde vocês enterraram o corpo dele? - disse, firmemente.
- Nós deixamos ele afundar, tinhamos medo..
- Não! - ele virou, procurando os outros. - O único jeito de acabar com a vingança de um espírito é queimar o corpo, e agora..?
- LUCAS! - gritou, correndo atrás dele.
O menino estava caminhando em diração ao lago. Ele parou somente quando chegou ao deck e se ajoelho na beirada, tentando pegar o soldadinho que boiava na margem do lago. Todos, desesperados, correram atrás dele gritando para que ele não pulasse.
- LUCAS! - gritou, mas o menino caiu dentro do lago. Nesse instante, o xerife olhou para o lago e viu a imagem esverdeada e horrível de Jonathan sorrindo e entrando novamente no lago.
, e não pensaram três vezes. Pularam diretamente no lago, mergulhando a procura do menino. Sophie fez menção de se tacar, mas vez ela parar e ficar no deck. Se ela pulasse, provavelmente Jonathan ia pegá-la também. Os meninos voltaram a surpefície, não haviam encontrado nada. e desistiram, mas mergulhou de novo.
Se vendo sem opção, o xerife entrou no lago. e tentaram impedí-lo, mas ele não deu ouvidos.
- Jonathan, desculpas.. Nós não queríamos isso, eu juro.. - Ele entrava cada vez mais no lago. - Mas Lucas é só um garotinho, não tem culpa dos meus erros.. Me pegue, mas deixe ele..
Nunca conseguiu concluir sua frase. Sentiu algo puxar seu pé com força, e vozes falando "Venha brincar comigo". No segundo posterior, já havia sumido dentro do lago. No mesmo instante que o xerife desapareceu, chegou a superfície segurando Lucas no colo.
Os quatro se adiantaram para ajudá-lo, e pegando o garoto enquanto Sophie tentava ajudá-los. ajudou a subir no deck, e logo em seguida ele se deitou. A garota passou a mão tirando o cabelo molhado do rosto dele, e pegou na mão dele.

(..)
Eles estavam na saída do hospital, entrando no carro mais uma vez. parecia preocupado com , e lhe dando um tapinha no braço, disse:
- A gente nunca vai conseguir salvar todo mundo. Bom trabalho, .
O garoto confirmou com a cabeça, e entrou no carro. Quando estava entrando, ouviu uma voz familiar gritar.
- ! - Era Lucas. Ele veio correndo segurando um prato com doces. - Eu e mamãe fizemos para vocês comerem na estrada.
- Lucas, que bom te ver melhor. - Ele sussurou, se agachando e levando o pequeno em direção ao carro. - Vem, vamos colocar isso aqui lá dentro com a tia .
e se despediram de Sophie, que quando foi dar tchau a , encontrou ele falando:
- Isso. Agora que você fala, tem que sempre falar: "A é do "! - E o garoto repetiu. - Muito bem.
- Cuida da sua mãe, Lucas. - disse, dando um beijo na testa dele e se despedindo de Sophie.
Após terminarem de se despedir, os 4 foram ao hotel, pegar as malas e partir para a próxima aventura.
(..)
e estavam ainda no quarto do hotel, arrumando suas malas. acabou de colocar as suas e as de no porta-malas, e se apoiou no carro girando a chave. desceu as escadas, e foi andando até ele.
- Sabe , você salvando o Lucas.. - Ela começou a dizer, colocando a mão no peito dele. - Foi realmente encantador.
E terminando de falar, o garoto puxou a cintura dela para perto da dele. Deu um longo beijo nela, que não ousou interromper - até porque fora ela quem começara. Ouviram, ao longe sem dar importancia, e conversando enquanto desciam as escadas. Eles chegaram ao estacionamento, e e se soltaram, sendo que ela olhou para baixo com vergonha. , ao contrário dela, sorriu para os irmãos.
- Melhor mexerem essa bunda gorda ai de vocês, porque eu quero estar na estrada ainda de dia.
Afastou um pouco dele, e deu uma batida na bunda dela, que somente olhou assustada.
- Descobri agora porque eu era caidinho para você. Não que eu não seja mais.
E piscando o olho, entrou no carro. Todos entraram, e ele ligou o motor, não sem antes dar uma olhada no espelho interno do carro e dar uma piscadinha para a garota, que somente sorriu e ficou muito, muito vermelha.

Capítulo Cinco


acordou com uma porta fechando. Abriu os olhos, e viu uma sombra se mechendo. Ela se aproximou, e viu que era . Contrariado, levantou. Os dois estavam dividindo um quarto que era conjugado com o do e o de , mas os outros dois ainda dormiam.
- Dude, onde você foi? - Ele perguntou.
- Comprar o café.
- Que horas são?
- 7 da manhã.
- Você dormiu?
- Sim.
- Mentirosa. Eu acordei as 3 da manhã e vi você assistindo Smallville. - Ele disse, se enrolando no cobertor e se sentando na cama. - , quando você vai parar com isso?
- Com o que?
- Essa de ter medo de dormir e sonhar com seu irmão. - Ele disse, enquanto observava ela se sentar em sua cama, na frente dele.
- E isso aqui? - Ela disse, puxando uma faca enorme de baixo do travesseiro de . Ele riu sem graça.
- Prevenção. - Ele respondeu. - Sério , você um dia vai ter que nos falar sobre isso.
- Não, . Isso é assunto meu.
- , eu não gosto de te ver sofrer, e..
Mas foram interrompidos pelo celular de , que tocou.
- Alô? - Ele disse, firme.
-- ? - Uma voz perguntou.
- Quem fala?
-- É o John, amigo aviador do seu pai. Vocês fizeram um trabalho para mim..
- Ah, o do poltergaist?
-- Isso. Mas acontece que eu preciso de outra ajuda de vocês.
- Onde?
-- Kensas, Texas.
- Estamos indo para ai.
desligou.
(..)
- Obrigado por terem vindo, rapazes.. e senhorita. - John acrescentou.
Eles estavam dentro do departamento de aviação que John cordenava, se encaminhando para a sala dele.
- Então, quer dizer que trocamos o velho Jonas pela adorável senhorita ? - Ele continuou falando.
- Pois é.. - Eles falaram, e ela somente sorriu.
- É uma troca justa, não acham?
- Ah, eu não sou tão boa quanto ele. - disse.
- Tenho minhas dúvidas em relação a isso. - Ele disse, entrando em sua sala e apontando as cadeiras para os meninos. - Então, chamei vocês aqui para darem uma olhada nisso.
Ele colocou um aparelho de gravação e deu play. No começo, ficou somente um xiados. De repente, os pilotos começaram a pedir "mayday", socorro, e então tudo foi coberto por um xiado agudo. Eles se entre-olharam, e John continuou.
- O piloto era meu amigo, e ele sobreviveu. Mas ele não sabe o que aconteceu, porque eles perderam o controle devido há uma despressurização dentro do avião. E ele nunca teve um acidente antes.. Teria como vocês olharem isso?
- Claro. - respondeu. - Podemos ficar com a gravação?
- Podem.
- E tem como olharmos os destroços do avião? - pediu.
- Não. Já recolheram, e somente pessoas autorizadas podem entrar.
- Ok, vamos ver o que podemos fazer. Obrigado. - disse, e se levantou.
(..)
saiu da loja carregando 2 identidades novas e mais 2 novos distintivos.
- CIA? - disse, assustado.
- É, a gente precisava de algo novo, não? - Ela respondeu, entrando no carro.
- , CIA? - falou. olhou esperançoso.
- Sorry , dessa vez vai o e o . Você tem cara muito bonitinha para ser da Cia. - Ela falou, rindo da expressão do menino, que ficou indignado.
- Parem ai e olhem o que eu consegui. - falou, colocando o som no pc para tocar.
"Sem sobreviventes", dizia o som da gravação da caixa preta do avião, após ter isolado os xiados.
- O que isso quer dizer?
- Não tenho a mínima idéia. - respondeu.
Eles se olharam, sem falar nada, e ligou o carro.

(..)
e entraram no galpão onde os destroços do avião estavam, e apresentaram a carterinha ao segurança. Ele deixou eles entrarem, e eles começaram a analizar. pegou o disk-man e foi passando pelas partes dos destroços.
- Meu, o que é isso? - perguntou.
- É um detector de materiais demoniacos. - disse, com orgulho.
- Ok. Mas porque um disk-man? - Ele disse, o reprendendo.
- Porque foi feito em casa, por mim.
- Isso eu percebi.
revirou os olhos e continuou a passa procurando por coisas. Quando passou pela porta de saída do avião, o diskman apitou. Eles se olharam, e pegou sua faca e descascou o trinco, colocando dentro de um pote especial o que saiu. Caminharam pela porta, indo até a saída.
Do lado de fora da sala, dois agentes da CIA chegaram.
- Mais dois? - O segurança perguntou.
- Como assim? - O maior falou.
- Dois de vocês acabaram de entrar ali.
E trocando um olhar, soaram o alarme do local e chamaram todos os guardas ali. Sacaram suas armas e foram atrás deles.
e , ouvindo o alarme, saíram correndo. Deram de cara com uma grande grade, e não pensou duas vezes. Tacou o blaser do paletó e se apoiou nele, subiu na grade e pulou do outro lado. o imitou, e ambos sairam correndo em direção ao carro. Quando viu eles, ligou o carro. Eles entraram, e partiram.

- Então, o que é? - perguntou a John, que analizava o que eles recolheram na porta do avião no microscópio.
- Moléculas de enxofre.
- Ou seja, o que demônios soltam. - disse.
- Tiveram sobreviventes? - perguntou, interessado
- Sete. - John respondeu.
- Podemos pegar uma lista?
- O que for necessário, rapazes. - Ele respondeu, procurando pela lista e entregando para eles.
(..)
- Ótimo. Liguei para os sobreviventes, e nenhuma pretende viajar logo. Só não consegui falar com o piloto nem com a aeromoça que sobreviveu. E consegui agendar para amanhã uma visita com o sobrevivente que se internou no hospício da cidade. - disse.
- Ok.. - respondeu, atendendo o celular que tocava. - Alô?
-- , o meu amigo, ele.. morreu.
- O piloto?
-- Venham para cá, se puderem.
- Estamos indo.
Quando chegaram lá, ouviram a gravação do jatinho que o piloto estava dirigindo. A mesma voz e a mesma mensagem; "Sem sobreviventes". Parecia claro o que a criatura queria. Agora, o que restava era saber o que estava causando tudo isso.

e desceram do carro e entraram no hospício. Encontraram Jean, o sobrevivente do avião, sentado numa mesa ao ar livre. Se aproximaram, sob a identidade de investigador.
- Então, Jean, o que você viu?
- Mas já me perguntaram isso.. - Ele disse.
- Mas nós precisamos saber se você viu algo fora do comum. - disse. - Como alguém agindo fora do normal..
- Olha, eu não sei..
- Por que você se internou, Jean? - perguntou.
- Por causa do que eu vi.. Eu vi, eu ACHO que eu vi um homem se aproximar da porta de emergência e abrir. Mas quer dizer, isso é impossível, não? Eu pesquisei, e uma pessoa nunca iria conseguir abrir por causa da pressão..
- E você viu algo estranho nele?
- Os olhos dele, estavam pretos. - Nisso, e trocaram olhares preocupados.
Enrolaram uma pouco lá, e saíram. Quando chegaram no carro, e haviam achado mais uma coincidência entre os acidentes. Ambos haviam ocorrido aos 40 minutos de voô. E, a cada 50 anos, um acidente acontecia aos 40 minutos de voô e nunca havima sobreviventes.
- Então, ele quer terminar o que começou. - disse.
- Pelo jeito. Mas o que seria? - disse, passando a mão pelo cabelo, cansado.
- Demônio não seria, porque ligamos para a mulher dele e ela nos disse que nunca observou nada de estranho nele, que ele tinha problema de asma e odiava viajar..
- É ISSO! - gritou. - Eu já li sobre isso. São demônios que não tem forma própria, e possuem pessoas. Para serem possuídas, elas precisam estar nervosas ou com alguma fraquea emocional.
- E como pegamos ele? - perguntou, aflito.
- Me passa o diário do seu pai.
(..)
- , achou? - perguntou, no final do dia no hotel.
- Não..
- Sabe, você precisa descansar. - Ele sussurou no ouvido dela, fazendo-a se arrepiar.
- , não, eu tenho que..
Mas ele pegou ela pela cintura e deu um beijo. Ela cedeu, abrindo os lábios e deixando-o aprofundar o beijo. Ele passou a mão por dentro da blusa dela, pela barriga e parando nas costas, enquanto ela arranhava levemente a nuca dele e puxava o cabelo devido a intensidade do beijo. Ele começou a empurrá-la em direção a cama, mas quando ela percebeu isso, se afastou dele.
- , não.. - Ela disse, tentando se livrar dos fortes braços dele.
- Por quê?
- Não é certo..
- Por que não? - Ele sussurou se aproximando novamente. - Você sabe que eu ainda te amo..
- GENTE! - Ouviram gritar e se separaram logo. adentrou no quarto, pegando o casaco dele. - descobriu que a aeromoça que sobreviveu tem um voô hoje, VAMOS!
e sem se olhar sairam correndo. Entraram no carro e foram até o aeroporto. Quando chegaram lá, faltava meia hora para o avião decolar, e eles resolveram apelar, por não ter outra chance de fazer isso. se dirigiu ao telefone do terminal, e telefonou pedindo pela aeromoça que se chama Katy.
-- Alô? - Ela disse.
- Katy, você não pode voar.
-- Por quê?
- Porque.. Olha, me desculpa..
-- Ah não, é mais um dos amigos do Steven?
- Ahm.. É, claro! Sabe, ele sente muito. - Nisso todos olharam para , que somente balançou a cabeça.
-- Olha, eu tenho um voô agora, e..
- Mas ele esta aqui, esperando por você!
-- Fala para ele me ligar quando eu desembarcar. - E desligou.
olhou, com cara de derrotado para eles, que somente pensaram.
- Ok, o único jeito é embarcarmos no avião! - disse, por fim.
- O quê? - disse, assustado.
- Nós embarcamos, e tentamos acabar com o demônio antes dos 40 minutos que temos.
- Não, tem que haver outro jeito.. - Ele continuou.
- Vamos. Vocês pegam o que a gente vai precisar. Eu vou comprar as passagens. - Ela disse, e virou para trás.
- , não dá. - disse. - Vocês sabem, eu..
- Você tem medo? - Ela disse.
- Não do demonio, do.. avião. - Ele sussurou.
- ,..
- Por que você acha que a gente viaja de carro sempre? - Ele respondeu, emburrado.
- Vamos, então a gente vai sem você - Ela disse, pegando pela mão com intuíto de provocá-lo.
- HEY, VOCÊ TÁ JOGANDO SUJO! - Ele respondeu, indignado.
- Vem ou não?
- Ok, eu vou. - Ele respondeu, contrariado.
(..)

Dentro do avião, os quatro se encontravam sentados em poltronas vizinhas.
- Ok, já estámos a 10 minutos aqui, vamos começar a procurá-lo? - sussurou.
- , você achou algo? - perguntou.
- Achei. Mas é complicado.. Primeiro, temos que achar o demônio. Dai, falarmos a primeira parte. Só que dai..
- O que acontece? - perguntou.
- O demônio assume uma forma independente e se torna mais forte.
- E do que isso adianta? - Ele respondeu, nervoso com a leve turbulencia que o avião deu.
- Ai entra a segunda parte. Quando terminamos, o demônio vai para o inferno novamente.
- Ok, vamos achá-lo. Alguém abalado emocionalmente.. A Katy, por ser o primeiro voô dela, deve estar abalada não?
- Eu vou lá ver. - disse, se levantando. - Como faz para reconhecer mesmo?
- Falar "cristo". - disse, sorrindo para ele.
Assentindo com a cabeça, ele foi até onde as aeromoças estavam, e assim que ele chegou uma saiu para atender o pedido que acabara de fazer, deixando ele e Katy sozinhos.
- Cristo! - Ele disse.
Ela olhou e sorriu para ele:
- Pequenas turbulencias, hum? - Ela disse. - Medo de voar?
assentiu com a cabeça e voltou para o seu lugar.
- E ai? - perguntou.
- Nada. Normal. Se tiver alguém mais normal que ela, estamos no país da.. normalidade. - Ele respondeu ainda grudado a cadeira.
- Então, eu vou passar com o detector, ok? - disse, se levantando e colocando o fone do falso disk-man.
Passou pelos passageiros, sorrindo e as vezes balançando a cabeça como se estivesse ouvindo música, mas não achou nada. Somente achou uma garota mau-humorada que fuzilou ele com o olhar quando ele passou por ela, dando uma interferencia no Ipod dela. Quando chegou ao fim do corredor, viu vindo atrás dele.
- Algo? - Ela disse
- Nada. - E viu o piloto saindo da cabine do avião e falando com a aeromoça. Quando ele voltou a entrar, ele murmurou: - Cristo.
Ele tremeu o ombro, e olhou para trás. Olhos pretos surgiram, mas logo em seguida desapareceram. e voltaram e contaram a descoberta para os meninos. Fizeram o plano, e foram colocar em ação. Já tinham 23 minutos de voô quando eles foram falar novamente com Katy.
- Katy. - disse. - Nós precisamos falar com você.
- O que? - Ela perguntou, preocupada.
- Escuta, nós sabemos o que aconteceu no último avião que você esteve e que caiu.. - e vendo a expressão assustada dela, completou. - Sim, nós sabemos que você estava no outro avião.
- E se você não nos ajudar, esse aqui vai cair e vai matar as 100 pessoas a bordo. - completou.
- Então, pelo amor de Deus, se você viu algo estranho naquele avião, nos diga e acredite em nós.
- Você diz que acredita em mim se eu falar que vi um senhor abrir a porta de emergência? - Ela respondeu amedrontada.
- Acredito. - falou. - E precisamos que você traga o piloto aqui.
- Como?
- Ele esta possuido, e vai fazer o avião cair.
- Mas, mas..
- Diga que a tampa da garrafa imperrou e você precisa dele para abrir. Vamos, RÁPIDO! - disse.
Ela, assustada, concordou. Foi até a cabine e chamou o piloto, que passou a andar do lado dela em direção a salinha onde os meninos e estavam. Quando ele entrou, fechou a porta e deu um soco nele. pulou em cima dele e o ajudou, enquanto pegou o diário de seu pai e começou a murmurar o encantamento.
"Regna terrae, cantate deo, psallite dominio...
Tribuite virtutem deo.
Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incuriso infernalis adversarii, omnis legio, omnis congredatio et secta diabolica...
"
O demônio se debateu enquanto jogava água benta nele, e controlava para que ninguém entrasse na porta. O demônio virou para e disse:
- Eu posso fazer ela gostar de você para sempre como em seus sonhos, AAH!
- RÁPIDO! Não vou aguentar muito mais, ! - disse, se debatendo.
respirou, e continuou: Ergo...
Perditionis venenum propinare. Vade, satana, inventor et magister omnis fallaciae. Hostis humanae salutis. Humiliare sub potenti manu dei. Contremisce et effuge. Invocato a nobis sancto et terribile nomine. Quem inferi tremunt...

O demônio assumiu uma forma, e desapareceu. O diário saiu voando para baixo das poltronas de um dos passageiros, e o avião começou a cair. se agarrou na parede, amedrontado e mal conseguindo respirar. e mal conseguiam se levantar. A aeromoça se levantou correndo e foi até uma das poltronas colocar a máscara respiratória, e se vendo só, não conseguiu pensar em outra coisa se não ela ir atrás do diário.
Foi engatinhando apressadamente atrás dele, e quando colocou as mãos nele o avião se inclinou mais. Reuniu toda sua corajem, e gritou:
" Ab insidis diaboli, libera nos, domine. Ut ecclesiam tuam secura tibi facias, libertate servire, te rogamus, audi nos. Ut inimicos sanctae ecclesiae humiliare digneris, to rogamus audi...
Dominicos sanctae ecclesiae, terogamus audi nos, terribilis deus do sanctuario suo deus israhel. Lpse tribuite virtutem et fortitudinem plebi suae, benedictus deus, GLORIA PATRI
"
No momento que ela falou isso, tudo cessou. O avião voltou a voar normal, e as pessoas se olharam sorrindo. Mal podiam acreditar na "sorte" delas de escapar com vida daquele quase-acidente. assim que sentiu o avião planar novamente, tentou se mecher. Não conseguiu se desgrudar da parede, ainda estava em choque. adentrou a cabine, e encontrou e tentando tirar dali.
- Depois ele me pergunta por que eu acabei com ele. - Ela disse, rindo.
se desgrudou, e magoado não olhou na cara dela. Os três riram da reação de , e enfim o avião fez o pouco de emergência.

(..)
- Obrigada rapazes, não sei o que faria sem vocês. - John disse. - Já salvaram duas vezes minha vida!
Eles assentiram com a cabeça e quando estavam entrando no carro, perguntou:
- Hey John, como conseguiu meu celular? Só faz 6 meses que eu comprei ele..
- Seu pai me passou! - Ele respondeu.
- Você falou com ele? - Os três perguntaram, assustados.
- Não, mas eu liguei para o número dele e caiu na caixa postal. A mensagem passou o seu celular, dai.. Bom rapazes, vou indo.
Eles entraram por fim no carro, e falou:
- Mas sempre que eu liguei, deu fora de área.
ligou e colocou no viva-voz.
"Estou ocupado agora e não posso atender. Se for questão de trabalho, liguem para meus filhos no número xxxx-xxxx, que serão bem atendidos.
Paul Jonas.
"
Os meninos se olharam, e pode ver pelo espelho que os olhos de estavam vermelhos. E o pior de tudo, ela sabia como eles se sentiam. Sabia até bem demais.
Depois de horas na estrada, eles resolveram dar uma parada num posto. desceu com para comprar alguma coisa para tomar, enquanto e ficaram conversando.
- Dude, ele disse que podia fazer ela gostar de mim.. - disse, atordoado.
contraiu a cara com um rosto de ódio. Talvez a idéia do irmão voltar com a garota não o agradasse tanto assim.
- Você sabe que demônios podem ler mente e sabe que é impossível fazer algo igual ao amor verdadeiro. - Ele respondeu, tentando conter a nota de ódio na voz. - Você não iria querer, iria?
- Não, não.. - se apressou a concordar. - Mas é que..
- Esqueçe isso, está bem ?
E voltou a entrar no carro. Encostou a cabeça no banco, fechou os olhos e só voltou a abrir quando sentiu uma cabeça encostar em seu ombro. Olhou para o lado e viu que estava dormindo apoiado nele. Sorrindo, puxou a garota para mais perto dele e fez com que ela apoiasse a cabeça em seu peito. Voltou a fechar os olhos e dormiu com o sorriso bobo na cara, sem se preocupar com nada. Inclusive com a cara de preocupado de , no banco da frente, ao conferir a cena dos dois abraçados e felizes juntos.
Talvez fosse hora dele pensar na felicidade dela, e não somente na dele.

Capítulo Seis


O tempo foi passando. parecia não perceber isso, parecia querer ignorar tudo. Os casos, foram vários. Bloody Mary, Tranformador, Vampiros, Demônios... Eram tantos, mas ela parecia que com o passar do tempo somente ficava mais fria.
Fria no sentido de não ligar mais para eles. Ela parecia que somente queria matá-los pelo prazer de matar, não por pensar que estava salvando alguém.
Os garotos percebiam isso, querendo ou não. Mesmo assim, não deram atenção. Por mais que quisessem, a garota se recusava a falar sobre isso - respodia secamente com uma mechida de ombro, que demonstrava seu desinteresse por tudo. E o fato deles ainda não terem achado o pai, não ajudou.
- ? - disse, entrando no quarto dela.
Eles estavam parados num hotel antigo, cada um havia ficado com um quarto.
- Sim. - Ela falou, sem sequer se levantar da cama.
- Precisamos conversar. - Ele disse, se sentando na cama ao lado dela.
- Diga.
- Eu sei porque você está assim.
- Assim como? - Ela falou, se sentando ao lado dele. - Se for para falar que as coisas mudaram, que eu não sou mais a mesma, fique quieto. Você também não é.
Ela se levantou, irritada e ameaçou sair do quarto. , também rapidamente, se levantou e falou baixo de modo que só ela ouvisse:
- Eu sei o que aconteceu com o Danny.
Nesse momento, ela paralisou.
- O que aconteceu, então? - retrucou, se virando e parando de andar.
- Ele morreu para te salvar, não foi?
O rosto da garota se endureceu. Ela trincou os dentes, comprimindo a raiva de si mesma e concordou com a cabeça.
- Foi escolha dele, ... - Ele começou a falar, mas foi interrompido pela garota, que pulou no pescoço dele e o abraçou. - Você tem que aceitar isso, está bem? Você sabe que é culpa dele você ser caçadora, e que ele não sobreviveria sabendo que ele quem causou sua morte.
- Mas .. Não é esse o problema. - Ela sussurou entre soluços.
- O que é, então?
- Eu sonhei com a morte dele todas as noites antes dela acontecer.
Desta vez, quem endureceu foi o rapaz. Ele apertou forte ela contra ele, querendo saber o que falar.
- Você sabe o que isso significa, não ?
- Que você previu o que aconteceu? - Ele sussurrou.
- Sim. - Ela disse, voltando a chorar. - E tudo mudou por que eu sei o que vai acontecer mais tarde.
- O quê?
- O vai morrer, e não há nada que irá salvá-lo.
olhou, ainda estático para ela. A garota passou a mão pela nuca dele, puxando de dentro da camiseta o colar com a inicial que ela lhe deu um dia, muito tempo atrás. Aproveitando que o garoto estava distraído, ela puxou com força, fazendo o fecho se arrebentar. sentiu uma dor no pescoço, mas logo passou. Não se atreveu a se mecher, sabia o que ela iria fazer.
saiu meio andando meio correndo do quarto, deixando sem se mover. O garoto, depois de um tempo, virou o pescoço e viu o que ela estava lendo.
O Céu e O Inferno
Existem muitas teorias sobre o céu e o inferno. A teoria mais aceita hoje em dia é a do paraíso, mas não é a que mais parece ser real.
Para a maioria dos caçadores, o céu representa a possibilidade de reencarnar e de ter uma segunda chance na vida. Muitos dizem que, quando uma pessoa boa morre, ela vai para uma sala branca e vazia, onde encontra um ente querido e ali decide se quer ir ou quer ficar.
Se ela decide reencarnar, a reencarnação ocorre na hora. Se ela decide ficar, significa que ela irá escolher alguém para se tornar o anjo - ou seja, irá proteger alguém. Mas, será invisível para todos.
Do inferno, não há muito a falar. Dizem que quem morre e vai para o inferno se torna subordinado de algum demônio, que o deixa vagando pelas ruas, sempre invisível. Somente quando convocado pelo demônio, esse ser se torna visível e passa a ter que realizar tarefas para ele.
Talvez, o considerado inferno seja somente se esquecer de tudo que teve ou de tudo que, um dia, foi.

Quando terminou de ler, compreendeu o que a garota faria. Diferente da última vez, ela iria impedir que sua vissão se confirmasse e que tudo desabasse sobre ela novamente. E, querendo ou não, os argumentos que ele usou somente a ajudaram a firmar sua idéia que estava na hora dela não deixar ninguém mais se impor entre ela e a morte.

estava sentado na cama, lendo. entrou batendo a porta, o que fez com que o menino saltasse e ficasse preocupado.
- O que foi? - Ele disse.
- Eu realmente preciso falar? - Ela respondeu, se sentando na cama e abaixando a cabeça.
- , o que foi? - Ele repetiu, se aproximando dela.
- Eu quero que você pare de fingir.. Fingir que não liga! Você vai morrer, e só se limita a fazer piadas disso? - Ela falou, chorando. - Seu ano está acabando, ! E você só...
- Se for sobre isso, eu não posso fazer nada. - Ele respondeu, seco.
- POR QUÊ? POR QUE VOCÊ NÃO PODE ADMITIR QUE SENTE MEDO? - Ela disse, se agarrando na beirada da cama e elevando sua voz.
- Porque eu escolhi! Eu não podia deixar meu irmão morrer e conviver com você e sua dor! - Ele falou, levando as mãos ao cabelo. - Eu não podia simplismente ver tudo rodar e não tentar impedir.
Ela somente o olhou, sem acreditar no que ouvia.
- E você acha que quando você se for eu não vou sentir dor? - Ela disse num sussurro
- Mas eu não estarei aqui para ver a sua dor. - Ele falou, se aproximando dela novamente. - Eu sou egoísta, eu não sou quem você é.
- Percebi. - Ela falou tentando conter um suspiro.
- Eu não posso ser quem você é. - Ele disse, se ajoelhando em frente a ela e apoiando sua cabeça no colo dela. - Sabe , eu tive um sonho, onde eu já tinha partido. E você estava tão assustada, mas ninguém te ouvia, porque ninguém ligava. Eu acordei com tanto medo...
- Você tem medo de mim, e não de você?
- Por que teria medo de mim?
- Porque...
- Shhh. Me ajuda em uma coisa? - Ele falou, levantando a cabeça e colocando a mão no joelho da garota. - Me ajude a deixar algo para se lembrarem de mim. E depois, esqueça sua dor escondida e então, finja que alguém pode me salvar.
A garota somente concordou com a cabeça, já que chorava tanto que não conseguia falar nada.
- Sabe, isso me lembrou uma coisa. - disse, levando a mão para o pescoço dela e colocando sua cabeça ao lado da dela, ficando bem próximo da sua orelha. Num sussuro, ele disse:
I dreamed I was missing, you were so scared
But no one would listen, cause no one else care
After my dreaming I woke with this fear
What am I leaving when I'm done here

So if you ask me then I want you to know

When my time comes forget the wrong that I've done
Help me leave behind some reasons to be missed
Don't resent me, when you're feeling empty
Keep me in your memory, leave out all the rest
Leave out all the rest

Don't be afraid of taking my beating, I've shared what I made
I'm strong on the surface, not all the way through
I've never been perfect, but neither have you

So if you're asking me I want you to know

When my time comes forget the wrong that I've done
Help me leave behind some reasons to be missed
Don't resent me, when you're feeling empty
Keep me in your memory, leave out all the rest
Leave out all the rest

Forgetting all the hurt inside, you've learned to hide so well
Pretending someone else can come and save me from myself
I can't be who you are

When my time comes forget the wrong that I've done
Help me leave behind some reasons to be missed
Don't resent me, when you're feeling empty
Keep me in your memory, leave out all the rest
Leave out all the rest

Forgetting all the hurt inside, you've learned to hide so well
Pretending someone else can come and save me from myself
I can't be who you are,


- Não.. - Ela disse, empurrando ele e se levantando. Nisso, repetiu o que tinha feito com e puxou a corrente que ele usava. Abriu a porta do quarto, saindo correndo. Quando já estava numa distância segura, ela falou: - I Can't Be Who You're.
se assustou com o gesto dela e se levantou para ir atrás dela.
- ! - Ele gritou, mas ela não deu bola.
Continuou correndo, descendo as escadas sem parar para ver se não corria risco de cair. Passou por , que vendo que ela estava chorando, segurou-a pelo braço. Ela parou bruscamente e olhou no rosto dele.
- , o que foi? - Ele falou, soltando ela aos poucos.
- Desculpa te fazer sofrer. - Ela respondeu, puxando com força a corrente que sempre usava, igualmente fizera com e . - Você merece alguém muito melhor que eu.
Se virou e voltou a chorar desesperadamente. Abriu a porta, colocando em seu pescoço as duas outras correntes correntes, de e . Continuou segurando a de na mão. Ela sabia o que tinha que fazer, e precisava ser bem clara nisso.

Capítulo Sete

A rua estava deserta e escura. Os postes altos e velhos iluminavam fracamente, mas nada além de vultos poderiam ser distinguidos. Havia um círculo desenhado no chão, no meio da rua, com pétalas de rosa dentro dele. A menina que estava próxima a ele não devia ter mais de 18 anos, parecia que tinha 16.
Ela ouviu passos, e olhou rápidamente para o lado, amedrontada. Viu que era , e sua expressão soltou um sorriso falso e triste. Andou até ele, que tinha as mãos no bolso, e o abraçou.
- Diz para o que eu fiz isso por ele, tá? - Ela começou.
- Mas ele não quer, . Você não pode fazer isso com ele, nem comigo. - Ela falou se aproximando.
- Só faltava a sua. - Ela apontou as duas outras correntes que usava no pescoço. Uma de e outra de . - Coloca em mim?
Ela se virou e puxou o longo cabelo para longe do pescoço. Ele colocou, e ela se virou novamente.
- Eu vou me lembrar de quem eu era. - disse com muita firmesa. - Então, o inferno não será nada. Será somente eu e a eternidade.
Ele ia falar algo, mas ela se aproximou e deu um beijo nele. Ele retribuiu, apertando ela contra ele. Então, ela se soltou dele e disse pela última vez.
- Diga pros meninos que eu amo eles. E te amo também. Te encontro, irmãozinho, quando você menos esperar. - E saiu andando, ignorando os pedidos dele para ela mudar de idéia.
Quando finalmente chegou no círculo, ela colocou fogo nas pétalas. Na mesma hora, o demônio apareceu, exibindo um sorriso triunfante.
- Você vai no lugar dele? - Ela fez que sim com a cabeça, respondendo a pergunta dele. - Quer morrer como?
- Eu trouxe minha própria arma. - Ela puxou a arma da cintura, e apontou para a cabeça. Ao longe, somente tremia.
- Quer que eu faça as honras? - O Demônio abriu a boca, querendo tirar sarro da hora.
- Ah, não. Eu não perderia essa opurtunidade por nada. - E sua voz foi abafada por um tiro. Ela caiu de costas no chão, sentiu uma dor na cabeça imensa. Percebeu três meninos se aproximarem, mas eles não passavam de borrões.
Eles falavam algo, e um tinha lágrimas verdadeiras no rosto. Os outros dois, estavam em choque. Ela deu um sorriso, e de repente, tudo se apagou. Não havia mais gritos, nem pessoas. Era ela e tudo branco. Sua dor havia passado e ela se levantou sem dificuldade.
Viu o demônio sorrindo em sua frente, e ele se aproximou dela.
- Qual o seu nome? - Perguntou a critura vermelha.
- Eu.. Eu não sei. - A menina respondeu. Tudo na sua mente havia sido apagado.
- Ótimo, ótimo. Seu nome vai ser R2. - Ela concordou com a cabeça.
Assim, tudo voltou ao normal. A rua estava deserta e escura. Os postes altos e velhos iluminavam fracamente, mas nada além de vultos poderiam ser distinguidos. Havia um círculo desenhado no chão, no meio da rua, com pétalas de rosa queimadas dentro dele.
O demonio sumiu, mas sabia o que devia fazer. Começou a andar, indo em direção a nada, quando sentiu um peso no seu pescoço. Passou a mão, e topou com 3 pingentes. Apalpou, e olhou na vitrine da escura joalheria. Se sentiu tonta, se apoiou na parede. Sorriu triunfante.
Ela havia conseguido enganar o demônio, afinal. Toda sua memória voltou a ela assim que viu aquela lembrança, então ela saiu correndo para o hotel onde eles estavam hospedados. Subiu correndo as escadas, e bateu na porta.
O que lhe esperava do outro lado? A incerteza e talvez, o descaso. Era esperado por ela coisas idênticas ao futuro, incertas mas ao mesmo tempo, tão belas. Talvez a vida após a morte deixasse muitos poetas desapontados, já que não havia um inferno vermelho e pesado. Somente havia vaguear pelas ruas sem se lembrar quem fora ou quem era.
Mas ela não. Bateu na porta, ninguém respondeu. Desceu as escadas, e o porteiro parou ela.
- Se está procurando pelos 3 meninos, eles deixaram isso aqui para você. - E lhe entregou uma carta. Ela abriu, e estava escrito:
"Quero te encontrar logo. Estamos indo para o Hotel da rua 115, que já nos hospedamos uma vez. Pegue a estrada, e nos vemos lá.
não está bem.
.
"
Ela agradeceu, e saiu do hotel. Subiu na sua moto gigante e prateada, e percebeu que o porteiro a olhava.
- Qual o seu trabalho? - Ele perguntou.
Ela sorriu, prendeu o cabelo num coque e colocou o capacete. Abaixando o visor, disse algo que ele nunca chegou a entender.
- Sou caçadora, mas além de tudo, vivo a vida. - Deu um sorriso sarcástico, curtindo o fato de que agora, nada poderia lhe parar.
Já que tinha se livrado de parte de sua sina, poderia fazer algo mais pelas pessoas. Afinal, agora ela tinha a eternidade ao seu lado, e a solidão também. Então, o que acha de finalmente algúem agitar o inferno e matar alguns demônios?
Sua moto roncou, e ela saiu em disparada pelas cálidas e deprimentes ruas da cidade. Nenhum carro passava, somente a moto que fazia um barulho absurdo e surreal. Alcançou a estrada nem dez minutos depois e viu um carro familiar, com três cabeças dentro.
Se distanciou deles, e passou voando, de modo que eles não a perceberam. A beleza de uma despedida está onde há uma promessa verdadeira do reencontro. Mas a beleza do reencontro só existe se for feito na hora certa.
Afinal, algumas pessoas não merecem a verdade. Merecem muito mais além dela.

Depois de uma hora de viajem, chegou finalmente ao hotel. Pegou um quarto, o número 23, e estacionou sua moto melhor no precário estacionamento. Subiu, e enrolou no quarto até ouvir que pessoas se movimentavam no corredor. Eles haviam chego.
Deu um tempo para eles entrarem e se acomodarem, e então saiu de seu quarto e bateu na porta deles. atendeu, de olhos inchados. Quando viu ela, tremeu.
- . - Ele somente conseguiu dizer isso, porque a garota o abraçou de tal forma que ele quase caiu. Nisso, também apareceu e abraçou ela.
Eles não se perguntaram nada, sabiam o que havia ocorrido e como ela estava. apontou para a porta mais longe deles, e então, ela foi até lá.
ia bater na porta, mas desistiu. Entre-abriu ela, e reparou que estava sentado na cama tocando violão. Lágrimas caiam dos olhos dele, e ela sentiu seu coração apertar. Não era arrependimento, mas sim culpa. Ela tinha feito o que julgava ser melhor, e não iria voltar atrás. Agora, era tarde demais.

Hello there, the angel from my nightmare
The shadow in the background of the morgue
The unsuspecting victim of darkness in the valley
We can live like Jack and Sally if we want
Where you can always find me
We`ll have Halloween on Christmas
And in the night we`ll wish this never ends
We`ll wish this never ends

I miss you I miss you
Where are you and I`m so sorry
I cannot sleep I cannot dream tonight
I need somebody and always
This sick strange darkness
Comes creeping on so haunting every time
And as I stared I counted
Webs from all the spiders
Catching things and eating their insides
Like indecision to call you
and hear your voice of treason
Will you come home and stop this pain tonight
Stop this pain tonight

Don`t waste your time on me you`re already
The voice inside my head ( I miss you I miss you)
Don`t waste your time on me you`re already
The voice inside my head (I miss you I miss you)

Don`t waste your time on me you`re already
The voice inside my head ( I miss you I miss you)
Don`t waste your time on me you`re already
The voice inside my head ( I miss you I miss you)

- ? - Ele virou, desesperado, assim que terminou a música.
- .. - Ela sussurou.
- Você.. Você.. é um deles?
- Sou. Mas sou diferente. - Ela fez uma pausa, e continuou - Eu me lembro de quem eu era.
Ele deu um sorriso falso, e se levantou. Se aproximou dela, envolveu a cintura dela com os braços e aproximou seu rosto do dela. Uniu seus lábios, e um choque percorreu o corpo de ambos. Ele se afastou um pouco, e sussurou no ouvido dela.
- Você é quente.
- Isso tem duplo sentido. - E riu
- Eu digo.. você tem o corpo quente. Entende? Os outros demonios não tem.
- Eu já te disse que não sou um demonio normal. Eu estou entre vocês e eles. - E abaixou a cabeça, apoiando no peito dele. - Bom, eu preciso ir. Vou descansar, te vejo amanhã.
E saiu do quarto, deixando ainda de olhos vermelhos, pensando no que havia feito. Uma raiva descontrolada subiu por ele, e então ele saiu do seu quarto e se dirigiu a sala, onde se encontrava. Quando viu ele, que estava em pé, puxou-o pelo colarinho e o tacou contra a parede.
- COMO VOCÊ DEIXOU ELA FAZER ISSO? - Ele gritou. O culpado era . Ele quem matara .
- , eu.. - Ele ia inventar alguma desculpa, mas sabia que seria mentira. Ele era o culpado, só que era difícil admitir. Mas, não precisou terminar nenhuma frase, já que sentiu um soco no rosto.
- VOCÊ-É-O-CULPADO. - E saiu da sala do hotel, batendo a porta. viu que estava cuspindo sangue, e se levantou até o banheiro. Onde estaria agora? Alguém precisava controlar , afinal, aquilo não mudaria nada.
A raiva de ter perdido alguém que ama é um sentimento que nunca será expressado. Mas a raiva de saber que alguém que ama morreu em seu lugar, e agora você ainda tem que olhar na cara da pessoa e saber que ela vive num inferno, é pior ainda.

O dia seguinte amanheceu com um sol vermelho e opaco. Os caçadores espalhados pelo mundo, apesar de não serem muitos, sabiam que alguém inocente havia morrido na madrugada.
levantou, tomou um banho e se arrumou. Desceu as escadas e tomou rápidamente o café-da-manhã, notando que os meninos não estavam lá. Tornou a subir a escada e fechou a porta do quarto. Ficou afiando uma faca que tinha, com desinteresse e pensando no próximo passo.
Ouviu alguém abrir a porta, era . Seguido dele entrou , e depois . e aparentavam estar bem, mas estava o oposto. Tinha grandes olheiras, olhos inchados e lançava um olhar pesado a .
- Hey, boys. - disse, se levantando. Queria descontrair o clima. - E ai, como vamos nos divertir hoje?
- Talvez,.. Você nos explicando o que.. - Mas deu um soco de leve no ombro de , fazendo-o se calar.
- O que aconteceu? - Ela disse
Nenhum deles respondeu. se sentou do lado dela na cama, e a abraçou. fez menção de sair do quarto, mas o chamou.
- Vai me evitar agora, ?
- Não, eu só..
- Se acostume com a idéia que eu morri porque queria, e não por você. A culpa não é sua, não é do . Brigar não vai mudar nada.
Ele olhou para ela, e saiu do quarto. , e chegaram a conclusão que não havia sentido continuar ali, e os dois meninos foram comprar jornais para ver se achavam alguma atitude suspeita, como antigamente.
Assim que ficou sozinha, a garota se levantou e foi em direção ao apartamento alugado pelos meninos. Era grande, diferente do dela (que só era um quarto), e tinha sala e 3 quartos. estava sentado no sofá podre, assistindo TV. Ela se sentou ao lado dele, e este não se moveu.
- ?
- Oi.
- Fala comigo.
- Sobre?
- Algo.
- Tipo?
- PORRA, SÓ FALA MEU!
- Desculpa. Então, posso te pedir uma coisa?
- Pode, claro.
- Sabe aquele dia, que você mandou eu te falar a verdade, que eu tinha medo de morrer e que eu não queria ir para o inferno? - Ela fez que sim com a cabeça. - Agora, eu quero que você me diga que me odeia por te fazer passar por isso.
- Mas é mentira.
- ..
- , eu já te falei. Isso fui eu quem quis, eu quem decidi. Respeita isso, ok?
- Não, não dá pra respeitar porque eu sei que você tá sofrendo.
- Não to, juro.
- Espera até ele te convocar, até tudo realmente começar.
- Se eu achar totalmente insuportável, há sempre aquele modo..
- Você tá brincando, né?
- Morrer uma vez não foi legal, e eu não disse que a segunda vai ser. Mas seu eu achar que vai ser melhor, eu não estou brincando.
- Eu te amo, .
- Eu também te amo, irmãozinho.
Eles ficaram abraçados, até que e chegaram. Eles se soltaram, e começaram a analizar os jornais.
- Tem um suspeito aqui, olha. - disse, apontando uma manchete estranha. - Sumisso de várias pessoas na mesma cidade, sem vestígio algum..
- Opa, acho que sei com o que vamos lidar. - disse, sem poder conter a animação na voz. - Sabe em que época estamos?
- Natal? - Os três perguntaram.
- Exatamente. Isso não lhe diz algo? - Ela olhou, e vendo que eles não acompanhavam o pensamento dela, bufou. - Em que mundo vocês vivem? Natal, demonios.. Ai, ok. GUIRLANDAAS!
- AHH! - disse. - Você diz o demônio da flor de pétala branca?
- Só teremos certeza quando chegarmos lá - Ela se levantou, tirou a pistola do bolso da calça jeans justa e destravou ela. - Mal posso esperar!
E saiu andando. Os três foram logo atrás dela, e em minutos já tinham fechado a conta e estavam no carro. ia de moto, pois estava cansada demais para dirigir. Sentou no banco de trás, com .
- O que está esperando? VAMOS! - E deu uma gargalhada. ligou o carro, e partiu atrás da moto.
Aleluia, agora vamos ter um pouco de ação.

Logo que partiram, passou uma fita para colocar no som do carro. Ele resmungou algo sobre o som ser inútil e preferir seu Iphone, mas a menina não ligou. A música começou, e ela cantou junto.
- I just wanna livee, don't really care about what they say about me, don't really care about what happens to me, I just wanna liiiive. - E a fuzilou com o olhar.
- , muda ai de música antes que o me mate. - Ela disse, rindo.
não pode deixar de se sentir provocado pela música. Ok, ele podia tentar aceitar o que ela fizera, mas ela não precisava ficar provocando ele, certo?
- Então, meninos, o que vocês vão fazer quando crescer? - Ela perguntou, toda animada.
- Ahmm, como assim? - disse quanto fazia a curva da estrada
- Tipo, você não vão querer ser caçadores pelo resto da vida, né? O que querem fazer quando desistirem dessa idéia maluca?
- Eu não pretendo desistir. - disse, com voz séria. - E você, ?
- Ai , sua inocencia me diverte. - Ela disse, rindo dele. - Eu não vou mais crescer, bobinho.
- Ah.. - Era verdade, ele havia se esquecido por um momento que.. estava morta.
- Eu vou passar a eternidade caçando, terminando o que começei a fazer.
- Então, eu vou ficar com você. - Ele disse de novo, sorrindo.
- Não vai, querido. Não vou deixar você desperdiçar essa beleza e esse talento com o violão em uma coisa tão patética.
- Se é o único modo de ficar com você, eu vou.
- Nós vamos, você quis dizer, . - disse. - Não se esqueça , você faz tempo que se tornou parte da família Jonas. E família nunca se separa.
- Nem sempre, . As vezes, é necessário se separar. - Os dois olharam assustados para ela, e iam questionar o porque dessa resposta tão amarga, mas ela cortou eles. - Vejam, chegamos!
Era verdade. Eles haviam chego a cidade. Ela era pequena, com aparência de cidade-do-sonho-americano-com-ruas-livre-pra-pular. Desceram do carro e viram que estava estacionando a moto logo na frente deles.
- Então, o que vamos fazer agora? - perguntou. puxou o Iphone da mão de , que brincava com ele.
- Pelo menos uma vez na sua vida, faça isso ser realmente útil. - E deu um sorriso.
Ela entrou numa página da internet sobre cultura pagã, e mostrou a matéria sobre demônios natalinos.

"Talvez, o mais conhecido deles seja o Papai Noel. Essa criatura escolhe suas vítimas de acordo com o tipo de casa e crença. Tipo de casa quer dizer que somente as com chaminés podem ser afetadas. Tipo de crença significa que ele ataca aqueles que não acreditam em Papai Noel. Ou seja, a maioria das crianças está livre, mas os adultos, não.
Ele aparece em localidades diferentes, mas sempre faltando 12 dias para o Natal. Pode assumir a forma de qualquer humano, desde novo até velho. Costuma marcar suas vítimas colocando na porta, com o consentimento delas, a flor de pétalas brancas."


- Entenderam? Temos que procurar pela cidade guirlandas com flores de pétalas brancas e descobrir quem as vendeu. - disse.
- Ok, achar vai ser fácil. - finalmente disse, apontando para uma casa próxima. Uma guirlanda grande e bem bonita estava na porta. Era majestosa, encantadora e atraente, e somente enfeitada com flores brancas.
- Lets go, boys. - disse, tomando a dianteira do grupo.
Quando se aproximaram da casa, e falaram que iam nessa. Não queriam ir todos, poderia parecer suspeito e intimidador. A menina bateu na porta, e um homem mais velho apareceu.
- Oi, é.. Foi você quem comprou essa guirlanda? - disse, colocando a mão no bolso de trás de calça e sorrindo.
- Não, foi minha mulher. Vou chamá-la, só um minuto. - O rapaz respondeu, com uma voz grave. não pode deixar de reparar que ele havia ficado olhando para o decote da blusa de , e começou a ficar com raiva disso.
- Olá? - Uma mulher loira e aparentemente mais velha apareceu na porta.
- Oi. Então, eu e meu.. marido estávamos procurando uma guirlanda para a nossa casa, que é em outra cidade, e eu realmente amei a sua. Você podia me falar onde você comprou?
- Olha, eu não contei há ninguém, mas vou te contar. Sabe aquela lojinha da esquina, que só vende coisas festivas? Eu comprei lá, querida. E por um preço bem bom. - Ela disse, sorrindo. - Boa sorte na procura!
- Obrigada, tchaau. - disse, com seu melhor sorriso falso. Esperou a mulher fechar a porta e eles se afastarem da casa, então prosseguiu. - Ok, agora nós vamos lá saber quem forneceu.
- Hum, marido, hãm? - disse com um sorriso safado no rosto e se aproximando dela.
- Pois é, querido. Mas não se esqueça. - fez com que olhos pretos aparecessem no lugar dos seus naturais olhos angelicais azuis, o que era típico de um demônio. recuou um pouco, até que ela voltou ao normal.
- Não esquecerei. - E eles continuaram andando até a lojinha.
Quando chegaram lá, abriram a porta e entraram silenciosamente. De repente, um homem com uma barba rala, gordo e usando um chapéu azul apareceu. A mão dela, sem querer, voou na cintura - onde a arma estava escondida. Vendo que ele não apresentava nenhum perigo, disfarçou.
- Bom-dia. Em que posso ajudar? - O homem perguntou.
- Eu queria saber se ainda tem daquelas guirlandas com flores brancas, sabe? - disse, enquanto se aproximava por trás dela.
- Ah, eu vendi todas.
- Eram quantas?
- Doze. - se alarmou.
- E você poderia me falar quem forneceu? Eu realmente queria uma. - Ela fez cara de desapontamento.
- Na verdade, posso sim. Foi uma velha senhora, que acabou de se mudar. Ela doou 12 guirlandas para mim, e eu vendi todas. Todos queriam elas.
- Pode me passar o endereço?
- Claro. - Ele anotou o endereço no papel. - Aqui está.
- Obrigada.
Eles sairam da loja, e voltaram para onde o carro estava estacionado. Falaram para e para o que tinha ocorrido, e montaram um esquema. Apesar dos protestos de para ir sozinha, resolveram ir todos juntos. Mas, novamente, primeiro iriam e , como o casal-interessado-em-comprar.
Chegaram no endereço e viram uma casa simples, mas grande, sem nada de mais. se aproximou, e bateu na porta já que não havia campainha. Ouviram passos apressados, a abertura do olho-mágico, e finalmente a fechadura girar.

Uma mulher de cabelos brancos apareceu, e poderia jurar que ela era uma mamãe noel disfarçada. Sentia que reparou isso também, mas deixou de lado.
- Bom dia. É você quem faz aquelas lindas guirlandas? - perguntou
- Bom dia! Sim, fui eu e meu marido que fizemos! - Ela respondeu, animada.
- Ah, e será que você conseguiria mais uma para mim? Acabaram todas.. - E novamente, ela fez cara de desapontamento.
- Desculpa, minha querida, mas as flores brancas acabaram. Eu tinha somente 12 no meu jardim, e elas são muito raras, então não há como fazer mais.
- Que pena, eu realmente queria uma. Mas você poderia me dizer o nome da flor?
- Se chama flor da pétala branca. Não há um nome, em cada região varia. Aqui, é chamada assim.
- Ah, obrigada então! Feliz Natal! - E falando isso, a porta tornou a fechar. e desceram rápido as escadas, e sairam andando novamente em direção ao carro. Agora, ele estava estacionado num hotel pequeno, e eles entraram no quarto alugado.
- É o seguinte, gente. São 12 guirlandas, e faltam 3 dias pro Natal. Ou seja, mais 3 vítimas. Faz sentido, porque há 9 desaparecidas, provavelmente mortas. São duas pessoas na casa, a mulher que nos atendeu e mais um velinho..
- Como você descobriu isso, ? - perguntou, assustado.
- Observando. Não há como saber se eles são os demônios ou se eles somente guardam o demônio, por isso será necessário cuidado em dobro. - se sentou do seu lado, bebendo uma cerveja. Ela arrancou de sua mão e tacou na pia.
- HEY! - O menino disse, revoltado.
- Não é agora que você vai afogar suas mágoas nessa garrafa verde, . Então, vamos nos preparar. - Ela disse, lançando um olhar magoado para ele.
Os quatro se prepararam, se armaram e colocaram roupas discretas. Quando a noite caiu e o relógio soou 10 horas, as luzes da casa se apagaram. Eles se entre-olharam e seguiram até o jardim dela.
Com a habilidade de anos de arrombamento de casa, fez com que eles entrassem pela porão. acendeu sua lanterna, e foi na frente. Meio agachada, meio levantada, ela andou cuidadosamente pelo local, sem saber o que poderia haver ali além do pó. Sentiu uma, duas e finalmente três pessoas entrarem. Eles seguiam atrás dela, como combinado, e após uma grande busca, nada foi achado. Eles apontaram para a escada e começaram a subir.
Quando chegaram lá em cima, a porta abriu sozinha. A luz banhou o recinto, que minutos atrás estava nas trevas, e a mesma mulher que os atendera gargalhava para eles.
- Esperávamos vocês, queridos! - Ela disse, puxando eles com uma força imensa. - Sentem-se. JÁ!
E quando falou já, o velinho barrigudo os colocou sentados cada um em uma cadeira da mesa, e os amarrou com cordas grossas e antigas.
- Qual primeiro, querida? - Ele perguntou, rindo.
- Eu quero o do meio. - Ela respondeu, apontando para .
- NÃO! - gritou.
- Sim. - Ela respondeu, com uma voz seca.
- Querida, eu quero ela. - Ele disse, terminando de afiar uma faca longa e reta. - Qual primeiro?
- Ela, então. - E deu uma gargalhada. Os Jonas não falaram nada, não sabiam como iam escapar dessa.
O velho se aproximou de , passado delicadamente a faca em seu pescoço, como uma criança que primeiro analiza o seu novo brinquedo. Quando ele finalmente lançou o seu olhar maligno e inteiramente preto, alguém bateu na porta. Os dois velhos se olharam, e foram atender a porta. A visita começou a conversar, e eles perceberam que era a hora de agir.
pegou a faca com os pés, e com a habilidade com ela estimulada desde os 10 anos, cortou a amarra de , que estava sentado na frente dela. Ele se levantou, e cortou as amarras dos três. Ouvindo que os velhos estavam quase dispensando a visita, puxou os três correndo novamente para o porão.
Fecharam a porta e se esconderam juntos, em baixo da escada. Nem dois minutos mais tarde, os dois demônios abriram a porta, e começaram a procurar por eles.
- ACHEI, QUERIDO. - A mulher gritou. Como não havia para onde fugir, eles se esquivaram juntos. A mulher puxou pelo cabelo, e enfiou uma faca no pescoço dela. A faca entrou no pescoço de , que uivou de dor, mas caiu e o ferimento foi cicatrizado e desapareceu no mesmo momento.
- Hora, hora, temos um demonio aqui também. Parece que teremos que dedurá-la a sua chefe. - A mulher disse, se aproximando mais de .
Mais uma vez, a menina pegou a faca da sua cintura com tal agilidade que ninguém se deu conta a tempo, e enfiou a faca nas costas da mulher. Era a única arma existente que poderia penetrar num demônio e matá-lo. Uma pequena herança que o irmão da garota havia deixado para ela. O homem começou a correr para longe, mas arrancou a faca do corpo já morto e tacou novamente a faca, girando, de forma que foi parar no meio sa teste do demônio que restava.
Os dois corpos estremeceram, e no segundo seguinte, já não existiam mais. Os garotos saíram de baixo da escada, ainda suando frio, e a garota juntou a faca do chão.
- YEAH, NÓS VOLTAMOS COM TUDO! - Ela disse, sorrindo. Os meninos se olharam, com culpa. Nenhum deles jamais ficara com tanto medo na vida, e nenhum deles jamais deixara se expor de tal jeito. E ela, sorria.
- Tipo, vamos logo seus maricas. Agora, podem começar a falar. Eu arrasei, não? HAHAHA - E ainda rindo, ela pulou janela a fora. Segundos depois, os meninos pularam também e começaram a se dirigir para o hotel.
- , você foi demais. - disse, abraçando a garota. Deu um beijo na sua testa, e entrou no quarto.
- É, , você nos salvou. - também deu um beijo na testa dela, deixando e sozinhos do lado de fora do quarto.
- Parece que o meu destino é ser salvo por você, não? - Ele deu um sorriso sem graça, e em vez de beijar a testa da menina, deu um beijo na bochecha. - Obrigada, pequena.
E ela abraçou ele de lado, e entraram no quarto. foi ao banheiro, tomou um banho e adormeceu direto. Os meninos fizeram o mesmo. Nem meia hora depois de todos terem tomado banho, o silêncio já reinava no quarto e todos dormiam naturalmente, como se nada tivesse acontecido.
Pois é, você acaba se acostumando com a idéia de poder morrer a qualquer momento, depois de um tempo. Mas vai falar que não é um jeito divertido de viver? Ô, totalmente.

Capítulo Oito


acordou com chamando ela. Se levantou, irritada, e o menino se afastou correndo dela.
- Tem medo de acordar ela agora, ? - disse, rindo. Ela riu também, e foi até o banheiro.
- Dá próxima, vai você então. - Ele respondeu, irritado.
- Aff, , perdeu o senso de humor? ¬¬ - se levantou, irritado também.
- Hey, hey, vamos parar por aqui, gracinhas. - disse, sem rir nem nada.
- Exatamente, ouçam o tio . - disse, se sentando junto deles na mesa.
Eles começaram a comer o café-da-manhã, quando do nada desapareceu. Eles olharam para o banco onde a garota estava segundos atrás sentada, e se levantaram. levantou a arma, apontando para o vazio, com medo de algo acontecer.
" sumiu, e do nada reapareceu no mesmo lugar branco e com a mesma compania de quando tinha morrido. O demônio sorriu, e disse a ela:
- Primeira tarefa, fique honrada.
Ela somente continuou olhando sem sorrir. Pelo jeito, ele nem suspeitava que ela se lembrava muito bem de quem era ou fora.
- Você tem que matar os Jonas.
Nisso, ela voltou do nada para onde partira. Estava sentada no banco, mas dessa vez os irmãos Jonas estavam em pé, todos com sua arma erguida, e apontando para ela."
- Hey, hey, vamos com calma. - Ela disse. - Primeiro, abaixa essa arma .
Ele abaixou, mas não a guardou. Voltaram a sentar, e perguntaram o que tinha ocorrido.
- O demônio me convocou. - Ela disse, mordendo o pão. - Me deu minha primeira missão.
- E qual é? - disse.
- Matar vocês.
A garota disse com a mesma naturalidade que se fala "comprei pão, querido" e de quando você no shopping naquelas lojas caras de jóia e pergunta pelo pingente minúsculo de letra, a mulher diz: "custa 1.020 reais, é com diamantes". Eles olharam assustados, esperando que ela falasse pelo menos algo.
- Mas fiquem calmos, eu vou achar um jeito de enrolar ela.
Eles não ficaram assim, calmos, mas pelo menos sabiam que ela não pretendia matar eles. Tomaram o café em silêncio, e saiu com para pagar o quarto. entrou no banheiro, e foi terminar de se arrumar. Passou meia-hora, e já estavam esperando no carro, e não havia saido do banheiro.
foi até a porta, bateu, e ele não respondeu. Pode ouvir um barulho de soluço, e sem mais nem menos, se afastou da porta. Quando estava a uma distância considerável, ela levantou a perna agilmente e arrombou a porta. estava chorando, com um corte na garganta. Ela ficou horrorizada. O amigo estava tentando.. se matar.

Ela pegou, arrancou a faca da mão dele, e colocou a mão sobre o ferimento. tentava empurrá-la, mas já estava fraco. começou a murmurar palavras em uma língua desconhecida, e o corte começou a cicatrizar. Quando ele se fechou, levantou e empurrou ela, que caiu no chão.
- ME DEIXA EM PAZ! - Ele gritou, se sentando na cama.
Ela levantou, foi caminhando até ele e deu um tapa na cara. levantou a cabeça, aturdido, como se exigisse uma explicação para aquilo.
- Se você quer que eu tenha morrido a toa, ÓTIMO. - Ela respondeu, com os olhos vermelhos. - MAS SAIBA QUE EU NÃO TENHO OUTRA VIDA PARA TE DAR, E VOCÊ JOGAR FORA!
E falando isso, saiu do quarto. Bateu a porta e entrou no carro. Sem tempo de ou perguntar o que havia ocorrido, entrou de cabeça baixa. Mandou eles partirem, mesmo não sabendo para onde iam, e ficou quieto o resto da viajem. Assim como todos dentro do carro.
Depois de quatro horas de puro silêncio e tédio, finalmente falou algo.
- Chegamos.
- E estamos aqui para.. - disse.
- Vimos no anuncio de jornal que nessa cidade, num bairro específico, duas mães já apareceram mortas. O que acha?
- Falava algo sobre o comportamente dos filhos?
- Sim, dizia que eles estavam perturbados..
- Ótimo, já sei com o que vamos lidar. - disse. Ultimamente a garota conseguia adivinhar todos os adversários, como se ela tivesse decorado todos os tipos de demônio existentes e suas características.
Puxou o Iphone de , novamente, e digitou algo que os garotos não viram.

"É um demônio raro, que rapta crianças e assume a forma delas. Quando consegue entrar dentro da casa, persegue a mãe - normalmente a levando a loucura - e depois a mata. Depois de já ter morto a mãe, o demônio enterra o corpo da criança (que ainda está viva) num bosque perto da casa, onde a criança morrera sufocada.
Para indentificá-lo, basta observar se em alguma janela da casa há um rastro de sangue. Se for encontrado, significará que o demônio já possuiu a criança. Outro modo, porém menos prático, é observar o comportamento da criança em relação a mãe. Quando alguém se aproxima dela, ela tende a ficar nervosa e costuma ser bem anti-sociável."

- Então, vamos visitar as casas onde já ocorreram os assassinatos, que tal? - disse.
- Dessa vez, eu não vou. Não tenho cara de detetive, diferente de vocês. - respondeu, entrando no carro.
- Eu e o vamos, então. - interrompeu, antes que ela se estressasse.
- Vamos.
Os dois pegaram os distintivos que sempre usavam e foram até a casa. Enquanto isso, ficou sentada no banco do motorista do carro e sentado do lado esquerdo da janela, atrás. Não trocaram nenhuma palavra se quer, e agradeceu por isso.

Flash Back


estava parada na biblioteca, parada na estante de livros sobre ficção-científica, mais precisamente analisando um exemplar de um autor que relatava o imaginário encontro do personagem do livro com um vampiro. Longe do real, o livro não trazia nada de interessante. Fechou o livro e seguiu andando para a estante seguinte a essa.
A biblioteca estava vazia, e ela ouviu passos apressados ecoarem pelo corredor. Ela olhou para o lado, com medo de que fosse encontrar um visitante indesejado, e somente se deparou com três garotos a olhando de cima a baixo, como se a medissem. Primeiro, se assustou. Depois, olhando para cara deles, ficou mais reconfortada. Eles eram fortes, bonitos e aparentavam ser educados.
O do meio deles se aproximou e fez um sinal com a mão. Era o sinal que os caçadores faziam - somente eles sabiam e reconheciam. Ela retribuiu o sinal, e eles se aproximaram mais dela.
- Qual o seu nome? - O mesmo perguntou, interessado.
- . E vocês?
- Eu sou o , esse é o e esse é o . - Ele respondeu. - Sozinha?
- Agora sim.
- Como assim?
- Você sabe.. eu caçava com meu irmão, mas ele morreu.
Ela disse não com voz de choro. Disse firmemente, como se quisesse provar aos outros que ela tinha superado. Eles murmuraram algo como pêsames, e o tal de se conteve para não abraçá-la. Ele definitivamente estava hipnotizado por ela.
- Qual era o nome do seu irmão?
- Danny.
- Danny Grochocki?! - Ele disse, elevando um pouco a voz.
- Sim.. conheçe?
- Tá brincando! Todo mundo conheçe ele. Um dos melhores caçadores, tão novo, tão gente boa.. nossa, fiquei chocado agora. O Danny? - disse, abaixando a cabeça.
- Pois é..
- Se você aprendeu com ele, seria uma honra aprender com você. Quer vir com a gente?
Ela olhou assustada, e não pode se conter no impulso de se afastar um pouco. Os irmãos dele primeiro olharam assustados para ele, mas depois falaram: "Venha, venha.", ou algo do tipo. Ela pensou, e se lembrou que o irmão comentara algo sobre se unir com caçadores.
- Vocês são os Jonas? - Ela disse, por fim.
- Exatamente. - Pela primeira vez falou
- Meu irmão disse para eu nunca me juntar a outros caçadores, com exessão há um trio que era conhecido pela sua lealdade.
Eles sorriram, como se agradecessem pelo elogio. Ela ficou em silêncio um tempo, devolveu o livro a estante, e por fim falou:
- Mas eu estou bem sozinha, obrigada.
Eles pareceram chocados, e realmente se assustaram um pouco. Esperavam uma resposta totalmente diferente; O sonho de era aprender os maiores truques com Danny, e aprender com a irmã dele, que para ajudar ainda era muito bonita, seria perfeito.
- Ok, então.. Qualquer coisa, estamos ao seu dispor, princesa.
piscou o olho para , e saiu andando junto de seus irmãos. Ela observou eles passando pela porta, e de súbito a idéia que ela teria que dormir sozinha novamente, sem ninguém para ajudá-la, apavorou-a. Saiu correndo silenciosamente, passou pela porta e assim que chegou no estacionamento da biblioteca, avistou os Jonas. Pegou no braço de , e disse:
- Posso mudar de idéia?
Ele sorriu e passou o braço pelo pescoço dela, a abraçando de lado.
- Seja bem-vinda, irmãzinha.
Eles entraram no carro e partiram.

Fim do Flash Back


sentiu o vidro bater. Olhou para o lado, e chamavam ela e para conversar fora do carro. Eles desceram, ainda sem trocar nenhuma palavra.
- Fala ai, amorzinho. - disse para , que deu um sorriso de lado.
virou o olho, instantaniamente, sem nem perceber o que havia feito. e haviam terminado fazia tempo, mas ele mesmo assim sentia-se ruim quando via os dois juntos, e sabia que ainda gostava dela. Ela não sabia, mas assim que ela abrisse uma brecha, ele ia tentar recomeçar tudo.
- Então, nós fomos nas casas. Havia rastro de sangue nas janelas das duas.
- Vamos lá. Qual será a próxima casa a atacarem, será..
- ?! - Ouviu-se um grito.
Uma mulher loira, nada parecida com a garota, veio andando até ela. A mulher parecia ser bem mais velha, e o fato de estar de mão dada com uma criança de uns 4 anos não ajudava ela a parecer mais nova. Abraçou , que respondeu com entusiasmo.
- , o que tá fazendo aqui? - Ela perguntou.
- Ah, você sabe. Viajando com os amigos.. Esses são , e . Gente, essa é minha tia, a Anny.
- Prazer - Todos falaram.
- Herdou esse gosto do Danny, é? Eu sempre me ofereci para cuidar de você, mas ele prefiriu ele mesmo fazer isso. Ele podia ter uma diferença de 12 anos com você, mas ainda sim, era seu melhor amigo.
- Pois é..
- Bom , apareça lá em casa, viu? Vou indo.
- Vou sim. Tchau tia! - E deu um beijo na mulher.
Anny seguiu andando, e virou para os garotos novamente.
- Então, vamos para a casa dela..
- , eu sei que ela tem filho pequeno, mas a gente precisa ver se é essa que vão mesmoa atac..
- Não , você não entende? É meu primo que tá em risco, e ela também. - Ela o interrompeu. - Duvido que ela tenha alguma objeção em nos deixar dormir lá. Vamos?
Vendo que não teria jeito, os meninos toparam. Foram até a casa, e ela deixou de bom grado eles dormirem por uma noite lá. Descarregaram o carro, se ajeitaram no quarto que ela disponibilizou para eles. Anny foi sair com o pequeno, e desceu as escadas para pensar em como iam agir.
- ? - disse.
- Fala .
- Posso falar com você?
- Claro.
Ela estava sentada no sofá, e ele se sentou do lado dela. No mesmo momento, pegou na mão dela, que deixou. Na verdade, ela estranhou mas preferiu deixar quieto. Não queria magoá-lo novamente, se possível. se aproximou dela, ainda segurando fortemente a mão dela, e afastou o cabelo. Colocou a mão na cintura dela, que não ousava se mecher. Puxou-a delicadamente, temendo machucá-la, e encostou lentamente seus lábios no dela. Antes de tornar isso um beijo maior, ele se afastou um pouco e sussurou:
- , eu te amo.
Falando isso, voltou a beijá-la. Dessa vez, foi um beijo longo e desejoso, pelo menos de parte dele. Os dois estavam muito juntos, e ela não conseguia encontrar um meio de fazê-lo parar. Continuou beijando ela, e num impulso puxou-a para cima dele. Ele ficou entre as duas pernas dela, e continuou apertando o corpo dela contra o dele.
se afastou dele, reuniu corajem suficiente e falou:
- Olha , desculpa. Eu gosto muito de você, mas não dá
E saiu de cima dele, o deixando atordoado e levemente irritado.
- Você gosta de outro? - Ele disse, como se ela tivesse acabado de terminar com ele.
- Infelizmente. Gostaria de não , mas gosto.
E falando isso, subiu as escadas. Não queria ter que admitir de quem gostava nem prosseguir com aquela conversa. Estava tão absorta em seus pensamentos que enquanto subia a escada, bateu com tudo em .
- Você está bem, ? - Ele disse.
- Sim, é..
- Ele se declarou para você? - Ela assentiu com a cabeça. - Eu falei para ele não fazer isso. Sabia que não iria dar certo.
- Quem sabe.. Ah, , se você soubesse de algo.
E bateu de leve no peito dele. Desviou, e continuou subindo, deixando no andar de baixo um triste e arrependido, e no meio da escada um que tentava inutilmente ler as entre-linhas.

Quando soou o sino da meia-noite, sendo que os quatro já estavam deitados, eles ouviram um grito. Se levantaram correndo, pegaram rápidamente um armamento, e se esgueiraram corredor a fora. Iam na ordem , , e , tentando não fazer nenhum barulho.
Quando chegaram ao quarto de Annie, perceberam que estava vazio. Resolveram descer as escadas, e o andar de baixo estava vazio também. Com uma troca de olhares e de sinais, abriu a porta e logo que olhou, deu de cara com Anny caída na rua e Lion (o filho dela) logo em frente a ela. desceu as escadas, rápidamente, atraindo atenção do demonio, ou seja, da falsa-criança. olhou pela janela e viu o rastro de sangue. A criança havia sido raptada.
Como combinado antes, e foram lutar contra o demônio, enquanto e iam ao jardim da casa tentar achar a criança enterrada. A lenda desse demônio dizia que a criança raptada sempre era enterrada no jardim da casa, onde mais tarde a mãe seria enterrada junto.
facilmente reconheceu um lugar onde a grama estava mal plantada, e começou a cavar com uma pá que encontrou ali perto. , aflita, segurava a arma olhando para os lados, dando cobertura a ele. Ouviram-se disparos, e um ar gélido sobriu o local.
e vieram correndo, falando que o demônio havia sumido mas não havia sido morto. Ou seja, ele estava ali perto. Então, ouviu-se um grito de . automaticamente virou para trás e viu que o demônio apontava uma arma para ela. Sem saber o que fazer, ficou estática.
Sabia que aquilo não mataria ela e que deveria atirar, mas algo a empedia. Ela tinha travado. Ouviu um disparo, e quando foi se tacar no chão para fugir da bala, sentiu um corpo envolver o dela. havia abraçado ela, servindo de escudo-humano, e assim pedindo a própria morte.

sentiu algo o atingir no peito, se chocando fortemente com seu corpo. Caiu de costas no chão, e uma dor imensa invadiu ele. Ouviu gritos, mais um tiro, e um ruído que ele conseguiu reconhecer como quando um demônio morre e é mandado novamente para o inferno. Os tiros se repetiram mais sete vezes, até que viu se aproximar e arrancar a arma da mão de , que chorava e continuava atirando no demônio que já havia morrido faz tempo.
Sentiu três pessoas se aproximarem dele, mãos delicadas colocarem a cabeça dele sobre a perna dela. Sorriu, com cara de abobalhado, ainda sentindo dor.
- .. - disse, chorando. - Fica comigo.
- Sempre.
Ele levantou a mão com muito esforço e sentiu o olhar dos irmãos, que estavam ajoelhados diante dele, cairem sobre o movimento. Colocou a mão sobre o peito ensanguentado e subiu até a sua cabeça pegando a mão da menina que chorava muito. Desceu a mão dela, em cima do seu peito ensanguentado onde a bala estava alojada, e fez ela apertar a camiseta com força.
- O que eu fiz? - Ele sussurou, mas nunca chegou a ouvir a resposta. Seu corpo continuava ali, mas sua alma já estava em lugares que seriam impossíveis de se ouvir ou de se sentir. Em outra palavras, ele estava no tão abençoado vazio branco, onde nada além dele existia. Ou talvez não.

se levantou, não sentia mais dor. Estava num infinito branco, onde ele sentia o chão, mas não o enchergava. Viu algo se aproximar, surgindo do nada, e não se assustou. Sabia que ali nada poderia lhe ferir; ele estava aonde as pessoas falam que você vai quando sonha ou quando você morre. A sala de espera.
Mas ela era diferente. Ela era calma, branca, e somente ele estava ali. Não, algo se mechia ali. A pessoa - se é que podia ser chamada de pessoa - se aproximou e ele reconheceu a feição. Era seu pai.
- Pai? - Ele disse, num sussuro desesperado.
- .
O homem não sorriu, mas sorriu. Abraçou o pai, mas não sentiu o calor dele. Podia tocar e ver, mas não sentia o calor do corpo dele.
- O que é isso? - Ele perguntou, se afastando.
- , chegou a hora. Você sabe como funciona, não?
- Não. - Ele respondeu, envergonhado.
- Você morreu, e agora tem duas opções. A primeira é seguir, subir para o céu e reencarnar. Nascer de novo, ter uma segunda chance de viver, continuar o ciclo sem fim. A segunda, é ficar.
- Como assim, ficar?
- Você pode ficar, cuidar de alguém. Ser seu anjo, .
Ele abaixou a cabeça, pensando por um momento.
- O que você escolheu, pai? - Disse, com olhos vermelhos como se implorássem por uma resposta.
- Não posso influenciar sua escolha, filho. Diga, qual você quer?
- Ele existe? - Não se conteve, e perguntou. Agora que tinha morrido, tinha o direito de saber se aquilo que ele acreditou tanto existiu não? Ou somente seria uma farsa de todos e Ele realmente nunca existira?
- Filho, depende.
- Como assim? Eu quero ver Ele então, quero falar com Ele.
- Você sempre pode. Ele existe dentro de você, e não além disso.
- Então..
- , você não está aqui para isso. Decida-se, não temos a eternidade para isso.
- Cínico falar isso. - Fez uma pausa, e prosseguiu. - Como funciona se eu quiser ficar?
- Quando uma pessoa morre e escolhe ficar, ela escolhe cuidar de alguém, conhecendo a pessoa ou não. Cada pessoa pode ter um anjo, que ficará invisível para ela, sem que ela saiba.
- Eu.. quero ficar, pai.
- Venha. - Ele disse, estendendo a mão.
No momento em que tocou a mão do pai, pode agora sim sentir o calor dela. Num momento, tudo estava branco. No outro, eles estavam numa sala branca e azul-céu, com pessoas que ele conhecia. Podia ver ali seu avô, sua avó, sua família e olhando bem, pode reconhecer o rosto da foto da carteira de . O irmão dela estava ali.
- Quem você quer cuidar, ? - Seu pai perguntou.
- Da , pai.
Ele sorriu, e o menino da foto se aproximou dele, colocando a mão no ombro dele e sorrindo.
- Estava te esperando chegar. Eu cuidei dela, e agora você continua; Nunca neguei que queria uma segunda chance. - Ele disse, e no próximo segundo, ele partiu. Sumiu, não se encontrava mais ali.
- E agora? - perguntou, olhando para o lado.
- Agora, voltamos para a sala. - E eles voltaram para lá do nada. - , você vai cuidar dela.
- Mas pai, ela é um demônio..
- Ela não é um demônio normal. Isso trará suas diferenças, mas nada impossibilita a sua vontade, filho. Então, você vai voltar de onde partiu, e vai procurar ela. Você saberá o que fazer.
Ele acentiu com a cabeça, tentando sorrir. Seu pai virou, e foi andando para o infinito, até que parou e se virou sorrindo.
- A propósito, eu escolhi ficar. Tinha três filhos para cuidar.
- Mas não era só uma pessoa, pai? - disse, sem saber o que falar.
- É diferente quando se é um menino de quando se é um pai. Família nunca se separa, .
E voltou a andar. No minuto seguinte, a sala desapareceu numa densa fumaça e ele voltou ao beco sem saída onde tinha partido. Viu que , e estavam ajoelhados em frente ao seu corpo, e que a garota tinha a cabeça apoiada na cabeça dele. Era estranho.
Foi andando até os três e ficou parado. Do nada, olhou pra cima e seus olhos pararam quando se encontraram com o dele.
- . - Ela disse, chocada. Os irmãos acompanharam o olhar dela e exitaram ao olhá-lo. Eles podiam vê-lo?
- . - Ele estendeu o braço, para receber a menina que se tacou nele. Ele estava quente, podia sentir o calor do seu corpo se chocar com o dela.
- Como a-assim? - Ela disse, entre soluços, apontando o corpo jazido no chão. Os irmãos se levantaram e abraçaram os dois.
- Sabe quando você leu aqueles negócios, sobre quando a pessoa morre e vai para o céu?
- Sim. - Ela disse, apertando ele mais ainda.
- Então, era verdade.
Eles ficaram em silêncio. Isso significava que havia escolhido ficar, e ficar para cuidar de alguém.
- Você viu ele? - Ela perguntou, se referindo ao irmão.
- Vi, . Ele cuidava de você, se é isso que quer saber. Mas ele escolheu reencarnar, hoje.
- Mas então.. Eu estou sem ninguém?
- Não, eu estou com você. - E apertou o corpo dela, que ainda estava abraçado nele, contra o dele. - Não me levem a mal, meninos, mas já tem gente cuidando de vocês.
- Quem? - Os dois perguntaram, assustados.
- Quando eu disse que o velho nunca tinha ficado com a gente, para sempre, era verdade. Ele está morto. Eu sempre tenho a razão, certo? - Os dois abaixaram a cabeça, contendo as lágrimas que insistiam em querer cair.
Eles ficaram assim, abraçados por um bom tempo, até que resolveu se pronunciar. Eles não podiam ficar assim o tempo todo.
- Mas e ai, o que acontece agora?
- Eu vou com a . Eu sou o anjo dela agora, tenho que acompanhar ela para sempre.
- Mas como a gente consegue te ver? - finalmente disse algo. Ele estava visivelmente abalado.
- A é um demônio, então isso trará as diferenças do comum. Mas nada que me impossibilite de cuidar dela. - E por fim, ele sorriu dando um beijo na bochecha dela.
- Gente, eu acho que temos que usar o que aconteceu, não? - Ela disse, sorrindo trêmula.
- Como assim? - perguntou.
- Meu irmão sempre disse que as coisas aconteciam para percebermos que caminho devemos tomar. Então.. eu acho que agora é a hora de nos separarmos, não?
- Mas família nunca se separa, . - disse, como se implorasse que ela desmentisse aquilo.
- E quem disse que tem que estar junto para não se separar? - disse, sorrindo. Se lembrava do pai, ele quem sempre falava isso.
- Então, é isso, né? - disse, abraçando e enterrando a cabeça no peito dele.
Depois de um bom tempo abraçados, e outro bom tempo com , a menina se afastou deles e virou de costas. A vontade de desvirar, de sair correndo e pular nos braços deles era tanta, mas foi preciso controlá-la. abraçou ela de lado, apoiando a sua cabeça na cabeça dela, e acompanhando sua passada pesada e lenta.
Eles andaram, até que a noite ficou muito escura. Dizem que a noite escuresse antes de começar a clarear, e isso é verdade. Uma tímida neve começou a cair, e sorriu ao ver o cabelo do seu anjo começar a se encher de neve juntamente ao dela. Ele assoprou o cabelo dela, fazendo cair a neve que derretia bem gelada e estava fazendo ela estremecer.
- Então, o que você quer de jantar? - Ela disse, abraçando ele novamente.
- Como assim?
olhou para a rua, que estava toda iluminada. Estava gelada, mas feliz. Luzes e enfeites coloriam tudo, e estava uma típica cena de filme, com a loja vermelho gasto atrás deles e o bueiro logo em frente a calçada.
- , é noite de Natal hoje. - Ela disse, sorrindo.
Ele sorriu, mas quando foi responder ela, a garota sumiu. chegou a conclusão que fora outra chamada do demônio-chefe dela e resolveu se esconder em baixo do toldo enquanto ela não voltava.
- Eu quero frango para a janta. Volta logo, você quem vai cozinhar para nós. - Ele disse, para o nada, sorrindo com simplicidade.
Eles estavam quebrando tudo que a natureza pregou um dia, e que ela mesmo acabou vendo que as vezes até ela erra, então deixou com que tudo acontecesse. Deu uma segunda chance para os dois enchergarem que o amor não move fronteiras, e sim, mundos opostos.
De cima, alguns presenciavam os passos que o garoto dava, rumando a eternidade. Diferente do que muitos pensam, a eternidade não é sinônimo de solidão e de vazio. Pelo contrário - ela pode significar ter o amor da sua vida ao seu lado, para sempre, junto com você. Estavam unidos pelo fato que agora ele cuidava dela, pagando finalmente a sua dívida impágavel de ter passado uma vida inteira sob os cuidados dela.
olhou para o céu. Agora, o Sol nascia. Ele estava nascendo vermelho e opaco, de forma que os caçadores espalhados pelo mundo saberiam que um deles havia morrido novamente, mas dessa vez tinha ficado para lutar até a eternidade. O vermelho se chocava com o azul claro do céu, formando um resultado espetacular que somente ele conferia. Era os opostos se encontrando, entrando em contato e provando que a diferença somente ajuda na coincidência. O azul com o vermelho; o bem com o mal; o positivo com o negativo; o certo com o errado; enfim, o anjo com a diaba ao seu lado.


Fim.



Extra


Primeira Cena Cortada - Duplo Sentido


"- Dança comigo? - Ele disse, estendendo a mão para a garota.
Os dois se encontravam num imenso salão, sozinhos. Ao lado deles, estava uma criança pequena, que não olhava para eles - olhava para uma pequena garotinha, um bebê recém-nascido.. Ao fundo uma música tocava fraquinha e bem baixo - coisa que não impossibilitava-os de ouvi-lá. A garota concordou com a cabeça e pegou na mão do rapaz. Ele era alto, muito bonito. Ela também.
Ambos deviam ter uns 35 anos, mas pareciam assim mesmo jovens e bem dispostos. Ela usava um vestido formal vermelho e ele um terno.
Ele puxou-a para o centro do salão vazio, segurando firmemente sua cintura e fazendo ela se aproximar dele. Os dois começaram a dançar e rodopiar na maior cincronia, como se tivessem treinado aquilo por dias - meses.
Assim que a música acabou, ouviu-se um grande estrondo. O homem no mesmo momento empurrou a mulher para longe, fazendo-a cair para o lado. Ele virou instintivamente a cabeça para a porta e seu pensamento estava certo - eles haviam chego lá.
- Corram. - Ele ordenou, arrancando de dentro de seu terno uma grande pistola com sal. Isso serviria para retardar os demônios.
A mulher pegou o bebê no colo e a outra criança pela mão, correndo para a porta que conduzia para o interior do estabelecimento onde eles se encontravam. Ela correu, deixando o marido lá, ouvindo o disparo desesperado de sua arma. Chegou em um quarto, por fim, e deu o pequeno e frágil bebê aos braços da outra criança, que devia ter uns 7 anos.
A mulher começou a empurrar os móveis para a frente da porta, na tentativa de se proteger dos demônios. Seu filho (que segurava a criança) se sentou no canto do quarto aninhando a pequena e frágil irmã nos braços, como se quisesse protegê-la de tudo.
A porta começou a bater, os móveis começaram a ceder. O barulho dos disparos da arma continuava, dessa vez mais perto. A moça sabia que não iria aguentar muito mais tempo, que tinha que fazer algo. Era a vida de seus filhos que estava em risco.
Ela pegou os dois no colo, num surto, e os colocou dentro do armário. Quando estava fechando a porta, disse:
- Danny, cuide de sua irmã.
Uma porta de fechou, outra se abriu. O armário fora trancado bem a tempo de proteger as crianças, mas tarde demais para ela achar um lugar para se proteger. Os demônios estavam ali, cedentos pelo seu sangue.
Ela piscou. Já vira aquela cena antes - mas, da outra vez, ela era o pequeno bebê dentro do armário, e não a mãe, que morrerria logo em seguida, sem poder esperar que o marido pronunciasse o feitiço que salvaria a vida dele e das duas pequenas crianças."

Segunda Cena Cortada - I'm Given Up


se virou para a garota, encarando-a com olhos furiosos. Só então ela percebeu que ele tinha olheiras profundas e roxas - parecia que não dormia há semanas. Ele se levantou da cama, andando decidido na direção dela.
se encostou na parede, temendo a reação irritadissa dele. se aproximou mais dela, deixando entre os dois um espaço mínimo, e ergueu o rosto dela pelo queixo.
Assim, a garota pode perceber o que estava acontecendo. estava a beira da morte, faltavam apenas 30 horas para ele morrer. Os efeitos estavam começando a aparecer. Ele podia ver o demônio por baixo do rosto humano dela.
Sorrindo de maneira diabólica, apertou mais seu corpo contra o da garota, que não desgrudou os olhos dele. Brutamente, ele se afastou dela, a empurrando com força contra a parede. Foi andando em direção a porta, mas foi atrás. Ela pegou no braço dele, tentando impedí-lo de sair. Em seguida, tudo aconteceu muito rápido.
O garoto foi tomado por um ódio incontrolável e lançou-a com todas suas forças contra a parede. Começou a gritar.
- Wake in a sweat again
Another day's been laid to waste
In my disgrace
Stuck in my head again
Feels like I'll never leave this place
There's no escape
I'm my own worst enemy

I've given up I'm sick of feeling
Is there nothing you can say?
Take this all away
I'm suffocating
Tell me what the fuck is wrong with me

I don't know what to take
Thought I was focused but I'm scared
I'm not prepared
I hyperventilate
Looking for help, somehow, somewhere
And no one cares
I'm my own worst enemy

I've given up
I'm sick of feeling
Is there nothing you can say?
Take this all away
I'm suffocating
Tell me what the fuck is wrong with me

Put me out of my misery
Put me out of my misery
Put me out of my
God, put me out of my fucking misery

I've given up
I'm sick of feeling
Is there nothing you can say?
Take this all away
I'm suffocating
Tell me what the fuck is wrong with me
Uma lágrima escorreu do rosto da garota. Ela fechou os olhos com força, não queria ver mais aquilo. Era preferível morrer do que assistir seu amor se transformar em um demônio.

Fim das Cenas Cortadas






Nota da Autora: puta que pariu, two worlds collide acabou.
Hum, isso é estranho, mas é tão bom. Obrigada a todas que leram. Podem parar de ler por aqui, sério. Mas eu tenho que continuar a escrever.
Vou parar de escrever. Volto só em Janeiro, talvez, com a fic mais perfeita do mundo. Aguardem e contem os dias, assim como eu estou contando.
Mesmo assim, tem algumas coisas que eu tenho que falar; Não importa quantos posts tem o meu tópico, não importa quantas leitoras tem a minha fic. Não importa se ela é comum ou é inovadora, não importa se vão copiar ou ignorar.
O que importa é que eu tive a melhor conselheira. Ninguém poderia ser mais sincera, justa e apoiadora do jeito que ela é.
Eu tive a melhor história. Nenhuma história me agradou tanto escrever.
Eu tive a melhor liberdade. Poder escrever seguindo o que eu queria ou não, podendo editar do modo que me convinha.
Eu pude acabar quando eu quis. Quando eu me enchi, eu falei: Fim.
Eu não me arrependi de nenhum post, por mais ridículo que pareça para você.
Eu pude perder o rumo no final, na pressa de acabar e continuar com o apoio de vocês.
Pude sair de casa em vez de upar o tpc, chegar lá e ter up's de vocês.
Eu tive as melhores leitoras, coisa que número ou pessoa alguma vai tirar de mim ou superar.
Eu ri, chorei, amei e re-li a minha própria fic.
Enfim, tudo que eu conquistei me permitiu agir como eu queria. Toda a bagagem que eu trouxe com minhas 4 fics grandes e as milhares de shorts me mostrou que você tem que escrever para você, e não para os outros.
Mais uma vez, obrigada Giu. Você me fez acreditar que seus dias melhoravam com meu post, que você amava ela.
Se algum dia, alguma vez, vocês me verem por ai, vou esperar que possam falar: "Tá vendo aquela ali? Eu li as fics dela.", porque pra mim não tem coisa mais maravilhosa, mais perfeita e mais linda do que ver que alguém se lembrou de algo que eu já esqueci.
Obrigada por tudo, meninas. Desde os comentários até os xingamentos por não ser aquilo que vocês esperavam. Eu realmente não ligo; Para mim, isso foi muito além do que eu um dia sonhei que poderia ir.

Now what the hell are you waiting for?

OMFG, SUPERNATURAL ESTÁ PASSANDO :*
Quarta-Feira ás 22 horas
Quinta-Feira ás 14 horas
Domingo ás 17 horas
Warner Channel.

Baixe em
: http://www.brazilseries.xpg.com.br/sn/sn_intro.htm

Viva ao Jensen Ackles e ao Jared Padalecki, divos <3





"Quem disse que pra tá junto tem que tá perto?" - Darvin

"It's so unreal" - Linkin Park

"Hello there, the angel from my nightmare" - Blink 182

"Já não posso lhe dizer que eu não me vejo sem você." - Strike

"I used to rule the world" - Coldplay

"I won't let you fall" - Chris Brown

"A new fantastic point of you" - Aladdin

"We all fall down, like toy soldiers" - Eminem

"We feel how we feel inside" - Eminem²

"Imagine there's no heaven. Is easy if you try. No hell bellow us. Above is only sky." - John Lennon

"I just believe in me." - Beatles

"We draw our own constellations" - Jack Johnson

"With Hands Held High into a sky so blue as the ocean opens up to swallow you" - Linkin Park²

"This is the story of a girl, who cried a river and drow the whole world." - Nine Days

"O que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber" - Nx Zero

"If I wrote to you a simfony, just to say how much you mean to me, what would you do?" - Justin Timberlake

"I still miss you baby, and i don't want to miss a thing." - AeroSmith

"You gotta love yourself if you can ever love me" - Lifehouse

"Se você quer que eu feche os olhos para alguém que foi viver lá fora," - Capital Inicial

"And is hard to hold a canddle in the cold november rain" - Gun's N' Roses

"You got me so hipnotized" - Akon ft. Plies

"I don't know how you sleep, Oh opression" - Ben Harper

"I wanna love you." - Bob Marley

"And if I made you cry?" - Ciara

"And if you feel it to, put your hands up" - DJ Khaled

"'Cause we got each other in the dark" - DJ Tiesto

"Little by Little, the wills of your live, they're slowing falling down" - Oasis

"We back to where we beggin" - Panic! At the Disco

"I swear is true" - Plain With T's

"Mama, put my guns at the ground. I can't shoot then anymore." - Guns N' Roses²

"'Cause when a good girl goes bad, we die forever" - Rihanna

"She cut you hair, she broke your tron." - Shrek

"Everyone knows I'm over my head, over my head" - The Fray

"I want to fly, away, so height. Direction sky." - Yves Larock

"But you just can't kill the beast" - The Eagles

"Got it?" - Pussycat Dolls

"Pretending that someone else can come and save me from myself" - Linkin Park³

"I saw an angel, of that I'm sure" - James Blunt

"It's time for me to live, is time for me to sing." - Jonas Brothers


Grande nomes, grandes músicas, grandes frases.
As vezes, menores do que você imagina, mas muito mais completos do que você sonha.
"Believe on me, 'cause I don't believe in anything.
And I want to be someone to believe, to believe, to believe.
"


Vejo vocês em janeiro :D, a melhor fic vem ai (H)






Tópico: oi.








Mah, a autora da fic, vestida de Batman.
80ção, 20falar que eu rezei 1/3 para achar 1/2 de te levar para 1/4.
A MELHOR CANTADA QUE VOCÊ JÁ VIU!
Batmahn, TANTANTANTAAAAAAAN -q
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