era uma menina normal. Ela morava numa fazenda que pertencia a sua rica fam�lia, sempre cercada de amigos e empregados. Ela tinha medo de palha�os, amava andar de cavalo e adorava ouvir hist�rias.
Ela cresceu, e junto dela cresceu seu melhor amigo, . conhecia ela desde pequeno e era dois anos mais velho que ela, o que fazia a amizade deles ora aumentar, ora diminuir. Ela fora grande pelas �pocas dos 4-6 anos, e fraca quando a diferen�a era mais significativa, como 9-11 anos.
Atualmente, tinha 14 anos e 16. A amizade de ambos nunca fora t�o forte e significativa.
Era um dia de ver�o, quando resolveu se sentar na grama banha pelo sol para escrever em seu caderno. Outra coisa que amava era escrever. Ela adorava poder fingir que aconteciam com elas coisas maravilhosas - coisas dignas de serem contadas numa hist�ria.
Prendeu habilidosamente seu longo cabelo num rabo, colocando a caneta de leve nos l�bio e pensando em como continuaria sua hist�ria. Estava sem inspira��o. Ouviu um latido, e logo que desviou os olhos do caderno que a encarava, viu que Napoleon se aproximava dela. Napoleon era seu cachorro. Ele era um filhote de Husky Siberiano, totalmente educado. Sabia como se portar, mas nenhum filhote resistia a uma dona que sempre fora t�o brincalhona quanto ele.
Enquanto estava distra�da acariando e brincando com Napoleon, Sebastian se aproximou e sorrateiramente pegou o caderno de . Sebastian era um menino de 17 anos, que sempre gostara de irrit�-la. Era filho da empregada e tinha fortes desaven�as com , que sempre defendia a amiga, o que fazia ainda mais gostar de fazer exatamente o oposto que pedia.
Logo que percebeu que seu caderno havia sumido, sabia quem havia pego. Se pos de p� e come�ou a gritar para Sebatian.
- Me devolva! Eu j� disse que n�o gosto quando meche em minhas coisas, me devolva.
O garoto somente sorriu, negando com a cabe�a o pedido dela, e se p�s a correr. Para a surpresa de , ela viu uma pessoa passar correndo por ela, velozmente. Era - ela poderia reconhec�-lo quando corria mesmo de olhos fechados, somente pelo barulho que ele fazia. Era muito h�gil - era um corredor nato.
Dito e feito. Nem dois minutos depois, havia alcan�ado Sebastian e j� havia garantido que o caderno fosse devolvido a dona. Quando se aproximou, pulou nos bra�os dele como forma de agradecimento.
- N�o sei o que eu faria sem voc�, . - Ela disse, sorrindo por ter seu precioso caderno de volta em suas m�os. - Ainda bem que eu sempre tenho voc� para me salvar.
- Sabe como voc� poderia me agradecer? - Ele falou, puxando-a para se sentar ao lado dele na grama
- Como?
- Que tal ler uma hist�ria? - Ele respondeu, como sempre sorrindo.
- Somente porque voc� me ajudou, est� bem? - Ela falou, rindo tamb�m. Puxou o caderno para perto e se pois a contar a hist�ria que estava escrevendo atualemente. - "Justin era um rapaz com seus vinte e poucos anos, mas sua apar�ncia enganava. Ele poderia se passar por um menino de dezenove com mais facilidade que o comum. Filho de uma rica e esnobe fam�lia que era da Fran�a, ele sempre fora o mais exclu�do e rejeitado dos 3 irm�os. Nunca ligara para dinheiro, poder ou pol�tica. Ele gostava de correr.
Como em tudo que fazia, Justin era exelente em corrida. Assim como era um perfeito lutador e um bom estrategista. Todas essas qualidades fizeram de Justin algu�m mais na vida. Ele n�o era um cidad�o normal - ele era muito mais do que isso.
Ele era o her�i que o mundo sempre precisou."
ouviu atentamente cada palavra que falava. Ele se deliciava ouvindo a doce e meiga voz dela, concentrada lendo fielmente sua letra (tamb�m perfeita e doce), sua hist�ria, sua vida. Era incr�vel como uma menina poderia ter tanta habilidade para escrever hist�rias como ela tinha. Variavam de romances, dos mais fracos aos mais ousados, at� os livros de aventura - os preferidos dele.
- Por que parou? - Ele disse sussurando no ouvido dela.
- Olhe. - Ela falou, lhe mostrando o caderno. - Eu parei ai. Vim aqui com int�ito de conseguir inspira��o, mas fui interrompida por Napoleon.
- Humm.. Creio que eu posso te devolver a sua inspira��o. - Ele respondeu, rindo para ela.
- Como?
- Fazendo voc� rir.
Assim que falou isso, se inclinou para ela e come�ou a fazer c�cegas nela. se debatia na grama, rindo escandalosamente como sempre, implorando pela compaix�o dele. Somente ap�s ela implorar tanto que se cansou, deixou ela parar para respirar. Quando ela fez essa pausa, ele se deitou na grama ao lado dela, observando o c�u cheio de nuvens.
- Posso te prometer uma coisa? - Ele sussurou novamente no ouvido dela.
- Pode. - Ela falou sorrindo e pegou na m�o dele, tendo logo a m�o apertada pela m�o com pele �spera dele.
- Eu sempre vou te proteger.
Dez anos se passaram. Agora, tem vinte e seis anos e sua pr�pria
fazenda, na mesma pequena cidade onde ele viveu sua inf�ncia. Tem contato com sua fam�lia, � claro. Todo dia ela se
re�ne na casa da m�e para jantar - era �timo viver em uma cidade com somente 20 ruas, onde todo mundo se
conhecia e se respeitava.
tinha vinte e quatro anos, mas havia se mudado. Morava agora em
Atenas, na Gr�cia. Ela era um famosa escritora (atual Best-Seller do New York Times), muito rica. Continuava
mantendo contato com sua fam�lia e com , mas n�o ia jantar na casa
deles todos os dias. Pelo contr�rio, faziam cinco anos que ela sequer via eles.
Mas hoje seria diferente. ia ver
, matar a saudades acumuladas que tentara ser extinguida por e-mails
e cartas. Como comemora��o pela nova declara��o do The New York Timer (que havia sido algo pr�ximo de:
' prova que os Estados deviam investir nas pequenas cidades. Afinal, foi
numa delas que a escritora mais famosa - que tem livros desde romance at� fic��o - nasceu e come�ou a dar os
primeiros passos para brilhar.'), ela havia convidado para vir a cidade e
jantar com ela. Estava curiosa para ver como seu melhor amigo estaria.
Escolheu um vestido bonito, apropriado para o refinado restaurante que ia, e passou uma maquiagem b�sica. Entrou no
carro (por mais estranho que lhe parece, um Chevy Impala) e o motorista a levou para o restaurante. Logo que chegou,
avistou um rosto familiar. Desceu do carro sorrindo - n�o para os flashes, mas sim para quem se encontrava na frente
dela.
Com um abra�o desesperado e caloroso, os dois amigos de inf�ncia e de vida come�aram a comemorar. Ap�s se
afastarem um do outro, meio embara�ados pela intensidade que o abra�o tivera, eles entraram no restaurante sem
trocar uma palavra se quer. Somente quando j� estavam dentro do ambiente abafado e cheio de murm�rios de
conversa, eles come�aram a conversar.
Sentaram numa mesa para dois, meio isolada, logo ao lado do piano. Uma m�sica suave e pura ecoava por todo o
sal�o, deixando o ambiente mais descontraido e mais alegre. Eles pediram os pratos, conversaram, e pediram a conta.
Se eu lhe contasse a conversa que os dois tiveram durante o jantar, de nada lhe adiantaria. Velhos nomes eram
sitados, v�rias situa��es que soltas no contexto em que estamos falando, n�o teriam significado algum para voc� -
sendo que para eles, eram como grandes tesouros guardados dentro da mem�ria.
Ap�s o agrad�vel jantar, e
decidiram andar. A garota dispensou os seguran�as dela, falando que
n�o teria perigo - estava com algu�m que ela sabia que sempre ia defend�-la. A conversa prosseguiu, acompanhada de
risadas e do ecoar do passo deles pelas ruas solit�rias da cidade.
Eles estavam passando por uma rua perpendicular a avenida principal da cidade de Atenas, quando ouviram um grito.
Olharam para frente, longe e do outro lado da rua, e puderam ver quatro grandes homens se aproximarem e arrancarem
a bolsa de uma mulher. Logo em seguida, eles sa�ram correndo, deixando ela desesperada no meio na rua.
- , vamos voltar. - Ele falou.
Eles come�aram a voltar pelo mesmo caminho que tinha ido, quando
tomou coragem e disse algo que estava a encomodando.
- , a gente devia ter ajudado ela.
- A gente n�o iria poder. Eram quatro homens, eles somente iam nos assaltar tamb�m.
- Mas mesmo assim, voc� viu a express�o de terror dela,...
- Esque�e isso, est� bem? - Ele falou, abra�ando-a de lado e a conduzindo para o restaurante novamente.
Quando chegaram l�, eles se despediram. foi para o hotel onde estava
hospedado, j� que partia novamente para a fazenda amanh�. foi para sua
casa, que ficava numa �rea mais retirada da cidade. Assim que chegou em casa, ela tomou um banho e fez um ch�.
Re-leu uma de suas poesias favoritas atualmente, se deitou na cama. Ela rodou por cerca de meia hora. Nada lhe
deixava dormir.
O m�nimo barulho tirava todo o sono conquistado, a imagem do desespero da pobre mulher assaltada voltava em sua
cabe�a mais viva do que nunca. Desistindo de dormir por enquanto, ela vestiu apressadamente uma roupa e arrumou o
cabelo. Pegou sua bolsa e saiu andando pela rua, se dirigindo a cafeteria vinte e quatro horas que havia perto da casa
dela.
n/a: Vamos combinar que eu n�o vou postar todo dia. Nem toda semana, talvez. Pe�o que tenham paciencia. Se n�o tiverem, eu n�o posto. �, bem assim. Eu n�o sei lidar com a press�o, e n�o quero aprender.
Agora t� bonitinha&fofinha, e vai ser assim por um loongo tempo. Se gostou, n�o espere que continue. Se quer logo algo mais, espere, ou desista. S� n�o me xinga. (;
Acho que s�. Beijos.
Ah, e � assim mesmo. Sem cbox :D