Clã
McErskine
V
indo de uma região Montanhosa do Sul de Kaladhari
conhecida como “As Terras Altas”, os McErskines são uma família,
uma grande família cujo nome significa “Os filhos de Erskine”.
Erskine (que significa por sua vez “Aquele que mora
no topo do abismo”), foi um valoroso guerreiro nascido na região
das Terras Ermas, mais de mil anos atrás. Muito é dito
ao seu respeito, tanto que grande parte das vezes a fronteira entre os
relatos históricos e as lendas é cruzada, borrada e apagada.
No entanto, uma coisa é certa sobre este homem: Ele foi um guerreiro
de grande valor, que tombou lutando bravamente nas grandes batalhas contra
aqueles que se intitulavam “Os cinco senhores do mundo”.
Tal foi o prestígio conquistado por Erskine em
seus feitos quando vivo, que desde então seus filhos, e todos
aqueles que de alguma maneira carregavam seu sangue ou davam continuidade
à sua linhagem passaram a carregar o sobrenome McErskine.
O que é ser um McErskine?
Ser um McErskine não é apenas a honra
de vestir um kilt onde ondulam e drapejam as listras das cores do clã:
É saber que em cada uma das cores que trançam e dançam
no padrão xadrez correm os espíritos de uma linhagem de
heróis em todos os pontos da vida, tenham sido eles apenas fazendeiros
ou viajantes lendários.
Ser um McErskine é viver intensamente e sentir
o sangue ferver até no mais frio inverno, é respirar
para sempre o ar das montanhas de sua terra natal, sentindo o perfume
da grama molhada pelo orvalho da manhã brumosa; é ter
no olhar a sombra protetora das gigantescas pedras, dolmens e menires
de poderes tão antigos quanto a própria terra. Ser um
McErskine é ter a honra como seu bem mais precioso e por ela
morrer, se necessário; é não temer alimentar a
terra com seu sangue em um juramento de reparação de
falta para com o outro, é viver intensamente cada dia, sabendo
que “todo o homem morre, mas nem todo o homem realmente vive”. Ser um
McErskine é amar, gritar, lutar, gargalhar, beber com a sofreguidão
embriagada que nenhum outro povo possui. É ter as mãos calejadas
de trabalho duro e honesto com a terra, e com elas pegar em armas ou instrumentos
de música, e manobrar os dois com a mesma paixão... Ser um
McErskine é beber a grandes goladas da água doce do próprio
rio da vida, com uma sede que nunca se sacia.
Ser um Homem do clã McErskine é ter
nos olhos uma centelha de selvagem orgulho, é ser ligado à
sua terra por um patriotismo intenso e febril. É sempre poupar
o dinheiro, mas esbanjar a vida que nele se enraíza, permanentemente
ligada à própria terra. É esperar morrer em suas
terras ou nelas ser enterrado, podendo ostentar em sua lápide
os honrosos dizeres “Ele não fugiu da batalha”, seja a batalha
qual for. Ser um homem do clã McErskine é ser louco sem
ser desvairado, ser bravo sem ser estúpido, inteligente sem ser
covarde e, sobretudo, honrado além de qualquer medida.
Ser uma Mulher do clã McErkine é ter
a sabedoria e ponderação que muitas vezes falta aos homens,
os quais esquecem tantas vezes que sua visão de mundo não
é compartilhada por outros das demais culturas. É saber
pegar em armas, mas fazê-lo apenas para defender sua casa e suas
crianças se o homem não está. É não
ter medo de trabalhar e de conversar com o marido em um pé de
igualdade, sabendo manter o respeito mútuo sem ser submissa. É
saber se fazer ouvir e administrar tão bem quanto os homens, e
saber que não existe nada que os homens façam que ela não
possa fazer, e usar esse conhecimento sem jamais menosprezá-los
ou valorizá-los mais do que devem ser. Ser uma mulher do clã
McErskine é não temer viajar, é ter a sabedoria da
Deusa Terra para ver que homem e mulher se completam e precisam um do outro
e, sobretudo, saber que “ O amor não é pecado: Apenas
a falta dele que o é”.
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