José Celso de Macedo Soares
Nos debates e entrevistas dos candidatos à Presidência e aos
Governos estaduais, é notável a pletora das promessas que
fazem. Todas as obras e empreendimentos que não foram executadas
até agora serão feitos nos seus governos. Um candidato
ao governo do Estado do Rio ( Sergio Cabral) disse que iria construir o
metro do Largo da Carioca até São Gonçalo, passando
por baixo da baia da Guanabara. Seria ótimo, mas se o Estado não
tem dinheiro para levar o metrô de Copacabana a Ipanema, um trecho
curto, como vai fazer esta gigantesca obra? E mais outras, como a recuperação
dos hospitais desmantelados, das escolas caindo aos pedaços, turno
integral no curso fundamental, etc, etc. Obras absolutamente necessárias.
Mas, onde está o dinheiro? Aumentar impostos não é
possível, dada a enorme carga tributária sobre os contribuintes.
E não é só ele que promete. Todos os candidatos vão
fazer do Estado do Rio o paraíso na terra.
No que diz respeito à
corrida presidencial a mesma coisa. O Sr. Lula, que segundo ele, fez o
melhor governo do Brasil desde Pedro Álvares Cabral, (presunção
e água benta cada qual toma o que quer) vai criar enorme quantidade
de empregos e acabar com a pobreza nos pais, que terá o maior surto
de desenvolvimento nos próximos quatro anos É o caso de perguntarmos:
Porque não fez isto no seu primeiro mandato, onde o crescimento
do PIB brasileiro não passou de pífios 2,5% ,inferior a todas
as nações latino-americanas com exceção do
pobre Haiti? A explicação é clara: porque, não
tem competência para governar o país, cercou-se de uma súcia
de ignorantes, empregando milhares de companheiros sindicalistas em postos
chaves dos ministérios e empresas estatais, sem verificar se tinham
ou não competência para tal. Para não falar dos escândalos
que permearam seu governo do principio ao fim e ele nada sabia. Tudo pelo
social, diz, mas sem verificar para onde iam os recursos das bolsas família,
entregando o peixe, mas não ensinando a pescar.
Quanto ao candidato oposicionista vem de passado administrativo mais bem
sucedido.Mas erra ao afirmar que não vai desestatizar nada, etc,
etc. A estatização foi uma praga no Brasil que só
serviu para empreguismo dos apaniguados do poder.Deve-se privatizar aquilo
que for conveniente ao progresso do país. Não
há também um programa claro para promover o desenvolvimento
do País. Com a enorme divida interna que temos, é preciso
primeiro sanear as finanças, fazer uma reforma política adequada
que elimine os partidos de aluguel, uma reforma tributária que fortaleça
a Federação, uma reforma administrativa que acabe com esta
burocracia infernal, pois, no Brasil, até pagar imposto é
difícil; uma verdadeira reforma judicial que dê aos
juizes condições de trabalharem sem estarem sujeitos a códigos
arcaicos, com recursos e mais recursos, e uma reforma na legislação
trabalhista e sindical que estimule o emprego e não pense só
em dificultar a demissão.Estes são alguns dos muitos obstáculos
e problemas que devem afligir um candidato que quer realmente mudar o panorama
atual da governança do Brasil. E como vai fazer as suas propostas
serem aprovadas, no parlamento, com a fragmentação partidária
existente? Pelas eleições já realizadas o partido
que obteve o maior numero de cadeiras na Câmara dos Deputados não
chegou a 20% do total.
Perigosa a tentativa do candidato Lula de dividir o pais em ricos
e pobres, estimulando lutas de classes, que não faz bem ao ambiente
social que vivemos.
Na hora da votação devemos escolher nem os amigos nem os
parentes, mas sim os melhores. Aqueles que prometeram e não cumpriram
devem ser afastados.Dos candidatos, eleger aquele que mostrou melhor capacidade
administrativa e, soube cercar-se de auxiliares competentes para atingir
o que prometeu na campanha presidencial. Porque, como já dizia o
Visconde de Cairú “A boa legislação, que é
obra da sabedoria , pode muito.Mas o que pode tudo é a boa administração”.
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