O Dr. Laurence J. Peter escreveu sob o titulo acima, O Principio de Peter, um livro jocoso que encerra, entretanto, interessante filosofia, muito aplicável à nossa vida cotidiana e mais do que nunca ao Brasil de hoje.O que vem a ser este principio? Diz o Dr. Peter:“ The Peter Principle” José Celso de Macedo Soares
“Em um sistema hierárquico cada funcionário tende a subir para o seu nível de incompetência”
Em outras palavras, quer o Dr. Peter dizer que muitos indivíduos
podem ser ótimos em determinados níveis de trabalho numa
organização e, quando guindados à chefia são
verdadeiros desastres.Estavam no seu nível de competência
e foram promovidos a seu nível de incompetência. Como no mundo
moderno quase tudo é hierarquizado este princípio tem grande
validade.Na esfera da empresa privada, os exemplos são abundantes.Quantos
foram excelentes técnicos e quando promovidos á administração,
onde se exigem qualidades de chefia, fracassaram totalmente? O mesmo na
vida militar.Bons coronéis ou comandantes tornaram-se péssimos
generais, brigadeiros ou almirantes.Idêntica verificação
para o funcionalismo público.Onde, entretanto, se faz sentir a abundancia
de incompetentes é na vida pública. A história dos
povos ensina que, de centenas de homens elevados ao cargo de Chefe de Governo,
muito poucos se destacaram na posição.Estes constituíram
a minoria que estava ainda no seu nível de competência e por
isto tornaram-se lideres no mundo como Franklin Roosevelt, Churchill, De
Gaulle para só citar os de nossa época.Mas, como então
o mundo marcha e continua progredindo? “É empurrado pelos milhares
que estão no seu nível de competência e fazendo uma
força danada para serem promovidos ao seu nível de incompetência”
diz jocosamente o Dr. Peter.
Agora mesmo aqui no Brasil, no Governo do senhor Lula da Silva, vemos
abundantes exemplos da aplicação do principio de Peter. No
Ministério de S.Exa. que é, vox populi, dos piores
da história republicana, temos ministros cujo nível de competência
está pelo menos vários pontos abaixo da competência
exigida de um ministro de Estado.
Em primeiro lugar, requer-se do ministro de Estado visão de
estadista, conhecimento dos problemas do país como um todo,e mais
do que tudo, alta probidade na sua vida pública e privada.
Um ministro não pode vir a público dizer hoje uma coisa e
dias depois dizer que não disse, como vemos hoje freqüentemente.Não
pode faltar a verdade para encobrir suas deficiências, não
pode procurar subterfúgios, manipular estatísticas dando,
a cada vez que as enumera interpretação diferente.Em suma,
como se diz na gíria popular: não pode e não deve
ser um enrolador.Alguma semelhança com o que está
se vendo no atual governo e nos discursos do Senhor Lula?
Enfim, pode-se chegar a ser um líder sindical, um técnico
ou empresário competente, mas isto não basta para dessas
funções sair diretamente para os altos postos de direção
do país, sem antes ter exercido qualquer posto na vida pública.
Se não se forjar no calor das discussões dos altos temas
do interesse da nacionalidade, seja na imprensa ou no Parlamento, faltar-lhe-á
sempre a visão dos negócios públicos e muito dificilmente
conseguirá provar sua competência. È o que está
acontecendo com o atual Presidente da Republica, Senhor Lula da Silva.
Sua continua preocupação em comparar-se com governos anteriores-
como se o Brasil fosse descoberto em seu governo-mostra sua insegurança
no que está pretendendo realizar. Fruto de sua pouca instrução,
sua falta de cultura humanística, falta total da experiência
em nunca ter exercido cargos na administração pública.
Numa analise fria da atuação do Sr. Lula da Silva como
Presidente da República, S.Exa., no nosso entender, ainda não
revelou visão de estadista.Sua verborragia oratória- a maioria
em mau português- sua notória ausência de gosto pela
administração,causando incertezas nas definições
das políticas setoriais e, mais do que nunca na execução
de obras importantes e, principalmente, imprimindo ideologia na execução
da política externa do país,- esquecendo-se que não
há países amigos e sim interesses coincidentes- mostra que
o estadista ainda não superou o líder sindical.
Talvez, estejamos sendo um pouco severos no julgamento do governo do
atual Presidente, mas, nos tópicos que levantamos, nestas breves
linhas, procuramos apenas transmitir a voz geral. O senhor Presidente talvez
não concorde conosco e esteja satisfeito com sua equipe e com tudo
que está fazendo. È possível, pois, pleiteia novo
mandato.Quanto a nos, para justificar nossos conceitos, sempre nos lembramos
do pensamento de Burke: “Tudo quanto é necessário para
o triunfo do mal é que os homens bons não façam nada”
Com
vistas às próximas eleições.
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