we’ll stay together, forever.


We’ll stay together, forever.
and nothing is gonna change this.




- , será que a gente pode conversar? – A , irmã do me perguntou com uma voz um tanto quanto nervosa. Assenti com a cabeça e seguimos para um canto distante dos outros.
- Quanto tempo não? E o ? Por que não tem vindo?- perguntei animada. A expressão dela mudou rapidamente. – Aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupada enquanto ela ainda se mantinha em silêncio.
- , o , ele.. – ela fez uma breve pausa enquanto os seus olhos se enchiam de lágrimas. Uma única ousou cair antes que eu falasse algo.
- O que tem ele ? Me conta pelo amor de Deus. O que aconteceu com ele? – perguntei já entrando em desespero.
- Ele ta no hospital .
- Mas por quê? A, ele realmente tinha me dito que andava com dores de cabeça. Ele descobriu o que é? – perguntei um pouco menos preocupada.
- Descobriu sim. Ele.. Ta com câncer . – ela dizia já não segurando as lágrimas que teimavam em cair vez ou outra.
Enquanto ela chorava desesperadamente, eu senti meu mundo cair. Eu não sabia o que fazer, fiquei totalmente sem reação. Eu queria fugir, queria gritar, queria correr abraçar ele, proteger ele. Mas nada que eu quisesse fazer eu iria conseguir naquele momento.
Levantei-me rapidamente e sai andando pela escola sem rumo. As lagrimas já tomavam todo o meu rosto, deixando minha vista embaçada. Meu melhor amigo, meu irmão, no hospital com câncer. Corri até meu grupo de amigos de antes pra pegar minha bolsa, e todos perguntavam o que havia ocorrido. Eu não sabia como responder, ou se eu devia responder. Optei por deixá-los ali, sem entender absolutamente nada. Seria melhor assim.
Sai andando novamente sem rumo, quando senti um braço me segurando. Era o . Não pensei duas vezes e me encolhi em seus braços o abraçando forte. Ele me apertava contra ele com mais força, afim de que eu me sentisse segura, enquanto afagava meus cabelos pra me acalmar. Eu chorava desesperadamente ali em seus braços. O sinal bateu e eu tinha que voltar pra aula. Mas eu não tinha condições nenhuma de fazer isso. Peguei minhas coisas e corri em direção à saída. Tentei de todas as maneiras sair, nada. Acabaram por ligar pra minha mãe, que depois de me ouvir chorando, liberou minha saída. Sai em disparada em direção ao hospital. Não sabia como eu o encontraria ali, mas eu tinha que vê-lo, não perderia tempo.
Cheguei à recepção desesperada, e depois de um tempo a atendente me deu o numero do quarto: 608. Corri em direção ao elevador e apertei o botão pra chamá-lo. Nada. A cada segundo, eu me desesperava mais. Corri pelas escadas mesmo até o 3º andar do prédio e procurei o 608. Bati na porta lentamente, e quando abri me deparei com uma cena não esperada.
Ele estava lá, sorrindo pra mim. E apesar de todos os aparelhos ligados a ele, continuava sorrindo. Aproximei-me dele, sentei numa cadeira ali do lado e segurei fortemente em uma de suas mãos. Deitei minha cabeça nessa mão e continuei chorando sem larga-lá. Com a outra mão ele afagava meus cabelos e sussurrava coisas como “calma Má, vai dar tudo certo”.
Algum tempo depois, quando eu já estava mais calma, uma enfermeira entrou no quarto dizendo que eu tinha de ir, ele faria uma operação de emergência por causa do câncer. Talvez essa fosse a única chance de ele viver, o caso dele estava extremamente avançado. Por algum tempo eu me neguei a sair do quarto, o queria ali, comigo. Mas não tive escolha. Antes de sair, ele falou. “eu te amo muito , nunca se esqueça disso” e antes mesmo que eu pudesse responder, ele já havia sido levado.
Minutos viravam horas do lado de fora da sala de cirurgia, e o tempo tardava a passar. Após longas 4 horas ali numa espera incansável, eu já tinha esperanças de vê-lo bem, ou ao menos vê-lo sorrindo novamente. Mas não, só o médico havia saído.
Ele andava de cabeça baixa enquanto tirava as luvas da mão e o avental do corpo. Logo depois de se recompor, ele voltou com uma noticia: O não tinha resistido.
Senti-me sem qualquer razão pra continuar vivendo a partir daquele momento. Os pais dele e a irmã que já estavam ali choravam descontroladamente. Eu estava fora de mim, fui perdendo os sentidos pouco a pouco até minha visão ficar totalmente preta e eu sentir como se estivesse caindo. Alguns minutos depois eu acordei com os meus sentidos retomados. Os pais dele estavam ali, junto dos meus esperando que eu acordasse.
- Cadê o mãe? Eu quero ver ele.
- , ele..
- Ele não pode ter morrido mãe, ele me disse que nunca me deixaria- eu interrompi-a já chorando.
- Certas coisas nós não escolhemos. - ! VOLTA, POR FAVOR! EU PRECISO DE VOCÊ – eu dizia chorando descontroladamente enquanto minha mãe me abraçava forte. Eu nem ao menos tinha tido a chance de dizer que o amava. E agora, eu não o tinha mais. A dor era incalculável, e a sensação de que minha vida tinha acabado, estava acontecendo. Meu melhor amigo, havia partido.

Epílogo
- ! Acorda ! – me chacoalhava fortemente enquanto chamava pelo meu nome alto. Abri meus olhos lentamente e reparei que minha mãe chorava descontroladamente ao lado dele.
- Graças a Deus, ela acordou. - ela dizia parando de chorar e sorrindo.
Não podia processar tudo de uma vez, a única coisa que eu consegui fazer foi sentar em minha cama e abraçar o muito forte enquanto chorava no sei peito. Ele retribuiu meu abraço, enquanto entrelaçava seus dedos no meu cabelo
- Foi tudo um pesadelo , eu to aqui. Nunca vou te deixar. – ele disse e eu olhei pra ele sorrindo. Voltei a abraçá-lo e a única coisa que passava pela minha cabeça, era que o pesadelo havia chegado ao fim, e eu o tinha ali comigo, pra sempre. Ou até que a morte nos separe.
Me separei um pouco dele, ainda o abraçando, olhei nos olhos dele e eu precisava fazer aquilo.
- Eu te amo – disse rápido, e ele sorriu.
- Eu sei, eu também te amo .
- Nunca se esqueça disso.
- Eu nunca vou esquecer.
Voltei abraçá-lo, e ao menos eu sabia que eu teria sempre ali, e nada nem ninguém no mundo poderia mudar isso.


Fim.



N/a: espero que tenham gostado :~
qualquer erro de script ou qualquer crítica, dúvida, sugestão ou o que quiser, fala no tópico por favor :)
Obrigada a todas que leram, e.. até um dia (:


“Não há amor no mundo, que se compare a um amor por um melhor amigo.” 1
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