I should never think
What's in your heart
What's in our home
So I won't



Há exatamente cinco anos, um grupo de pessoas bastante “especiais” começou a surgir, Pessoas que começaram a demonstrar Habilidades Únicas, e as Vezes incrivelmente perigosas, Elas receberam o nome de “Clockstoppers”, pois o Impacto de sua existência realmente havia causado um impacto no tempo, na sociedade, depois de sua descoberta, muita coisa começou a mudar, os Clockstoppers começaram a ser caçados pelos humanos, que os trataram como um simples experimento científico, vendo que o perigo da maioria deles era grande, os grandes líderes mundiais planejaram uma reunião, e decidiram que eles deveriam ser isolados, assim, há exatos 450 km da parte mais remota do Arizona, foi criada uma nova cidade, “Saint Claire” Especialmente para essas pessoas, Famílias foram separadas e muitas Guerras foram perdidas até que todos os Clockstoppers aceitassem permanecer em Saint Claire, Uma escola para ajudar a controlar os poderes foi criada, com o objetivo de provar que eles não são monstros, ou aberrações, e sim, apenas humanos que buscavam a aceitação; Meu Nome? Sanders, e hoje é meu primeiro dia nessa escola, e sim, sou uma Clockstopper.

- Sanders? –uma Voz rouca, quase inaudível chamava da sala da secretaria, peguei a mochila que se encontrava jogada no chão, levantei da pequena e desconfortável cadeira no corredor e adentrei a pequena Sala, as paredes eram de um branco-perolado, com vários quadros espalhados por toda a parte, no centro da sala, se encontrava a dona da voz rouca, sentada atrás de uma mesa, ela tinha baixa estatura, cabelos vermelho-berrante e devia ter uns 30 anos, sentei ainda impressionada na cadeira diante da mesa dela, que diferente da antiga não era tão desconfortável.
-Senhorita Sanders- ela fez um sinal quase invisível com a cabeça forçando um Sorriso –Pegue essa ficha e assine por favor -ela disse me passando um formulário em um excêntrico papel amarelo...vejamos...

“Nome: Sanders
idade: 17
Habilidade: Criar Campos de força
Mãe: Mary Sanders (1970-2003)
Parentes Próximos: Justin Sanders (irmão)
Nacionalidade: Brasileira


__________________________________________________
assinatura do(a) aluno(a)”

Assinei sem ao menos prestar atenção, voltando minha atenção á mulher de cabelos cor de sangue em minha frente.
-Posso começar as perguntas? –ela disse com simplicidade
-Claro –eu disse sorrindo de lado
-Como e onde seus poderes foram demonstrados pela primeira vez querida?
-Há dois anos –passei a encarar meus pés, enquanto a memória se clareava em minha mente- Na minha antiga escola, uma garota carregava vários livros, e uma das líderes de torcida colocou o pé pra que ela tropeçasse, me concentrei nos livros no momento em que ela tropeçou, eles ficaram suspensos no ar por quase quatro segundos, o tempo em que ela se levantava.
-Testemunhas? –ela disse sem parecer realmente se importar
-Sim –eu disse ainda de Cabeça Baixa- Meu Irmão e a Garota, as outras estavam ocupadas demais rindo pra perceber.
-Oh sim –ela disse finalmente demonstrando algum interesse –Justin Sanders, o garoto que prevê o Futuro certo?
-É, ele mesmo –dei um sorriso fraco
-interessante – ela voltou a demonstrar a falta de expressão se voltando para minha ficha e escrevendo “hereditário” em um dos espaços vazios –Bom, está liberada, mais acho bom tomar cuidado pelos corredores, alguns de nossos alunos gostam de “treinar” os poderes no meio de espaços Públicos...
Eu sorri fraco, me levantando, a pequena mulher olhou para meu formulário em minha frente e de repente ele flutuou até minha mão “Telecinese”falei por reflexo, ela apenas sorriu, e voltou a se concentrar nos papéis em sua mesa, apanhei novamente minha mochila e saí da sala, logo entendi o que ela Quis dizer com “alguns de nossos alunos gostam de “treinar” os poderes no meio de espaços Públicos” quando um grupo de garotos jogava vôlei no meio do corredor principal... com uma bola de fogo.
Me concentrei em encontrar o refeitório, chegando lá eu COM CERTEZA encontraria meu irmão, do Jeito que o Justin é, Não pode ver comida U.U
Saí do prédio principal e até que não foi difícil achar o refeitório, Também... o que mais se pode ser se não o refeitório quando se tem a forma de uma maçã gigante??
Adentrei o refeitório barulhento correndo os olhos em todas as direções procurando pela familiar cabeleira negra do Justin, já havia cruzado quase meio refeitório, o barulho havia cessado á ponto de que o “tic-tac” do salto de minha bota batendo no mármore do chão podia ser ouvido facilmente, de repente senti alguém me puxar pelo braço direito me fazendo sentar em um dos bancos.
-Precisando de óculos ? – a voz sarcástica do meu irmão soou como um sino no meu ouvido, eu ri baixo e revirei os olhos –Não te disse que ela sempre chega atrazada?
Percebi pela primeira vez a presença de uma terceira pessoa em nossa mesa, um garoto com rosto de anjo, incrivelmente Pálido, seus cabelos castanho-escuros caiam levemente sobre seu rosto que parecia ter sido desenhado em cada mínimo detalhe, ele sorriu Timidamente para mim e voltou sua atenção para meu irmão
-Então Justin, essa é a Tão famosa ? –disse ele com uma doce voz enquanto afastava delicadamente uma mecha de seu cabelo que caia em seu rosto –Realmente não exagerou em nada na descrição.
-Ela mesma! –Justin deu um largo sorriso enquanto passava um dos braços pelo meu ombro –Eu te Disse que era linda! Diz se ela não é uma das garotas mais lindas que você já viu?
-Tá bruta montes –eu impedindo ele de falar qualquer outra coisa que me deixasse ainda mais embaraçada, tirei o braço dele de cima de mim rindo de um jeito abafado –Nem todos me vêem como você vê... e ninguém é obrigado á isso –dei de ombros voltando a encarar o garoto em minha frente.
-Ninguém precisa ser obrigado pra ver que você é linda –senti minhas bochechas corarem, droga devo parecer uma cereja! Calma mel! –Sou .
-Só não falo meu nome porquê você já sabe –eu disse tentando disfarçar uma sensação estranha que me passava, em um movimento rápido, roubei a fatia de pudim do prato do meu irmão e antes que ele dissesse alguma coisa o prendi em um campo de força começando a comer tranquilamente, enquanto ele batia em uma parede invisível, o garoto em minha frente ria tanto que mal conseguia respirar entre as risadas.
-Então - disse ele depois que havia se cansado de rir –acho que estamos na mesma turma né? Já que eles dividem por habilidade...
-Qual a sua? –perguntei subitamente tentando puxar algum assunto, percebi que ele pareceu hesitar por um momento, mais logo respondeu.
-Supervelocidade –ele disse olhando para meu irmão me fazendo finalmente lembrar de retirar o campo de força, me concentrei nele e o campo de força desapareceu; Justin estava de braços cruzados com uma cara de bebê que acaba de perder o pirulito na feira, eu ri alto
-Queria me deixar lá pra sempre sua desnaturada ladra de pudim alheio?? –Justin disse fazendo biquinho, me fazendo rir ainda mais, percebi que Joseph controlava para não rir –Bom, vou indo antes que você me prenda de novo Mel.
Justin levantou piscando pra mim, eu apenas ri abafado, ele se virou e saiu do refeitório, me deixando sozinha com o misteriosamente lindo garoto em minha frente, resolvi falar alguma coisa, sempre odiei silêncio
-Então... novo por aqui? –que pergunta idiota, é obvio que sim, semata >.<
-Sim –disse ele dando um meio sorriso –e Você também né?
-É, tive que fazer os testes pra entrar em Saint Claire, confirmando a habilidade,minha nova casa fica...
-A duas quadras daqui –ele completou com um sorriso
-bem informado hein? –eu disse surpresa
-Sou um poço de informações –ele piscou e fez uma espécie de pose de “Super-Heroi”, eu ri instantaneamente, o Sinal bateu e antes de eu sequer dizer alguma coisa, ele estava do meu lado oferecendo a mão para me ajudar a levantar –Vamos?
-Incrível –eu disse sem pensar –Mais parece tele-transporte...realmente é SUPER velocidade hein?
Ele riu e eu peguei a mão dele, ela parecia mais gelada do que normal, mais eu não me importei, me levantei, caminhamos até a porta do refeitório, o sol incrivelmente frio de novembro tinha uma luz fraca sobre os alunos, o cabelo castanho-escuro do meu mais novo amigo era de um vermelho-sangue intenso, Ah eu não mencionei? Clockstopers tem variação na cor do cabelo de acordo com a luz.
-Acho que estamos perdidos –ele disse após passarmos muito tempo andando em círculos, meus pés doíam tanto que eu já havia me apoiado nele nos últimos 10 minutos.
-Você ACHA? –eu disse sentando na escadaria de um Grande prédio em forma de telescópio. –O QUE A GENTE VAI FAZER ?!
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-Fica Calma –Ele pegou em minha mão e derrepente uma onda de Paz me invadiu, minha irritação parecia estar a milhas de distância, como se nunca tivesse existido, a calma se espalhou pelo meu corpo como se tivesse vindo dele, espera um pouco, está vindo dele!
-VOCÊ TEM MAIS DE UMA HABILIDADE? –acusei sem pensar, apesar de que este não saiu como eu planejava, mais parecia grito de alegria do que de Raiva, ele soltou minha mão e senti que podia novamente controlar minhas emoções, a confusão atingiu minha mente como uma pancada forte, como se ela tivesse estado lá o tempo todo, escondida atrás de uma calma repentina, ele baixou a cabeça e passou a encarar os pés –Não isso é Impossível! Clockstoppers Só tem UMA habilidade! Como você...
-Eu não sei – ele disse baixinho, voltando a olhar pra mim por uma fração de segundo e desviou –Eu não sou muito normal...
-Mais e sua Família? –Boa , porquê não pergunta logo se ele já matou alguém?! Idiota,idiota,idio...
-Humanos, Sem Aptidão á Halididades –ele disse com simplicidade, espera um pouco... como assim humanos sem habilidades?!
-Humanos? Nenhum tem um dom especial ou...
-Não...todos Humanos –ele começou a forçar a maçaneta da porta do grade prédio em forma de telescópio, ele ta escondendo alguma coisa –O sol ta muito forte, Você andou por muito tempo, precisa descansar –ele dizia forçando a grande porta de ferro, que nem sequer parecia se mexer
-Estou bem Não se preocupe –Eu disse ainda sentada na escada tentando ignorar meus pés que pareciam queimar, acho que nem os sentia mais, o campos era enorme e estávamos andando a muito tempo –Desiste, essa porta é muito forte, você não vai conse... –Parei de falar e acho que meu queixo caiu, a porta havia sido arrancada e agora se encontrava no chão, possibilitando ver uma sala vazia com um lance de escadas que acompanhava as paredes até onde se perdia de vista- Fortinho você hein?
-O que estava dizendo? –ele disse com uma expressão divertida no rosto me oferecendo a mão, eu revirei os olhos e a peguei levantando no degrau, por levantar rápido demais me deu uma tontura repentina, o chão parecia iminente, quando senti as frias mãos dele me envolverem pela cintura –Ainda acha que não preciso me preocupar?
A Tontura passou e eu adentrei o prédio sem sequer olhar para trás, fui em direção ao primeiro degrau da grande escada finalmente avistando o fim dela, uma pequena porta azul, a tinta descascada levemente aparentando que não era aberta a algum tempo, comecei a subir a escada, quando cheguei no quarto degrau, novamente senti as mãos Frias segurando meu braço.
-Hey onde pensa que vai? –ele perguntava curioso –Pode ser perigoso lá em cima
-Sei me cuidar –eu disse me soltando, voltei a encará-lo –eu to cansada, to com fome e to com sede, e provavelmente no fim dessa escada deve ter um bebedouro, e eu vou subir com ou sem você...o que me diz?
-o que eu digo? Bom vamos lá...não quero te matar de sede –ele sorriu de canto e começamos a subir, o silêncio predominava e eu precisava falar alguma coisa, sempre odiei silêncio, antes que eu pudesse pensar no que falar, a grande escada havia chegado ao fim, e aquela pequena porta azul não era mais tão pequena, era feita do mesmo material da primeira porta, um metal resistente beirando a ferro pintado com uma tinta á óleo azul que já estava descascando em grande parte –Vai entrar ou não? –ele disse indicando a porta
Hesitei por um momento, mais a curiosidade era maior, forcei a maçaneta, mais parecia estar trancada, forcei ainda mais e bufei ao não conseguir “Porta estúpida” eu retruquei fazendo ele rir baixo
-Deixa comigo –ele disse me afastando delicadamente e tomando posição em frente á porta
-Vai lá Superman –eu disse sarcástica sentando no degrau da escada
-Hey, sou um ser muito perigoso viu? –ele disse rindo, de repente o barulho agudo de metal retorcido ecoou e a porta estava aberta, levantei imediatamente enquanto ele sinalizava a pequena sala após a porta,revirei os olhos irritada pelo poder dele ser mais útil que o meu e adentrei a pequena sala sem prestar muita atenção logo de cara.
-Menininho perigoso hein? –eu disse com uma voz debochada –to morrendo de medo.
Ele riu alto e logo voltou a me encarar curioso
-Devia ter mesmo –fazendo uma cara séria e ao mesmo tempo misteriosa ele se aproximou de mim e continuou –Você não sabe o Quanto posso Ser assustador...
-Você não mata nem uma mosca –minha expressão variava de desafiadora á sarcástica.
Ele se aproximou ainda mais colocando uma das mãos na minha cintura, mais mesmo assim mantendo alguma distância, olhando nos meus olhos com um sorriso divertido nos lábios, Sorriso esse do qual eu não sabia porquê, mais não conseguia desviar o olhar, dessa vez ele não estava controlando meus sentimentos com alguma habilidade ou coisa do gênero, e eu sabia disso.
-Devia me respeitar sabe , posso matar bem mais que uma mosca...
-Eu respeitar você? –eu disse sarcástica ainda sem desviar o olhar–Não sonha...essa sua cara não me engana, aposto que deve até fazer parte da sociedade protetora dos animais...se duvidar é até vegetariano!
-Me respeita – ele disse num tom autoritário me puxando para mais perto –Se Não te Jogo da janela –ele apontou á janela atrás de mim que até então havia passado despercebida por mim com um sorriso nos lábios.
-Não –eu disse simplesmente –Você Não vai fazer isso, não tem coragem –desafiei com um sorriso malicioso.
De repente fui surpreendida por uma ação repentina, ele em uma ação tão rápida que não me deu oportunidade de protestar me pegou no colo com agilidade, mantendo seu rosto á 15 centímetros do meu.
-Vai me respeitar? –ele disse com uma cara ameaçadora que me fez ter uma crise de riso, eu ria tão alto que isso parecia ecoar por todo o lugar, ele permanecia me olhando como se gostasse do que via.
-Não –eu disse com clareza e expressão de quem controlava o riso, ainda comigo no colo, ele foi se aproximando cada vez mais da grande Janela, me colocou em um jeito que estava totalmente fora do prédio, ainda em seus braços, olhei para baixo e pude ver o quão alto aquilo era, engoli em seco, mais não o deixei perceber. –Você não tem coragem –continuei alegando, dessa vez não tendo muita certeza.
-Tem certeza que não vai me respeitar?
-Tenho –disse com firmeza, e novamente em uma fração de segundo seus braços já não estavam ao meu redor, e eu caía livremente diante do grande prédio em forma de telescópio, passando exatamente da metade do Prédio já comecei a pensar que morreria, derrepente em uma agilidade tremenda, parei de cair, e novamente estava naqueles braços gelados e acolhedores, flutuávamos a mais ou menos 30 metros de altura, parados em pleno ar.
-Afinal...-eu disse sem jeito –Tem alguma Habilidade que você não tenha?
-Só possuo essas fique tranqüila –ele me assegurou voando novamente até o pequeno quarto no alto do grande telescópio, aterrissou gentilmente no chão de madeira do pequeno quarto e me colocou no chão, ainda confusa, me virei para ele e comecei a encará-lo confusa.
-Por quê não me Deixou cair? –perguntei confusa, realmente não entendia, se ele tivesse me deixado cair seria o fim dos problemas que ele acabou de arrumar, ninguém mais saberia que ele tem mais de uma habilidade, ninguém saberia que ele “danificou” propriedade da escola, como aquelas portas, e acima de tudo, ninguém mais saberia sobre a família dele ser tão...Humana.
-Acha mesmo que eu podia viver em um mundo em que você não existisse? (n.a/ Luanova,oi =D) –ele disse com simplicidade como se fosse algo obvio –Além disso não quero virar um assassino.
-Como pode dizer isso se mal me conhece? –minha confusão foi elevada ao nível máximo agora, o que ele quis dizer com isso?
-Te conheço mais do Que imagina ...
- O que quer dizer com...
-Shh... –ele colocou o dedo levemente sobre meus lábios –Um Dia te conto umas Histórias –ele sorriu novamente me deixando sem ar, como ele faz isso?
-Mais e aí... – Vamos muda de assunto – Já tem alguém em vista?
-Em que sentido?
-Aah você sabe... Uma Garota...
-é... ando fazendo minhas pesquisas –ele disse se sentando na beirada da janela, e eu o acompanhei.
-Acho bom fazer mesmo, Porquê 90% das garotas desse lugar e de qualquer outro pensam iguais, quando descobrirem que você tem...err...Habilidades extras... –Tá... porquê diabos eu disse isso? –Eu Odiaria te ver com qualquer uma... –que não seja eu...MEU DEUS no que eu to pensando?!
-Então acho que vou ter que fazer muito bem minha pesquisa não é?Afinal 10% é muito pouco para se procurar. –ele sorriu torto me encarando – E Você? Se encaixa Nesses 90% ?
-isso faz parte da sua pesquisa? –eu disse sorrindo
-Isso é a minha pesquisa – Ele começou a olhar fixamente para o céu, o tempo nublado parecia fascinador pra ele –Então...em qual se encaixa?
-Eu Diria que nos 10%, nunca fui do tipo que liga Pra as coisas que você pode ou não fazer, só ligo pra o que as pessoas são... –ele voltou seu olhar para mim e eu desviei o olhar fingindo encarar o céu, sentia o olhar dele ainda fixo em mim, mais era covarde demais para encarar de volta - E aí? Quantas ainda faltam pra fazer a pesquisa?
-Nenhuma –ele disse com simplicidade ainda com o olhar fixo em mim- Já fiz com todas que me interessavam...
-E Quantas foram? 20? – Passa logo o CPF pra eu matar U.U –Aposto que devem ter sido umas 20 –eu disse com um sorriso falso, finalmente olhando pra ele
-hmm, Bem menos...
-10?
-Menos
-Se você não sabe é preciso pelo menos 10 pessoas pra se fazer uma pesquisa descente... –Tá eu to encorajando o cara a arrumar outra? semata
-Nossa, então eu preciso Fazer com mais 9 –ele disse fazendo uma cara pensativa com um sorriso de canto, espera, ele disse que a única que interessa ele sou eu? Ai meu deus eu devo estar um tomate agora >.<
-Você só fez a pesquisa comigo? –eu disse sem jeito encarando os meus pés, nossa minha bota ta suja O.o... concentra!
-Avisei que só havia feito com quem me interessava...
-Porquê chamei sua atenção?

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Ele levantou meu rosto e passou a me encarar com uma curiosidade repentina, como se a minha pergunta fosse a que ele se fazia, eu olhei nos olhos dele, e seu cabelo agora negro, brilhava na luz fraca que batia na sala, não sei por que, mais me lembrava o céu nublado, sabe aquele que se ilumina com uma lua quase insistente? Que mais parece ter brilho próprio? Era isso que parecia...
-Acho que chamar a atenção não é a expressão correta – Ele sorriu novamente mostrando o sorriso perfeito –Mais é algo desse tipo...só um pouco mais...eu não sei como te explicar ...
-Porquê? –eu disse tentando demonstrar expressão vazia no rosto, tentando demonstrar indiferença, mais acho que isso não saiu exatamente como eu pretendia, mesmo sem mal conhecer, sem sequer saber o sobrenome ou o que ele pretendia, e acima de tudo, sem saber não quem, mais O QUE ele era, ele despertava em mim algo que eu não conseguia controlar, apaixonada por um desconhecido? É... acho que isso é um fato agora.
-Você é diferente –ele disse com simplicidade
-Mal me conhece, como pode saber isso?
-É o que eu ando me perguntando
-Acho bom saber que não caio em qualquer cantada como a Maioria –despejei as palavras sem pensar, e logo me arrependi ao ver a grosseria em minhas próprias palavras –Eu não penso como a maioria.
-Eu nunca disse isso, pois acho que seria estupidez comparar você, mais por um lado, é ruim que não pense como a maioria, pois a maioria correria atrás de mim
-Não espere isso de mim.
Ele abaixou a cabeça e foi caminhando em direção á porta, me levantei e fui atrás dele, sem sequer uma palavra descemos a longa escada do prédio que eu deduzi ser o Observatório, chegamos ao local onde a grade porta de metal se encontrava jogada no chão, ainda sem pronunciar nada, ele apenas me ofereceu a mão para me ajudar a passar pela porta no chão e logo avistei o pátio deserto da escola, assim que chegamos na escada ele soltou minha mão e colocou as duas mãos dentro dos bolsos do casaco que usava, ele parecia confuso, meio triste, e eu não entendia porquê, isso era o pior. Recomeçamos a andar, ainda sem saber bem em qual direção iríamos, sem sequer uma palavra, apenas andamos para o norte, depois de vinte minutos pude sentir minhas pernas fraquejarem novamente, antes de eu sequer tropeçar os frios braços dele estavam em minha volta, ele apenas sorriu de lado enquanto eu recuperava o equilíbrio e recomeçávamos a andar, eu não me lembrava de termos ido tão longe, mais finalmente podia ver a grande entrada da escola na minha frente, logo vi Justin e seu mustang vermelho parados na frente da entrada, provavelmente me esperando, fui andando um pouco mais rápido em direção ao carro enquanto perdia de vista em meio á multidão que saia.
-Demorou em irmãzinha! –disse Justin ao me ver entrar no carro –ficou presa com algum professor?- ele disse inocentemente ligando o carro, quem me dera que fosse isso...em poucos minutos já estávamos fora dos terrenos da escola
-Justin o que Você Sabe sobre esse ? –eu disse ainda sem responder á pergunta dele, fingindo uma falsa concentração na paisagem que passava correndo por nós do lado de fora do carro –Quer dizer, se conhecem a muito tempo? Por quê nos três anos que a gente se mudou pra cá e você entrou na escola nunca te ouvi falar dele.
-Sobre o Jonas?bom quase nada...- ele respondeu sem parecer muito interessado, esse é um dos pontos altos do meu irmão, ele sempre te diz o que você quer sem ficar te perguntando “porquê” –Conheci ele no tempo que fiquei te esperando no refeitório, ele se mudou pra cá a uns dois meses, parece que sofreu um acidente e não lembra muito bem onde está a família... Horrível, mais bom, o governo encontrou ele, viu que ele tinha uma habilidade e mandaram ele pra cá...
-Ele não lembra onde a família está? –eu disse sem sequer esconder a curiosidade - Mais ele se lembra deles certo?
-Lembra, só não sabe onde estão, mais vem cá , Por que quer saber tanto dele? –Pra quê eu fui elogiar a facilidade de resposta...o que eu digo agora?
-Por nada Justin, só...-Só o que? acho que to gostando dele? Me apaixonei por um carinha que acabei de conhecer? –Fiquei curiosa sabe? Deve ser difícil pra alguém não ter família, sem sequer alguém que possa contar, como a Mamãe. –abaixei a cabeça, o que eu disse me trouxe lembranças que eu não pretendia ter, Justin pegou minha mão e sorriu pra mim
-Hey Maninha, ta tudo bem, eu to aqui pra você, sempre vou estar.
-Eu sei, mais sabe, a Mamãe não tinha ninguém pra ajudar ela –meus olhos lagrimavam descontroladamente ao me lembrar dela, ela sempre enfrentou tudo sozinha pra criar eu e o Justin, sempre fez de tudo pela gente, e agora se foi, e eu nem pude me despedir –Justin eu fui injusta com ela! Eu falei o que não devia e...
-Shhh- ele disse colocando o dedo sobre meus lábios –Você não sabia , não tinha como saber, tenho certeza que onde quer que ela esteja, ela tem orgulho de você.
Ele voltou a atenção para a rua e eu sequei minhas lágrimas na manga do casaco, em pouco tempo ele parou o carro e logo vi que havíamos chegado em casa, saí do carro logo depois dele, entramos em casa e eu me joguei no sofá, ele foi pra a cozinha, provavelmente comer mais, sinceramente se ele pudesse escolher entre casa ou comida ele escolhia comida, puxei minha bolsa e tirei dela um espelho, logo encarando meu reflexo Pálido, meus olhos ainda incrivelmente vermelhos, Pareciam destacar o Púrpura exótico dos meus olhos, sim eles são dessa cor, nem imagino porquê, liguei a TV sem prestar muita atenção nela, encarando minhas botas sujas de areia.
-Sabe Pocoyo não é exatamente o que você costuma assistir –Disse Justin se jogando no sofá ao meu lado e passando o braço ao meu redor, ele me deu uma lata de refrigerante e logo vi vários sacos de batata apoiados em seu braço, ele pegou uma latinha na mesa de centro que eu não havia notado até aquele momento e me deu um dos sacos –Coloca em Supernatural aí maninha.
Peguei o controle e coloquei no canal, já havia começado então só apoiei minha cabeça no ombro dele, como sempre fazia, o cansaço começou a demonstrar seus primeiros efeitos em mim, e fechei os olhos sem muita cerimônia.
A luz parecia invadir minha cabeça como um raio e abri os olhos, não estava mais no sofá, muito menos de bota e casaco, logo reconheci meu quarto e meu confortável moletom, acho que devo ter dormido lá no sofá.
-Tá na hora de acordar bela adormecida –a porta se abriu e derrepente Justin adentrou o quarto com uma bandeja de comida –Tá quase na hora de ir pra a escola.
-Justin –eu disse dando um sorriso –Eu dormi no sofá não foi? E nossa café na cama?
-Foi, mais tudo bem, devia estar cansada mesmo, daí eu te trouxe pra cá e te enfiei esse moletom, e honestamente maninha, como que você coloca aquela bota? Porquê pra tirar aquela coisa de você... Ela mais parecia chiclete que grudou no cabelo e pegou sol!
Eu ri e peguei a maçã da bandeja, dando uma mordida percebi que estava sem a mínima fome, e comecei a brincar com a maçã entre os dedos
-Justin quanto tempo a gente tem se quiser chegar à escola na hora?- eu estava ansiosa por ver o , isso era inegável, como será que ele está? Será que já chegou lá?
-bom...na verdade...5 minutos.
- CINCO MINUTOS? –Gritei espantada, como esse imbecil me deixa dormir tanto assim?! –JUSTIN VAI PEGAR A CHAVE DO CARRO E ME ESPERA LÁ EM BAIXO! ME DÁ 2 MINUTOS!
-Ta calma! O que tanto te interessa naquela escola hein?! –ele resmungou enquanto saía, pulei da cama e corri para o banheiro, escovei os dentes e passei malmente uma escova no cabelo, logo prendendo o mesmo em um rabo de cavalo, abri o closet e tirei uma saia curta, com risca de giz e de pregas, e uma blusa branca simples, coloquei uma bota preta e um casaco simples preto, desci a escada de dois em dois degraus e vi pela janela que Justin já estava em seu mustang esperando, peguei as chaves em cima da mesa e tranquei a porta logo correndo para o carro, entrei no mesmo com um sorriso de orelha a orelha, Justin apenas balançou a cabeça e acelerou em direção á escola. Chegamos á grande entrada da escola e meus olhos não se controlavam em procurar por , era mais forte do que eu, saí do carro e fui andando juntamente com Justin enquanto ele tagarelava sobre algo que eu não prestava muita atenção, apenas confirmava com a cabeça quando necessário, meus olhos continuavam procurando pelo garoto com cara de anjo sem sucesso.
-... é bem esperto –minha atenção se voltou pra Justin pela primeira vez desde que chegamos a escola, mais especificamente ao nome que ele acabou de pronunciar, droga o que ele estava falando mesmo?!
-O que disse Justin? –eu perguntei como se minha atenção tivesse se desviado apenas naquele momento
-O , é bem rapidinho –Ele disse apontando para o pátio da frente
-O Que quer dizer com...-Fui virando devagar e logo vi o que ele queria dizer, preferia nem ter visto, sentado em um dos bancos próximo a uma árvore, vi o garoto que eu estava procurando, mais em uma cena que eu realmente não queria presenciar, ele estava aos beijos com uma garota que eu nunca havia visto, parando apenas em alguns momentos onde beijava o pescoço dela fazendo ambos rirem alto, a raiva me dominou naquela hora e trinquei os dentes pra impedir que as lágrimas caíssem.
-Justin eu vou pra a sala ok? –eu disse sem sequer olhar pra ele, sem esperar uma resposta, caminhei em passos firmes em direção á minha sala, dessa vez sem dificuldades para encontrá-la, ela estava quase cheia, com apenas algumas cadeiras sobrando, sentei na quarta cadeira da ultima fila, peguei meu livro predileto de dentro da bolsa e comecei a folheá-lo sem muito interesse.
-Oi – ouvi uma voz delicada e ao mesmo tempo animada atrás de mim, para não ser mal educada, fechei o livro e me virei, sentada atrás de mim havia uma garota baixinha, com cabelos loiro-mel e um sorriso acolhedor estampado no rosto, quase inevitavelmente sorri pra ela também.
-Olá...-cumprimentei gentilmente ignorando a raiva que sentia naquele momento
-Sou Renesmee (n.a/ Crepúsculo, oi) –Ela continuou –Mais pode me Chamar de Nessie
- –eu disse encarando os pés
-Olha desculpa me meter, e sério que eu sei que mal te conheço...Mais você parece triste -Olhei pra ela e ela me parecia incrivelmente confiável, eu precisava falar com alguém, precisava de uma amiga, por quê não ela? De repente meu celular alertou chegada de mensagem, eu a abri, e ela possuía apenas 2 linhas “Ela vai ser sua melhor amiga, acabei de prever, seja legal”, Justin provavelmente já sabia dela desde que acordou, ele geralmente tem previsões durante a noite.
-Bom, é que eu...bem só me iludi com algo que não devia.
-deixa eu adivinhar... Gosta de um garoto e ele te decepcionou? –ela disse com uma simplicidade tremenda
-É –eu disse franzindo a testa –Como você...
-Leio mentes –ela disse com um sorriso de canto, de repente ouvi a porta da sala bater e em um gesto involuntário olhei pra ela, novamente o garoto com cara de anjo entrava, ao me ver ele sorriu, e a raiva queimou dentro de mim, apenas ignorei e virei o rosto voltando a me concentrar em minha futura “Melhor Amiga”.
-Esse deve ser um dom bem complicado –eu disse com curiosidade
-E é...sabe, não liga pra esse garoto, todos eles não prestam e você vai conseguir algo melhor –ela deu de ombros fazendo uma cara de indiferença –Não deve ficar assim por causa dele, só...ignora
-Sabe eu achei que ele estava interessado em mim –um flashback começou em minha mente com os momentos que passei com ele ontem.
-Na verdade eu também –disse ela com uma cara pensativa –Quem não pensaria depois disso.
-Leu minha mente agora? –eu disse com um meio sorriso
-Desculpa, é inevitável, você parece complicada. –seus pequenos olhos cor âmbar foram na direção onde provavelmente estava, e seu sorriso pareceu desaparecer enquanto ela tentava se concentrar nele.
-O que foi? –Perguntei como quem não quer nada
-Tem alguma coisa MUITO errada com ele –ela disse voltando a olhar pra mim e gelei com a possibilidade de ela ter descoberto as habilidades “Extras” dele, mais não pareceu ser isso –A mente dele...eu não consigo ler do jeito convencional
-O Que quer dizer?
-A mente de qualquer pessoa que eu conheço, eu posso ler tranquilamente, sem esforços maiores, tudo o que se passa nelas, a dele eu não consigo ouvir, com toda minha concentração, o máximo que consigo é ver as imagens que ele vê, mais não ouvir...
-E o que ele está vendo? –eu disse com medo da resposta, realmente não quero saber se ele estiver pensando na ótima manhã que teve com a namoradinha...arg só de pensar a raiva aumenta
-Não ele não está pensando nela. –ela disse sorrindo fraco pra mim- Ele estava procurando por você...isso é tudo que consegui ver.
-Parece que não era bem por mim que ele estava procurando hoje de manhã –eu disse de um jeito triste que podia ser notado a vários metros de distância.
De repente o professor entrou, me endireitei na cadeira e passei a prestar atenção no que ele dizia, Basicamente ele apenas explicava as normas da escola, o olhar fulminante de estava fixo em mim, eu sentia isso, e confirmando isso, Nessie me passou um bilhete dizendo “Ele está olhando pra você”, mais quer saber? Eu não me importo com ele, realmente não me importo, a aula passou voando, o Professor havia passado um trabalho em dupla e eu obviamente o fiz com minha mais nova amiga, ela era uma ótima pessoa, do tipo de melhor amiga que qualquer um sempre quis ter, a convidei pra passar na minha casa mais tarde, e ela concordou, Assim como eu ela era órfão de mãe e o pai não sabia exatamente onde estava, morava aqui desde o começo do ano com a irmã mais velha que também lê mentes, dei meu endereço á ela e acabei descobrindo que somos vizinhas, ela mora na casa em frente á minha, Quando o sinal tocou, recolhi minhas coisas depressa e saí da sala apressada, eu não queria mais olhar para Jonas pelo resto do ano, mesmo sabendo que isso seria impossível, saí da sala em passos rápidos, logo ouvi a voz dele gritando meu nome, ignorei, fingindo que não ouvia mais ele chamou novamente e dessa vez estava mais perto, me virei e o vi correndo em minha direção com um sorriso no rosto, resolvi esperar.
-Hey , como vai? –ele disse gentilmente como sempre fazia, como eu vou? Quer mesmo saber?
-Ótima, e você? –eu disse friamente
-Feliz em te ver, não falei com você o dia todo, o que ouve? –ótimo, ele vai fingir que nada aconteceu? Vamos entrar no jogo ...
-Aah nada só estou com um pouco de dor de cabeça –E ela tem nome, Jonas conhece? ARRRRRG tira esse sorriso do rosto caramba! O que esse garoto ta fazendo comigo? Macumba? É uma boa opção.
-Nossa, que mal isso hein? Mais agora está melhor? –será que ele ta preocupado mesmo ou só está perguntando por perguntar? Vamos lá , descobre o que ela é dele.
-To, to melhor sim –eu disse com um sorriso falso- E então alguma novidade?
-Nenhuma –ele disse simplesmente...como assim nenhuma? E a namoradinha que ele acabou de arrumar? Isso não é novidade?
-Tem certeza? –eu insisti, ah mais ele VAI falar dela! Pelo menos admitir! –não tem NENHUMA novidade pra me contar? –dei ênfase no “nenhuma” pra ver se ele entendia que eu já sabia.
-Não...e você? –sínico ARRRRG
-Bom fiz uma nova amiga...
-Eu vi...Renesmee certo?
-Nessie, Mais e você? Achou novas AMIGAS? –se ele não falar dela agora...desisto
-Não, até agora só algumas colegas, mais nada importante...
-Olha só tenho que ir...-eu disse me virando sem sequer esperar por uma resposta. Voltei a andar em passos firmes, sem realmente prestar atenção onde eu ia, quando vi a tal garota conversando com um grupo de meninas entrando no banheiro...bom, o que ela acharia de uma nova “amiga” ?! entrei no banheiro em seguida, fingindo retocar minha maquiagem que na verdade ainda estava perfeita.
-Termina logo de contar Isabella –uma das garotas dizia animada -e aí ele disse que sou tudo pra ele –ela dizia mais parecendo que se referia a um prêmio do que á ele –e nossa foi tão repentino, sabe A-D-O-R-O quando ele me abraça e fica dizendo que me ama –segurei tão forte o batom nessa hora que senti ele quebrar na minha mão e um dos pedaços me fez um corte exatamente no meio da minha mão, me fazendo exclamar um “ai” antes de atirar ele com força no lixo...e lá se vai meu 167 da Channel.
-Você está bem querida? –ela se virou pra mim parecendo preocupada, seus olhos se focaram em minha mão e antes que eu pudesse dizer alguma coisa ela pegou minha mão e colocou embaixo de uma torneira –Nossa o corte foi feio hein?
-Está tudo bem...sério- delicadamente puxei minha mão e tirei da bolsa uma luva, colocando na mão machucada –isso acontece o tempo todo.
-Sou Isabella –ela disse sorrindo, afinal, pra quê direcionar minha raiva pra ela? Ela não tem culpa, então vou ser pelo menos gentil com ela, ou tentar –E essas são Jessica, Mary e Jo.
- ...-eu disse meio desinteressada –Seu namorado?
-Desculpe? –ela disse sem entender...ainda por cima é lerda
-O garoto de quem falava...não pude deixar de ouvir –eu disse fingindo um sorriso
-Aah sim, ele é... foi meio repentino sabe,conheci ele ontem mesmo, e hoje já estamos assim, fazer o que se ele é louco por mim? –ela disse se gabando enquanto pegava a pequena frasqueira em cima da pia...é fazer o que se ele é louco por ELA?

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-Você devia cuidar dessa mão sabe –ela disse interrompendo os meus pensamentos –Pode infeccionar
-Estou bem, não se preocupe –aleguei com firmeza –Bom a gente se vê por aí Isabella
Novamente sem esperar resposta, me virei e saí do banheiro indo em direção á saída, ela até que era legal, e isso machucava mais, saber que ela merecia ele...Quer saber? Eu mal conheço ele! Não pode ser assim tão difícil esquecer uma pessoa que mal se conhece! Ele gosta dela poxa, será que Simplesmente não dá pra enfiar isso na cabeça?!
Caminhei em passos largos até a entrada da escola, logo vi o nada discreto mustang de Justin parado a uns cinco carros de distância, sorri fraco e logo vi que ele não estava sozinho, um garoto alto de cabelos pêssego, estava parado em sua frente, de costas pra mim, francamente cada dia é um amigo novo.
-Lindo,não acha? –uma doce voz disse ao meu lado, logo reconheci a voz calma de Nessie –Quero falar com ele mais não sei como, o tenho visto o dia todo nas mentes dos outros e agora pouco tive coragem de dizer oi.
-Pra Quem ? Justin? –eu disse sem entender muito
-Não...não seu irmão, o outro garoto *-* -os olhos negros dela brilharam ao olhar para o tal garoto que até agora ainda não reconheci, eu sorri de lado pensando em ajudá-la
-Quer ir com a gente? Você vai lá em casa mesmo.
-Claro –ela disse sorrindo, e logo recomeçamos a andar em direção ao carro, ela tagarelava sobre algo no qual eu, distraída não entendia direito, de novo.
Chegamos ao carro e o tal garoto se virou pra mim, eu sem me controlar atirei meus braços em seu pescoço o abraçando como se eu nunca tivesse visto antes, aquele garoto, se tratava de nada menos que meu melhor amigo, Andrews, ele me abraçou forte, e logo nos separamos sorrindo.
-MEU DEUS COMO VOCÊ CRESCEU MENINA!!-ele exclamou me olhando dos pés a cabeça
-Sem esse papo furado Drew!-fiz uma cara que variava de felicidade á curiosidade enquanto ele apenas sorria pra mim- COMO que você volta duas semanas antes do previsto e não me avisa?!
-Aah , queria fazer surpresa ué –ele disse com simplicidade mexendo no cabelo.
Ele começou a encarar a garota do meu lado, finalmente me fazendo lembrar de minha mais nova amiga, ela parecia hipnotizada, como todas as garotas que olhavam pra ele, eu honestamente acho que sou a única que nunca foi afetada pela aparência dele, nos conhecemos a tanto tempo que eu vejo ele como um irmão grande e bobo ^^.
-Aah e Ness, esse é Andrews –fiz sinal com a cabeça e ela pegou a mão dele falando baixo um “muito prazer”, exatamente a mesma coisa que ele tinha feito, ambos não paravam de se olhar, e eu por um momento desviei os olhos até um carro nada discreto que passava por nós, Uma Ferrari amarelo-berrante que mais parecia flutuar sobre o chão, dentro dela, o olhar curioso do garoto com cara de anjo estava fixo em mim, que logo o desviei ao ver que ele não estava sozinho, Isabella falava algo á ele, que não parecia prestar muita atenção, seus olhos expressivos fixos em mim, e tudo que eu queria era olhar de volta, deus por quê essa tortura?! Finalmente ele havia saído do pátio da escola e subi meu olhar novamente, meu irmão olhava pra mim como se esperasse uma resposta, espera aí, ele ta esperando uma.
-Disse alguma coisa Justin? –respirei fundo voltando minha atenção á ele
-Perguntei se já podemos ir –ele segurou meu rosto o analisando com cautela- você ta sentindo alguma coisa?
Claro que to, to morta aqui você não ta vendo?! Táá eu não disse isso, não posso dizer isso pro meu irmão porquê não sou fraca a esse ponto, to com raiva, irritada, mais não preciso de ajuda e nem de pena de ninguém, muito menos do Justin, do jeito que é esquentado vai querer bater do e isso não vou deixar MESMO.
-Não Justin, to bem - menti descaradamente recebendo um olhar de “Você devia falar” da Nessie – Só meio cansada, quero ir pra casa, vamos?
-Claro, entra no carro –Justin logo se dirigiu Para o banco do motorista, Drew foi logo atrás, sentando no banco do passageiro, puxei Ness para o Baco de trás e logo estávamos indo Pra casa.
-Drew você vai voltar Para a escola certo?- Perguntei ao entrarmos em casa,prevendo que a Nessie queria saber, ela parecia com vontade de perguntar mais sem coragem pra falar, ela silabou um “obrigada” logo após a minha pergunta e eu apenas sorri.
-Claro, e uma série acima da sua pirralha –ele piscou pra mim e eu ri alto
-Bom gente, obrigada pela carona, mais eu já vou indo...-Nessie disse se encaminhando á porta- Minha mãe me mata se eu chegar tarde em casa
-Tem certeza que não pode ficar Ness? –eu disse desapontada
-é mais...bom, te vejo amanhã? –ela disse ao chegar na porta
-claro ^^
Ela saiu ainda meio confusa, mais com um sorriso de canto que eu não consegui descobrir porquê, amanhã ela me contaria...
-Então ...-Drew disse me olhando com um sorriso logo após que Justin havia saído- Quem é o garoto?
Me sentei no sofá, sem olhar pra ele, ele se sentou ao meu lado mantendo o sorriso fraco de antes, ele me conhecia, não posso esconder muito tempo.
-ninguém –eu disse com firmeza, obviamente não o convenci
-, eu conheço você –ele passou os braços ao meu redor e apoiei a cabeça no ombro dele, como sempre, ele parecia me confortar, apesar de que isso não tinha nada haver com a habilidade dele (dominação de fogo), ele parecia transmitir calma...exatamente como....ARRRRG para de pensar nele !
-Na verdade um desconhecido –confessei –eu achei que ele estava interessado em mim sabe...mais de repente...
-Ele arrumou outra?
-é como sabe?-franzi a testa esperando por uma resposta, ele nem ao menos alterou a expressão
-Vi o Jeito que olhou Para aquele garoto na Ferrari –ele disse com simplicidade –eu conheço você .
-É acho que conhece mesmo –sorri de canto e Justin entrou na sala trazendo como sempre nosso jantar super nutritivo: Refrigerante com batata frita, mais dessa vez em dose tripla...bom, meu melhor amigo voltou, e tenho pela primeira vez na vida uma amiga garota, tenho meu irmão e bastante batata frita, não deve ser tão difícil esquecer ele.
--
Três dias se passaram, e foi bem pior do que eu imaginava que seria, ter que ir todos os dias á lugares onde sabia que ele ia estar com ela, ter que agüentar ela todo o dia vindo falar comigo sobre ele, como ele era perfeito e como ele gostava dela, e acima de tudo, VER os dois juntos, foram coisas que machucaram bem mais do que o necessário pra deixar alguém mal, mesmo com Drew do meu lado o tempo todo, e Nessie me ajudando a parar de pensar em alguns momentos, a raiva que eu sentia ao ver os dois juntos não diminuía, pelo contrário, só aumentava, boa notícia? Não vou ter que agüentar aquilo hoje, Graças a deus é sábado e eu vou estar longe daquela escola, ta nem tão longe assim porquê é a quatro quadras mais bem, deu pra entender o que eu quis dizer...Acordei cedo, coloquei um casaco de capuz escrito :Solteira, quem se candidata?!, sutil né?!,uma blusa simples, branca por baixo, uma calça jeans e um tênis comum, Correr no parque me parece uma boa agora...
-Bom dia –eu disse Pra Justin que estava na cozinha, peguei uma maçã e saí sem prestar muita atenção,logo cheguei no parque, abaixei o capuz do moletom, e me sentei em um dos pequenos bancos, e fechei os olhos sentindo o frio sol de final de novembro tocar minha pele pálida.
-Por favor tira esse casaco...essa frase não é muito legal –a voz de vinha do meu lado, mais que droga até aqui?!
Abri os olhos lentamente ainda desejando que ele não estivesse ali, lentamente virei o rosto para a direção da voz, e lá estava ele, lindo como sempre, com os cabelos sobre o rosto de anjo me olhando de um jeito curioso, ai deus...
-O Que? –eu disse me lembrando do que estava escrito no casaco- É verdade ué
-Me incomoda –ele passou a mão pelo cabelo como se procurasse uma desculpa –Pode tirar por favor?
-Porquê te incomoda? –não pareceu se incomodar em pegar a primeira que aparecia,nem se importou se eu me incomodava! calma ..-Me dá uma boa razão e eu tiro
-Bom..err...É contra minha religião [?]
-Contra sua religião moças solteiras andarem dizendo que estão solteiras? –eu ri alto e ele ficou vermelho- Na boa? Não convenceu amor
-Tá ta, só me incomoda ver você se expondo desse jeito –ele abaixou a cabeça e eu sorri, por um minuto havia esquecido que ele tinha alguém, tinha esquecido do qual mal fiquei essa semana, só lembrei do garoto com cara de anjo no refeitório, me fazendo interrogatório.
-Tudo bem, se é assim –tirei o casaco e coloquei no meu colo, voltando a olhar pra ele, esqueci de tudo de novo, quer saber, vou ser legal com ele.
-Então...-ele parecia relutar em perguntar ou não alguma coisa
-Pergunta logo que eu sei que quer perguntar alguma coisa –eu disse rindo
-Sabe tem uns boatos por aí....
-Que boatos?
-Bom na verdade nem Tanto boatos, porquê só sei dele porquê ouvi seus amigos conversando.-droga, não vai dizer que descobriu! –e fiquei curioso –ele completou
-Fala logo Jonas não me enrrola –sentei em cima da minha perna olhando fixamente para os olhos dele
-Quem é o garoto que ganhou seu coração? –ele disse repentinamente quase me fazendo pular de susto, que droga com tanta coisa pra ele ouvir ele vai ouvir ISSO?!

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-C-como assim? –gaguejei nervosamente
-Sei que está apaixonada por alguém –ele disse com uma voz inexplicavelmente triste, como se lamentasse por isso...espera, ele lamenta? O.o –Então... quem é o Garoto?
-É complicado – admiti desviando o olhar para um grupo de pessoas que conversava animadamente a dois bancos de distância, olhar pra ele me fazia perder a concentração
-Porquê? –ele perguntou aparentando uma pequena parcela de curiosidade em sua voz baixa, quem sabe porquê é você e você tem namorada??
-Porque é! –aleguei firmemente me virando para encará-lo.
-Ele sabe que você gosta dele?
-Provavelmente não...-suspirei e derrepente a mão anormalmente fria dele envolveu a minha, franzi as sobrancelhas olhando nossas mãos entrelaçadas, ele largou no mesmo momento.
-Me...desculpe eu...
-Não, tudo bem –sorri de canto, eu não queria que ele largasse (n.a/ quem quer né beibéé?!),na verdade tudo que eu queria era estar perto dele,um silêncio repentino e desconfortável se alastrou, eu não gostava disso, nem um pouco, mais olhando pelo lado bom, ele parecia ter esquecido o assunto.
-Acha que se ele soubesse mudaria alguma coisa? –ele definitivamente não tinha esquecido, quer saber? Ele quer saber sobre o garoto, e ele vai saber...
-Honestamente? Não
-Bem difícil de acreditar ...
-Difícil de acreditar?? –eu disse surpresa- Porquê acha isso?
-Por que VOCÊ acha que não mudaria nada?
-Por que ele tem namorada –eu disse com um tom de Voz Obvio, como se até uma criança pudesse ver –e ele parece feliz com ela, não quero atrapalhar...
-Já passou pela sua cabeça que talvez ele só esteja com ela pra esquecer você?
Porquê isso me pareceu como se ele soubesse do que estava falando? Como se...Passasse por isso, será que ele desconfia? Ai meu deus ele sabe que é ele?mel acho que melhor do que você conversar consigo mesma é falar com ele não acha??
-Impossível –respondi depois de algum tempo –Ele parece feliz com ela.
-Tá vendo?-ele alterou o tom de voz- Você nem sequer sabe se ele está feliz de verdade! Devia pelo menos tentar falar com ele! –ele pareceu segurar o que falaria em seguida, logo continuando –Se não mudar em nada ele é mais idiota do que eu julgo ser possível.
-E SE FOSSE VOCÊ?-gritei sem pensar, a raiva havia subido a minha cabeça vinda de sabe deus onde, por mais que eu lutasse meu tom de voz não ficava menos agressivo –E SE FOSSE VOCÊ O CARA O QUE FARIA? POR ACASO LARGARIA SUA NAMORADA PRA FICAR COMIGO? NÃO NÉ?!POIS É!
-Achei que tivesse deixado bem claro...-ele disse em seu tom de voz baixo e aveludado
-O que?
-Que se eu pudesse ter você, não iria querer mais ninguém. (n.a/ desculpa, não resisti...OOOOOOOWWWWWNNNN *---------*)
Nesse momento meu queixo caiu, palavras me faltaram assim como em todas as vezes que eu estou com ele, mais dessa vez ele teve uma ótima razão para afastar as palavras de mim, minhas bochechas coraram e ele abaixou a cabeça, abaixei a cabeça logo em seguida ainda olhando para ele pelo canto dos olhos, não conseguia pensar no que fazer ou no que dizer, mais eu tenho que falar alguma coisa.
-O que... o que você...-gaguejei sem raciocinar direito
, eu não pensaria duas vezes antes de deixar a Isabella pra ficar com você, honestamente acha mesmo que se eu pelo menos sonhasse que tenho alguma chance com você já não teria largado? –eu apenas o encarava em silêncio, não podia acreditar naquilo – Com certeza você arrumaria um namorado logo, então eu precisava de alguém pra fingir que estava feliz também, daí apareceu a Isabella e bem,me diz logo quem é o idiota que pode te ter e eu vou até lá quebrar a cara dele por ser estúpido o bastante Pra te perder.
-Você não pode fazer nada com ele –eu sorri com a ironia –Ia ser meio Impossível você fazer isso com ele.
-Porquê?
Respirei fundo pensando se falaria ou não, minha cabeça ainda estava girando depois do que ele disse, mais quer saber...ele perguntou e ele vai saber
-Porquê o garoto...É Você Jonas - o rosto dele tomou uma expressão que variava de choque a inexpressiva, comecei a pensar se deveria ou não ter falado, mais ele precisava saber, abaixei a cabeça e levantei do banco devagar –Desculpa eu não devia ter falado –eu disse baixo.
De repente ele segurou minha mão me puxando de volta para o banco, sentei sem protesto nenhum, seu rosto continuava inexpressivo, nos encaramos seriamente sem pronunciar sequer uma palavra, ele ainda não havia soltado minha mão, acariciava a mesma com a ponta dos dedos, ele respirou fundo e deu um meio sorriso.
-Se você soubesse o quanto o que você acabou de dizer me afetou pensaria que sou louco –ele finalmente disse sorrindo fraco encarando nossas mãos entrelaçadas
-Eu não devia...me desculpa eu não...eu não quero atrapalhar sua vida, e você está bem com a Isabella e...tudo o que você disse pra ela....ela gosta de...
-Shhh- ele disse sobrepondo um dedo sobre meus lábios- De que adianta ela gostar de mim baseada em coisas que eu falei pensando em outra pessoa?
-Você...pensava em mim?
-Cada vez que eu a beijava, era você que eu imaginava, quando eu abraçada ela era você que eu queria comigo, graças a deus tinham o mesmo sobrenome se não...
-Porquê não disse que gostava de mim?
-Achei que não quisesse nada comigo! Você disse que não era qualquer uma para cair nas minhas cantadas eu pensei que...
-Pensou errado...só queria que tentasse um pouco mais...
-A gente pode dar certo agora ...
-O Que a gente vai fazer?
-Não sei
-Você devia esquecer tudo que eu disse...Não é certo você deixar ela...vai deixar ela triste, Ela não merece isso.(n.a/ Tá que vc ta preocupada)
-ESQUECER? Nunca ouvi nada melhor na minha vida inteira!eu ficar com ela porquê você não me queria tudo bem mais ficar com ela sabendo que você me quer também...eu não posso
-Ela vai ficar mal...ela não merece isso
-Se eu ficar com ela quem vai ficar mal é você, e eu...
-Você parece feliz do lado dela , e eu, posso superar, sempre se pode mudar de horário! Aliás, se você quiser eu sumo da sua vida agora, me dá 15 minutos e eu prometo que nunca mais vai me ver, a culpada disso sou eu, se alguém tem que sofrer aqui, nada mais justo que seja eu.
-NÃO! Não vou deixar você ir embora! E muito menos sofrer por minha causa!
-ELA NÃO PRECISA SOFRER POR MINHA CAUSA JOE!
-E NEM VOCÊ POR CAUSA DELA! É com você que eu quero ficar, é tão difícil assim entender?!
-tem certeza de que não sente nada por ela?não quero que se arrependa depois...
Ele sorriu abertamente, encostou sua testa na minha, e pegou minha outra mão...
-Você me aceita Sanders?? –ele perguntou sorrindo de canto, começou a aproximar sua boca da minha, eu estava totalmente hipnotizada com o cheiro dele, a pele fria dele contrastando com a minha, sua testa encostada na minha e toda essa proximidade, eu não conseguia pensar, ele se aproximou ainda mais, quase encostando nossos lábios, quando eu coloquei meu dedo em frente aos nossos lábios.
-...Não posso fazer isso agora –eu sussurrei- Ainda não...você não é meu...ainda.
-Sempre fui seu Sanders –ele disse baixinho-Mais tem razão...não vou te beijar agora se você não quer.
-Só quero que resolva tudo primeiro...se eu te beijar agora, vai ser como se eu fosse a outra.
-irônico isso né? –ele riu baixinho ainda mantendo seus lábios á apenas um dedo de distância dos meus- Ela é a outra pra mim, mais se eu te beijar agora, para todos a outra vai ser você...mais eu vou resolver...prometo, e amanhã vamos resolver desde minha idiotice por não entender indiretas até o dia do casamento.
-CASAMENTO?! O.O

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Ele riu alto se afastando um pouco de mim e rindo ainda mais, eu ainda estava com uma cara bastante assustada, ele parou e rir e começou a passar os dedos pela minha bochecha, fechei os olhos lentamente com um sorriso no rosto, apenas sentindo seu toque gelado.
-Calma era só brincadeira...-ele disse baixinho, as palavras dele me confortavam agora, a raiva que eu sentia antes não parecia ter o mínimo sentido-...Amor –abri os olhos e dei um grande sorriso involuntário diante da ultima palavra...”Amor” ...
-Me assustou –admiti –não sabe o quanto fujo de igreja
-Desculpa, não era a minha intenção...
-, to demorando bem mais do que previa, acho melhor ir Pra casa, o Justin deve estar preocupado comigo...
-Posso te acompanhar? –ele disse se levantando e conseqüentemente me puxando junto, já que ainda não havia soltado minha mão –Não queremos que tropece ou se machuque no caminho queremos?
-E vai me proteger?- ri de um jeito abafado –Acho que pode ir sim, mais...não acha que ia chamar muita atenção andarmos de mãos dadas por aí sendo que deus e o mundo sabem que você está com outra?
Ele revirou os olhos e suspirou “Não me importo” ele silabou, e de repente usou minha mão que ainda estava na dele para me puxar pra mais perto, colocando sua outra mão nas minhas costas, nossos corpos não possuíam nenhum espaço entre eles , ele me mantinha firmemente alinhada ao seu corpo, nossos lábios tão próximos que eu mal conseguia pensar, nossas respirações se confundiam e era como se fôssemos um só, devagar ele foi inclinando sua cabeça em minha direção e dessa vez eu não conseguia protestar, mal conseguia respirar, pensamentos racionais não me afetavam agora, ele pressionou seus frios lábios contra os meus, e automaticamente minha mão livre foi em sua nuca, nossos lábios possuíam uma sincronia impressionante, logo senti sua língua pedindo passagem e permiti, começamos a intensificar o beijo, meus dedos seguros firmemente em seu cabelo, puxando de leve e o pressionando mais ainda contra mim, agora ele mantinha uma mão nas minhas costas e a outra em meu rosto, o ar começava a ficar escaço mais nem eu nem ele tínhamos a mínima vontade de parar aquele beijo, depois de muito tempo, que eu havia perdido a conta de quanto (n.a/ o negócio tava booooom hein?)separamos nossos lábios ainda mantendo nossas testas encostadas, eu sorri para ele e ele para mim...
-Desculpe –ele disse em um tom quase inaudível –Não consegui evitar dessa vez...
-Não evite –eu disse o puxando novamente para mim pela nuca dando início a um segundo beijo, que diferente do primeiro, parecia ter urgência, um pouco mais agressivo mais não menos carinhoso que o primeiro,um calafrio atingiu todo meu corpo como se fosse um raio, meu estomago mais parecia um zoológico e eu pressionava meu corpo contra o dele como se tivesse medo que aquilo não fosse real,medo esse que ele também parecia ter, sua mão fria percorrendo minha cintura por baixo da minha blusa me dava cada vez mais calafrios em conseqüência da diferença quase impossível de temperatura de nossas peles, como fogo e gelo,o beijo começou a diminuir seu ritmo, sento completamente finalizado com mordidas leves que eu dava em seu lábio inferior, nos afastamos um pouco e em minha cabeça veio a imagem de um Justin preocupado ligando para todos da minha agenda...isso já aconteceu uma vez, quando éramos menores, ele se preocupava comigo mais do que eu mesma – acho melhor a gente ir, meu irmão deve estar arrancando todo o cabelo á essa altura.
-Te deixar ir tem uma condição –sua expressão era pensativa e ele olhou para baixo-Posso ir segurando sua mão?
-Depois da campanha “Beije a em pleno parque lotado de gente” não acho que simplesmente andar por aí segurando minha mão seja algo indevido...
-Vamos senhorita? –ele me ofereceu a mão que eu peguei sem protestar, começamos a andar despertando o olhar curioso de alguns dos alunos de nossa escola que estavam no parque aquela hora, mais eu não estava me importando, nem um pouco...
-Está preocupada com a Isabella? –ele disse após algum tempo andando, já faltava apenas dois quarteirões para minha casa, e eu realmente estranhei a pergunta, mais a respondi quase de imediato.
-Muito...
-Ela não vai sofrer tanto quanto você espera ...
-Duvido muito.
-Sério, tenho certeza...-ele deu de ombros parecendo despreocupado, logo me puxou para uma rua que ficava na direção oposta á minha casa.
-Onde está me levando? –indaguei curiosamente
-Na casa da Isabella...vou falar com ela agora, e quero que esteja junto comigo.
-Mais ela vai...
-, Ela não gosta de mim, não de verdade, eu sei disso, por isso não se preocupa, ela não vai sofrer.
-Como sabe disso? –franzi a testa acompanhando o olhar dele que estava em uma casa azul-céu no final da rua –Ela não gosta de você?
-Bom...Basicamente não, ouvi ela conversando outro dia, ela anda me traindo sabia? –ele riu baixo ironicamente- Estava com medo de eu descobrir, mais não fez muita diferença eu saber ou não, por incrível que pareça fiquei aliviado...
-Aliviado? Por ser Traído?
-Não, Por ela ter alguém que pudesse ficar do lado dela se importando COM ELA.
Chegamos em fim diante da casa azul, achei que ele fosse largar minha mão ou se afastar um pouco de mim, bom ele soltou minha mão sim, Mais Pra me puxar mais pra perto me abraçando de lado, ele me deu um selinho e tocou a campainha, não demorou mais que dois minutos para que uma não muito sorridente Isabella atendesse a porta, seus olhos correram para a mão que ele mantinha na minha cintura e logo subiu me fuzilando com o olhar, eu estremeci e me apertou um pouco mais ao lado dele, a expressão dele não pareceu se alterar com a raiva no rosto dela, ele continuava com uma expressão serena e despreocupada.
- quem é...-Ela começou mais logo foi interrompida, a voz dele sem a mínima alteração soou derrepente.
-Acabou –foi tudo o que ele disse
-Mais eu...
-Acabou Isabella...Sinto muito
Ela respirou fundo tentando manter-se inexpressiva sem o mínimo sucesso, a frustração evidente e o jeito com o qual ela evitava olhar para mim a denunciavam exatamente como se ela tivesse xingado ou gritado.
-Tudo bem, me desculpe se fiz algo errado –ela disse friamente, ele apenas sorriu, me puxando para junto dele enquanto se virava para ir embora.
-E agora pode me beijar? –ele disse risonho quando entramos na rua da minha casa-Antes disse que não podia pois eu ainda não pertencia a você, mais se eu pertencer mais do que agora...só vai me faltar uma coleira.
-Mais você JÁ me beijou gênio –eu disse rindo, e ele mais uma vez me puxou de modo que eu ficasse frente-a-frente com ele,me mantendo assim segurando minha cintura, dei uma olhada de relance e estávamos exatamente em frente á minha casa, voltei a olhar para ele, o que não era muito difícil, o difícil era desviar a atenção.
-É, mais tecnicamente, você não tinha deixado...
-E Tecnicamente, você não é meu ainda...-era difícil formular uma frase quando se está frente-a-frente com ele -Você ainda não pediu...
-Ooh me perdoe senhorita! –ele disse como se tivesse realmente feito algo errado, ele me soltou e se ajoelhou na minha frente, eu apenas sorri sem entender muito bem – Sanders, Me Daria a Honra de namorar comigo?
Eu o puxei para cima pela camisa, e ainda o segurando pela gola dela, silabei um “sim” e o beijei sem me importar muito com quem podia ou não ver, sorri para ele e ele se virou fazendo menção de ir embora, segurei seu braço o virando para mim.
-Não quer entrar??
-Acho melhor falar com seu irmão sozinha primeiro, amanhã é domingo, nos vemos na escola (n.a/ lá nessa cidade vc tem aula aos domingos ta?!)...
-Está com medo do meu irmão? –eu disse e comecei a rir descontroladamente, ele me segurou pelo braço e deu um meio sorriso
-Não, só acho que devia avisar ele antes...eu te amo sabe?-ele me deu um selinho e derrepente não estava mais em minha frente.
Eu entrei em casa com um sorriso que eu não conseguia tirar do rosto, assim como eu esperava, Justin estava sentado do lado do telefone, quando eu entrei, ele correu em minha direção e me abraçou tão forte que quase não conseguia me mexer.
-Heey Justin pega leve no abraço de sucuri – eu disse assim que consegui respirar, ele me soltou ainda me olhando preocupado –Suas previsões estão falhando Jus, não previu que eu estava bem?
-É Por isso que estou te abraçando maninha!!-ele abriu um largo sorriso como sempre fazia quando estava feliz, eu ri- Te vi com o ! Maninha você merece! Parabéns! –ele me deu outro abraço e eu apenas retribui com um sorriso
-Obrigada Jus...
-MAIS...Vá avisando á ele que ele tem que pedir sua mão pra mim!
-Jus...-levantei a sobrancelha o encarando com um olhar de “não”, ele revirou os olhos
-Táá não vou fazer nada com ele...ainda
-Bom...To morrendo de fome o que tem para o almoço empregado? –eu disse dando o braço para ele que entrelaçou o dele como sempre, me levando para a cozinha
-Aah madame temos um almoço muito nutritivo preparado pela lanchonete da esquina!
-Jus...você trabalha na lanchonete da esquina
-Por isso mesmo! Preparado pelo seu irmãozinho lindo, maravilhoso e super gato aqui...-ele jogou o cabelo e soltei uma risada abafada -Hamburgueeer!!!!!
-E vamos comer no lugar de sempre...
-SOFÁ! –dissemos em coro
Pegamos os hambúrgueres e duas latas de suco de maçã e nos jogamos no sofá da sala, na TV passava algum desenho animado qualquer e riamos das besteiras que falavam, deitei no colo do Justin quando terminamos e ele mexia no meu cabelo talvez por habito, e mudamos de canal para a Warner, como sempre, eu adorava ficar com meu irmão, Justin e eu sempre fomos muitos unidos, ele cuida de mim como se fosse meu pai, em uma versão bem mais jovem, claro, já que Pai de verdade nunca tivemos.
-Jus...-eu disse animada me levantando do colo dele me apoiando no sofá com um sorriso- Lembra quando a gente era pequeno e a Mamãe te levou em uma loja de doces mais me deixou em casa porquê eu estava de castigo?
-Lembro sim, você ficou brava comigo porquê eu ia e você não, mais porquê isso agora?
-E quando você voltou, eu não queria falar contigo e você despejou todos os doces que devia ter comido lá na doceria em cima da minha cama e disse que tinha fingido dor de barriga só pra poder trazer os doces pra mim também?
-Sem você não teria graça –ele sorriu pra mim como sempre, e a memória foi se clareando cada vez mais na minha mente –Eu paguei o maior mico só para a mamãe me deixar levar os doces Pra casa pra dividir com você...
-Eu fiquei tão feliz de ter lembrado de mim, a gente se empanturrou de doce a tarde toda, e no final dela você REALMENTE estava com dor de barriga ^^
-Nunca comi tanta porcaria quanto naquele dia!
-Você nunca me deixava sozinha, quando eu tinha pesadelos, você que acordava e me deixava dormir na sua cama...
-Tenho culpa se você sempre foi o que eu tinha que proteger? Mais porquê isso agora ?
-Por nada, só queria que soubesse que eu me lembro –ele me abraçou e sorriu, logo voltei a deitar no colo dele, e ele continuava mexendo no meu cabelo, sabe, muitas vezes eu fiquei brava com o mundo, fiquei triste com a vida, mais só porquê eu sabia que tinha em quem me apoiar...Justin sempre foi meu porto seguro, e o bom é saber que isso não vai acabar.

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Uma chuva completamente inesperada começou a cair, forte como eu nunca havia visto, raios e trovões eram bastante freqüentes, o que era estranho pois nessa área do Arizona, não é exatamente comum chover, suspirei me levantando do sofá, entrei na cozinha anormalmente organizada e peguei um sanduíche na geladeira.
-Justin vai querer alguma coisa? –a falta de resposta me deixou curiosa, inclinei a cabeça para a porta procurando por ele, ele continuava sentado, a TV desligada e seu olhar perdido em algo longe – Jus? O que foi? –eu disse me aproximando dele, apesar de estar em sua frente o olhar dele continuava perdido, como se estivesse em transe, coloquei a mão em sua testa e a temperatura anormalmente baixa, mais baixa até que a de me espantou, parecia gelo –JUSTIN ACORDA! JUS!
Comecei a sacudi-lo, o desespero começou a me invadir, por mais alto que eu gritasse, por mais forte que eu sacudisse, ele nem sequer parecia reagir, lágrimas involuntárias começaram a se concentrar no canto dos meus olhos dificultando minha visão, e ele continuava imóvel na minha frente, derrepente a luz se apagou deixando tudo absolutamente escuro, o rosto dele continuava iluminado por uma fraca luz do farol da rua –JUSTIN POR FAVOR! JUSTIN ACORDA! –eu gritava sem parecer adiantar
-?! –ele disse balançando a cabeça como se estivesse tentando tirar algo da cabeça, atirei meus braços em sua volta e ele me apertou forte junto a ele aparentando estar confuso –O que aconteceu? –ele disse passando a mão sobre o meu cabelo tentando me acalmar, eu soluçava sem parar agarrada ao ombro dele, por um minuto achei que o tinha perdido.
-NUNCA MAIS FAÇA ISSO DENOVO TA ME ENTENDENDO!? –gritei sem pensar ao me soltar do abraço, as lágrimas ainda Caiam desenfreadamente molhando todo o meu rosto, me sentei ao lado dele e ele me puxou para seu ombro, apoiei minha cabeça ainda soluçando e ele passou os dedos levemente pela minha bochecha para limpar minhas lágrimas.
- o que houve?? –sussurrou ele enquanto meu choro começava a cessar, como ele não lembra?!
-v-você não lembra?-disse confusa
-Só o que eu lembro foi você levantar e depois estava chorando na minha frente –ele disse com a voz falhando no final da frase, ele estava mentindo.
-Jus, te conheço bem o suficiente pra saber que está mentindo...-eu disse com a voz mais solene que consegui- você ficou preso em uma visão de novo, o que era Jus?
-Nada , eu realmente não lembro
-Justin por favor me fala –me afastei um pouco para olhar para o rosto dele com dificuldade devido ao escuro –Da ultima vez que isso aconteceu, você previu a morte da mamãe...Jus O QUE você viu?
- você sabe que nem todas as visões se realizam –não falei nada, esperando pacientemente pelo resto –Vi uma guerra
-Guerra?
, guerra, muita gente morrendo ao mesmo tempo, de um jeito...
-Jus...guerra de quem? Contra quem?
-Humanos, contra...nós
-Isso é impossível Justin eles não nos enfrentariam, são mais fracos.
- eles não tem habilidades, mais tem armas, armas poderosas, se quiserem acabam conosco em dois tempos.
-Viu quando vai acontecer? –eu disse estremecendo com a idéia.
-Não, não quero ver você preocupada, o que eu vi pode acontecer só daqui a 5 ou 10 ANOS, pelo menos é esse o tempo que levaria para a cidade ficar daquele jeito.
-Jus...acho melhor tomarmos precauções
- –ele colocou as mãos em meu rosto me olhando nos olhos – Não se preocupa, isso não vai acontecer agora... e se acontecer, eu vou te proteger –ele sorriu pra mim como sempre fazia quando queria me deixar segura, mais dessa vez, sem sucesso, a preocupação me inundou derrepente , e o medo passou a me dominar, olhei para fora e a chuva não havia diminuído seu ritmo, a noite estava escura, acho que lá fora, é impossível se ver um palmo á sua frente.
-Por um minuto achei que tinha me deixado Jus. –confessei
-, você é minha irmãzinha, e eu vou cuidar de você sempre, não se preocupa, eu nunca vou te deixar, prometo.
Suas palavras me confortaram de um jeito simples, ele me abraçou de novo e eu sorri, eu não conheço todos os irmãos do mundo para dizer se Justin é ou não o melhor, mais posso dizer com certeza que ele é único, não por sua habilidade, mais por simplesmente ser o Justin, muitos irmãos mais velhos maltratam, xingam e desprezam os mais novos, Jus nunca foi assim, sempre me colocou em primeiro lugar, sempre cuidou de mim, ele é sem a mínima duvida a razão de eu ainda não ter pirado até hoje.
Uma fraca batida na porta nos fez automaticamente olhar para ela ao mesmo tempo, no meio daquela chuva, seria quase impossível alguém querer sair, eu ia levantando mais Jus segurou meu braço me fazendo sentar novamente, ele foi andando com cautela até a porta e logo que a abriu silabou “Já estava na hora de você aparecer por aqui hein?!” antes mesmo de tal pessoa responder, eu já sabia quem era, quando a voz aveludada invadiu o pequeno silêncio que havia se formado.
-Me desculpe a demora Justin –ele disse formalmente- Achei que ela devia falar com você primeiro.
-Cara...Deve gostar mesmo da pra ter coragem de sair nessa chuva –Justin disse espantado, eu não havia me levantado, apenas encarava o escuro de onde vinham as duas vozes, vendo nitidamente o rosto de Justin pacifico iluminado pelos faróis da rua, encarando que ainda estava fora do meu campo de visão –Entra aí você deve estar congelando.
-Obrigada- Disse ele entrando logo que Jus permitiu passagem, ele estava com uma longa capa de chuva branca, que logo tirou, mostrando uma roupa simples mais ao mesmo tempo bastante elegante, seus olhos correram pela sala escura até pararem no meu rosto, ele sorriu vindo lentamente na minha direção, eu provavelmente estava com uma cara de boba apaixonada que não consegue pensar em nada além de olhar pra o namorado, que ridículo, mais espera...essa sou eu sim ^^.
Tão logo que ele chegou até mim, pressionou seus frios lábios em minha testa me causando um arrepio, ele sentiu isso e demonstrou com uma risada abafada logo se sentando ao meu lado e passando os braços ao redor da minha cintura apoiando a cabeça em meu pescoço, Justin sentou bem na nossa frente com um sorriso anormalmente amigável, pude sentir que ele aprovava isso, sorri comigo mesma.
-E Então –Justin disse –Quais suas intenções com a minha irmã?! –sua expressão havia tomado uma falsa seriedade.
-Justin –exclamei batendo em minha própria testa provocando a risada de ambos
-Pode ficar tranqüilo Justin –Assegurou –Vou cuidar muito bem dessa menina
-Bom mesmo Jonas –disse Justin com um tom de ameaça inegável na voz- Se você sonhar em magoar a , lembre-se eu vou saber, e não tem super-velocidade que vá te ajudar a se escon...
-JÁÁÁÁ deu Jus U.U –interrompi o fuzilando com o olhar e o sorriso amigável voltou á seu rosto.
-Me deixa ser feliz >.<
-E sua felicidade é atormentar Meu Namorado? –minhas próprias palavras me espantaram... “Meu namorado” não era algo que eu estivesse acostumada a dizer, realmente nunca tinha passado pela cabeça me dirigir ao garoto com cara de anjo como “meu namorado”, mais sabe...gostei disso, acho que ele também, ao eu terminar de pronunciar senti ele dando um leve sorriso e um beijo em minha nuca, me arrepiei novamente.
-Bom, parte dela...você demorou pra arrumar alguém pra eu pegar no pé né maninha??!
-Jus...
-Tá parei..parei...
Revirei os olhos e apenas ria baixo no meu ouvido, Justin se levantou e acendeu a lareira, o que foi bom pois eu já mal conseguia enxergar.
- eu vou preparar alguma coisa para comer –Justin alegou –Já volto
A ultima parte soou mais como aviso do que como simples complemento de frase, ele foi para a cozinha e derrepente vários barulhos invadiram o silêncio que havia se projetado, de panelas batendo e derrepente uma luz forte de lanterna se acendeu na cozinha, me virei para tendo certeza que Justin ia demorar, ele me olhava com um leve sorriso, como se mal pudesse acreditar que eu estava em sua frente, ele continuou em silêncio, passando a ponta dos dedos levemente sobre minhas bochechas até a base do meu pescoço, fechei os olhos apenas sentindo a frieza da pele dele.
-Ei...-ele sussurrou me fazendo abrir os olhos-Eu te amo sabia?
-Não sabe como é bom ouvir –eu sorri fraco e o som de um prato quebrando ecoou pela casa, ignorei pois sabia das habilidades nada normais do Jus com a cozinha.
-Lembra quando a gente se perdeu? –ele acha mesmo que eu iria esquecer aquilo? –E Você me perguntou como sabia que você era diferente se mal te conhecia...
-E Você disse “Um dia te conto umas histórias”.
-Bom, você provavelmente não vai acreditar...mais é 100% verdade...
-Tente...
-Sabe como eu sabia? Como te conhecia? –continuei calada o encarando com curiosidade esperando pacientemente pelo resto –Eu sonhei com você ...Um dia antes das aulas, tive um sonho bem estranho, uma garota, me contava toda a história dela, e eu senti, desde lá, necessidade de conhecer a garota...
-Como...
-E Então você entrou no refeitório, aposto que não percebeu mais todos olhavam para você, eu não seria diferente, e então, quando levantei a cabeça, descobri que a irmã do garoto receptivo na minha mesa,era exatamente a mesma garota que eu estava procurando.
-Mais eu não te falei tudo sobre mim
-Eu sei...Mais acredite ou não, tudo que a garota falou para mim, aconteceu com você.
-Então acho que literalmente sou a garota dos seus sonhos –ele riu baixo e eu também
-Você é bem mais do que isso –Ele disse, mais antes que eu pudesse corar, ele me puxou para perto e pressionou seus lábios contra os meus, de um jeito delicado, tão logo se afastou, sorriu pra mim, antes que eu pudesse falar Justin entrava na sala com uma bandeja grande, três sanduíches e refrigerante...era só isso que a gente sabia fazer ^^.

A noite não foi nada Tranqüila, depois de ter ido embora, eu e Jus resolvemos ir dormir, como eu não gosto muito do escuro e a chuva estava forte, Jus colocou seu colchão no chão do meu quarto e logo caiu no sono, eu não conseguia, tinha alguma coisa me incomodando, como um aperto no peito, um tipo de pressentimento, o pior é que não sabia o motivo, quando finalmente consegui dormir, pesadelos me invadiram, no primeiro, eu estava sozinha em um espaço completamente escuro, por mais que eu corresse, por mais que eu gritasse, ninguém parecia me ouvir... e o segundo...eu não consigo me lembrar direito, só me lembro que eu estava sofrendo, era uma dor enorme, mais não lembro a causa disso.
O Dia amanheceu nublado, um frio nada comum me fez tremer assim que abri os olhos, fracas luzes iluminavam o meu quarto, eu respirava ofegante pois ainda sentia as mesmas coisas do pesadelo, mal conseguia respirar, olhei para baixo procurando por Justin mais como sempre ele já havia levantando, o ar me faltava cada vez mais, era como se o sofrimento tivesse se tornado uma dor física, mesmo que eu não soubesse o porquê dele... “Justin” eu ofeguei meio que sem ar, quase inaudível, para minha surpresa Jus abriu a porta desesperado, como se tivesse me ouvido, provavelmente previu isso.
-! –ele disse e em seguida me tomou em seus braços me carregando escada abaixo, o ar cada vez mais escaço me machucava agora, ele me colocou sobre o sofá e uma terceira pessoa, que logo reconheci... , ambos discutiam baixo sobre fazer ou não algo, o desespero evidente no tom de voz deles me fazia o ar escapar ainda mais, derrepente as mãos frias de pousaram uma sobre minha testa e a outra sobre meu coração, derrepente uma onda de calma me invadiu, eu sabia o que ele estava fazendo, já fez isso antes, o antigo sentimento ruim passava aos poucos, meio que soterrado por essa calma e o ar aos poucos me voltava, até que já tinha controle sobre ele novamente.
-! –eles exclamaram ao mesmo tempo me abraçando
-Por favor, não nos assuste desse jeito de novo !- exclamou e Justin concordou com a cabeça, os olhos de ambos parecia marejados de lágrimas que não caíam, e então olhei para mim mesma, ainda estava de camisola e o estava...
-O QUE FAZ AQUI!? –acusei rapidamente tentando esconder minha micro-camisola com almofadas
-Eu moro aqui O-O –respondeu Justin confuso
-Você não idiota! Ele!
-Não me quer aqui ? – se levantou rapidamente do chão onde estava ajoelhado.
-NÃO! Quer dizer SIM! Quer dizer...Ahh claro que quero você aqui mais...eu acabei de acordar NÃO OLHA PRA MIM! -despejei nervosamente, Justin deu uma alta gargalhada e o fuzilou com o olhar, o fazendo prender o riso
-Pra mim você continua linda ...
-NÃO OLHA PRA MIM! –gritei novamente levantando do sofá num pulo e subindo as escadas de dois em dois degraus de cada vez, pude ouvir Justin rindo outra vez mais nem me importei, entrei no meu quarto apressada e me tranquei no banheiro, tomei um banho rápido, escovei os dentes e amarrei o cabelo, corri para o closet e puxei uma calça, uma bota e uma blusa preta, colocando por cima um casaco branco, agora sim...apresentável!
Desci as escadas com mais calma, Justin e estavam sentados conversando animadamente no sofá, assim que me viu sorriu e Justin exclamou:
-E agora já podemos olhar para você sem ficar surdos?
-Engraçadinho –silabei me jogando ao lado de e dando um Celinho –Estamos atrasados não acha Jus?
-É tem razão, mais você devia comer alguma...
Antes que ele pudesse terminar pesquei uma maçã em cima da mesa e a exibia como se fosse a solução, Justin apenas revirou os olhos e apanhou a chave do carro em cima da mesa se dirigindo para a porta, se levantou passando o braço em volta da minha cintura me guiando para fora de casa, ele beijou minha nuca enquanto passávamos pela porta, e eu vi que o mustang vermelho de Justin não era o único carro em frente á minha casa, uma Ferrari vermelha nada discreta estava parada atrás do mustang, logo reconheci o carro de , Justin já estava no carro, com Drew no banco do passageiro surgido sabe deus de onde.
-Quer ir comigo? –perguntou apreensivo
-Um minuto –eu disse me afastando e correndo até o carro de Justin, parei ao lado do vidro dele e bati, ele logo abaixou o vidro, Drew olhava pra mim com curiosidade.
- *O*–ele disse formalmente
-Drew *---------------*
-Vocês se vêem depois –interrompeu Justin- Pode ir =)
-OOOWWN Jus por isso eu te amo sabiaa?! –dei um beijo em seu rosto e saí correndo em direção á que já estava no carro, me debrucei sobre a janela dele.
-Acho que não vai ter problema eu ir com você –eu disse sorrindo
-Hmmm –ele se aproximou encostando os lábios nos meus, saiu do carro e abriu a porta do outro lado para mim, eu ri e entrei, a porta se fechou e antes mesmo que pudesse me virar ele já estava ao meu lado, dando a partida no carro, ele segurou minha mão durante todo o caminho, em poucos segundos estávamos na entrada da grande escola, alguns olhares se dispararam para nós e olhei insegura para que continuava com um sorriso leve no rosto sem parecer se preocupar, repetindo a posição de minha casa, ele estacionou exatamente atrás de Justin, e eu saí do carro primeiro, seguida por , ele andou ao meu lado até o carro de Justin, Drew já havia ido, de acordo com ele precisava encontrar Nessie que por acaso estava do outro lado do estacionamento, quando Justin saiu, a porta bateu em minha bolsa e tudo foi para o chão.
-Deixa que eu te ajudo –ele ofereceu
-Não eu pego – havia se encostado no carro e eu juntava minhas coisas recusando novamente a ajuda de Justin e de alegando que só eu mexia na minha bolsa.
-Amor tem certeza que não precisa de ajuda? – ofereceu pela milésima vez
-Já disse que só eu mexo na minha bolsa Jonas...
-Ihh acho melhor deixar –Justin alegou –essa daí é de lua! anda logo a gente vai se atrasar!
-Calma –eu disse pegando o batom que havia caído embaixo do carro –Já to indo
-Anda a gente tem que ir na diretoria, e rápido enquanto tem pouca gente lá dentro!
-Justin quer esperar?! –eu disse alterando o tom de voz e apenas balançou a cabeça.
Derrepente percebi que Jus havia parado de me apressar e ao levantar um pouco a cabeça vi ele correndo em direção a escola gritando um “NÃO SAIAM DAÍ!!!!”, eu hein garoto estranho, levantei a tempo de ouvir um Grande barulho que pareceu tremer o chão, em uma fração de segundo eu estava nos braços de J ouvindo a gritaria em nossa volta e o lugar onde eu estava ser atingido por um pedaço de ferro.
-JUSTIN! –eu gritei me virando para ver o colégio em chamas, eu pareci perder o chão naquele minuto, e comecei a me debater nos braços de que me seguravam firmemente pela cintura, eu queria correr até lá e ver que não era verdade –JUSTIN! ME LARGA EU PRECISO VER... NÃO JUSTIN!
Ele não me soltava de jeito nenhum, as lágrimas começaram a correr pelo meu rosto enquanto eu gritava cada vez mais alto, até que minhas pernas fraquejaram a ponto de que nem me debater eu conseguia mais, o choro tinha me dominado e me segurava firmemente junto á ele, de repente ouvi a voz de alguém gritar “CUIDADO” seguido de outra explosão a poucos metros de nós, em instantes eu estava no colo de , conseguindo interromper as lágrimas para perguntar apenas uma coisa.
-O que t-tá a-acontecendo?
-Uma Guerra – e ele decolou do chão, apenas afundei o rosto no peito dele, isso não pode estar acontecendo! É isso aposto que ele nem estava lá! É ele deve ter se escondido ou algo parecido! ELE PROMETEU NÃO ME DEIXAR! O JUSTIN TEM QUE ESTAR BEM!

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O Que ta acontecendo!? Como ta acontecendo!? E mais importante...”Porquê”? eram perguntas que ecoavam cada vez mais em minha mente, por mais que eu tentasse falar, não conseguia, por mais que ousasse virar a cabeça para encarar o que estava acontecendo, meus músculos pareciam não se mexer, Tudo que eu conseguia lembrar era Justin na noite passada me falando sobre a visão...e ela acontecendo hoje...mais a idéia que meu irmão não estava mais comigo é impossível de se acreditar...Ele está bem! Aposto que até vamos rir da situação depois...Meu irmão não faria isso comigo...se deus realmente se importa ele não fez isso comigo; depois de alguns minutos que mais me pareceram horas, começou a descer, eu ainda sem me atrever a olhar, só abri os olhos quando senti os lábios dele encostando de leve em minha orelha sussurrando “Chegamos”, como assim? Chegamos onde?
Abri os olhos ainda sem descer do colo dele e vi uma coisa que eu nunca achei que realmente existisse, era um lugar um tanto escuro, completamente fechado, as paredes pareciam feitas de ferro, como se tivesse sido projetado como abrigo, várias pessoas estavam lá, muitas que eu conhecia de vista da escola, e outras que nunca havia visto, a maioria limpava os machucados e cortes, quase todos possuíam, pedi a para descer e ele gentilmente me colocou no chão, assim que meus pés tocaram o chão, senti outro impacto que balançou o chão, me segurou pela cintura, aparentemente aquele lugar era á prova de bombas.
-O que foi...
-Uma Bomba...-respondeu me interrompendo – Mais uma...
-Onde estamos?
-, isso era previsto acontecer um dia então...
-Onde estamos?
-Quer me deixar explicar?
-desculpe
-Então, esse lugar foi projetado para ser á prova de tudo, é totalmente subterrâneo, em outra definição...Um Abrigo.
-Quantas pessoas sabem sobre ele?
-Todos os moradores.
-TODOS?! Porquê eu não sabia?!
-Acho que o Justin não quis te contar, pra não assustar.
-Justin –eu repeti e derrepente tudo em minha volta girou, e eu só consegui pensar em uma coisa –A gente tem que voltar! O JUSTIN AINDA ESTÁ LÁ FORA! –a atenção de todos havia se voltado para nós, pousou suas mãos gentilmente sobre meus ombros –a gente tem que voltar.
-... O Justin...
-NÃO! NUNCA MAIS DIGA ISSO! NUNCA MAIS PENSE NISSO! TÁ ENTENDENDO?!
- Calma...
-NÃO! MEU IRMÃO TÁ LÁ FORA A GENTE TEM QUE VOLTAR!
-... –o tom dele continuava calmo, como quem tenta explicar a uma criança algo ruim, algo que ela não quer ouvir –O Justin estava na explosão...eu sinto muito mais ele...
-MEU IRMÃO NÃO ESTÁ MORTO!
-...não tinha jeito de sair...
-...você disse que isso é uma guerra...e se é uma guerra, eu VOU lutar.
-Não vai não! –ele afirmou irritado- eu não vou perder você!
-Eu quero lutar –Mais um tremor atingiu nessa hora, a expressão de era de total irritação, estava claro que ele não deixaria que eu lutasse –e eu vou querendo você ou não.
Me virei para encarar as pessoas em nossa volta, ninguém mais mantinha a concentração em nós, todos voltados a seus machucados, estávamos em torno de 100 pessoas naquela grande sala, meus olhos correram procurando por algo conhecido, várias pessoas da escola estavam lá, comecei a andar em torno das pessoas, apenas para me familiarizar com os rostos, andava firme ao meu lado, sem pronunciar sequer uma palavra, a mais ou menos a distância de 20 passos, estava a linda garota com mechas no cabelo, pressionando uma bolsa de gelo sobre o tornozelo, Isabella.
Meus instintos de cuidado foram mais fortes do que qualquer antipatia repentina que eu sentia por ela, fui em sua direção e me sentei ao seu lado, continuou em pé, atrás de mim, ela se virou para ver quem havia sentado, e para minha surpresa sorriu quando me viu.
-Deixa que eu te ajudo –eu disse pegando uma atadura em uma pequena caixinha do lado dela e o passando no seu tornozelo –Você está bem?
-Estou sim...obrigada...Ai
-Está doendo muito?
-Não, estou bem
-você está sozinha aqui?
-É...acho que fui a única que conseguiu chegar...
-Como...
-como cheguei aqui? –eu apenas sorri assentindo –Seu irmão me ajudou
-VOCÊ VIU O JUSTIN?! – minha surpresa evidente em meu tom de voz e em meu rosto, se sentou ao meu lado surpreso também
-Quando? –foi tudo o que ele disse, a expressão séria e fria como se ela fosse o inimigo
-Um pouco antes da explosão, ele entrou correndo avisando pra todo mundo sair, eu estava na frente do banheiro, ele viu que não dava mais tempo de sair, e me empurrou pra lá com toda a força, a bomba explodiu no auditório, era pra onde ele ia, derrepente tudo começou a pegar fogo, e como meu poder é exatamente dominação de fogo, foi fácil sair.
-Quer dizer que...tem áreas que não foram afetadas? –perguntei curiosa
-Pelo menos o banheiro feminino demorou bem mais tempo pra ser atingido... se eu tivesse ficado no corredor, estaria morta, seu irmão é um Herói . –a gratidão evidente em seu tom de voz me fez ver que isso era típico dele...pensar nos outros primeiro.
-Eu sei –sussurrei sorrindo –...por favor... –eu implorei
- é perigoso –ele disse levantando e eu o acompanhei – Não quero te por em risco, o Justin não ia querer isso.
-O Justin não está aqui –eu disse com uma voz amarga, não ele não estava, e é esse o problema – por favor...
-, a cena que você vai ver pode te traumatizar
-Não importa
-Os corpos estão carbonizados –eu tremi ao final da frase, ele percebeu, encostou seus lábios nos meus de leve – Eu sinto muito
Uma única lágrima caiu dos meus olhos, estava claro que ele não ia me levar lá, mais algo me dizia que meu irmão estava bem...ele tem que estar, olhei em volta e quase não acreditei no que vi, em um canto afastado, Drew e Nessie estavam sentados juntos, sorri e olhei para , ele sorriu pra mim, e eu o puxei comigo em direção a meus amigos, ao chegar lá, eles levantaram e me abraçaram, também se juntou a nosso abraço em grupo, e logo pensei em algo impossível de não se pensar, e se Jus realmente estivesse morto? E se eu nunca mais visse meu irmão? Eu comecei a chorar, soluçando alto, nenhum dos três disse nada, apenas me apertaram forte, eu soluçava descontroladamente.
-Vai ficar tudo bem pequena...- sussurrou Drew
-Ele vai aparecer, você vai ver –disse Ness
permaneceu em silêncio, quando Ness e Drew se soltaram do abraço ele me pegou no colo e sentou ao lado deles, novamente o choro não cessava, ele me apertava firmemente contra o peito dele, acariciando meu cabelo, seu rosto angelical encostado em meu ombro, como se estivesse pronto para me proteger, e eu não duvidava que estava, mais não era comigo que eu estava preocupada, “ele está bem” eu tentava mentalizar, mais eu mesma já não acreditava.
-Tem alguns deles andando aqui perto –sussurrou Nessie –Eu posso ouvir a mente deles, eles tem armas, estão fazendo algum tipo de ronda
-O que eles querem? –ouvi Drew falar, mais não me movi
-Não é obvio?! Matar a gente.
Eu queria esquecer aquilo, queria dormir e nunca mais acordar, queria meu irmão aqui comigo, estava aqui, e isso era ótimo, provavelmente, sem ele eu estaria perdida, de duas em duas horas era possível se ouvir uma explosão, eu apenas gemia com o impacto, e me apertava contra ele, várias horas se passaram, milênios ao que me pareceram, até que ouvi a voz suave de em meu ouvido, ele sussurrou:
-Vou te levar lá –em seguida beijou meu pescoço, eu levantei minha cabeça para encará-lo, e a expressão dele era séria, vazia, eu sabia que ele achava perigoso, ele deixou isso claro, mais eu preciso ver com meus próprios olhos.
-Agora.
-Agora –ele confirmou
Me levantei e logo em seguida ele estava ao meu lado, Nessie e Drew estavam longe, procurando na dispensa do abrigo algo fácil de preparar e que todos pudessem comer, me guiou colocando uma mão nas minhas costas, as pessoas mal perceberam nossa saída, ele abriu a pequena porta sem sequer um ruído, e logo estávamos em um corredor estreito, ainda mais escuro, me agarrei a e ele apenas me apertou junto á ele, me guiando pelo vasto túnel escuro que não parecia ter fim, quando finalmente, vi uma pequena escada, cujo a abertura estava coberta por algo metálico.
-segura – silabou me segurando junto a ele e decolando, eu fechei os olhos me preparando para o impacto contra a “tampa” metálica, que não aconteceu, não perguntei, apenas me segurei, arrisquei uma olhada para baixo, e me arrependi da graça, a linda Saint Claire havia sido completamente destruída, onde antes haviam casas e ruas, agora mais parecia um campo de batalha pós-apocaliptico (n.a: tipo assim : http://heroi.uol.com.br/bs.media/full/Cinema/Terminator%204/exterminadordofuturo4_01.jpg) , do tipo que se vê em filmes de ficção científica, tudo completamente destruído, logo Joe começou a descer, levei um tempo pra reconhecer que as Ruínas em nossa frente pertenciam á escola, ele me colocou no chão lentamente, assim que pude sentir a terra debaixo dos meus pés, corri em direção á escadaria destruída da escola.
-CUIDADO! –Joe gritou e logo em seguida eu estava em seus braços, escondida atrás de uma ruína, e uma luz forte vinda de um helicóptero iluminou o exato lugar onde eu estava –Eles não estão brincando .
Dei um breve aceno de cabeça, e ele tirou uma Lanterna de trás de seu Jeans, pegou minha mão e se escondendo das luzes, me guiou até as ruínas da escola, logo que entramos, me arrependi da graça, como ele disse, vários corpos quase indistinguíveis estavam espalhados, e ele focava em cada um deles procurando por algo familiar, fingi não me afetar, tomei a lanterna de sua mão e continuei andando em direção ao antigo auditório, foquei a lanterna em um canto e algo brilhante reluziu, corri até lá com logo atrás de mim, me abaixei e peguei o pequeno objeto metálico que logo reconheci.
-O chaveiro do Justin –eu disse em voz baixa e uma lágrima rolou pelo meu rosto, ali, o chaveiro com uma foto nossa e com a chave do mustang,me fizeram perder ainda mais a esperança, se é que ela ainda existia, por um minuto eu realmente tive esperança de encontrá-lo vivo por aqui, se escondendo de algum jeito, em outro, já não sabia pelo quê esperar.
-Quem ta aí? –ouvimos alguém falar ao longe e fez sinal de silêncio para mim –Quem está aí? –a voz perguntou de novo, nos escondemos atrás de uma ruína grande, e observamos enquanto o humano se distanciava, ele usava uma roupa inteiramente preta, provavelmente composta por um colete á prova de balas pra combinar com a escopeta que ele tinha em uma das mãos, ao que parecia ele tinha desistido, derrepente, três coisas aconteceram ao mesmo tempo, uma das pedras em que eu pisava deslizou, me fazendo cair do chão, eu soltei um “Ai” alto o bastante para que pudesse ser ouvido, e antes mesmo que pudéssemos fazer alguma coisa, um homem com o mesmo uniforme do anterior, estava parado em nossa frente, com uma arma não menos perigosa, seu rosto encoberto pela noite, me puxou para seu lado se sobrepondo em minha frente.
-Eu sabia que tinha alguém aqui.



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O medo me invadiu, aquele desconhecido apontava a arma diretamente para a cabeça de , e mesmo assim ele não aparentava medo, muito menos instabilidade, como se fosse em Câmera lenta, vi o dedo dele apertar o gatilho, antes que a bala pudesse sair da arma, me concentrei com toda a força em volta de mim e e em um milésimo de segundo, a bala bateu no escudo invisível e caiu no chão, olhou pra mim com uma leve expressão de surpresa, pois ele não havia visto ou percebido o disparo, o homem fez a menção de avançar em nós com uma espécie de faca que havia tirado da cintura, e tentei algo que nunca soube se realmente funcionava : criar um campo de força dentro dele, me concentrei tanto e de um modo tão rápido que senti uma breve pontada na cabeça, e o homem em minha frente caiu no chão gritando de dor, sorte que não havia mais nenhum deles por perto, se virou pra mim, mais meus olhos continuavam concentrados no homem que gritava com a mão sobre o estômago.
-O que está fazendo? Como...
Manter o pequeno campo de força dentro do rim dele, era mais difícil do que eu pensava, Uma dor latejante na minha cabeça me fez ir de joelhos ao chão.
-! fala comigo!
-Vamos sair daqui –silabei com a voz baixa, o Homem obviamente havia parado de sentir dor, mais não ousava se mexer, e eu não precisava ser a Nessie naquele momento pra saber o que se passava na mente dele...uma simples palavra, com um único sentido “MEDO”.
- o que você fez? –ele perguntou curioso olhando de relance para o homem e de volta para mim, sua expressão não era de reprovação, pelo contrário, era admiração, levantou meu rosto me fazendo olhar direto nos seus olhos – Você está bem?
-...- Silabei apertando contra o peito o pequeno chaveiro metálico e frio –Me tira daqui.
Ele não protestou, me pegou no colo em um gesto rápido, com o qual já havia me acostumado e eu encostei a cabeça em seu peito, logo estávamos voando.
-O que foi aquilo?
-E-eu não sei ao certo –admiti
-O que você fez exatamente?
-Criei um campo de força em um dos rins dele, um muito menor do que eu costumo fazer, e ao que parece, teve o mesmo efeito de um tumor.
-Incrível –ele disse impressionado
-Nunca quis machucar os outros desse jeito , não é correto
-Eles não pensaram se era correto ou não antes de exterminarem metade da cidade
-Eu...-levantei a cabeça olhando diretamente em seu rosto angelical –Eu disse, que nunca quis, isso não quer Dizer que eu não vá.
Ele franziu a sobrancelha e logo voltou a olhar pra frente, não trocamos mais nenhuma palavra durante o caminho, apenas passei o pequeno chaveiro entre os dedos,e o coloquei no bolso do casaco.Diferente das ultimas horas, as lágrimas não pareciam querer sair, de fato elas nem mesmo pareciam existir, acho que em um dia, passei por dois dos estágios que se passa quando se perde alguém, inquestionavelmente eu perdi meu irmão, e ele era toda a família que eu tinha, quando perdi minha mãe, lembro perfeitamente daquele dia, mesmo preferindo não lembrar, Justin tinha apenas 15 anos, e eu 13, ele sabia que seríamos mandados a algum abrigo, e talvez nunca mais nos víssemos de novo, eu chorei ao lado do corpo dela por um dia inteiro, e ele estava ao meu lado tentando se fazer de forte, logo ele havia acertado tudo para o sepultamento, no dia do enterro dela, quando voltamos pra casa, percebi que haviam malas, por todos os lados, dentro de uma delas, mais dinheiro do que eu já havia visto na vida, e nos fundos, um carro usado, lembro que olhei pra ele sem entender, ele apenas me abraçou, prometendo que ficaria tudo bem, e eu de algum modo sabia que era verdade, desde lá, começamos a fugir, até que vimos na TV sobre a abertura de Saint Claire... e não poderíamos ser separados lá.
Parece que a solução momentânea de dois adolescentes, não era tão boa assim, Graças ao Justin, com a morte da mamãe, não cheguei ao terceiro estágio, o primeiro? Negação... o segundo? Perda de esperanças e choro, terceiro? Uma simples palavra, um único sentimento...VINGANÇA, e eu definitivamente estava nesse estágio.
(...)
O pequeno corredor que levava á porta do abrigo pareceu bem maior com o silêncio entre e eu, Silêncio esse que eu não agüentava mais.
-Olha eu...
-Sabe qual é meu medo? –ele interrompeu se virando para mim –Que por uma simples coisa chamada vingança...Você desapareça.
- –Silabei baixo colocando minhas mãos em volta de seu rosto incrivelmente perfeito –Eu sempre vou estar aqui...Não interessa se eu mude, eu vou estar aqui.
-Não não vai ! –ele tirou minhas mãos do seu rosto quase que bruscamente e as segurou firme diante de mim –Ir embora não é o único jeito de desaparecer...Meu medo não é que você vá embora...bom isso também mais não vem ao caso –ele olhou para minhas mãos que até então não havia tentado libertar e depois de volta pra mim –Meu medo é que a minha desapareça...que com seu desejo de se vingar...Mate minha menininha.
-Sua menininha tem que crescer um dia. –eu disse do jeito mais calmo que consegui –Mais isso não quer dizer que ela não vai estar aqui. –sorri fraco examinando o lugar com o canto dos olhos, era completamente isolado, a porta do abrigo estava á poucos metros, mais o túnel em que nos encontrávamos era do tipo que se podia sair gritando e ninguém do outro lado da porta ouviria, no sentido contrário ao túnel, haviam pequenas outras portas, várias delas, armários de vassouras, a maioria vazios, não entendi ainda porquê estão lá... mais vai saber.
-E ela vai ser sempre a MINHA menininha? –ele disse me fazendo voltar a atenção á ele, seu rosto angelical com um meio sorriso nos lábios, mais seus olhos indicavam verdadeira curiosidade.
-Não –respondi confiante e o choque passou pelo rosto dele por um momento, antes que ele achasse que tinha acabado minha resposta, ainda com minhas mãos presas pelas dele, me aproximei á ponto de roçar minha boca na dele e continuei –Ela vai ser sua Mulher. –sussurrei
A ação seguinte dele foi tão repentina que demorei para processar, em menos de meio segundo, ele me encostou na parede do túnel segurando minhas mãos em cima da minha cabeça, e antes que eu pudesse comentar a ação sua boca estava na minha, me beijando intensamente, tornando o ar escaço; Sua boca gelada se encaixava na minha como se tivesse sido feita pra ela, o corpo sempre frio dele pressionava-se contra o meu causando arrepios em todos os lugares em que tocava, e naquele momento, não haviam quase 100 pessoas atrás de uma porta, não havia uma guerra lá fora, não havia nada...nada além de mim e ele. [n.a/ quente aqui não? (6 ]
Ele desceu a boca beijando cada parte do meu pescoço até a base dele, pensar estava cada vez mais difícil, os lábios frios dele agora davam leves mordidas no meu pescoço, ele soltou minhas mãos que automaticamente caíram sobre seu pescoço , ele desceu as mãos até minhas coxas e em mais um movimento inesperado me colocou em seu colo com as pernas ao redor de sua cintura e novamente começou a me beijar.
-...-ofeguei sem voz –alguém...alguém pode ver –disse sem a mínima vontade de parar
-Não importa. –ele disse baixinho voltando a me beijar
-... –ele repentinamente parou e me olhou nos olhos com uma expressão de vergonha, me colocou do chão gentilmente
-Desculpe...-ele disse encostando seus lábios rapidamente nos meus ainda me mantendo contra a parede –Não consegui controlar...-ele colocou as duas mãos na parede á minha volta, me deixando novamente sem saída...mais quem queria fugir?[n.a/ eu n quero o/ ]
-Não se desculpe por isso...-aleguei olhando para baixo
-Você desperta o pior de mim sabia garota?
-Se isso é o pior... –desviei os olhos para um dos armários espaçosos suficiente para esconder duas pessoas e continuei – Você definitivamente precisa me mostrar o melhor. Ele riu pelo nariz retirando as mãos da parede, finalmente me deixando livre...droga U.U
-Posso perguntar uma coisa? –indagou ele me olhando nos olhos
-Claro
-Você me ama?
-Claro –repeti rolando os olhos
-então por favor...não pense em vingança...eu posso te tirar daqui! Desse...lugar, a gente pode ter uma vida juntos, como humanos.
-Não . Isso é uma guerra...
-Imaginei que diria isso mais quer POR FAVOR PARAR PRA PENSAR?- ele diminuiu o tom ao perceber que estava gritando –Você não vai morrer aqui –ele disse entre os dentes – Eu não vou deixar
-Não duvido disso... só não quero agir como algo que não sou! Não sou humana! Muito menos você! Aliás nem Clockstoper tenho certeza se você é!
-Eu sei disso... -O que? que eu não vou fingir?
-Não...que eu não sou Clockstoper, eu sei disso. –ele se afastou um pouco – Isso importa muito?
-Aaah claro vou deixar meu namorado Lindomaravilhosogostosoecheiroso Por unzinho qualquer só porquê não tenho certeza sobre O QUE ele é! –o sarcasmo era evidente mais mesmo assim ele sorriu ao ouvir a palavra “namorado”.
-Eu...
-Acha mesmo que me importo sobre o que você é? Pra mim você podia ser um demônio, anjo, lobisomem, vampiro...espera... você é um vampiro? Se for me morde?! *0*
-hmm –ele se aproximou de mim e colocou as mãos na minha cintura –Interessante...
-Não mordeu ainda porquê? – fingi decepção o que o fez rir
-Realmente não se importa...-não era uma pergunta, mais fiz questão de responder assim mesmo.
-Se me importasse...-coloquei as mãos em volta do pescoço dele –Faria isso?...-o puxei pra perto e o beijei com todo o desejo que conseguia sentir, o que por ele não era pouco, ele continuou segurando minha cintura, me afastei delicadamente e sorri.
-Você devia re-ver seus conceitos... e se eu for perigoso?- deu uma gargalhada alta
-Não tenho medo de você.
-Você quem sabe...
-é eu sei mesmo...aliás o que eu sei? O.o
-Vamos –ele revirou os olhos e começou a me guiar para a porta, paramos diante dela, ele digitou a senha (n.a/ sim é porta chique beibéé ) e ao se entreabrir, pudemos ouvir gritos lá de dentro, nos entreolhamos assustados e entramos correndo.
Percorremos os olhos até encontrar de onde vinham os gritos, no lado mais afastado, havia um grande círculo em volta de algo que não conseguíamos ver, olhei para a direita e Isabella e Drew eram os únicos que não estava lá.
-Isabella o que houve aqui? –perguntei curiosa
-Humanos.
Eu e nos entreolhamos novamente e andamos devagar até o grande círculo de pessoas, desviamos um pouco delas e logo pudemos ver três pessoas com o mesmo uniforme dos homens na escola, ambos de costas um para o outro, amarrados e sentados no chão, um círculo de fogo pairava ao redor deles, sendo de vez enquanto propositalmente encostado em um dele provocando pequenas queimaduras.
-Parem! –eu disse indignada –Parem com isso agora! Não somos selvagens!
-Eles entraram aqui! São humanos! Tinham armas! –se pronunciou quem controlava o fogo, que eu até aquele momento achava que vinha de Drew, era um garoto de estrutura media, que eu acreditava se chamar Thommas, olhos negros como a noite e pele clara destacavam suas feições pequenas.
-E ser humano agora se transformou em motivo pra ser torturado? –disse calmamente, Lançando um olhar de desprezo para Thommas –Solte-os...agora.
-Não
-SOLTE-OS NÃO PRECISA SER ASSIM! –gritei enquanto todos ao nosso redor olhavam a cena, o círculo de fogo foi baixando até que se desfez no ar, finalmente proporcionando á mim visão as várias queimaduras no braço deles, eram dois garotos e uma mulher, ela aparentava não mais que 19, e os garotos...Ambos diferentes e ao mesmo tempo iguais, pareciam muito entre si, ambos com o mesmo tom escuro no cabelo, Olhos expressivos e ambos tinham rosto de anjo...e o mais incrível? Eles tinham uma semelhança inegável com , que os olhava com uma expressão que variava de surpresa á falta de ação.
O garoto que se encontrava virado para o lado oposto ao que estávamos, levantou a cabeça e disse baixo.
-Pela ultima vez...não somos humanos...Tampouco Clockstopers, apenas nos disfarçamos para procurar alguém.
-?! –sussurrou o outro encarando com um meio sorriso
-Exatamente –disse o mais velho –é ele que procuramos
-Não seu imbecil! –retrucou o que encarava –Ele ta AQUI!
-?! –repetiu o garoto incrédulo.
-Amor...quem são eles? –perguntei baixinho e um sorriso enorme brotou no rosto dele.
- eu não...não acredito! –ele olhou pra mim sorrindo – SÃO ELES!
-Eles quem?
-Meus irmãos!
-? É você mesmo? –disse a garota se pronunciando finalmente, ela tinha olhos verde-água, pele parda e cabelo ondulado que estava preso em um rabo-de-cavalo bagunçado
-Alexa? –ela sorriu, esse definitivamente era o nome dela
-Gente soltem eles! –eu disse apressada- Andem!
Nessie surgiu não sei bem de onde, com um pequeno canivete que rompeu a corda, assim que ela caiu ao chão os três levantaram automaticamente, foi até um dos garotos e o abraçou, em seguida, abraçou o segundo garoto, se virou pra mim e disse:
-, esses são meus irmãos, –ele mexeu no cabelo do mais novo- e ...Gente, essa é Minha Namorada.
-Oi –dissemos os três em coro, e eu abri um largo sorriso, o garoto que ele identificou como veio ao meu lado e passou seu braço á minha volta
-Nossa... se tem uma coisa que o sabe fazer é escolher mulher! –eu corei violentamente ainda sorrindo –Olha sopra isso cara! Ela mais parece uma daquelas modelos...
- –repreendeu sério
-Não sério! E eu amo modelos sabe...
- –ele repetiu
-E com todo respeito sua namorada é muito Gata!
-Mais uma palavra e eu te mato pessoalmente –ameaçou fazendo todos em nossa volta rirem –E essa –ele apontou a garota que sorria amigavelmente –É Alexa...Minha...amiga
-Oi ^^
-Oi Alexa =D
-Como você já sabe –continuou –Eu havia esquecido onde eles estavam...e agora...
-Nós encontramos você –respondeu
-Na verdade...-se pronunciou Alexa –Eu particularmente procurava por você –Pares de olhos se voltaram para mim em silêncio
-Por mim? Porquê?
-Você é minha protegida. –ela disse indiferente, protegida?! Como assim?!
-protegida? o.o
-Nós somos anjos –disse tirando seu braço do meu ombro e me olhando nos olhos estudando minha reação, ANJOS? Tipo ANJOS MESMO?! Espera... se ele é um anjo, e é irmão do ...isso quer dizer que ele...



Continua ;)
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