A ti, uma exaltação...   19/08/03
Hoje acordei, nem percebi, mas ainda era alta a madrugada,
Mas sabia que neste dia, em especial, não poderia manter minha voz calada,
Tinha de dedicar um grito para enaltecer minha própria liberdade,
E falar a um ser que me cerca,

 que por ele tenho amor num sem fim de imensidade,
Compor uma rima, uma doce canção, uns versos, e fingir que sou poeta,
Gritar de felicidade ou de dor, mas na tua companhia, que de luz,,sempre está repleta,

Mas tu não tens um nome único, és no resplandecer da vida, uma variável
cheia de emoções,
A graça de uma existência, um imo recoberto de puras ilusões,
Tu és a estrela que, (sem que percebamos), sai do seu refúgio e brilha em
forma de cortejo,
A fantasia de ilusão em ilusão que descortina a existência e alvoroça o
desejo,
Tu que encurtas distâncias com apenas poucas palavras inocentes,
Despe as calúnias brincando com as falsas verdades ditas por bocas
incoerentes,

E eu quero te falar de amabilidade, de uma maneira sutil que nem mesmo tu
percebas as colocações,
Sem preconceitos nem crendices, sem censuras nas palavras, sem leis régias
para as definições,
Quero erguer a minha voz com uma exclamação forte, cantar num trinado sem
medo,
E te dizer deste afeto, de forma que todos venham a ter conhecimento deste
nosso pretenso segredo,
Dizer, de uma maneira que todos entendam, que hoje eu faço parte de tua
majestosa obra,
Que o "carinho" que tu me entregas, me faz um ser mais completo, e tu o tens
tanto que sobra,

Hoje acordei disposto a fazer, seja do jeito que for, uma sublimação que te
faça jus,
Diferente de todas que simplesmente penso, das que eu já falei, ou dos
versos que compus,
Uma que desperte, de vez por todas, (a ciência dos diversos), o anjo que
está dentro de ti semi-adormecido,
Uma que sonorize, harmoniosamente, a mais bela das canções que por ventura
já tenhas ouvido,
Que tu escutes e mexa de fato com a tua alma que de luz esta sempre repleta,
Que mesmo calado, possa te dizer dos encantos que me trazes com tua nobreza
dileta,

Vou contar, a todos quantos queiram saber, deste teu apego que afasta
fadigas no dia-a-dia,
Deste teu aspecto maroto e singular de (com um acanhado jeitinho), trazer
uma imensa alegria,
Ponderar de todos os pequenos feitos nesta tua "bondosa" existência, tudo o
que me vier à memória,
Buscar as lembranças que nos fizeram em determinada hora chorar, marcaram um
tempo de nossa história,
Falar de ti, do teu estilo de vida que é na verdade um exemplo a ser
seguido,
Que poucos se prendem, muito menos vêem, mas é o teu próprio registro na era
que tens vivido,

Vou fazer o apontamento e deixar gravado nos papéis, nas tábuas, na pedra,
para a consulta da posteridade,
Vou contar ao mundo deste grande afeto, que é puro, sem nenhuma
complexidade,
É liberto e sem compromisso, mas mesmo assim está preso a uma imaginária
fidelidade,
É somente servo da franqueza, nem maior nem menor que outro, não conhece
inferioridade,
Uma ternura que representa o nosso encontro de vida que se estenderá para a
eternidade,
Desconhece a prisão de qualquer fronteira, pois propaga a total liberdade,
Uma dedicação que a ti destino em qualquer hora, pois praticamos a mesma
verdade,
Um amor que poucos conhecem, poucos desfrutam, e que nós felizmente temos; o
de uma justa e bonita "amizade"!
Amaro Larroza

 

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