TÉCNICA VOCAL
Um
dos comentários mais comuns que nós cantores ouvimos é:
"como você descobriu que tinha esta voz?" Isso faz parte
do mito e de uma visão romântica e idealizada do processo de
preparação do músico e mais ainda do cantor. Para a
maioria das pessoas o canto é visto como um dom, não percebendo
à primeira vista todo o trabalho técnico que está por
trás da boa atuação de um cantor. Talvez porque o instrumento
do cantor possua características incomparáveis à outros
intrumentos: a própria pessoa é o instrumento. Outra característica
peculiar deste instrumento é a extrema individualidade da qual faz
parte: não existe uma voz exatamente igual à outra. Mas o
certo é que, um bom cantor, passa por um processo de aprendizado
técnico, de estudo diário e manutenção de sua
voz assim como em qualquer outra atividade profissional.
Evite o consumo de bebidas e alimentos gelados.
Isso contrai os vasos sanguíneos na região das pregas vocais,
dificultando a irrigação sanguínea.
Além de que também causa um inchaço nas pregas vocais
(edema) levando à rouquidão (disfonia).
.Evite usar bebidas alcoólicas como ferramenta de aquecimento vocal
antes de cantar ou falar.
O álcool (principalmente os destilados) anestesia as pregas vocais
e dá a falsa sensação de que a voz está aquecida.
Então você usa e abusa, mas as cordas vocais não estavam
prontas pra responder a esse uso....daí.....já sabe o resultado....
ENCHENDO BALÕES
Procure encher um balão, desses de festa de
aniversário (alguns dizem bexiga), mas sem inflar as bochechas.
Isso trabalhará seu diafragma que é uma maravilha!!!!!
Dilatará suas vias aéreas..aumentando sua capacidade respiratória.
Simples como brincadeira de criança e muito eficiente!!!!
Você acha que sua voz é rouca?
Alguém já comentou que sua voz é rouca?
Você fica rouco por mais de dois dias?
Sua voz fica rouca após os ensaios?
Você tem ou já teve algum problema de voz?
Sua voz piorou depois que você entrou no coral?
Ultimamente você tem demorado mais tempo para aquecer sua voz?
No dia seguinte a um ensaio ou a uma apresentação você
fica sem voz ou com a voz rouca?
Durante o canto sua voz quebra ou some?
Você desafina ou perde o controle da emissão?
Você sente dificuldade no pianíssimo?
Você sente dificuldade no fortíssimo?
Você sente que sua voz é fraca demais para o coral?
Você sente que sua voz é forte para o coral?
Você tem dificuldade para atingir as notas agudas?
Você tem dificuldade para cantar as notas graves?
Quando você canta sai "ar" na voz?
Você tem algum desses sintomas na laringe: coceira, ardor, dor, sensação
de garganta seca, sensação de queimação, sensação
de aperto ou bola na garganta?
Falta ar para você terminar as frases musicais?
Ao final do dia sua voz está mais fraca?
Você canta em diversos naipes?
Você mudou de naipe recentemente?
Você procura cantar mais forte que os demais componentes do coral?
Você simplesmente articula, sem voz, certos trechos da música
que não consegue cantar?
Quando você canta suas veias ou músculos do pescoço saltam?
Você sente dores na região do pescoço saltam?
Você sente dores de cabeça após o canto?
Você consegue controlar sua emissão cantada no coral, ou não
se ouve e segue a voz do grupo?
Seu coral costuma interpretar diversos estilos musicais?
Além do coral, você canta em outras situações?
Você canta durante muita horas seguidas?
Você pigarreia constantemente?
Você tem alergia das vias respiratórias?
Você tem resfriados freqüentes ?
Você tem amigdalites, laringites ou faringites freqüentes?
Você tem dificuldades digestivas, azia ou refluxo gastro- esofágico?
Você fuma?
Você se auot-medica quando tem problemas de voz?
Além da atividade do coral, você usa a voz de modo intensivo
em outras situações?
Observação:
______________________________________
Se você marcou mais do que 4 itens, fique atento(o) e veja o que pode ser feito para modificar esses aspectos e se tais modificações surtem efeito positivo. Se você assinalou acima de 6 itens, procure um especialista, sua saúde vocal pode estar correndo um sério risco.
PREGA VACAL ESTUDO DE CASO:
EDEMA DE REINKE
A laringe, histologicamente consiste de cartilagens, músculos e membrana da mucosa.
Para melhor entendimento desse caso torna-se importante fundamentar a histopatologia laríngea, nesse estudo.
A prega vocal é composta de mucosa e músculo. A mucosa, por sua vez, consiste do epitélio e da lâmina própria. O epitélio é do tipo celular escamoso estratificado ao redor da borda da prega vocal, do ponto de vista mecânico, ele pode ser considerado como uma fina cápsula do vibrador. Na margem da prega vocal, a lâmina própria apresenta uma estrutura singular. Ela pode ser dividida em três camadas: superficial, intermediária e profunda".
A camada superficial, muitas vezes referida como espaço de Reink, é fouxa e flexível e pode ser comparada a uma massa de gelatina mole. É esta camada que vibra mais intensamente durante a fonação e é esta característica que permite uma ondulação mucosa, pela passagem forçada do ar expirado entre as pregas vocais aduzidas. Se ela se torna enrijecida por patologias, incluindo inflamações, tumores ou tecido cicatrizado, seus movimentos vibratórios são prejudicados, resultando em disfonia.
A lesão de aspecto edematoso e por vezes polipóide, de caráter inflamatório crônico chamado de edema de Reinke encontra-se principalmente na camada superficial da lâmina própria. A prega vocal membranosa mostra-se edematosa e inchada ao longo de toda sua extensão. O edema geralmente é bilateral e assimétrico, se estendendo ao longo de toda a borda livre das pregas vocais na maioria dos casos.
A incidência é maior nas mulheres que atingiram a menopausa. Entretanto, encontra-se nos dois sexos, e é doença da idade adulta".
A etiologia do edema de Reink parece infecciosa,
hormonal e irritativa. Alguns doentes sofrem de rinites, amigdalites e sinusites,
que devem agir como causa infecciosa. A maioria dos casos operados era de
mulheres entre 50 e 70 anos de idade, e que fumavam mais do que vinte cigarros
diariamente, o que leva a pensar que existia algum componente hormonal. A
causa irritativa é o abuso do fumo.
aquele som percebido na sustentação de uma nota,
no prolongamento de uma sílaba, está assentado numa vogal,
seja ela /a/, /ê/, //é/, /i/, /ó/, /ô/ ou /u/.
Por que vogal e não consoante?
Porque a vogal é que sempre confere o caráter sonoro da fala
e do canto. Quando o ar é bombeado para as pregas vocais (o par de
pregas),
elas entram em ondulação e o som nasce.
Se o cantor(a) colocar a nota no lugar “certinho” (na caixa de
amplificação/ressonador) e tiver ar sobrando, o vibrato pode
acontecer naturalmente.
É o conforto da emissão.
O que não quer dizer que para se emitir uma nota, com conforto, precisamos
do vibrato.
Pode acontecer ou não.
Alguns têm vibrato natural, flui facilmente, sem o menor esforço,
outros forçam o vibrato e fica, auditivamente, mal sonorizado. Não
soa bem e não é desejável desta forma.
Como posso realizar um vibrato?
Aprendendo e automatizando a respiração correta para o canto
e utilizando um apoio muscular necessário à sustentação
do som.
O vibrato deve ser sempre uma conseqüência e não um objetivo.
VOLTAR
Francisco Rodrigues