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Internet? Que é isso? Nos perguntavamos.
Aos golpes aprendemos algo. E hoje, recordando quando algumas vezes nos sentiamos abatidos, num lugar e um momento onde somente o exito parece importar, onde fracasso e morte parecem ser sinônimos, podemos dizer que graças a ter conhecido a internet encontramos o amor. Entre os "te amos" virtuais, continuamos con a relaçao que crecia de uma forma tão empolgante, tao intensa que nos surpreendia e nos assustava, ainda que nao podiamos nem queriamos apasiguá-la. Como se lhe diz nao ao amor? Internet nos tinha presenteado esta oportunidade de ser felizes. Por que teríamos de negar-nos? |
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Catia: Uff! que stress... essa faculdade de "los cojones" está me deixando estressada, nao seguirei fazendo algo que nao gosto. Pararei e pronto! |
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Maximo: Uff! que stress... necessito de umas ferias, ou melhor quero me aposentar, esse trabalho de "los cojones" esta me deixando estressado... |
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Cátia: Estou pensando seriamente na faculdade, tenho que parar, já nao posso mais. No princípio foi bom, pois precisava ocupar-me para nao pensar em meu recente divórcio, mas por enquanto seguirei trabalhando nessa louca empresa e nos tempos livres seguirei dedicando meu tempo a algo que de verdade me apaixona: Terapia Holistica. |
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Maximo: Que bom! Que bom! Um feriado! Ficar em casa e dar um cochilo...
pensando bem vou com os amigos numa partida de domino, acampanhada de um cuba-livre. |
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Cátia: Já nao tenho a obrigaçao de ir para a faculdade… que bom! Mas tengo que me ocupar, estou pensando em fazer um cursinho de idiomas, mas isso mais pra frente. De momento vou comprar um computador. |
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Maximo: Eita! Que dor de cabeça! Domino e cuba-livre ja me esta cansando… vou dar uma volta de moto para distrair um pouco e quando tenha inspiraçao voltarei a pintar… Acho que vou comprar um computador. |
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Cátia: Ate que enfim! Depois de tanta espera chega o computador, comprado depois de ver um anuncio na televisao, terminarei de pagar em 22 meses sem juros.. Que sorte! |
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Maximo: Oba! Ja tenho o computador! E para que tantos fios? Vamos ver... esse entra aqui... esse outro ali... E agora que faço? E onde esta a Internet? Humm… chamarei o informatico do meu cunhado. |
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Cátia: Bom… o computador funciona, mas necesita de algumas senhas que somente o meu sobrinho entende. |
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Maximo: Que conexao mais rapida…. Speedddd!! |
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Cátia: Que conexao mais lenta… Uma tartaruga!! |
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Maximo: Aquí tem tudo! Bilhar, chat, imagens, amigos, gente… Tudo, Tudo! A internet é um paraíso! |
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Cátia: Pufff! Que conexao!…5 minutos para abrir una pagina… desisto… vou pra cama dormir… Humm, que solidao… como sinto falta de um amor… |
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Maximo: ¡Eita!, nao vejo as horas passar, daqui a algumas horas tenho que ir trabajar e ainda estou grudado nessa internet… vou pra cama… ...cama vazia… que vontade tenho de me apaixonar... |
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Cátia: Hoje comprei um diccionario de portugues-espanhol, estudarei de forma autodidacta Pelo menos “portuñol” falarei… escutarei Maná com frequencia me ajudara na pronunciaçao. |
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Maximo: Depois de uma semana longe de casa por motivo de trabalho, hoje regresso… casa vazia… e da mesma forma que deixei… vou ver televisao… |
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Cátia: Já aprendi algumas palavras em espanhol, acredito que por ler, escrevo melhor que falo. Ouvi dizer que muita gente entra no Chat hispanico para treinar. Farei isso… |
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Maximo: ¡Eita tele! ¡Somente fofocas! Nao tem mais nada? Vou ao computador fussar um pouco… um chat… caramba, quanta gente! |
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Cátia: Deus!! como essa gente consegue escrever tao rapido nao entendo nada! Palavras que nao lembro de ter ouvido no Cd do Maná... SEJA BENVINDA! Me comprimenta a anfitria do Chat. Agradeço e digo que estou somente olhando, pois sou brasileira e quero aprender o idioma. Ela me informa que muita gente faz o mesmo e que esteja a vontade. |
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Máximo: Caramba! Todos falam com uma velocidade tremenda… parece um formigueiro, tem uma garota que nao fala, por que sera? |
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Cátia: Vamos ver, nao encontro no diccionario a palabra “cojones”, que será que significa? Que é isso? Abre uma janela no meu computador, alguem esta me perguntando algum coisa. |
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Maximo: Porque esta calada? |
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Cátia: Nao sei falar |
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Maximo: E por que nao? |
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Cátia: Sou brasileira, estou tentando aprender. |
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Maximo: De verdade, voce é brasileira? |
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Cátia: Pois sim... |
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Maximo: Adoro Brasil, um lindo país... |
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Cátia: Sim, olha tenho que desconectar, minha tarifa é plana, nao posso ficar muito tempo. |
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Maximo: Ok… voce tem Messenger? |
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Cátia: Sim |
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Maximo: Posso te agregar? |
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Cátia: Ok, Ate mais... tchau... Copio as conversas num bloco de notas e tento traduzir as palabras que nao entendo, pois muitas estao abreviadas e dificulta a traduçao… pensando bem, vou para a cama... Tanta vida... tanta gente na internet... e aqui dentro um vacio... coloco o CD de Celine Dion em espanhol e peço ao meu anjo invisivel que tire esse vazio do meu coraçao... e adormeço. |
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Maximo: Mas uma viaje estresante, chego a casita e ligo o computador, vamos ver quem esta conectado… eita, a garota brasileira esta conectada…. Olaaaaaaa |
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Cátia: Eita! acaba de conectar o garoto do chat, deve ser um muleque em fase de transformaçao hormonal…. Olaaaaa |
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Maximo: Pensei que nao te veria mais…. |
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Cátia: De noite me conecto pouco, uso mais a internet no meu trabalho. |
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Maximo: Voce é de que lugar de Brasil? |
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Cátia: Carapicuiba- Sao Paulo… E voce? |
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Maximo: Sou de Madrid, mas nasci en Ávila. Ja estive em Brasil a trabalho… em Sao Paulo numa parada rápida y Rio Grande do Sul. |
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Cátia: Que bom… E trabalha de que? |
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Maximo: Sou policía… e voce? |
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Cátia: Financeira en una empresa de azeite e nos tempos livres me dedico a Terapia Alternativas. |
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Maximo: Os melhores azeites estao em espanha, rsss |
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Cátia: E os melhores vinhos, rsss |
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Maximo: |
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Cátia: |
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Cátia: Bom…Maximo tenho que sair, estou conectada a um bom tempo e se fico mais a conta sera tremenda. |
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Maximo: Ok, Tchau |
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Cátia: Desconecto e vou visitar a minha mae, sempre tem café quentinho me esperando… Penso nesse español, que pessoa mais agradavel e eu que pensava que era um muleque, que equivocada estava. |
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Maximo: Que garota mais meiga e divertida essa brasileira… tomara que hoje se conecte… vou esperar, ela me disse que se conecta de noite… Humm, como demora… |
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Nesta, nossa historia, tudo foi saindo de uma maneira nao convencional. Tentamos nao dissimular nossas imperfeiçoes, nem exagerar em nossas virtudes. A historia do pavao
real que mostra sua esplendorosa cauda como arma de seduçao para nós nao resultaria. O nosso ia além de uma atraçao fisica. O críamos realmente? Talvez sim, mas o envio de nossas fotos nos produziu grande ansiedade. Nos agradaríamos pelo menos provisoriamente até conhecer-nos pessoalmente? A realidade dentro de nosso compartilhado mundo virtual nos esmagou. Trocamos fotos. Esse era Maximo? Essa era Catia? Éramos nós. Chegava ao final a fantasia de imaginar-nos ao outro. Já nao tinhamos que acomodar o que recebíamos do outro e tratar de representar isso num corpo. A partir desse momento tinhamos que encaixar o que sabiamos do outro a essa imagem desconhecida que nos devolvia a tela do computador. Era o que esperávamos? Se assemelhava nossa fantasia a realidade? Sim. Agradamo-nos.
Isto desembocou no que era inevitável. Nossa primeira chamada telefonica. |
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Maximo: Olha antes que tu digas tenho que desconectar, quero perguntar-te uma coisa, posso chamar-te por telefone? |
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Cátia: Eu com um no na garganta, pois fiquei com medo de dar o telefone e dei o numero do meu celular, o da casa era muito pessoal e de alguma forma nao poderia fiar-me... e se fosse un traficante internacional? Passado uns dias...o celular toca... |
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Maximo: Ola Catia! |
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Catia: Maximo? Nao esperava! Mesmo porque em Brasil é madrugada… |
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Maximo: Desculpa… Desculpa…esses fusos horarios… |
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Cátia: Que voz linda pensei…. O som do sorriso era contagiante, uma voz madura
que me contagiava... nao pensei duas vezes e pedi para que marcasse o telefone da minha casa, pois ligaçao para celular era muito cara. |
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Aquela primeira conversa telefonica se converteu num sonho feito realidade, num momento unico, um momento magico, a descoberta de nossas vozes, nossas inflexoes, enfim uma série de novidades que provocaram que nenhum dos dois quiséssemos cortar (nao o insinumos em nenhum instante daquela longa madrugada para o resto dos mortais, um suspiro para nós). Desejávamos que perdure, que fosse uma noite interminável...
A partir desse momento os telefonemas foram fazendo-se mais frequentes e se superavam umas a outras em intensidade, em mostras de ternura, de amor e de paixão. Mas não abandonávamos nossas comunicações por email já que tínhamos a necessidade de escrever-nos como nos tínhamos sentido. Cada vez ia crescendo, cada vez ia sendo mais forte o vínculo, a conexão. Com a intenção de conhecer-nos mais e mais, começamos a contar-nos pedaços seletos de nossas vidas. Que difícil é contar tudo - ou quase- a um estranho! Mas, curiosamente, entre episódio e episódio nos demos conta que tudo era muito ameno e tivemos a sensação de ter-nos conhecido desde sempre. Como um acordo tácito baseamos esta relação na sinceridade e essa, talvez, tenha sido a clave para a continuidade de nossos encontros escritos. Nos apaixonamos sem dúvida por nossa sensibilidade. |
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Maximo: Nunca senti tanta vontade de chegar em casa, a necessito em minha vida... preciso sentí-la e tê-la presente mesmo que seja por internet. A incerteza… me terá escrito hoje? A ansiedade e a emoção: sim, ali estavam os e-mails de Cátia… um sorriso se ia desenhando em minha cara à medida que cada nova mensagem aparecia. Que aventura louca essa de se comunicar. Aqui não há gestos, atitudes corporais, inflexões de voz que suavizem ou endureçam determinadas expressões. As maiúsculas, os signos de admiração, as aclarações entre parênteses, essas caritas :) desenhadas com simbolos e tres pontinhos... foram nossos aliados. |
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Catia: Falo dele para minha família, como toda qualquer dizia cuidado, minha cunhada era mais direta: - Vai ver que esse é um traficante internacional e voce nem imagina!... Eu somente pensava que nao necessitava nem árbitros nem juízes, somente precisava de minha outra metade e que o destino nao podia brincar assim com os meus sentimentos, mas somente por isso eu já podia agradecer, e agradecia o destino que nos tinha cruzado num computador. Juro que a informatica me provocava certa cosquinha; jamais imaginei que de algo tao frio e distante pudesse sair tanta doçura. |
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Maximo: Olaaaa… |
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Cátia: Olaaa… |
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Maximo: Tenho algo que falar, pego ferias em Agosto… |
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Cátia: Sim, Que bom! |
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Maximo: Vou para Brasil para te conhecer.. |
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Cátia: Senti un no na garganta, um sentimento agridoce e ao mesmo tempo contagiante,
foi como si o virtual ja nao existisse e a realidade fosse a única presente. Me emocionei por tal atitude desse homem. Era sem dúvida um hombre que nao estava disposto a brincar de te amores virtuais. |
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Maximo: Nao posso dormir nesse aviao, 11 horas intermináveis… a espera era eterna. Finalmente chegou o dia. Meu coraçao palpitava como louco, a espera havia terminado, duas metades separadas por um mar estavam por unir-se, dos mundos distintos, duas culturas distintas, dois idiomas diferentes, um mesmo sentimento universal, AMOR!
estou tenso… Sera que ela me estará me esperando no aeroporto como tinha dito? |
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Cátia: Eu estava com meu irmao Sergio lhe esperando-lhe no aeroporto. Meu irmao me olhava e fazia piadas do tipo.... Olha aquele homem – e apontava um baixinho, gordinho e careca-, esse homem te olha muito creio que é o Maximo! Eu estava calma, e meus olhos somente procuravam um homem alto... com cavanhaque e que tivesse um brilho nos olhos. Até que vi um homem alto... com cavanhaque e com um olhar de quem estava procurando algo e esse algo nao era eu: -Maximo??? |
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Maximo: Cátiaaaaa, olha é que estou um pouco perdido nao encontro minha mala. |
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Cátia: Voce ja passou pelo controle das malas, esta antes da porta que voce saiu. |
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Maximo: Ok… Me espera… Já volto… fui como louco atrás das minhas malas, mas mas tinha olhado ela nos olhos e vi sua alma, eu estava desperto e assobiando baixinho, para dissimular a taquicardia da alegria. |
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Cátia: Meu irmão dizia: simpático, e eu pensava… muito atraente… Depois de encontrar as malas fomos a caminho do hotel, dentro do carro falávamos como se já nos conhecessemos a muitos anos… meu irmão dizia: - Traduzzzzz e eu com meu portuñol era a tradutora… meu coração batia forte e via em seus olhos um brilho, que talvez fosse o reflexo dos meus.
Deixei-lhe no hotel, e lhe disse: -descanses, que ainda é cedo, peguei o dia livre em meu trabalho, e pela tarde passo aqui para te buscar, minha mae te espera com uma comida brasileira. Mas tarde meu pai e eu fomos busca-lo (voces pensavam que meu pai me deixaria ir sozinha no hotel?) Chegando a casa dos meus pais, ali estavam todos... irmaos... sobrinhos... a casa cheia... |
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Maximo: Cá, nao precisa dizer para que esteja a vontade, pois ja estou... |
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Cátia: E era verdade, eu lhe veia a vontade e integrado, alguns de minha familia ele ja conhecia por telefone. Enquanto isso eu ajudava a por a mesa e lhe escutava sorrindo com meus irmaos e se divertindo com os meus sobrinhos. .. Todos estavam encantados com o seu sorriso que enchia a casa... e sobretudo por sua simplicidade.
As vezes nossos olhos se cruzavam... como se nos disessem um ao outro... sentaremos e conversaremos... Foram 7 dias magicos... cheios de encantos... 7 dias que nao queria que acabasse. Carapicuiba tinha uma nova cor, meus olhos que ja estavam secos de tanto chorar, brilhava e eu solamente pedia ao céu que isso tudo fosse verdade |
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Maximo: Nao nego, tive medo… de nao ser amado e de nao amar, mas a amava com loucura, e já nao podia viver fora de sua vida, nao queria renunciar ao amor, nao queria sentir só paixao, queria depender emocionalmente dela, nao queria que somente a sombra do prazer nos unisse. Desejava que meu coraçao se fundisse com o dela e que o amor se unisse a paixao. |
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Cátia: Chego o momento em que estivemos sozinhos e se cruzavam nossos olhares e sentimos uma necessidae que nos abrasava interiormente e irreversiblemente. Era a necessidade de abraçar-nos... e nossos olhos se enchiam de verdade e as lagrimas banhavam nossos rostros. Esta vez era lagrimas de felicidade. Radiantes e contentes nos beijamos. |
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Maximo: Ja nao queria mais viver sem o seu cheiro. A melodia da sua doce voz, sem receber seus doces beijos, de senti-la em meus braços, de acariciar-lhe o cabelo... |
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Cátia: Quando lhe deixei no aeroporto ele chorava como um menino. Ele nao queria ir, tanto que tentou mudar a passagem para mais uma semana , mas era impossivel.
Deixei-lhe partir com uma dor no coraçao, pois somente queria estar com ele. Mas tinhamos conversado... fizemos promessas. E o passo maior era eu que tinha que tomar, no plazo estipulado por nós. |
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Maximo: Que saudade sinto... 4 meses de eterna espera, mas por enquanto somente tenho a noite onde eu posso encontrar-la por internet e em meus sonhos. Vivi os momentos mais felizes, mas ao separar-nos temporariamente os mais tristes tambem. O te-la e perde-la se converteu numa agonia que dia a dia se fazia mas dificil. A despedida no aeroporto, quando a soltei de meus braços e soube que era o ultimo abraço, a ultima caricia, o ultimo beijo, partiu-me a alma. Minha mente tratava de fazer entrar em razao o coraçao, mas o tinha feito em em pedaços. Encontrava-me triste, faltava ainda tempo e a amava tanto. Nunca imaginei conhecer alguem tao especial por esse meio. Muito menos apaixonar-me, e menos ainda sentir tanta saudade. Mas heyyyy, nos vamos a rever e estaremos juntos para sempre!! |
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Cátia: Passava os dias a espera de uma mensagem. Como podemos vivir na distancia? Como viver sem tocar-te? Sem perder-me apaixonada em ti? E em tus lindos olhos sentir-me plena e radiante... renascendo em ti como mullher amada?
Os 4 meses que seguiram foram decisivos, queríamo-nos e sentimos falta um do outro.… Meses de eterna espera, mas também de decisão… mais por minha parte que da sua. Pois era eu que tinha de renunciar a um trabalho, a uma vida já feita, a estar longe de minha família, por viver uma história de amor… |
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Maximo: Nao posso dormir… ainda é madrugada e faz frio lá fora.... fecho os ohos e viajo no tempo, ao teu encontro... numas pocas horas de encontrarei... e estarei esperando-te no aeroporto como esperavas a mim. |
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Cátia: Meu coraçao bate desgobernadamente, como si quisesse sair do peito. Em poucas horas de encontrarei. Será que estara me esperando no aeroporto? Minha cabeça gira.... penso na minha familia... na despedida emotiva que fizeram e pego as cartas que a minha familia escreveu… meu irmao Silvio pedia que somente leeses quando estivesse dentro do aviao. Lei uma a uma... palavras de incentivo... de avisos... e ria pois todas as cartas tinha conselhos para mim e para o Maximo. Sim, pois Maximo já era da familia... Olho pela janela e vejo somente nuvens... fico olhando levada por meus pensamentos... e num momento de pura magia, entre sonho e realidade, te sinto junto a mim. |
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Maximo: Pego um jornal… leio palabras que nao entendo… o voo esta com atraso…
Fazendo com que eu este mais impaciente. Mas quando a vi no aeroporto... quando seus labios disseram meu nome... com um lindo sorriso nos labios e olhando-me com ternura e amor, nao podia crer: a mulher que tanto amava estava diante de mim. |
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Cátia: Corri até ele e lhe abracei. Uf, como esquecer aquele momento! Fazia muito tempo que tinha muita vontade de sentir seu calor, sua pele, abraçar-lhe, beijar-lhe, mimar-lhe, ter-lhe ao meu lado. Quantas emoçoes juntas! Naquele momento compreendi que tinha valido a pena esperar tanto tempo para ter-lhe, como até hoje, ao meu lado, amando-nos cada dia mais. |
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Sabemos que existe um arco-íris quando o sol surgi ao fim de uma chuva… Nao sei se esse dia choveu em Madrid, nao sei se foi o reflexo do brilho dos nossos olhos, junto com as flores que Maximo havia deixado no carro para minha surpresa. Mas avistamos um arco-íris tao luminoso e nítido... e tao grande como real...
E nosso amor é como um arco-iris que enche nossa alma e nosso coraçao de infinitas colores, e que apesar da chuva, manterá os seus tons coloridos e alegres sempre...
Madrid, 30 de diciembre de 2003 |
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Maximo: Ca… Que esta fazendo?
Catia: Aquí escrevendo…
Maximo: Te amo Fea
Cátia: E eu amo voce Feo |
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Una Historia de Amor
Cátia y Maximo
Madrid, España.
Creada en Octubre de 2006 |
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