| CONFIANDO NO INIMIGO Adaptada por: jaime nunes mendes H� tr�s dias que um escorpi�o tentava desesperadamente atravessar um grande rio. Ansioso ele aguardava a chagada de algum peixe o qual pudesse ajud�-lo a passar para o outro lado. J� cansado de tanto esperar, pensou em desistir. Por�m, neste momento eis que apareceu um peixinho que todo feliz vinha nadando. - Ol�, amigo peixinho! - gritou euf�rico o escorpi�o. - Ol�, senhor aracn�deo! - respondeu o ditoso peixinho. - H� onze dias que espero algu�m de cora��o bondoso, que possa ajudar-me a chegar � outra margem deste imenso rio, - falou o escorpi�o com voz macia. E acrescentou: - Ser� que voc� n�o poderia fazer esta grande caridade para este pobre escorpi�o? - Ora, senhor escorpi�o! Tu pensas que sou bobo? Quem me garante que n�o ir�s me picar com teu forte veneno? - Ora, ora, amigo peixinho! Se eu lhe picar morrerei afogado, pois n�o sei nadar! O peixinho ent�o pensou, pensou e, vendo sentido nas palavras do escorpi�o, respondeu: - �... Acho que o senhor tem raz�o! Se tu me picares morreremos os dois! E continuando: - Sobe aqui em mim e vamos l�! Mais que depressa o escorpi�o grudou no lombo do peixinho e assim ambos seguiram a viagem. Todavia, ao aproximarem da margem, eis que o escorpi�o, com grande habilidade, pica o peixinho e pula rapidamente para o ch�o. O peixe ainda agonizando pergunta: - Ai, senhor escorpi�o, por que fizestes isso comigo? E o escorpi�o, com t�pico sarcasmo, respondeu: - � a vida, meu caro! � a vida! Enquanto contemplava, ao longe, o peixinho boiando sem vida por sobre as �guas. MORAL DA HIST�RIA N�o devemos acreditar em tudo que nos dizem. Mesmo que o argumento esteja aparentemente acima de qualquer suspeita, ainda assim devemos estar alertas, pois o inimigo, diz a B�blia, pode se disfar�ar at� em anjo de luz; ou, como afirma um ditado popular: usa sapatinhos de algod�o. ...VOLTAR |