Defini��o e origens :

Seita religiosa que desde 1830 vem crescendo e ganhando adeptos no mundo inteiro, os M�rmons tem se afirmado como uma das igrejas de maior crescimento e poderio financeiro do mundo atualmente.

Eles n�o se dizem Protestantes, mas se colocam como a quinta maior religi�o da Am�rica em n�mero de adeptos e realmente devem ser reconhecidos como tal.

Toda doutrina dos M�rmons � baseada nos mitos mais incr�veis que se dizem resultados diretos de revela��es a indiv�duos que possuem unicamente o testemunho de suas pr�prias afirma��es para confirmar o que alegam.

Joseph Smith J�nior, o "Profeta" dos M�rmons, nasceu em 23 de Dezembro de 1805 em Sharon, Estado de Vermont (EUA). Foi criado na ignor�ncia, pobreza e supersti��o. E devido ao ambiente de supersti��o em que vivia, ele alegava ter vis�es e revela��es divinas desde 1820.

Em 1823 ele alega que o Anjo Moroni mostrou-lhe o lugar onde estavam enterradas placas de ouro contendo a Hist�ria da Am�rica Antiga em caracteres Eg�pcios reformados.

Em 1830, "Joe" (Juca), como era conhecido, organizou em Fayette, Estado de Nova Iorque, a "Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos �ltimos Dias". Isso ele conseguiu depois de ter convencido a alguns amigos que a sua tradu��o das placa de ouro, fora feita com o aux�lio do "Urim e Thummim" fornecido pelo Anjo e n�o com um cristal dentro de um chap�u, como diziam as m�s l�nguas.

Afirma-se que as placas estiveram ocultas na Terra desde o ano 420 de nossa era at� o dia 22 de Setembro de 1823, quando Joe Smith as descobriu no "Morro Cumorah". Contudo o Livro de M�rmon (tradu��o das placas) transcreve extensas cita��es da B�blia na tradu��o inglesa do ano de 1611 !

Cont�m ainda express�es e id�ias modernas que n�o poderiam ser conhecidas pelo seu suposto autor em 420 A.D.. P�e palavras de Jesus, muitas vezes desvirtuadas, nos l�bios de homens que supostamente teriam vivido s�culos antes de Cristo.

Al�m de fazer acr�scimos e altera��es em algumas passagens b�blicas, o que demonstra que n�o poderia ser revela��o de um Anjo, o Livro, que conta a Hist�ria dos antigos habitantes da Am�rica e supostos antepassados dos "Santos dos �ltimos Dias" cont�m doze erros hist�ricos.

O Livro de M�rmon � oficialmente reconhecido por ambos os ramos do Mormonismo como sendo de autoridade igual a da B�blia e na pr�tica recebe honra superior.

H� por�m evidencias incontest�veis de que o Livro de M�rmon tem sua origem no romance de fic��o in�dito e roubado de Solomon Spauding, The Manuscript Found (O Manuscrito encontrado).

Em Junho de 1831, uma "revela��o" ordenou aos "Santos" que f�ssem habitar em Miss�ri, a "Terra de Si�o", que passou a ser o seu quartel general. Em 1839, Smith e seu amigo Sidney Rigdom foram expulsos pelo governador Boggs, devido a fal�ncia do "Safety Bank" uma empresa M�rmon.

Encontrando acolhimento em Illinois, erigiram a cidade de "Nauvoo". E ali fez suas maiores proezas, como candidatar-se a Presid�ncia dos Estados Unidos. Acusado de grosseria, imoralidade, falsifica��o, abrigar criminosos e outros delitos, Smith foi preso juntamente com seu irm�o Hyrum, por�m uma multid�o invadiu a cadeia e os matou.

A morte de Smith teve efeito contr�rio para aqueles que desejavam o fim dos M�rmons, pois ele tornou-se um m�rtir.

Desenvolvimento da Seita :

O sucessor de Smith, Brigham Young, pela for�a de sua personalidade, p�s fora de a��o diversos rivais e foi reconhecido como l�der pela maioria dos M�rmons. Com sua f� ing�nua, Young permaneceu fiel ao "profeta" Joseph Smith por toda a sua vida.

Young liderou milhares de disc�pulos, at� que em 1847, chegaram a Utah, que naquele tempo era territ�rio Mexicano n�o ocupado.

Quando o posto avan�ado de peregrinos chegou ao Lago de Sal, Young anunciou a sua �nica revela��o : "O Senhor me revelou que este � o lugar onde os Santos ficar�o livres da persegui��o dos americanos gentios".

Os M�rmons durante muitos anos, como pioneiros, tiveram as coisas inteiramente a sua pr�pria vontade. As duras condi��es de pioneiros, h�bitos frugais e a entrega do d�zimo � "Igreja" enriqueceram os primitivos M�rmons e a sua Igreja.

Logo foram enviados mission�rios � Inglaterra e outros pa�ses Europeus em busca de convertidos, principalmente mulheres. Young que tinha 25 esposas, dominava a col�nia com m�o de ferro.

Em 1849 com o fim da guerra com o M�xico, Utah tornou-se territ�rio americano. Os M�rmons recusaram-se a ser governados por Washington e surgiu-se uma longa hist�ria de erros diplom�ticos at� que finalmente Brigham Young, o primeiro Governador do Estado de Utah, teve de admitir outro Governador. Young contudo permaneceu como Primeiro Presidente da Igreja e era assistido por doze ap�stolos. Young viveu at� a idade de 76 anos e morreu em 1877.

Com o passar dos anos os M�rmons constru�ram v�rios templos, alguns deles constru��es suntuosas avaliadas em milh�es de d�lares. Al�m dos templos, o programa mais amplo de constru��o na hist�ria dos M�rmons esta se efetuando, de "posses" em v�rias partes do mundo, incluindo o Brasil.

Ap�s a morte de Joseph Smith, um pequeno grupo de seguidores seus, n�o apoiou a lideran�a de Young e formou a "Igreja Reorganizada dos Santos dos �ltimos Dias" ou Josephitas, que se tornaram no segundo maior ramo do Mormonismo entre outros.

Fundamentos da Seita:

Freq�entemente os M�rmons apresentam ao p�blico documentos enganosos que pretendem declarar suas cren�as, mas que na realidade as ocultam.

Estudos minuciosos da Seita e depoimento de membros agora convertidos, ajudam a esclarecer os principais fundamentos da seita.

As revela��es de Smith e de outros, s�o a base doutrin�ria da igreja, tendo como obras principais o Livro de M�rmon, Doutrina e Conv�nio e P�rola do Grande Pre�o.

Entre suas v�rias doutrinas reprov�veis, a doutrina da poligamia tem especial destaque entre eles. Apesar de proibida por lei e oficialmente abolida por eles, ainda � praticada de forma espor�dica e secreta.

Os M�rmons partem do pensamento que o matrim�nio que foi consagrado para a vida presente importa pouco. Marido e mulher h�o de ser unidos para toda a eternidade. A mulher n�o pode salvar-se sem o homem; ou pelo menos n�o pode atingir a mais alta gl�ria poss�vel para a mulher. � portanto dever do homem compadecer-se da mulher casando-se com ela. Melhor � ser esposa pluralista do que n�o ser esposa. Quando, no porvir, o M�rmon salvo reinar, um Rei em um novo mundo, suas esposas ser�o entronizadas como Rainhas ao seu lado.

O casamento n�o � v�lido para a eternidade a n�o ser que haja afinidade espiritual e as mulheres ensinadas desde pequenas que o homem � o salvador da mulher, aceitam a poligamia como forma de manterem a gl�ria que ocupar�o no porvir.

Uma vez que o conceito mais elevado da bem-aventuran�a � o de gerar filhos e filhas, Deus mesmo se torna pol�gamo. E os homens que atingem este estado de bem-aventuran�a no porvir, atingiram o pin�culo: Eles mesmos s�o deuses. Assim � ensinado um polite�smo grosseiro.

Segue-se que todo deus foi a algum tempo um homem sobre a Terra. Esses deuses e geram filhos como esp�ritos; esses esp�ritos-filhos est�o aguardando oportunidade para virem para a Terra receber corpos. Da� o dever de toda mulher ser casada e de todo homem gerar quantos corpos for poss�vel.

Sendo tal o conceito dos deuses, Cristo fica sendo o filho vulgar de Ad�o-deus e uma de suas esposas. N�o pode em sentido algum ser um Salvador.

O homem torna-se seu pr�prio salvador e uma vez que a salva��o s� se alcan�a pelo caminho M�rmon, os M�rmons possuem um sacerd�cio autorizado, com um batismo que � absolutamente necess�rio para a salva��o. E isso por sua vez produz a doutrina do batismo pelos mortos.

Os M�rmons ocupam-se em verificar suas genealogias, e alguns deles tem sido batizados por "procura��o". e isso se realiza sempre nos templos secretos e por imers�o.

Os ritos secretos:

Os ritos secretos tem por fim principalmente a selagem dos casamentos e a salva��o dos mortos, sendo que para este segundo caso, M�rmons vivos passam pelo batismo e outras cerim�nias em lugar de ascendentes seus no mundo dos esp�ritos, os quais podem ent�o decidir-se a aceitar ou rejeitar a obra feita para eles.

Esses ritos "secretos" , bem como os da Ma�onaria (e quase todos os primeiros M�rmons eram Ma�ons), tem sido desmascarados e descritos mais de uma vez, por in�meros ex-membros agora convertidos.

O Livro de M�rmon:

O Livro de M�rmon demonstra claramente a natureza esp�ria de sua "inspira��o", tanto no seu conte�do quanto na sua tradu��o, pois est� cheio de um estilo pomposo e verboso que tenta imitar a B�blia, mas cheio de erros gramaticais que os pr�prios M�rmons tentam remover ao longo dos anos.

Toda a Hist�ria do livro, � desacreditada por todo estudo cient�fico da antropologia americana primitiva. Ele alega ter havido dois povos americanos primitivos inteiramente distintos, o primeiro, os Jereditas que vieram da Torre de Babel e segundo, os quatro filhos de Lehi, Leman, Lemuel, Sam e Nephi, sendo que Nephi veio de Jerusal�m e come�ou a escrever a hist�ria de seu povo em chapas de metal, tendo Moroni, seu descendente, terminado as placa e as enterrado no morro Cumorah.

Amostras das Doutrinas:

Anjos

H� duas esp�cies de seres no c�u, os anjos que s�o personagens ressurretos que tem corpos de carne e osso e os esp�ritos dos justos aperfei�oados que n�o s�o ressurretos mas herdam a mesma gl�ria.

Igreja

A Igreja foi literalmente expulsa da Terra. Nos primeiros dez s�culos que se seguiram logo ap�s o minist�rio de Cristo, a autoridade do sacerd�cio foi perdida dentre os homens, e nenhum poder humano podia restaur�-la. Mas o Senhor em sua miseric�rdia providenciou o restabelecimento de sua Igreja nos �ltimos dias e pela �ltima vez e esta restaura��o veio atrav�s do profeta Joseph Smith.

Deus

V�rias passagens nos escritos "inspirados" indicam a pluralidade de Deus.

"O Pai tem corpo de carne e osso t�o palp�vel quanto o do homem; o Filho tamb�m; mas o Esp�rito Santo n�o tem corpo de carne e osso, mas � um personagem de esp�rito. Se n�o fosse assim o Esp�rito Santo n�o poderia habitar em n�s. Um homem pode receber o Esp�rito Santo, e este pode descer sobre ele, e n�o permanecer com ele."

Matrim�nio

"Jesus Cristo foi pol�gamo: Marta e Maria, as irm�s de L�zaro, eram suas esposas pluralistas e Maria Madalena era outra. Tamb�m a festa nupcial em Can�, onde Jesus transformou �gua em vinho foi por ocasi�o de um de seus pr�prios casamentos."

Nascimento de Jesus

Segundo eles Jesus n�o foi gerado pelo Esp�rito Santo, e sim pelo Pai (Ad�o-deus).

 

Bibliografia

Baalen, Jan Karel Van - O Caos das Seitas - um estudo sobre os "ismos" modernos - Imprensa Batista Regular - S�o Paulo - SP - 1989

 
Hosted by www.Geocities.ws

1