Maçonaria

Definição :

Sociedade secreta de fins filantrópicos e de assistência e defesa mútua aos seus membros, admitidos dentro de certos requisitos morais e após rito iniciático.

É um sistema de moral velado por alegorias e ilustrado por símbolos. Não é religião, embora alguns a considerem como tal, nem é seu substituto. Admitem em seu meio pessoas de todas as religiões, mas não são permitidos ateus ou agnósticos, e seus rituais refletem simbolicamente conceitos de idealismo, humanidade, caridade e fraternidade.

Princípios fundamentais e origens :

É muito discutida a origem da Maçonaria, alguns autores situam-na nos primórdios da antiguidade oriental, outros admitem como fundador, Hiram-Abif, arquiteto do templo de Salomão; para outros deriva dos mistérios do Egito ou da Grécia ou ainda das corporações operárias criadas por Numa, em 715 a.C.. Considera-se entretanto mais provável que seja ela um desenvolvimento das confrarias medievais de Pedreiros-livres, especialmente da Inglaterra.

No século 15 apareceu o termo Maçonaria para designar obra de talha, mas somente no século 19 a palavra foi emprestada do francês maçonnerie para designar a associação secreta dos Franco-Maçons; o termo sempre é empregado no sentido de fazer. O adjetivo franco (Franco-Maçom), com o significado de livre, tem sua origem nos pedreiros medievais : livres para fazer o serviço.

A maçonaria é uma sociedade que possui objetivos filantrópicos e humanitários; para aceitar novos membros, faz determinadas exigências morais e fá-los passar por um rito de iniciação.

Aspira ao desenvolvimento do espírito, para elevar o homem e a humanidade a um grau moral superior. Trabalha através de símbolos e rituais. É uma sociedade considerada secreta que deseja a união de seus membros, acima da união profissional, patriótica, nacional ou religiosa.

Finalidade :

A principal finalidade é o aperfeiçoamento ético do homem e da humanidade, combater o fanatismo e promover a união dos homens, desfazer os preconceitos, as distinções de raça, origem, opinião e nacionalidade.

Deseja uma justiça universal, através da qual cada um desenvolva suas faculdades livremente e a humanidade se torne uma grande família unida pelo trabalho, afeto e cultura.

Trabalha pelo melhoramento intelectual, moral e social dos homens, dirigidos pelo lema: ciência, justiça e trabalho.

Quer aperfeiçoar o homem moralmente e seus princípios básicos são: liberdade, tolerância e fraternidade.

Apesar destas finalidades tão nobres, os maçons infelismente fazem acepção de pessoas, não permitindo o aperfeiçoamento das mulheres e admitindo somente membros de boa posição social (para segundo eles, ajudarem aos necessitados). Querem unir a humanidade, mas são uma sociedade fechada.

Aspectos históricos :

Fantoni afirma que a Maçonaria nasceu do Rosa-crucianismo, quando em 1645 alguns rosa-cruzes ingleses resolveram fundar uma organização semelhante em seu país.

Mas inicialmente a Maçonaria derivou-se das associações de profissionais. No local onde houvesse uma grande construção, ai surgia uma loja maçônica (oficina de pedreiros). Para que o trabalhador fizesse parte da loja precisava dar prova de habilidade e responder às questões veladas que lhe eram perguntadas.

Esses maçons operários foram gradativamente transformando-se em maçons especulativos ou ideológicos. Então a partir de 1641, as associações começaram a receber em seu meio, membros distintos vindos de outros grupos sociais e profissionais, inclusive da própria nobreza, pensadores e até filósofos.

Princípios Maçônicos :

Existência de uma força superior - O grande arquiteto do universo;

O livre pensamento - É sagrado e inviolável, cada um pode pensar como deseja e expor o seu pensamento;

A tolerância mútua - Tolera-se qualquer pessoa dentro da fraternidade, contanto que seja honrado, tenha boa posição social, não possua vícios ou desvios morais;

A autonomia da Razão - O homem deve dirigir seus atos e sua vida exclusivamente de acordo com a razão;

A liberdade de culto - A Maçonaria não é contra religião alguma, respeita a todas, mas ao mesmo tempo incute em seus membros uma indiferença religiosa;

A liberdade de consciência - Qualquer influência externa para influênciar o pensamento é considerada violência;

O indiferentismo religioso - O ambiente das reuniões deve ser neutro, sem favorecer nem hostilizar nenhuma religião;

O Estado neutro - A sociedade e o Estado devem permanecer neutros em relação a religião;

O ensino leigo - O ensino público deve ser neutro em assuntos religiosos;

A moral independente - Não deve estar ligada a crenças religiosas ou a revelações divinas;

A religião natural - A sociedade deve ser norteada pelas verdades básicas comuns a todas as religiões.

Símbolos :

Os símbolos são tomados das profissões dos pedreiros e dos arquitetos, que representam a arte de construir. Os atos, sinais e ritos são todos simbólicos. A Bíblia é um símbolo que pode ser substituido pelo Alcorão ou por um livro com as páginas em branco, dependendo da loja onde é utilizado.

Outros símbolos : Esquadro, compasso, martelo, colher de pedreiro, mesa de trabalho, prumo e nível.

Os que dirigem os trabalhos, vestem-se em geral com avental e luvas brancas.

O simbolismo é a alma e a vida da Maçonaria. Sua interpretação nem sempre é lógica e os significados são inesgotáveis.

Ritos Maçônicos :

Os maçons não possuem uma base doutrinária. Alcançam seus objetivos através de graus, ritos e símbolos. Em geral a Maçonaria representa a arte de construir o homem.

Há diferenças entre grandes lojas maçônicas de diferentes países, com relação aos ritos.

O rito escocês antigo e aceito (como é chamado) domina as maçonarias inglesas, francesas e latino-americanas e possui 33 graus de iniciação.

Os outros ritos são menos complicados e têm menos graus, mas as formas de organização das lojas são identicas. A loja compõe-se de pelo menos sete membros: o venerável mestre, dois vigilantes, o orador, o secretário, o companheiro e o aprendiz.

Para tornar-se um aprendiz (primeiro grau) o candidato deve submeter-se a certas provas e meditações, responder a algumas perguntas e redigir um testamento; com os olhos vendados é admitido no templo, presta juramento e recebe um avental e um par de luvas e só depois de um ano poderá subir na escala de graus.

Rito de iniciação :

Antes de um homem entrar na Maçonaria, é feita uma sindicância sobre sua vida pessoal, familiar e pública, para verificar se é de boa moral e bons costumes. após a sindicância os membros da loja dão o seu voto.

Se aprovado o candidato é preparado do lado de fora do "templo", tira o paletó e gravata e tira o dinheiro, simbolizando que a loja o aceitará mesmo na pobreza e ele aceitará os outros na mesma situação.

É levado à sala de olhos vendados e no decorrer da cerimônia faz o voto de não revelar os segredos da maçonaria e recebe uma série de informações sobre os sinais, símbolos e apertos de mão característicos.

 

Rosacrucianismo

Definição :

Sociedade ou fraternidade filosófico-esotérica, secreta, não sectária, que, segundo a tradição mais comum foi fundada por Christian Rosenkreuz na Idade Média.

A Sociedade Rosacruciana é uma síntese dos ocultimos da mais remota antiguidade: Hermetismo egípcio, agnosticismo cristão, cabalismo judaico, alquimia e outras crenças e praticas ocultistas.

As questões relacionadas aos rosa-cruzes são obscuras contraditórias e legendárias. As fraternidades rosa-cruzes consideram-se as continuadoras da sabedoria milenar do Egito e da Índia.

Princípios fundamentais e origens :

Suas tradições afirmam que sua origem está nas escolas dos mistérios da sabedoria esotérica, no antigo Egito. Os primeiros estudantes, dizem eles, reuniam-se nas câmaras da Grande Pirâmide e eram iniciados nos grandes mistérios.

Em seguida como mestres transmitiam seus conhecimentos nas escolas mencionadas. Arkon Daraul, um dos investigadores da história das seitas, afirma que "não foi visto jamais, por nenhum observador imparcial, qualquer documento autêntico que ateste ser a Ordem Rosa-Cruz oriunda da antiguidade, como tem sido considerada".

O início dos rosa-cruzes está envolto em lendas e mistérios. Dizem que naqueles primeiros dias curavam os enfermos, podiam ficar sem comer e beber, atraíam pedras preciosas e jóias, podiam tornar-se invisíveis.

Faziam porém algumas exigências a seus participantes: curar sem remuneração, vestir-se conforme os costumes do país em que viviam, participar da reunião anual da Ordem, eleger o sucessor em caso de morte e não divulgar os segredos da Ordem por 100 anos.

Formavam uma sociedade secreta e misteriosa, composta de amigos fiéis que juravam fidelidade e castidade. Dedicavam-se à alquimia, à aplicação da cabala e da ciência dos números.

Aspectos históricos :

A primeira menção histórica da Sociedade Rosa-Cruz é de 1614, quando apareceu o famoso documento Fama Fraternitatis

(repercussão da fraternidade). Nele se contam as viagens do cavaleiro alemão Rosenkreuz através da Arábia, do Egito e do Marrocos, onde adquiriu sua sabedoria secreta.Voltando à Alemanha, teve muitos alunos. Dizem que morreu aos 150 anos.

Até hoje permanece a dúvida se Rosenkreuz foi o fundador histórico ou apenas um personagem simbólico que o escritor das obras utilizou para identificar o início do movimento. Manley F. Hall fez um detalhado estudo sobre o assunto e chegou à conclusão de que as obras foram escritas por Francis Bacon, que organizou o sistema como parte de um plano de apoio à renovação política e sociológica da Europa.

Outro nome que influênciou o Rosa-crucianismo foi Johann Valentim Andrea com seu romance O Casamento Químico de Cristiano Rosa-Cruz.

Símbolos :

A cruz podia simbolizar o sol dos primitivos, os quatro pontos cardiais, a árvore da vida, a força criadora da natureza; era um símbolo positivo e ativo, representando a força masculina. É comparado ao Yang da filosofia oriental.

A rosa seria o prrincípio passivo, oYin. A rosa simboliza a beleza, a delicadeza e a formosura; representa a mulher e o princípio da fecundidade; a mãe natureza. A rosa que começa a abrir-se é a personalidade que começa a brotar para tornar real a cruz. A união da cruz e da rosa simboliza o encontro das forças geradoras opostas da natureza; dois pontos contrários se unem para originar uma só verdade.

O símbolo também pode ser associado ao símbolo da alquimia: a pedra filosofal. Para os alquimistas a cruz simbolizava a luz. Hoje os rosa-cruzes dizem que a cruz simboliza o sofrimento e a rosa, o amor.

Fundamentos doutrinários :

Rosa-cruz e Rosa-crucianos - Dizem que os rosa-cruzes formam uma comunidade espiritual e mágica integrada simultaneamente por encarnados e desencarnados, com o mesmo objetivo humanitário e ciêntifico. De fato, pretendem que Rosa-cruz seja um estado que se atinge depois de uma série de estudos e provas; os verdadeiros rosa-cruzes formam uma comunidade de luz e nunca se constituíram em sociedade ou ordem; passam despercebidos pela multidão e sua atividade se resume em semar, consolar e curar. Os rosa-crucianos, por sua vez, são discípulos daqueles que podem viver isolados ou se agrupar em ordens e sociedades secretas.

Alma humana - Não aceitam uma alma para cada pessoa, mas uma alma universal: vital consciência de Deus. A alma é Deus no homem, o que torna a humanidade parte integrante de Deus.

Panteísmo - Aceitando a identificação de Deus com a natureza humana e não aceitando um Deus pessoal mas uma

força suprema, aproxima-se mais do panteísmo que do deísmo.

Reencarnação - acreditam na reencarnação como um processo de purificação até a união com a consciência cósmica. A reencarnação se dá a cada 144 anos.

Salvação pelo conhecimento - Existe um só pecado: a ignorância, e uma só salvação: o conhecimento aplicado.

Mundos visíveis e invisíveis - O mundo físico visível é composto de sólidos, liquidos e gases. A região etérica é formada pelo éter. A faculdade de ver o éter não é comum a todas as pessoas. Acham que os anjos pertencem à região etérica e por isso podem ser percebidos por algumas pessoas.

Purgatório - Aceitam o purgatório como meio de purificar as pessoas, livrando-a de suas paixões terrestres. Depois do purgatório, admitem um primeiro, um segundo e um terceiro céus.

Conclusão :

Não falam mal de nenhuma religião e admitem adeptos de todas elas. Cada um deve ter sua religião, desde que lhe traga benefícios.

Utilizam-se da Bíblia como o livro que regula a vida, como o fim verdadeirode todo o estudo. Sua interpretação pode ser aplicada a todas as idades, é o livro mais admirado e belo. Como fazem os espíritas, citam a Bíblia para defender sua doutrina de encarnação. Considetam bendito quem possui a Bíblia e a lê, e mais bendito aquele que verdadeiramente à compreende. Entretanto sua Bíblia é interpretada a luz da cabala e de outros escritos de outras religiões.

Jesus é considerado um grande mestre, um dos avatares (mestres místicos), que merece toda consideração e respeito assim como líderes de outras religiões.

Apresentam-se como uma comunidade mais filosófica do que religiosa, de caráter eclético, reunindo diversos tipos de conhecimento.

 
Hosted by www.Geocities.ws

1