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Na revista ISTOÉ n 1473- 24/12/97, a reportagem de capa "A vez dos milagres" chamou minha atenção . Comprei a revista e li a reportagem que tinha como destaque a Renovação Carismática Católica RCC. O teor da matéria abordava claramente que a RCC estava mudando o perfil da Igreja Católica Romana no país. A reportagem estava recheada de depoimentos de católicos que tinham recebido curas e milagres tremendos em suas vidas nas reuniões de oração e missas da RCC, chamadas de "carismáticas". Havia fotos de pessoas com crucifixos e terços nas mãos, altares católicos com imagens e cruz de madeira, pessoas de olhos fechados, braços levantados, um padre com vestimentas pretas e tons azulados escuros, microfone na mão, a frente de centenas de pessoas, gritando (como a revista afirmava) : "Vem, vem Espírito Santo", "põe teus anjos aqui", "mais forte, não está bom", ... "relaxem"... formavam o pano de fundo de um cenário de uma missa carismática conduzida pelo emocionalismo e história de católicos que se dizem pentecostais. Para mim tudo parecia muito familiar. Está com apenas um ano que eu me desliguei da RCC, onde permaneci durante 16 anos da minha vida à frente de uma comunidade e vários grupos de oração. Fiz minha opção unicamente por Jesus, e comigo quase 200 pessoas da Comunidade Católica Siloé no dia 05 de janeiro de 1996. Hoje somos a Igreja Bíblica Siloé, e louvamos o Senhor por isso. Na minha experiência de RCC, sinto-me completamente a vontade para me posicionar sobre tal tema. Começo a partir da reportagem da revista ISTO É, pois creio que deve Ter empolgado muito os carismáticos e até semeado dúvidas em evangélicos menos esclarecidos sobre o assunto. Há nos dias de hoje uma clara movimentação da Igreja Católica no sentido de conter o avanço dos pentecostais e evangélicos. Um trabalho de marketing vem sento executado com a finalidade de mudar a imagem do catolicismo romano. Querem criar uma nova imagem da Igreja Católica sem o seu aspecto retrógrado, caduco e envelhecido. O marketing desenvolve uma imagem de uma igreja que está conseguindo sair da crise. Revigorada e renovada está pronta para ingressar no século XXI com toda força, principalmente quando conta com a ajuda do movimento carismático (RCC). Este barulho todo não passa de mais um embuste, um engodo da Igreja Católica, acostumada a mudar de cor quando a situação lhe é desfavorável, porém, mantendo seus conteúdos. A RCC não passa de uma roupagem e jamais pode ser considerado uma movimento autenticamente cristão, nem tão pouco obra do Espírito Deus dentro da Igreja Romana. Como ex-carismático católico procurarei neste artigo dissipar quaisquer dúvidas que ainda possam paira no horizonte evangélico sobre a autenticidade da RCC. Avaliarei alguns procedimentos doutrinários e pastorais da RCC que provam ser sua origem de natureza católica e comprometida com a Igreja Romana e suas doutrinas, dogmas e tradições humanas, e não com a obra do Espírito Santo na Terra. A RCC não passa de uma reação católica ao avanço do pentecostalismo no mundo. Uma forma de enganar' aos católicos, afirmando que eles podem ser pentecostais mesmo sem mudança de igreja ou doutrina, o ser pentecostal é apenas usar carismas do Espírito Santo independente do credo religioso ou de doutrinas, tendo em vista, o Espírito não ser preso a credo, estruturas ou religiões, mas soprar livremente onde quer e sobre quem quer. Ora, a Igreja Católica sempre condenou os movimentos de reforma ou renovação espiritual, o protestantismo e principalmente o pentecostalismo e suas práticas carismáticas, porque só agora se reveste de uma postura pentecostal de fendendo os princípios que sempre antipatizou, combateu e condenou durante séculos? ORIGEM DA RCC Tudo teve início durante o concílio do Vaticano II. Segundo a RCC, o Papa João XXIII na oração de abertura do Concílio, pediu ao Senhor um novo pentecostes para a Igreja. Encerrado o Concílio (1963), já com o Papa Paulo VI no comando do catolicismo romano, o suposto pentecostes teria ocorrido em 18 de fevereiro de 1967, quando um grupo de universitários americanos na Pennsylvania, Cidade de Duquesne, teria experimentado manifestações carismáticas durante uma reunião de oração. O fato teria se expandido pelos EUA e em seguida pela Europa, e alastrando-se mundo afora. Isso tudo em pouco mais de 10 anos. No Brasil a RCC chegou em 1974 no estado de São Paulo, através dos padres jesuítas, dentre eles Harold Rahn, um dos precursores do movimento no país. O crescimento do movimento se deu rapidamente entre os católicos, apesar das restrições impostas pelo clero brasileiro que nunca simpatizou com a RCC. Na clandestinidade, o movimento praticamente tornou-se de leigos, e poucos padres apoiavam. Mesmo assim, após 25 anos os carismáticos dizem ser hoje S milhões no país e 50 milhões em todo o mundo. É claro que o número é bem otimista e até exagerado. Este crescimento vem da realização de Seminários de Vida no Espírito Santo e da organização dos grupos de oração nas Paróquias ( base da RCC ). Entre as ordens religiosas católicas, os padres jesuítas ( antiga Companhia de Jesus durante a Inquisição ) são os que mais simpatizam com a RCC, defendem e propagam o movimento. A Companhia de Jesus na Idade Média, foi fundada por Inácio de Loyola com a finalidade de conter o avanço protestante na Europa, sendo verdadeiro caçadores dos chamados "hereges" pelo Vaticano. Talvez, seja pura coincidência o interesse dos jesuítas pela RCC e seu empenho em propaga-la, principalmente por tratar-se hoje de um movimento que muito interessa ao clero católico no combate ao avanço pentecostal no mundo. Talvez seja outra coincidência o movimento da RCC ter surgido justamente na segunda metade do século XX, quando o pentecostalismo assolava a América Latina e ganhava terreno provocando um grande êxodo dentro da Igreja Romana, deixando os padres assombrados e angustiados. Coincidência ou uma estratégia planejada? O que é a RCC? Segundo o próprio escritório nacional em Brasília, através de um livrete publicado em 1991, a RCC é uma corrente espiritualista suscitada pelo Espírito Santo depois do Concílio Vaticano II, como um vento que está assoprando a Igreja Católica, tornando presente os dias atuais entre os católicos a experiência de pentecostes. Interessante à vinculação da ação do Espírito Santo a autoridade do Papa. Para os carismáticos se não fosse o pedido do Papa a Deus este "novo pentecostes" não teria ocorrido até hoje. Estaria o Espírito Santo submisso a autoridade Papal? A RCC, na visão dos próprios carismáticos, não é um movimento ( embora esteja estruturado como tal ) porém, uma corrente espiritual com objetivo de renovar o catolicismo e torná-lo atraente, dinâmico e revigorado, revestido de uma nova vitalidade. O desejo não é reformar a Igreja Católica, mas avivá-la em suas tradições e costumes tornando-a mais fervorosa em todas as suas práticas devocionais, utilizando-se de novas maneiras e métodos de oração, evangelização, formação e de extravasamento de fé, que agora segundo os carismáticos é viva, tem fogo, não está mais vazia, porém seus conteúdos foram reavivados pelo próprio Espírito Santo . Segundo os carismáticos as devoções da Igreja assumiram novas proporções e um novo sentido, pois antes do suposto pentecostes eram mortas. Nesta visão à devoção dos santos e a Maria, suas procissões, promessas missas rezas e novenas perderam ao longo dos séculos o seu valores espirituais, mas que a RCC trouxe de volta o verdadeiro sentido dessas devoções, revestindo-as do fogo do Espírito Santo. O propósito da RCC não é renovar, mas apenas revestir o catolicismo de uma emotividade externa. Seus valores espirituais são subjetivos e visam somente resgatar uma imagem de um sistema espiritual falido, decadente e que não satisfaz mais ao coração do homem. É importante para o carismático propagar a alegria de ser católico . Ser católico é bom. É verdadeiro. É ser membro da única e verdadeira Igreja fundada pelo próprio Senhor Jesus. E hoje esta Igreja está revitalizada, portanto o católico não precisa mais deixar a sua Igreja. Isto é a RCC. Aspectos Básicos da RCC A RCC defende que os seus membros tornam-se católicos convertidos ao Evangelho, recebem a Efusão do Espírito Santo, usam os carismas estudam e gostam das Escrituras e são os únicos católicos que realmente anunciam a Salvação e evangelizam com sucesso, pis trazem de volta os católicos afastados. Por isso crescem. Católicos Convertidos Que os católicos não são convertidos e necessitam de uma experiência de salvação, isto é notório ! Mas dizer que basta ser carismático para o católico se converter ao Evangelho é um grande absurdo. Ser católico carismático não muda o católico em nada, pois suas práticas de idolatria até são mais substanciais do que católico convencional. A RC em seus ensinamentos fala claramente que um dos frutos da renovação do católico é o amor e o fervor à devoção Mariana e aos seus santos. Católico carismático não reza apenas o terço, mas o rosário inteiro todos os dias .Usa o rosário no pescoço com o amuleto e cruz no peito. Reza novenas a santos e ladainhas. Faz promessas e acende velas como qualquer outro católico. Acompanha procissões com imagens, prostra-se diante delas, estende as mãos, reza e pede graças e curas, beija e adora as está tuas. Usa o nome de Maria como mediadora de todas as graças e ensina que Jesus atende mais rápido os pedidos se for através de Maria . Defende a doutrina da hóstia como corpo, alma e divindade de Cristo, adorando-a como o próprio Cristo Vivo. Acreditam em bênçãos de objetos, água benta, sal exorcizado, missas para mortos purgatório, infalibilidade Papal, o Papa como sucessor do trono de Pedro e Vigário de Cristo na Terra, no poder dos padres em perdoar os pecados como mediadores entre Deus e os homens ... enfim, todas as doutrinas católicas, os carismáticos defendem e ensinam. Logo, não são convertidos! A idéia de que um católico carismático é diferente de um convencional só porque suas reuniões são alegres, batem palmas e dançam, fazem oração pedindo curas e milagres em nada muda o que ele realmente é : um católico como qualquer outro. Não há salvação sem a experiência da salvação que produz o novo nascimento em Cristo. Isto não acontece dentro da RCC porque o sacramento do batismo de criança e do crisma. Não é preciso aceitar a Jesus Cristo e confessá-lo pois o católico já é de Jesus. O importante é que tome uma atitude de voltar para a Igreja afim de praticar os seus ensinamentos. Esta é a conversão que os carismáticos ensinam . Uma espécie de segunda conversão, pois sendo batizado e não podendo submeter-se a um segundo batismo a RCC ensina que ao católico basta obedecer a Igreja. Desta forma não há o novo nascimento nem a confissão do nome de Jesus como Senhor e Salvador . Biblicamente não se pode concordar com tal procedimento. A Efusão do Espírito A RCC faz questão de preservar sua identidade católica e afirma que não é igual aos crentes pentecostais, "...há muita afinidade entre a RCC e o pentecostalismo; mas, na essência, são diferentes."(Avanço Pentecostal e Reação Católica- Vozes pg. 117). A primeira grande diferença trata-se do Batismo no Espírito Santo .A RCC não aceita a expressão batismo e sim Efusão do Espírito Santo, pois o católico recebe o Espírito Santo em plenitude no batismo sacramental (criança). O que acontece aos católicos é apenas uma efusão de dentro para fora, redescobrindo o Espírito Santo e suas manifestações carismáticas. Todos os católicos são portadores do Espírito Santo, porque há um só batismo e não dois . O documento 53 da CNBB, que trata da RCC, escrito pelos bispos católicos, não aceita o uso da expressão Batismo no Espírito Santo, e reconhecem que realmente não acontece tal fenômeno. No parágrafo 54, o documento afirma que só existe o batismo sacramental e recomenda aos líderes da RCC que usem com cuidado somente a expressão Efusão do Espírito Santo. É uma visão puramente católica e que não traz nenhuma novidade. A RCC não quer promover uma reforma..."um retorno simplista...a Igreja do Atos dos Apóstolos...seu desejo é continuar a tradição católica..."(E sereis minhas testemunhas- Vol. 1 Ed. Santuário). Podemos concluir que não há batismo no Espírito Santo na RCC. Há um engano, uma ilusão, uma imitação clara dos pentecostais. Geralmente este retorno à fé pelos católicos afastados da Igreja se dá na realização de Seminários de Vida no Espírito Santo . Um encontro de 7 a 9 semanas, que consiste numa série de palestras abordando o Kerigma de forma sistematizado. Na 5 ' semana acontece a oração pela Efusão do Espírito, através da imposição das mãos. Outras pessoas ' que já passaram pela experiência oram e pedem ao Espírito Santo que manifeste-se na vida daquela pessoa. Não precisa ter manifestação do Dom das línguas conforme Atos 2:4. Nesta oração, a emoção, o choro em prantos e uma espécie de histeria, repousa no espírito. Isto é suficiente para se concluir que a pessoa teve uma experiência com Espírito Santo. Em muitos grupos e comunidades durante esta oração, alguém aproxima-se do ouvido da pessoa e começa a ensiná-la a orar em línguas. São utilizadas formas prontas e mágicas para o exercício. Por exemplo, a repetição várias vezes e de forma rápida do nome Maria, Glória, Aleluia, como se fosse "mantras" mecânicas. O objetivo é conduzir a pessoa a repetir tais palavras cada vez mais forte e mais rápido, misturando-se com a emoção do momento, elas ficam ininteligíveis, como balbucios e murmúrios incompreensíveis. Isto é dom das línguas. Não há arrependimento nem confissão de pecados, nem abandono da idolatria. É salvação sem o Senhorio de Cristo. Não pode ser levada a sério. Batismo no Espírito Santo é para aqueles que são inseridos pelo batismo espiritual no Corpo de Cristo, aceitando e confessando somente Jesus como Senhor e Salvador. São regenerados e limpos, redimidos no sangue do Cordeiro, abandonam o pecado e os vícios, entregando inteiramente suas vidas ao Senhor Jesus Cristo. Batismo no Espírito Santo não é uma efusão como os carismáticos pretendem, simulando manifestações pentecostais . A RCC blasfema contra o Espírito Santo, pois usa o seu nome para legitimar as ações embusteiras e enganadoras com .um único objetivo : freiar o êxodo dos católicos para as igrejas evangélicas pentecostais. Vida Sacramental A RCC incentiva, ensina e exige que os seus membros sejam assíduos aos Sacramentos, principalmente confissão ao sacerdote pelo menos uma vez por mês, e a missa diária. Para a RCC a Efusão do Espírito, traz um novo gosto pelos sacramentos e as tradições da Igreja Romana, um amor especial pela Virgem Maria, oração pessoal e estudo e leitura da Bíblia diariamente, intensificação da vivência da caridade e prática de boas obras. O amor pela igreja é algo extraordinário nos carismáticos que não aceitam de forma alguma, ser questionado qualquer ensino dos padres. A Igreja Romana é a mãe e a mestra, e assistida pelo Espírito jamais pode errar nas questões de fé e doutrina. Assim, os sete sacramentos são levados muito a sério pois são canais da graça de Deus para sua igreja. Evangelização A RCC defende a evangelização dos batizados, ou seja, a conversão da própria Igreja Romana. Propõe uma nova evangelização dos católicos com o intuito de reaproximá-los da Igreja.. Evangelizar quem já é batizado é um processo inverso e de difícil compreensão. O batismo, conforme a Igreja Neotestamentária, é para quem se converte, e não a conversão para o batizado. Primeiro se nasce de novo pela fé, e logo em seguida vem o batismo nas águas. Não há como o batismo vir primeiro e a conversão depois. Mas é o que está acontecendo na RCC. Sua visão católica, não permite a prática do batismo nas águas, nem o batismo no Espírito Santo. Ora, se a RCC aceita o batismo de crianças, e concorda que é autêntico e único não podendo ser repetido, conciliando a doutrina do batismo com a salvação, por que, então, evangelizar quem já está salvo e pertence a única e verdadeira Igreja? Não entendo o porquê de católicos evangelizando católicos como se uns fossem diferentes dos demais. Querer a conversão dos católicos mantendo-os dentro da Igreja Romana com seus ensinamentos heréticos conflita com a própria Palavra de Deus. Há um contraditório absurdo! A RCC admite que é preciso evangelizar a Igreja Católica devido sua falta de conversão ao Evangelho, inclusive aos próprios padres e freiras. A prova disso é que elaborou a nível nacional o projeto "Cristo Sacerdote" cujo similar em Fortaleza denomina-se "Com Maria pelos Sacerdotes" com o objetivo de evangelizar os padres católicos. Se os padres, freira e fiéis católicos já se encontram salvos e batizados, então, porque evangelizá-los novamente ? Por outro lado se eles são incrédulos, desconvertidos e não vivem uma "praxes" cristã de suas doutrinas e tradições, as quais defendem como únicas e verdadeiras, deve-se concluir que a Igreja não passa de uma farsa, uma mentira. Como cobrar dos fiéis a prática de tudo que eles criaram ao longo de todos os séculos (desde o século IV) se o próprio clero não crê? A RCC precisa urgentemente rever sua postura, até o momento sua renovação tem sido apenas na superficialidade. Nada de novo trouxe até o presente momento que pudesse oferecer esperança no sentido de mudanças profundas na Igreja Romana. Tudo permanece na mesma. O catecismo católico na secção II, capítulo I, item IV, trata do batismo católico (pag. 303): "a gratuidade pura da graça da salvação é particularmente manifesta no batismo das crianças.". E continua: "A fé que se requer para o batismo não é uma fé perfeita e madura, mas como um começo, que é chamado a desenvolver-se...a fé deve crescer após o batismo.". Assim, fica claro que para os católicos, o ato de batizar crianças inclui sua salvação. O mesmo catecismo afirma que as crianças nascem com uma natureza decaída e manchada pelo pecado original e o batismo as liberta do poder das trevas tornando-as filhos de Deus. Em Atos 2:38, o apóstolo Pedro ensina que sem arrependimento ninguém pode ser batizado. Não é o ato do batismo em si que limpa pecados, mas os efeitos da fé no nome de Jesus. Somente pela fé e pelo arrependimento se obtém o perdão dos pecados, pois estes foram aniquilados pela morte de Cristo na cruz, através do seu sangue derramado uma única vez, mas suficientemente poderoso para redimir todo aquele que crê, arrepende-se e O confessa Senhor e Salvador. Para se confessar pecados necessário se faz conhecê-los e se ter consciência deles, o que é impossível para uma criança, logo não pode ser batizada. Aceitando o batismo de crianças, a RCC comete um erro doutrinário que torna totalmente nula sua ação de evangelizar. Evangelizar católicos batizados e que se julgam salvos teologicamente é absurdo e biblicamente impossível. Não existe tal doutrina nos escritos neotestamentários. Somente a RCC tem conhecimento de que é preciso evangelizar de novo os batizados. Ora, se os batismos católicos salvam de forma particular, como diz o seu próprio catecismo assinado pelo Papa João Paulo II, e se este batismo é reafirmado no sacramento do crisma, consequentemente a obra do anúncio torna-se desnecessária e inválida, pois antes de receber a Palavra os católicos já são salvos. Isto é preceito de homens que anulam a Palavra de Deus (Mt 15:6,9). RCC Uma Reação Católica Contra os Pentecostais O avanço protestante, principalmente do pentecostais no Brasil, começou a incomodar a CNBB ( Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ) a partir do ano de 1991. Neste ano, e nos anos de 1993 e 1994, a CNBB promoveu encontros e seminários sobre " diversidade religiosa no Brasil", os quais visavam definir uma estratégia pastoral para freiar o crescimento evangélico e pentecostal no país. A predominância da ala do clero progressista na CNBB, os quais defendem a Teologia da Libertação e são voltados para uma modelo de igreja mais secularizado era uma dificuldade para os carismático que defendiam um igreja mais ritualística e conservadora. Certamente a estratégia para parar os pentecostais seria desastrosa nas mãos dos politizados. Era preciso mudar. E a ala conservadora conseguiu uma reviravolta no ano de 1005, quando Dom Lucas Moreira Neves foi eleito Presidente da CNBB numa disputa acirradíssima entre conservadores e progressistas. Dom Lucas é moderado e simpatizante da RCC e dos movimento conservadores. E desde então, a RCC vem gozando de um novo conceito dentro da CNBB, que resolveu investir no movimento carismático no combate ao pentecostalismo. A Igreja Católica na sua intransigência refere-se as Igrejas Evangélicas e Pentecostais como "SEITAS PERIGOSAS PARA OS FIÉIS CATÓLICOS", palavras do Papa João Paulo II, por isso precisam ser combatidas e impedidas de crescer. Para a CNBB é preciso trazer de volta os católicos que se debandaram para estas seitas. "O êxito destas seitas é visto como um grande problema para a Igreja Católica" ( Documento da CNBB n' 68.105 ). Dom Lucas afirma: "as seitas são movimentos e não igreja que praticam o aliciamento por todos os meios" e isto lhe deixa inquieto e preocupado com o futuro do catolicismo no país. As seitas, diz Dom Lucas, são o principal adversário da Igreja e da CNBB para os próximos anos. E ainda propõe uma aliança com os protestantes históricos numa verdadeira "guerra santa" contra o que ele denominou de inimigo comum. Aliás "guerra santa" é especialidade católica. Nas suas divagações o Presidente da CNBB aceita até a juntar-se oficialmente aos credos afro-brasileiros (macumba, candomblé, umbanda, espiritismo, etc) e introduzir os seus elementos de culto dentro do catolicismo para manter os fiéis, segundo ele, dentro da Igreja Católica. ( Avanço Pentecostal e Reação Católica Vozes pag. 92/93 ). A CNBB com estas declarações torna público o seu desespero, face ao esvaziamento de suas paróquias em todo o país. Está fazendo qualquer negócio, até com o diabo para impedir o avanço pentecostal. Na ótica católica, o pentecostalismo somente cresce graças às situações patológicas do próprio catolicismo (deficiência pastoral). Jamais é considerado que o movimento pentecostal detenha méritos e esforços próprios. O sucesso pentecostal é resultado de uma debilidade interna ao catolicismo. E isto é passageiro, basta arrumar a casa. Geralmente é taxado pelo clero que aqueles que se deixam levar pelas "seitas pentecostais" não são católicos praticantes convictos da sua fé, inclusive nem freqüentam a igreja. É tipicamente um católico social. No entanto a realidade é outra, bem diferente, senão a CNBB não estaria tão preocupada . As paróquias se esvaziam .O desencantamento das pessoas é geral. O catolicismo dominante está perdendo o seu poder de seduzir e atrair as pessoas para as igrejas. Não sabe como matar a sede de Deus de seus próprios fiéis, e tornou-se incapaz de dar-lhes elementos atuais que lhes restituam algum significado .A fé se esvaziou de conteúdos bíblicos e os católicos em muito se distanciaram da Sã Doutrina Apostólica. A maioria que se diz católica no país, o são por tradição, costume ou segue os padrões católicos impostos na sociedade brasileira. O peso da instituição o predomínio da mentalidade rural no clero, o caráter hereditário do catolicismo brasileiro (passando do pai para filho desde o descobrimento) são fatores que colaboram para que todo brasileiro, mesmo não praticante ou seguindo outras linhas de espiritualidade, seja espírita, macumbeiro, umbandista, esotérico, se considere um católico. Porém não é apenas este tipo de católico que resolve deixar a sua igreja e partir em busca de uma nova espiritualidade na igreja evangélicas e pentecostais. O esvaziamento das igrejas católicas prova que nas últimas décadas, católicos praticantes vem abandonando a tutela das batinas. Este fato é que preocupa a CNBB. Uma pesquisa encomendada pelo órgão dirigente da Igreja Católica no Brasil, no ano de 1996, divulgada pela imprensa, apontou a decadência do catolicismo impressionante. Apenas 76,5% da população se dizia católica. Levando-se em conta o censo de 1991 que estimou em quase 90% de católicos, maioria esmagadora, este número vem caindo de forma alarmante. Apenas em quatro anos as estimativas apontam uma diferença de 14%. Em números reais a pesquisa da CNBB divulgou que quase 600 mil católicos abandonam o catolicismo por ano. Mesmo que a maioria deles não seja considerada praticante, devemos examinar que as condições sociais do país tradicionalmente católico, culturalmente dependente e influenciado pela mentalidade católica, onde simplesmente por séculos os padres usam da imposição e do autoritarismo para manter seus padrões e religiosidade medievais, acostumados sempre a ser maioria e vistos como única religião certa, dominante, absolutista, imperialista, esses números são desesperadores. Significam queda! Decadência ! A Igreja Católica iniciou um processo de queda irreversível. "Caiu, caiu a grande Babilônia"( Apoc. ] 8:2) . Impossibilitado de recorrer a métodos e atitudes violentas como no passado, de anátemas, condenações e inquisições e perseguições ao "hereges" de hoje, ações típicas de uma religião intolerante e arbitrária que sempre perseguiu quem ousou criticar seus posicionamentos ao longo da história. Como combater então o avanço evangélico e pentecostal? O que fazer? Diante da questão, a CNBB tomou algumas iniciativas: · reforçar a devoção popular aos santos e Virgem Maria e suas imagens nas igrejas, práticas ritualísticas de bênçãos a moradias, comércios, carros, pessoas, água e objetos religiosos (aliás, os carismáticos adoram este tipo de ritual) incrementar os terços em família, as novenas das padroeiras, missões populares, procissões e romarias aos locais considerados santuários, rezar mais missas com intenções de curas, família, almas do purgatório, anjos e santos, incentivo aos leigos e movimentos, principalmente a legião de Maria e as pastorais voltadas para as questões sociais do país;· Apoio a RCC visando alcançar, direta ou indiretamente o objetivo de barrar o crescimento pentecostal e evangélico, inclusive incentivar o uso dos meios de comunicação social da massa ( radio, TV, Imprensa).Imitando os pentecostais nas suas prática de louvar e adorar o Senhor, utilizando-se de técnicas semelhantes para condução de reuniões e até missas, orando alto, gritando, batendo palmas, dançando, proclamando curas e milagres, utilizando-se de hinos e músicas dos evangélicos a RCC apareceu como um milagre aos olhos da CNBB para sua estratégia de combate ao pentecostais. Antes era um movimento condenado e perigoso para a Igreja Romana, pois parecia "crentes", hoje, inescrupulosamente, os próprios padres estão utilizando da RCC com o intuito de combater os verdadeiros CRENTES. Os padres dominaram a RCC, embora com leigos nas coordenações, o clero é obedecido em tudo. Nada se faz se os bispos não concordarem. O grade trunfo desta investida católica contra os pentecostais está justamente no fazer o catolicismo "parecer" os pentecostais evangélico pentecostal. Um novo pentecostes está acontecendo por obra do Espírito Santo. A Igreja está retornando às suas origens. Este é o marketing. Eles tramam tudo e o Espírito Santo é quem leva a culpa de ter suscitado um movimento que se diz convertido mas permanece na idolatria e na apostasia. Pobres católicos carismáticos que se deixam enganar tão facilmente. A RCC em nada tem contribuído para a renovação do catolicismo. Simplesmente esta "renovação" que não renova nada é inexistente, visto que não busca reflexões nem críticas do sistema católico tradicional. Ao contrário, reafirma tudo, e ensina aos seus membros somente que os bispos querem um submissão escravizante. O próprio documento 53 da CNBB, diz no seu parágrafo 32 : "Os manuais de organização, livro de estudos bíblicos e de formação doutrinal...tenham a aprovação eclesiástica.". No número 18, os critérios para que a RC seja considerada legítima pela Igreja Católica é que ela "assuma a responsabilidade em professar a fé católica, no seu conteúdo integral...". Portanto, não há dúvida que os membros deste movimento em nada estão renovando a Igreja Católica, pois comungam com suas heresias e doutrinas humanas. Renovação significa mudança, reforma, aperfeiçoamento, correções que surtam efeitos de transformação. No dicionário a palavra tem significado de "tornar novo" ou "como novo", recomeçar. Isto não está acontecendo com o catolicismo carismático. Pelo contrário, repudia-se qualquer mudança ou renovação doutrinária ou estrutural na Igreja. A RCC acomodou-se passivamente a todo sistema estrutural católico, portanto, nada pode estar sendo renovado. A única renovação de que se fala são os "usos de dons carismáticos", orar em línguas (de forma não bíblica), curas, milagres e manifestações sobrenaturais, é chamado de renovação da Igreja. Como o próprio nome define, o único objetivo da renovação da RCC é a introdução destes carismas no meio católico a fim de tornar a Igreja mais viva e atuante para fantasia e empolgação ! Não houve avanço no sentido de realmente se buscar reflexões e transformações evangélicas. Toda a prática religiosa está em conformidade com a identidade católica. Fala-se muito do Senhorio de Cristo, mas não se assume somente a Cristo e a sua Palavra como regra de fé e doutrina. Este tipo de conversão é biblicamente impossível, como Jesus pode ser Senhor de pessoas que querem chegar a Deus por outros nomes e mediadores. Portanto, concluímos que não há, nem pode haver conversões sérias dentro da RCC. Tanto é que tornou-se celeiro de ricos, descomprometidos com o Evangelho que apreciam mais ritualismos e formalidades, reuniões entretenedoras e missas festivas que satisfaçam as suas ânsias de milagre e efeitos sobrenaturais, não importando a origem. A RCC não passa de ilusão, uma artimanha diabólica que visa confundir os verdadeiros crentes, e impedir que a Igreja de Cristo avance mundo afora e resgate os católicos do pecado e da idolatria. A Igreja quer usar a RCC para possíveis contatos ecumênicos com os protestantes tradicionais, iludindo os crentes com uma falsa aparência, revestida de astucia e do projeto de fazê-los voltar ao catolicismo e ao domínio papal. O verdadeiro desejo, não é aceitar os protestantes, evangélicos e pentecostais, mas um retorno à unicidade cristã, claro, tendo o Papa como único chefe. Certamente o Espírito Santo jamais permitirá que isto venha a ocorrer. A Igreja de Jesus é vitoriosa e em breve será arrebatada aos céus, permanecendo na terra a igreja apóstata e infiel. As ciladas do demônio não prevalecerão . O verdadeiro crente, jamais se dobrará a um movimento carismático ecumênico com pele de ovelha como revestimento apenas, mas por dentro lobos vorazes e famintos. O Espírito não suscitaria tal movimento! CAMALEÃO MUDA DE COR, MAS PERMANECE SEMPRE CAMALEÃO. Quem tem ouvidos para escutar que ouça! Valdemir F. Silva Artigo do Jornal Trombeta de Sião |