
RISCOS
O mergulho é uma atividade segura, desde que bem planejada e feita dentro dos limites pessoais de cada um. Mas assim como acontece em outros esportes radicais, há riscos que podem ser prevenidos na maioria das vezes.
Ficar sem ar embaixo dágua? Pode acontecer, especialmente se o equipamento não for mantido adequadamente e se o mergulhador esquecer de checar, durante o mergulho, a quantidade de ar que existe no tanque com o auxílio de um manômetro.
Ser ferido por seres marinhos? A maioria dos animais não ataca gratuitamente, podendo machucar alguém que esteja invadindo seu território, como é o caso das moréias. Saber lidar com esses animais e evitar o toque descuidado em corais, por exemplo (alguns podem queimar, como o coral de fogo), pode evitar problemas nessa área.
Os grandes problemas, mesmo, podem acontecer se o mergulhador não souber manipular seu equipamento e manter o auto-controle embaixo dágua sobretudo por causa da pressão, que é a força do peso combinado da água e do ar.
Abaixo do nível do mar, a pressão aumenta a uma taxa constante a cada 10 m, e isso pode causar diversos efeitos no organismo. É que o corpo humano tem diversos espaços aéreos, que são os pulmões, cavidades nasais e o ouvido médio, diretamente afetados pela pressão. Há também o risco das chamadas doenças descompressivas, relacionadas à absorção inadequada de substâncias como o nitrogênio durante o mergulho.
Respirar profundamente embaixo dágua, fazer manobras de equalização, evitar subidas rápidas e atitudes bruscas e, acima de tudo, saber seus limites, é a chave para um mergulho seguro. Mergulhar em grupo, ou no mínimo em dupla, também ajuda a garantir segurança na atividade.
IMPRESSÕES
Máscara, nadadeiras, snorkel, cilindros... o aparato exigido para o mergulho é extenso e variável. Esses equipamentos garantem ao mergulhador instantes únicos em um ambiente aparentemente estranho ao ser humano. Quem mergulha, no entanto, prova justamente o contrário. Alguns falam em uma volta à natureza interna do homem. Outros, em uma possível ligação com as origens do ser humano na terra. Mas não importam teorias tentando explicar os motivos de cada mergulhador. O que realmente interessa é que cada um é invadido por emoções e sensações diferentes da superfície quando estão embaixo d'água.
Existem duas modalidades básicas no mergulho: o chamado snorkeling, e o mergulho autônomo. Snorkeling, derivado da palavra snorkel, ou respirador, um tubo de borracha com o qual tanto mergulhadores novatos quanto os mais experientes se utilizam para observar a flora e fauna marinha de maneira bem fácil. Máscara no rosto, respirador na boca, qualquer um pode se deliciar embaixo d'água sem, necessariamente, precisar descer metros e metros de profundidade. Bastar boiar, manter o snorkel fora d'água para respirar e encher os olhos com peixes, plantas e corais.
Quem começa o mergulho pelo snorkeling logo quer um pouco mais do que apenas ser um mero observador. Descer devagarinho, respirar embaixo d'água, tocar o fundo e estar totalmente envolvido é um desejo que se torna realidade com o mergulho autônomo. Esse tipo de mergulho exige um equipamento mais completo: cilindros de ar comprimido para respirar, colete estabilizador e pesos de chumbo para controlar a flutuabilidade, roupas de neoprene para proteger o corpo. A utilização deste equipamento exige curso e certificado. E o primeiro mergulho, fora da piscina, ninguém esquece.
HISTÓRIA
Há anos, pescadores de diversos pontos espalhados pelo mundo utilizam as técnicas do mergulho livre para a pesca, e desde o século passado sabe-se de alguns equipamentos rústicos para respirar embaixo dágua. Mas foi a partir da década de 60, com as experiências de Jacques Cousteau, é que o equipamento Scuba foi desenvolvido.
No Brasil, os pioneiros começaram há cerca de trinta anos a trazer os equipamentos importados para mergulho. Os cursos, a princípio voltados para o pessoal do exército e do corpo de bombeiros, se popularizaram e atualmente são bastante procurados em todo o nosso país.