Histórias A ligação com o animal de estimação

Autor: Hideki



Embora o Médico Veterinário devesse ser consultado para uma boa orientação sobre a escolha da raça ou espécie de um animal de estimação, na maior parte das vezes somos procurados quando o proprietário já o adquiriu.

A consulta inicial, geralmente uma orientação pediátrica, é de extrema importância, pois pode ser a diferênça entre uma relação saudável entre homem e animal ou uma péssima experiência para ambos, paciente e proprietário. É sempre bastante animador receber aquele proprietário de primeira viagem, todo preocupado com seu filhotinho e ávido por fazer a coisa certa. Deve-se aproveitar esse entusiasmo inicial e fornecer ao proprietário todas as informações fundamentais com relação à nutrição, educação e manejo desse animal.

As formas arredondadas dos filhotes têm uma razão de ser: atraem a atenção dos adultos (sejam eles humanos ou não). Quem não se encanta ao ver um filhotinho todo redondinho e pequenino? Buscamos sempre características infantis nos animais que adquirimos. Muitas vezes as pessoas os adquirem por impulso, mas se esquecem que o animal irá crescer e em algum momento da vida será parcialmente independente.

Existem muitos casos de pessoas que abandonam seus animais por causas que poderiam ser evitadas como a destruição de pertences, impossibilidade de convivência com outras pessoas ou animais, desobediência, etc. Tais problemas poderiam ser evitados, bastando uma correta orientação no que tange a educação do animal, um treinamento adequado, etc. A maior causa de insatisfação dos proprietários refere-se a distúrbios de comportamento e tal informação deve ser considerada pelo Clínico durante a orientação inicial e subseqüente.

A ligação entre homem e animal quando estabelecida dificilmente se desfaz e quando a perda ocorre pode ser tão dolorosa quanto a própria perda de um ente querido (mas o animal de estimação criado como membro da família também não é um ente querido?). Muitas pessoas julgam estranha e até doentia tal atitude de alguns proprietários. É claro que alguns limites precisam ser respeitados, mas somente aqueles que já tiveram verdadeiro amor por algum animal de estimação é que sabem o quanto essas pequeninas criaturas podem ser importantes. Para alguns não passam de animais, para outros, podem ser tudo o que têm. Quem há de ter coragem de dizer à aquela senhora bem idosa que seu cãozinho, também bem velhinho não passa de um cachorro? Pode ser que ela tenha a paciência que o tempo concede a alguns e lhe mostre que aquele não é apenas um cachorro. Mas pode ser que essa paciência não seja tão grande assim e que você receba uma bela bengalada na cabeça. Portanto, pense mil vezes antes de menosprezar o animal de alguém.

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