
A dimensão ou largura craniocaudal da forma como aparece na projeção lateral do raio X pode ser medida em sua largura máxima (normalmente na porção ao nível da porção ventral da inserção da veia cava caudal) e perpendicular ao eixo base-ápice. O valor normal situa-se entre 2,5 (raças de tórax profundo) e 3,5 (raças de tórax em forma de barril) espaços intercostais (EIC) no caso de caninos e 2,5 a 3 EIC no caso de felinos. A mensuração do EIC é feita no eixo perpendicular ao eixo longitudinal das costelas. Assim, na determinação da largura cardíaca pode ser necessário desviar do ângulo do eixo antes de ser comparada ao comprimento do EIC. Complicado? Bom, para facilitar nossa vida, foi criado o Vertebral Heart Somatory (VHS) ou Soma vertebral cardíaca.
O VHS é uma técnica válida APENAS PARA CANINOS e consiste na comparação das dimensões cardíacas ao comprimento das vértebras torácicas em projeção lateral do raio X.
Pode-se utilizar uma régua, um compasso ou mesmo um objeto sem graduação, onde se possa marcar com o dedo o comprimento do eixo longo (L) do coração (que vai da carina ou bifurcação bronquial até o ápice ventricular esquerdo). Depois disso, o compasso, régua ou objeto retilíneo é colocado ao longo da coluna vertebral, tendo como início a borda cranial da quarta vértebra torácica. Registra-se então o número de vértebras correspondentes ao eixo longo (L) do coração (contando-se inclusive a quarta vértebra torácica).
Feito isso, mensura-se (da mesma forma feita para o eixo L) o eixo curto (S) do coração que compreende a largura máxima observada no eixo cranio-caudal do coração. Da mesma forma como no eixo L, deve-se posicionar o objeto de medida na borda cranial da quarta vértebra torácica e mensurar a quantas vértebras este eixo corresponde. Se houver dilatação evidente do átrio esquerdo, a mensuração do eixo curto (S) deve ser feita na junção ventral das silhuetas do átrio esquerdo e da veia cava caudal.
Realiza-se então a somatória:
VHS=L+S
O valor normal varia de 8,5 a 10,5 (média de 9,7). Deve-se tomar cuidado com os animais que possuam dimensões das vértebras relativamente desproporcionais (como o buldogue inglês, por exemplo, que possui vértebras pequenas e não raro, também hemivértebras).