George W. Bush saiu do governo com a pior impopularidade registrada na hist�ria representando uma vergonha para seu povo. Seu maior fracasso foi n�o ter capturado Osama Bin Laden conseguiu de maneira genial diblar a maior pot�ncia econ�mica e militar do planeta. Ora como bom atacante sabe a melhor maneira de fazer o gol.
No come�o do ano de 2009, a imprensa capitalista dizia que houve uma guerra em Gaza, n�o houve uma guerra e sim um massacre. "Guerra � quando existe enfrentamento de dois estados, dois ex�rcitos, enquanto o povo palestino n�o disp�e nem de seu Estado nem de ex�rcito". Lula acertou em cheio ao afirmar: "de um lado est�o os palestinos, com palito de f�sforo, e do outro, os israelenses, com um arsenal dos mais poderosos do mundo, inclusive at�mico".
Voc� j� ouviu falar do neoliberalismo? Esta � uma palavra que aparece com muita
freq��ncia nos jornais e nas revistas, nas conversas. Os primeiros pa�ses a adotar
este sistema foram os EUA, governados por Reagan (presidente de 1980 a 1988) e por
George Bush pai (1988-1992) e a Inglaterra, governado pelos primeiros-ministros
ingleses Margaret Thatcher (de 1979 a 1990) e John Major (1990-1997).
No Brasil,
o maior percussor dessa ideologia neoliberal foi Fernando Henrique Vende ou
famoso FHC que governou (de 1994 a 2002). A id�ia b�sica do neoliberalismo � diminuir
a participa��o do Estado na economia e conceder liberdade de manobra para os
investidores capitalistas. As principais medidas e id�ias adotadas
pelos neoliberais s�o:
Privatiza��o da economia:
As empresas estatais s�o vendidas para empresas privadas.
A justificativa apresentada para o povo � da seguinte forma:
"No total, as empresas t�m mais recursos para investir do que governos. Al�m disso, os
governos administram mal. As empresas privadas s�o mais modernas, mais eficientes, mais lucrativas
e produzem com melhor qualidade".
Antinacionalismo:
A ajuda do governo �s empresas nacionais � considerada prejudicial � economia
do pa�s
porque "protege uma empresa ineficiente e impede que o capital
estrangeiro, que traz progresso, possa se
instalar".
Corte nos gastos p�blicos:
Os governos gastam dinheiro demais.
Quando as d�vidas se acumulam, os governos
aumentam impostos e emitem papel-moeda, provocando a infla��o e sufocando a economia. Al�m disso, os
neoliberais consideram que existem direitos sociais exagerados, que s� servem para
onerar o Estado. Portanto, o governo deve gastar menos com sa�de, educa��o e assim por diante.
Libera��o do mercado:
� a "desregulamenta��o da economia", ou seja, s�o eliminadas todas as leis que atrapalham
os investimentos e o com�rcio. Por exemplo, as taxas alfandeg�rias s�o diminu�das para que fique f�cil importar. Os
investidores do mercado financeiro t�m plena liberdade para fazer seu capital entrar e sair do pa�s a hora que bem
entenderam. A globaliza��o � bem-vinda.
Flexibiliza��o do mercado de trabalho:
Para que a economia seja din�mica, � preciso que os empres�rios
tenham mais facilidade para contratar e demitir os empregados. Isso significa as
leis trabalhistas "protegem demais os trabalhadores e premiam os ineficientes".
No congresso encontra tramitado um projeto para tira
13� sal�rio , f�rias, licen�a maternidade e outros benef�cios dos trabalhadores.
Os sindicatos que n�o s�o controlado pelos patr�es teria
a fun��o de impedir que isso aconte�a. Na vis�o neoliberal essa � ent�o uma das
poucas fun��es do Estado: combater os sindicatos que esteja do lado dos trabalhadores.
Menos impostos:
Os banqueiros e empres�rios devem pagar menos impostos. O motivo � que "s�o os ricos
que investem na economia. Se eles pagarem menos impostos ter�o mais capital dispon�vel para investir
e gerar empregos. Al�m disso, lucrar�o mais e os lucros s�o o grande propulsor da economia moderna".
Privatiza��o dos servi�os p�blicos:
o ideal � que o governo privatize a medicina e a educa��o. Assim, as
pessoas que queiram m�dico devem pagar por um plano de sa�de. As escolas e universidades devem ser todas
particulares. A previd�ncia social passa a ser neg�cio entregue a bancos particulares: as pessoas pagam
mensalmente e, quando tiveram idade avan�ada, ter�o direito � aposentadoria.
O sistema prisional seria
totalmente privatizado ou seja, o governo pagaria para que uma empresa particular
administrasse as pris�es. A justificativa apresentada para o povo � a seguinte:
"Empresas privadas administram melhores servi�os. Os consumidores podem escolher".
No s�culo passado a maioria dos pa�ses do mundo adotou essas medidas. Qual foi o resultado? A economia
voltou a crescer, as novas tecnologias foram incorporadas � produ��o, os lucros subiram. Mas tamb�m
aconteceram muitos efeitos negativos.
O neoliberalismo n�o conseguiu evitar a onda de crises econ�micas que atormentaram o Jap�o, os Tigres
Asi�ticos (Cor�ia do Sul, Hong Kong, Formosa, Cingapura, pa�ses de Terceiro Mundo que desenvolveram a
ind�stria gra�as ao grande investimento estrangeiro), a R�ssia e a Am�rica Latina em 1998 e 1999. Mesmo
nos pa�ses mais desenvolvidos, houve concentra��o de renda: os ricos ficaram mais ricos, os pobres, mais
pobres. As novas tecnologias (rob�s, computadores), o crescimento do setor terci�rio e a diminui��o do
n�mero de empregos nas ind�strias cada vez mais automatizadas ampliaram o desemprego. O desemprego, o
corte nos gastos sociais, a aboli��o das leis trabalhistas e a concentra��o de renda aumentaram incrivelmente o
n�mero de miser�veis nos pa�ses capitalistas mais ricos do mundo. Hoje, as cal�adas e os becos de sub�rbios de
Nova York, Londres, Los Angeles e Paris s�o tomados por centenas de milhares de homeless (os sem-casa que dormem
nas ruas). Em Paris, qualquer visitante pode verificar o crescimento de favelas.
Essa � uma pergunta para o s�culo XXI: como foi poss�vel que o capitalismo tivesse criado tantas riquezas e, ao
mesmo tempo, n�o tenha conseguido distribu�-las de modo a acabar com a mis�ria? Como � poss�vel que, com tanta
riqueza no mundo, pessoas ainda passem fome? Onde estaria a raiz do problema? O capitalismo � incapaz de produzir
justi�a social? O neoliberalismo teria produzido a nova mis�ria?
Opinar?
O ato her�ico do jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi, que arremessou seus sapatos
na dire��o do ex-presidente americano George W. Bush e por pouco n�o acertou o "alvo", rendeu
solidariedade do mundo todo. Pelo fato de sido preso sob acusa��o de ataca um chefe
de Estado estrangeiro.
No ato da sapatada ele pensou nas crian�as abandonadas e milhares de vi�vas gerada
pela guerra sendo assim responsabilizou George W. Bush na qual
chamou de genocida, assassino e criminoso.
O que � muito contradit�rio nisso tudo foi no momento da deten��o do
jornalista, seguran�as do local retiraram da sala de imprensa usando
uma for�a desproporcional. Na pris�o conta que teria perdido um dente, teve
queimaduras de cigarro nas orelhas e ainda teria diversos hematomas espalhados pelo
corpo ou seja, sofreu torturas. Foi na terra de Bush que desenvolveram as melhores
t�cnicas de fazer torturas e inclusive ensinaram muito bem para os militares brasileiros na �poca da ditadura.
Este � o jeito de fazer democracia que resume em uma frase:"american way of life". A tamanha
surra que o jornalista levou na cadeia expressa com toda a clareza o que � ocupa��O
dos EUA: uma opera��o de roubo ao petr�leo, torturas, assassinatos e viola��o sem fim
contra o povo iraquiano.
No tribunal iraquiano, o jornalista alegou que exerceu o seu direito de liberdade de express�o "Quis apenas
protestar contra a ocupa��o ao jogar os sapatos em Bush". Seu advogado pedir� anula��o do processo e a liberta��o
do mesmo. Ele conta com apoio da imensa maioria de toda popula��o que pede pela sua liberta��o. O apoio que ele tem
diante do povo acontece porque n�o houve crime, mas leg�tima defesa, pois os EUA
invadiram e ocupam o Iraque de forma ilegal. Em face disso, toda a resist�ncia
torna-se leg�tima. At� o arremesso de sapatos contra o chefe do Estado agressor.
Quando Bush iniciou aventura b�lica no Iraque
n�o esperava encontra pela frente a resist�ncia popular do povo iraquiano que
luta de uma forma sensacional pela sua dignidade, liberdade e honra. Sendo que a
maioria n�o luta para impor o regime de Saddam Hussein, mas pelo sagrado territ�rio
iraquiano que pertence a eles e n�o poderia ser sangrentamente invadido como foi
pelos americanos.
A resist�ncia iraquiana utiliza habilmente todas as armas das quais disp�e. Utiliza a t�tica de guerra de guerrilhas, fustigando o inimigo e se abastecendo de armas e muni��es do oponente. A guerrilha ataca postos estrat�gicos. Os alvos preferidos da resist�ncia s�o redes de oleodutos - para evitar a pilhagem do petr�leo iraquiano -, estradas, postos militares e todos locais de concentra��o das for�as invasoras.
Criando assim, um clima instabilidade permanente. A maior m�quina de guerra do mundo
n�o conseguem impor estabilidade na regi�o mesmo usando toda sua capacidade
tecnol�gica, usando avi�es modernos e armas sofisticadas. Parece uma repeti��o da
guerra do vietn�.
Para piora a situa��o o balan�o � desfavor�vel para os invasores, morreram 4.000
militares e cerca de 30.000 est�o mutilados e incapacitados psiquicamente. No total
foram gastos 1 trilh�es d�lares, segundo um estudo publicado pelo jornal The
Washington Post, muito superior ao gasto nas guerras do Vietn� e da Cor�ia, custeado
pelo contribuinte.
Em contrapartida morreram 1 milh�o de pessoas. Na verdade, os EUA promovem no Iraque um dos maiores genoc�dios do nosso tempo. Nesta condi��es muitos por m�s, abandonam tudo que lhes restam e juntam-se aos mais de 4 milh�es de refugiados que a guerra gerou.

Diante do fracasso na guerra contra o Iraque resta dizer que o povo era mais feliz
com Saddam. Desta forma o ex-presidente ianque tamb�m
pode ser considerado terrorista. Ali�s
os dois terroristas Bin Laden e Bush s� se diferenciam porque sendo os dois
lamentavelmente destruidores o primeiro destruiu duas torres e o segundo um pa�s
inteiro. Termino este artigo chamado Bush de "terrorista".
Revolucionar?

A primeira crise pol�tica s�ria do governo Czar ocorreu na guerra russo-japonesa. O governo Czar buscando popularidade esperando restaurar o prest�gio da monarquia e reunificar o povo em torno do trono declarou guerra ao Jap�o. Esperava uma vit�ria f�cil sobre a �ra�a inferior dos amarelos�. Quebrou a cara. Os nip�nicos deram uma surra nos russos. O resultado foi a primeira derrota, na hist�ria moderna, de uma pot�ncia ocidental para um pa�s oriental.
A guerra gerou carestia, fome e caos. Numa manh� fria em S�o Petersburgo antiga capital do imp�rio, 200 mil pessoas se reuniram. Tratava-se de uma manifesta��o pac�fica. Fam�lias inteiras participavam das passeatas, muitas delas carregando objetos sacros e retratos do czar. A multid�o entoava c�nticos religiosos e, sobretudo, �Deus salve o Czar�. Em seu desespero, a popula��o ainda acreditava que o Czar ignorava suas condi��es de vida, pois os nobres e funcion�rios que o cercavam escondiam a real situa��o do caos.
A manifesta��o era liderada por um padre da Igreja Ortodoxa Russa. Ele trazia um documento que tinha uma s�rie de queixas e reivindi��es dos trabalhadores: �Majestade. N�s, trabalhadores e habitantes de S�o Petersburgo, nossas mulheres, nossos filhos e nossos parentes velhos e desamparados, vimos a vossa presen�a, majestade, buscar verdade, justi�a e prote��o. Fomos transformados em pedintes, somos oprimidos, estamos a beira da morte.....Paramos o trabalho e dissemos aos nossos patr�es que n�o recome�aremos enquanto n�o aceitarem nossas reivindica��es. N�o pedimos muito: a redu��o da jornada de trabalho para oito horas, o estabelecimento de um sal�rio m�nimo de um rublo por dia....etc...A guerra levou o pa�s a ru�na...Estas coisas, majestade, trouxeram-nos diante de vosso pal�cio. Estamos procurando a nossa �ltima salva��o. N�o recusai ajuda a gente...Destru� o muro que se levanta entre v�s e vosso povo...�
Assim que lesse esse documento, ele se livraria dos maus assessores e tomaria provid�ncia. Pelos menos � o que o povo achava.
Acontece que o Czar n�o tinha menor inten��o de revomer o "muro" que o separava. Quando viu aquela multid�o se aproximando, n�o quis nem saber do que se tratava. N�o admitia a insol�ncia de gente ral�! Mandou a tropa imperial de elite, se posicionar diante do pal�cio do governo. Duas fileiras de soldados apontaram fuzis; homens de p� e outros ajoelhados. O povo continuou caminhando e cantando. Quando se atingiu a dist�ncia adequada, oficial deu a ordem de disparo. Abriram fogo sobre a multid�o. O sangue vermelho coloriu a neve branca. Veio ent�o a carga da cavalaria rasgando o ventre de mulheres gr�vidas ou perfurando os olhinhos das crian�as. Patadas sobre o povo. Em poucos minutos, aquela a��o deixava um saldo de milhares de mortos e feridos. Do seu gabinete CZAR ficou dando risada e assim o tirano mantinham no poder.
Este epis�dio ficou conhecido como �domingo sangrento�.
Uma onda de indigna��o varreu a R�ssia.
Em todo o pa�s houve levantes. Oper�rios fizeram greve e foram para ruas protestar. Na marinha de guerra, os marujos expulsaram os comandantes e assumiram o controle dos navios, colocando-os a servi�o da revolu��o. Criou-se o conselho de soviete dos trabalhadores. Movimento anti-Czar ganhou for�a foi um �ensaio� para futura revolu��o de 1917. Viva o proletariado insurreto!
Obs:O termo czar � uma corruptela do termo latino coesar, �imperador�.

A revolu��o russa de 1917 ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial. O imenso e arcaico imp�rio russo n�o suportou o peso de uma guerra moderna. Despreparada, numa guerra que introduziu armas novas como avia��o e os tanques, em 1916 o saldo era de tr�s milh�es de mortos e cinco milh�es de feridos. Houve deser��es em massa. Nas frentes de batalha, os soldados se amotinavam frequentemente, desobedecendo �s ordens dos seus superiores.
O ex�rcito russo
era constitu�do pela sua grande maioria por soldados de origem camponesa. O alistamento de camponeses
para a guerra provocava escassez de m�o de obra nos campos, gerando crise na
agricultura e fome generalizada. Nas cidades as fam�lias, faziam filas intermin�veis
para comprar um �nico p�o. Enquanto isso o �dio contra o governo e a guerra crescia em toda
a Russia.
Em S�o Petersburgo, capital do imp�rio foi palco de um grande
acontecimento hist�rico.
O povo gritava nas ruas: p�o, paz e liberdade!
P�o para os oper�rios (fim do racionamento), terra para os camponeses, paz para o povo russo que n�o queria prosseguir na guerra.
Czar chamou as
tropas imperiais para dissolver a manifesta��o.Tudo parecia para encaminha-se para um t�pico confronto assim como aconteceu no domingo sangrento. A pol�cia, tradicionalmente severa e defensora da ordem, nada
fez para reprimir o movimento com qual concordavam.Agora, seu comprimisso era com o povo. Assim, o
Czar do gabinete imperial perdeu controle da situa��o sem legitimidade para continuar no cargo
fugiu.
Ent�o, o povo russo invadiu pal�cio do governo, a bandeira do imp�rio foi substitu�da
pela bandeira vermelha. Era o fim daquele regime t�o nefasto. Instaurou um governo
provis�rio controlado pela burguesia liberal (uma esp�cie de Fernando Henrique do PSDB).
Aten��o: Em 1917 houve duas revolu��es na R�ssia. A primeira foi em fevereiro e a
segunda, essa sim socialista, foi em outubro de acordo com o calend�rio juliano
adotado naquela �poca.

Soviete � uma palavra russa que quer dizer, mais ou menos, "assembl�ia", "reuni�o", "conselho". Basicamente, tratava-se de uma reuni�o de pessoas do povo para decidir alguma quest�o importante.
Por exemplo, imagine uma f�brica capitalista. Quem manda nela, quem decide tudo? O propriet�rio, o patr�o. Repare que as ordens dele s�o cumpridas porque existe uma organiza��o hier�rquica que lhe d� sustenta��o: patr�es, diretores, administradores, engenheiros e at� mais humilde pe�o. Agora vamos supor que existisse um soviete nessa f�brica. O patr�o dava uma ordem:" trabalhem mais duas horas por dia suas bestas". O soviete se reunia, ou seja, havia uma reuni�o entre os trabalhadores. Cada um deles manifestava suas id�ias e depois havia uma vota��o. Podia ser que o soviete se recusasse a atender a ordem do patr�o explorador.
Havia sovietes nas f�bricas, nos bairros, nos quart�is, bases navais e nas aldeias camponesas.Por meio dos sovietes, os trabalhadores passaram a decidir sua vida sem ter de obedecer ao governo, ao patr�o ou aos comandantes militares.Era a possibilidade de os homens se autogovernarem sem submeter a qualquer tipo de tirania pela primeira vez na hist�ria os mais humildes podiam dizem francamente: "Eu sou o construtor de meu pr�prio destino". Eles tinha descoberto a maior democracia do mundo: aquela em que os homens podem, por si pr�prio, sem se submeter a nenhuma autoridade superior, governar a si mesmos.
O governo foi obrigado a reconhecer a autoridade dos sovietes, devido � sua representatividade junto aos trabalhadores amotinados e seu controle sobre o funcionamento dos servi�os essenciais. Em poucas palavras era um poder paralelo. Havia uma contradi��o insustent�vel. Quem mandava: o governo ou sovietes? Um dos dois lados deveria prevalecer. Lenin percebeu a tamanha for�a dos sovietes. Por isso, prop�s que os bolcheviques convencessem os sovietes da necessidade de derrubarem o governo provis�rio e iniciarem a constru��o do socialismo. Um socialismo que deveria se basear na democracia direta dos sovietes. Portanto, um Estado Sovi�tico.
O povo queria paz,p�o e terra.Mas o governo provis�rio nada fazia para satisfazer as necessidades sociais e econ�micas da popula��o. O racionamento de comida permaneceu, enquanto a burguesia se fartava em banquetes e festas. Os nobres latifundi�rios continuaram explorando os camponeses at� �ltima gota de sangue. A paz tamb�m n�o vinha, porque o ex�rcito russo continuava atolado na primeira guerra mundial.
O principal partido de esquerda bolchevique fazia oposi��o, seu dirigente m�ximo Lenin exige do governo provis�rio a sa�da da guerra porque ela foi provocada por grupos financeiros internacionais, que lutavam entre si para partilha o mundo, em nada beneficiava a classe trabalhadora dos pa�ses envolvidos, as armas deveriam voltar-se n�o irm�o contra irm�o, mas contra os governos burgueses respons�veis pelas tantas matan�as e caos.
Em abril de 1917, milhares de trabalhadores agitando bandeiras vermelhas saudaram Lenin como um grande salvador da p�tria; soldados e oper�rios ergueram-no a um carro blindado,que serviu de palanque, discursando disse: "N�o precisamos de nenhuma rep�blica parlamentar. N�o precisamos de nenhuma democracia burguesa. N�o precisamos de nenhum governo al�m do soviete conselho dos trabalhadores e finalizou com c�lebres palavras:" Todo o poder aos sovietes".
A palavra de ordem de Lenin "todo poder aos sovietes" transformou-se na senha da revolu��o: Em julho de 1917, enormes massas de oper�rios e soldados sa�ram �s ruas da capital, reivindicando a passagem de todo o poder aos sovietes. Quase se transformou numa insurrei��o. Os bolcheviques foram contra porque o movimento ainda precisava acumular for�as. Tentaram levar a passeata para o lado pac�fico. Mas n�o conseguiram evitar que as for�as da repress�o metralhassem a multid�o: as ruas de Petrogrado ficaram cobertas de sangue, as cadeias foram entulhadas de bolcheviques. O governo provis�rio come�ava a utilizar os mesmos m�todos do Czar!
No dia 25 de agosto de 1917, o general Kornilov (ex-oficial do antigo regime) avan�ou com as tropas sobre a capital para dar um golpe de Estado. O governo provis�rio para manter a ordem aceitou ajuda dos bolcheviques. O partido de Lenin funcionou muito bem como uma mil�cia popular e assim derrotaram a chance da monarquia voltar ao poder.
A partir da� os bolcheviques ampliaram seu poder popular. Leon Trotsky foi eleito presidente do soviete de Petrogrado e outro destacado camarada Bukh�rin foi eleito presidente do soviete de Moscou.Lenin aproveita o momento favor�vel para aprova no partido o plano pela:INSURREI��O ARMADA PARA TOMAR O PODER.
Nas assembl�ias os trabalhadores atrav�s dos sovietes manifestou o seu apoio ao plano.
A guarda vermelha, uma m�licia popular, foi criada para ser o bra�o armado dos bolcheviques.
O resto seria f�cil.
Atrav�s de uma bem organizada estrat�gia, a guarda vermelha tomou toda a capital em menos de 24 horas. Em 25 de outubro somente o p�lacio do governo resistia. O governo provis�rio percebendo a sua derrota fugiu disfar�ado de mulher para os EUA. Os ex-ministros burgueses foram presos por pessoas comuns do povo. O movimento, dirigido por Lenin, contou com a participa��o de Leon Trotsky e Josef Stalin. Desse jeito triunfou a primeira revolu��o prolet�ria do s�culo XX.
O novo governo presidido por Lenin, assumiu o poder no dia 7 de novembro de 1917 e adotou a doutrina marxista resumo em tr�s lemas:"Produ��o para o uso, n�o para o lucro", "quem n�o trabalha n�o come" e ""nenhum homem tem direito de viver explorando o trabalho de outro homem".
Foi assinado um decreto que eliminou os latif�ndios. Imediatamente todas as terras foram distribu�das para os camponeses. Toda a terra converte-se em patrim�nio de todo o povo.
Cancelou as d�vidas contra�das pelo czarismo e do governo provis�rio. Com este ato livrou o pa�s da explora��o dos banqueiros internacionais.
Para fazer justi�a social adotou a economia planificada anti-mercado.
Finalmente selou acordo de paz chamado de brest-lit�vski. � �bvio que a burguesia n�o poderia assistir a tudo aquilo de bra�os cruzados. Era preciso impedir que o fogo revolucion�rio se alastrasse pela Europa. Assim acontece a guerra civil.
Os pa�ses capitalistas ficaram apavorados com a revolu��o socialista na R�ssia. E se ela espalhase pela europa? Trataram ent�o de formar ex�rcitos e invadiram a R�ssia sovi�tica com o objetivo de derrubar os bolcheviques. Ao todo, 14 pa�ses atacaram, incluindo for�as militares dos EUA, Inglaterra, Fran�a e Jap�o.
Claro que muitos russos n�o aceitavam os bolcheviques. Principalmente os latifundi�rios, os burgueses e a nobreza, mas tamb�m muita gente da classe m�dia. As tropas distantes das grandes cidades, que n�o estavam influenciadas pelo movimento revolucion�rio, tamb�m se mantinham obedientes �s antigas autoridades. Formaram o ex�rcito branco, que tentou derrubar os bolcheviques e restaurar a ordem burguesa. Assim come�ou uma sangrenta guerral civil entre os vermelhos (bolcheviques) e os brancos (contra-revolucion�rios).
Nas cidades ocupadas pelos brancos, os bolcheviques eram sumariamente executados, enquanto as propriedades eram devolvidas aos antigos donos. Apesar da adversidade o povo russo n�o se rendeu. A contra revolu��o seria derrotada. Como foi poss�vel a vit�ria? Pra come�ar, o campon�s russo sabia que a derrota dos bolcheviques significaria devolver as terras para os nobres. Por isso ele lutava t�o valorosamente. Os soldados dos pa�ses invasores nem sabiam direito o motivo da guerra. Estavam exaustos, cansados e desmotivados. Afinal o mundo tinha acabado de sair da primeira guerra, ningu�m queria se meter em outra batalha. O ex�rcito branco se viu sozinho. Estava em minoria e acabou batido pelo ex�rcito vermelho.
Ent�o, o ocidente capitalista relsoveu isolar a R�ssia sovi�tica do resto do mundo. A id�ia era n�o ajud�-la em nada, n�o importar nada dela, n�o exportar, n�o emprestar dinheiro, n�o fornecer tecnologia. Sufocar o pa�s e irritar o povo at� que ele n�o aguentasse mais e derrubasse os bolcheviques.
A situa��o estava realmente complicada. Pobre, arrasada pela primeira guerra, destru�da pela guerra civil, a R�ssia viveu uma das mais terr�veis epidemias de fome do s�culo XX. N�o havia comida porque as planta��es tinham sido destru�das pelos combates. Chegou a haver casos de canibalismo: os cad�veres eram devorados por pessoas famintas e desesperadas. Foi da� que surgiu a lenda de que os comunistas comem criancinhas.
Uma das principais diferen�as entre o capitalismo e o socialismo � que no capitalismo a economia � subordinada ao mercado e no socialismo a economia � planificada e racional. Por exemplo, o que � mais importante para o bem estar social, que o pa�s fabrique sapatos ou secadores de cabelos? O que � mais importante para um pa�s? Se o pa�s � pobre, com muitas crian�as esfarrapadas, parece mais interessante que, primeiro os pezinhos estejam protegidos, n�o � mesmo?
Na economia capitalista que � completamente irracional quem decide o que vai ser produzido s�o os empres�rios. Afinal, a base do capitalismo � a propriedade privada, e os propriet�rios das f�bricas, terras e empresas s�o empres�rios capitalista$. O principal objetivo deles � o lucro. Eles investem capital no setor que der mais lucros. Dessa forma, se fabricar secadores de cabelos der mais lucros, ele ir� investir em secadores de cabelo.
Na economia planificada socialista n�o existem interesses privados, pois n�o h� propriedade privada, o objetivo n�o seria o lucro do empres�rio, mas o bem-estar social da popula��o. Se a popula��o decidir que sapatos s�o mais importantes do que secadores de cabelos, sapatos ser�o fabricados e pronto. Assim, o pr�prio povo decidiria o que deve ser produzido, j� que no socialismo a propriedade das empresas � coletiva, ou seja, pertence a todo o povo trabalhador.
Em resumo, no capitalismo o patr�o pergunta: o que d� mais lucro? No socialismo o povo pergunta: o que � melhor pra n�s?
Lenin n�o pode viver o bastante para ver o sucesso da URSS em 1922 quando sa�a do cinema levou um tiro de um terrorista. A partir da� a sua sa�de foi piorando e ficou quase paralisado faleceu em 1924. Antes de morrer ditou seu testamento pol�tico dizia que estava muito preocupado com o futuro da democracia na URSS. Tinha medo da vaidade de Trotsky e da brutalidade de St�lin.
Com a morte de Lenin a maior parte da popula��o esperavam que Tr�tsky fosse o seu sucessor no comando do Estado Socialista, mas infelizmente n�o foi bem isso que aconteceu. A lideran�a do Partido Comunista passou a ser disputada palmo a palmo por St�lin e Tr�tsky. Houve um confronto de id�ias. Trotsky achava que o socialismo nunca seria vitorioso se ficasse confinado na atrasada URSS. Ele defendia o avan�o do ex�rcito vermelho sobre a Europa, para apoiar os movimentos revolucion�rios. Era a id�ia da revolu��o permanente. Stalin acreditava fazer o ex�rcito vermelho avan�asse seria um suic�dio porque funcionaria como pretexto para que a URSS fosse novamente invadida, assim como aconteceu na guerra civil (1818-1921). A URSS era um pa�s enorme, cheio de recursos naturais e uma grande popula��o, e que por isso daria certo construir o socialismo dentro dela. Mais tarde, quando houvesse chance, ficaria mais vi�vel ajudar a difundir o socialismo pelo mundo. Era id�ia do socialismo num s� pa�s. � poss�vel que ambos estivessem errados e certos ao mesmo tempo. O Estado sovi�tico naquele tempo era atrasado demais, mas a revolu��o europ�ia tratava-se de um sonho distante. Paradoxos da hist�ria n�o � mesmo?
O fato � que Stalin era o secret�rio geral do partido comunista. Por causa disso, acumulou muitos poderes e prest�gio junto aos burocratas. Quando Lenin passou uma temporada no ex�lio o seu sucessor natural era o Stalin. Na c�pula do partido ficou decidido que Stalin seria o sucessor natural apesar de Trotsky ter ganhado uma grande popularidade ao comandar a guarda vermelha na revolu��o de 1917 e ao defender a revolu��o durante a guerra civil (1918 - 1921) organizando o ex�rcito vermelho. Ao entra neste confronto pela sucess�o Trotsky saiu perdendo e foi obrigado abandonar a URSS.
No ex�lio Trotsky continuava socialista, embora criticasse a URSS, que teria se tornado um Estado oper�rio burocraticamente deformado, ou seja, a estrutura da URSS seria superior a dos pa�ses capitalistas porque j� n�o existia mais burguesia, mas necessitava de uma revolu��o democr�tica do proletariado para derrubar a burocracia que parasitava o Estado. Caso contr�rio, o capitalismo poderia retornar a URSS pelas m�os da pr�pria burocracia.
Em 1922, a R�ssia mudou o nome para Uni�o das Rep�blicas Socialistas Sovi�ticas (URSS). O vermelho � a cor da luta dos trabalhadores. A foice e o martelo simbolizam a uni�o entre os camponeses, soldados e oper�rios. A estrela representa o internacionalismo prolet�rio, ou seja, a id�ia de que os trabalhadores do mundo inteiro deveriam se unir para destruir o capitalismo.
"Uma revolu��o n�o pode ser feita por encomenda ou acordo. A revolu��o crescem onde dezenas de milh�es de pessoas chegam � conclus�o de que n�o se pode continuar a viver assim"
"Luta contra os opressores e exploradores, elimina��o da possibilidade de oprimir e de explorar: esta � a nossa palavra de ordem"
"O proletariado n�o pode atingir a liberdade completa sem conquistar a plena liberdade para a mulher"
"Onde quer que um comunista fale, deve pensar nas massas, deve falar para elas"
"Sem teoria revolucion�ria n�o h� movimentos revolucion�rios"
"A liberdade de imprensa consiste na faculdade, para os ricos, de perverter, mistificar e iludir. Sistematicamente, com milh�es de exemplares de seus jornais, as massas exploradas e oprimidas. Os capitalistas chamam "liberdade" a dos ricos de enriquecer e a dos trabalhadores para morrer de fome"
"O que n�o se pode fazer hoje, pode-se fazer amanh�; o que n�o foi feito amanh�, poder� ser feito depois de amanh�; mas, na hist�ria mundial, amanh� ou depois de amanh� ou depois de amanh� significam, pelo menos, v�rios anos"
"No fim das contas, as quest�es da vida social s�o resolvidas, como se sabe, pela luta das classes sob sua forma mais viva, mais �spera, isto �, sob a forma de guerra civil."
"� preciso sonhar mas com a condi��o de crer em nosso sonho, de observar com aten��o a vida real, de confrontar a observa��o com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles"
Para entendermos o que acontece com Cuba hoje temos sempre que recordar como foram as rela��es do pa�s com EUA
durante mais de meio s�culo. Certo?
Cuba s� se tornou �independente� da coloniza��o espanhola em 1898, por�m, caiu nas m�os dos Estados Unidos. O
imperialismo norte americano impuseram seu dom�nio neo-colonial quase tudo pertencia aos gringos: as minas, os
hot�is, os cassinos, as usinas de a�ucar, as planta��es de fumo e as poucas f�bricas. Coitados dos cubanos n�o
podia ser orgulha de nada.
Os norte-americanos vinham aos montes como propriet�rios, turistas ou militares. Debochavam do povo cubano, ficavam
b�bados, faziam arruasa e a pol�cia corrupta os liberava porque tinha d�lares para subornar. Os cubanos no seu pr�prio
pa�s eram proibido de ir �s praias, pois os gringos n�o queriam se misturar com os negros e mulatos.
O governo cubano era totalmente submisso e capacho dos EUA. Quando havia rebeli�es populares contra as injusti�as, os
marines (Fuzileiros Navais dos Ianques) desembarcavam na ilha para restabelecer a ordem. Por�m as coisas estavam
mudando. Em 26 de julho de 1953, um grupo de jovens revolucion�rios tentou atacar o quartel de Moncada para
iniciar uma revolta popular contra o governo de Fulg�ncio Batista. Deu tudo errado, e eles foram presos e outros
n�o tiveram a mesma sorte. O comandante do plano era um ex-l�der estudantil, o jovem advogado chamado Fidel Castro.
Posteriormente Fidel explicou os objetivos daquele ataque contra o quartel.
Disse:"N�o foi nossa inten��o lutar contra os soldados dos regimento, mas apoderaramo-nos de surpresa do controle e das armas, chamar o povo, reunir depois os militares e incit�-los a abondonar o odioso governo de Fulg�ncio Batista e abra�ar a nossa causa, defender os grandes interesses da na��o e n�o os mesquinhos interesses de um pequeno grupo de espoliadores; Virar as armas e atirar contra os inimigos do povo e n�o contra o povo".
No julgamento Fidel fez sua pr�pria defesa passou de acusado a acusador. Acusou Fulg�ncio Batista de entrega a riqueza
do pa�s ao capital estrangeiro e de ser conivente com a mis�ria do povo. Finalizou com as c�lebres palavras: "A hist�ria
me absolver�".
Condenado � pris�o e depois banido de Cuba, Fidel foi para o M�xico, onde reuniu um grupo de revolucion�rios. Conseguiram
um local, na periferia da Cidade do M�xico, para desenvolver seu treinamento militar. Por l� encontrou um cubano exilado
chamado Alberto Bayo, velho oficial especialista em guerrilhas que serviu o ex�rcito espanhol, seria pessoa certa para
que ensinasse tudo sobre guerrilhas.
Bayo, num livro que escreveu sobre essa experi�ncia. Mi Aporte a la Revoluci�n Cubana, conta que quando aquele rapaz
o procurou foi dif�cil de acreditar em seus planos.N�o parecia uma brincadeira de crian�a? O que ele me pedia era meu
comprometimento para ensinar t�ticas de guerrilha a seus futuros soldados,Fidel dizia que havia conseguido o dinheiro
necess�rio para aliment�-los, vesti-los e equipa-los, e para comprar navios para lev�-los at� Cuba. Que hist�ria �
essa, eu pensei, esse camarada queria mover montanhas com uma m�o, mas o que me custava agrada-lo? Sim, eu disse. Sim
comandante Fidel Castro, prometo ensinar esses revolucion�rios.
Aprenderam a fabricar bombas e coquet�is-molotov; aprenderam ainda todo tipo de ensinamento
necess�rio � guerra de guerrilha. Escalavam montanhas, faziam marchas de dezesseis horas
seguidas, dormiam na floresta, treinavam emboscadas. Foi nessa �poca que o Fidel
conheceu m�dico argentino Che Guevara desde modo junto com irm�o Ra�l Castro e
Camilo Cienfuegos protagonizaram uma marcha revolucion�ria.
Em novembro de 1956, eles embarcaram no iate. Na praia, em Cuba, eram aguardado por ondas
violentas, t�pica de uma tempestade no Caribe, e pelo comit� de recep��o de Fulg�ncio
Batista, cuja avia��o os bombardeou. Era quase imposs�vel escapar com vida. Assim a United
Press, ag�ncia de not�cias norte-americana, feliz da vida, anunciava a morte dos
revolucion�rios. Acontece que doze deles escaparam. Como doze ap�stolos, cansados e
famintos, esconderam-se nas montanhas e florestas da Sierra Maestra.
A guerrilha dos barbudos teve in�cio.
O grande triunfo da guerrilha foi ter obtido apoio dos camponeses sem terras que levavam
uma vida de miser�vel, os Guajiros. Na �poca foi publicado um manifesto dizendo o motivo
do apoio a guerrilha leia a seguir:�Sucessivos governos cubanos pouco haviam feito por eles...Sabiam que
havia um modo melhor de viver e agora enfim isso lhes estava sendo prometido n�o por
pol�ticos...Mas por homens jovens, que demonstravam sua sinceridade vivendo entre eles
e suportando priva��es t�o grandes quanto as suas pr�prias. Os camponeses acreditavam nos guerrilheiros e uniam-se eles.�
O povo cubano mais humilde, entusiasmado, foi se juntando a guerrilha. Fulg�ncio Batista recebeu ajuda econ�mica e
militar dos EUA. Reprimiu com viol�ncia o povo cubano que estava do lado da guerrilha. Aldeias incendiadas, meninas
sendo estupradas na frente dos pais - para que dessem informa��es sobre os guerrilheiros.
Mais de 20 mil pessoas foram assassinadas pelo governo. Tudo em v�o.Em janeiro de 1959, a guerrilha entrou vitoriosa em
Havana triunfou a revolu��o e o povo chegou ao poder, se armou e defendeu o pa�s, ent�o o cidad�o comum deste pa�s podia
dizer:"O Estado sou eu".
As leis revolucion�rias e as medidas de justi�a social conquistaram a popula��o. Contribu�ram para aprofundar a consci�ncia
do povo cubano para desenvolver uma pol�tica socialista. E assim Fidel Castro seria sempre o governante de fato, como
primeiro ministro e comandante chefe da na��o.

Abaixo o bloqueio a Cuba! Viva Cuba Socialista, seu povo her�ico, seu Partido Comunista, seu dirigente m�ximo e Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz! Socialismo ou Morte! At� a Vit�ria, Sempre!
Cuba tornou-se o primeiro e �nico pa�s socialista da Am�rica. No que deu isso? Bem ou mal a revolu��o cubana no campo social conseguiu �xito impressionante jamais alcan�ado por nenhum pa�s capitalista latino-americano. Exemplos: o analfabetismo foi eliminado, as terras foram distribu�das aos camponeses, acabou com o latif�ndio e as favelas, n�o h� crian�as abandonadas ou fumando crack como a gente ver geralmente nas ruas de S�o Paulo, sistema de sa�de p�blica � acess�vel para toda popula��o carente e a educa��o tamb�m. No esporte Cuba foi o quinto lugar geral em medalhas na olimp�ada de Barcelona realizado na Espanha em 1992 superando grande pot�ncias capitalistas. No �ltimo Pan-Americano que aconteceu no Rio de Janeiro, Cuba superou todos pa�ses irm�os das Am�ricas s� perdendo para os EUA no quadro de medalhas. S� um povo sa�davel e educado consegue tal proeza. Deixo claro que n�o � nenhuma maravilha viver em Cuba por causa do bloqueio econ�mico criminoso imposto
pelos ianques. Sob alega��o de que o regime cubano interferia nos assuntos internos de outros pa�ses, "exportando a revolu��o."
A insatisfa��o existe, isso � ineg�vel. Mas de 10% da popula��o est� exilada nos EUA. Muitos cubanos acreditam que, se Cuba abondanasse o socialismo, os EUA ajudaria com bilh�es d�lares (como fizeram na Alemanha e Jap�o) s� para provar que o capitalismo � o melhor sistema. Cuba livre essa mistura de charuto e coca-cola, n�o seria apenas o del�rio de um b�bado?
"O que os imperialista n�o podem nos perdoar � que estejamos aqui; � a dignidade,
a inteireza o valor, a firmeza ideol�gica, o esp�rito de sacrif�cio, o espir�to revolucion�rio do
povo cubano. � isso o que n�o podem nos perdoar � que estejamos aqui sob seu nariz e que estejamos
aqui sob seu nariz e que tenhamos feito uma revolu��o debaixo do nariz dos Estados Unidos"
"Em vez de nos agredirem como nos agridem, por que � que n�o fazem simplesmente uma pergunta:
Como � poss�vel que Cuba em trinta anos tenha feito o que a Am�rica-Latina n�o fez em 200 anos?"
Exemplo educa��o e sa�de.
"Toda revolu��o tem sonhos e esperan�as de grandes realiza��es � poss�vel que n�o chegue a realizar
todas, devido � porcetagem de utopia que cont�m uma id�ia revolucion�ria."
"As pr�ximas gera��es bem poder�o dizer que fomos incapazes de tirar todo o proveito poss�vel de uma economia
socialista. Na verdade, ainda temos muito que aprender. Mas ver�o que nosso sistema foi mais humano, sem qualquer discuss�o.
O outro promove �dio entre as classes."
"Os revolucion�rios tem toda a liberdade de express�o que quiserem. Os contra revolucion�rios n�o tem nenhuma.
A regra � essa"
"Enquanto o cora��o bater, o c�rebro pensar e eu puder mover um dedo, seguirei como soldado da revolu��o"
"� prefer�vel um trabalhador morrer pelo fogo, em combate, a morrer em casa, pela fome"
"Um revolucion�rio pode perder tudo: a fam�lia, a liberdade, at� a vida. Menos a moral"
O ex-craque da sele��o Argentina Diego Maradona visitou
Fidel e mostrou a tatuagem que fez na perna para homenageia o el comandante.
Disse: o presidente cubano � "o melhor entre todos os que falam e decidem coisas no mundo, os demais est�o a quil�metros de
dist�ncia e nenhum deles tem feito tanto por seu povo como ele".
Na �poca Fidel
estava em exerc�cio da presid�ncia e retribuiu o carinho dizendo
"na Argentina h� muitos Che Guevara" e expressou que "Maradona � um Che Guevara do
esporte".
A revolu��o cubana segue como resist�ncia sendo um farol para a Am�rica Latina na sua busca pela liberta��o.
Revolucionar?
Em 1911, nacionalistas chineses, liderados por Sun Yan-sen, chefiaram uma revolta que derrubou o imperador e proclamou a rep�blica. Este homem que hoje � tido como her�i nacional, fundou o Kuomintang (KMT), partido nacionalista que propunha criar um Estado moderno e queria reformar o pa�s. Nesse sentido o partido comunista chin�s ( PCC ) aliou-se ao KMT.
Ap�s a morte Sun Yat-sen em 1925, o KMT passou a ser chefiado por um morcego capitalista chamado Chiang Kai-shek. Era um sujeito muito ambicioso, trai�oeiro e sem-escr�pulo. A pedido dos EUA, decretou a ilegalidade do PCC e reprimiu com viol�ncia as organiza��es vermelhas.
A partir da� come�ava a guerra civil entre o PCC e o KMT.
Houve muito derramamento de sangue e os guerrilheiros comunistas foram virtualmente
expulsos das cidades, entrincheirando-se no campo, onde tinham o apoio dos trabalhadores
pobres e camponeses. Em Jiangxi, no sul, organizaram ex�rcito de liberta��o do povo para
combater o inimigo e afirmaram governar 50 milh�es de pessoas. Visando acabar com a
mini-sociedade comunista, o governo KMT mandou cerca aquela regi�o. A fuga dos comunistas foi uma verdadeira epop�ia. Foi a longa marcha comandada pelo Mao Tse-tung de seis mil quil�metros, atravessando rios, p�ntanos, desertos, montanhas, florestas em mais de 200 combates travados. Finalmente, os sobreviventes chegaram a uma regi�o distante, a noroeste da China, praticamente inacess�vel ao inimigo. Obs: Na hist�ria, a �nica marcha guerrilheira que superou a longa marcha foi a Coluna Prestes no Brasil.
Diante da fragilidade chinesa, o Jap�o invadiu pela primeira vez a grande muralha a China hist�rica. O ex�rcito invasor tinha um plano imperialista de colonizar, saquear e escravizar o povo chin�s.
Para combater os invasores japoneses, o PCC e o KMT estabeleceram uma tr�gua.
Entretanto, enquanto o desorganizado KMT pouco fazia para combater o invasor, o PCC ganhava prest�gio popular com sua efici�ncia. Os comunistas eram disciplinados, bem treinados e tinham objetivos claros. Em pouco tempo na China ser patriota era sin�nimo de ser comunista. Muitas pessoas que sequer sabiam o que era o socialismo, a URSS ou Stalin aderiram ao PCC porque viram nos comunistas a �nica for�a capaz de derrotar os invasores japoneses.
O ex�rcito invasor japon�s agiram com selvageria, matando e destruindo o que viam pelo caminho. Nos campos de concentra��o, chegaram a fazer experi�ncias m�dicas com cobaias humanas, tal como os nazistas na Alemanha! Os latifundi�rios chineses, com medo de terem os bens confiscados, colaboravam com os invasores e exploravam mais ainda os camponeses. Diferente mesmo era o ex�rcito de liberta��o. Em cada regi�o libertada por ele, os camponeses eram tratados como irm�os. Os revolucion�rios confiscavam as terras e distribu�am-nas para os trabalhadores. Montavam escolas e hospitais. E, na �poca da colheita, ajudavam a pegar o arroz. Afinal, era um ex�rcito de camponeses, de trabalhadores, do povo chin�s. Quando o ex�rcito de liberta��o seguia adiante, levava junto milhares de novos integrantes volunt�rios.
O Jap�o n�o esperava tamanha resist�ncia foram expulso em 1945, o pau voltou a quebrar entre o PCC e o KMT. Mas agora a esmagadora maioria da popula��o estava com os comunistas. Nem ajuda dos EUA p�de conter o avan�o revolucion�rio. Ent�o a turma do KMT raspou os cofres e fugiu para a ilha de Formosa (Taiwan), onde criou um novo Estado, protegido pelos ianques. No ano de 1949, Mao Tse-tung e seu ex�rcito entrava vitorioso em Pequim. Os comunistas acabavam de tomar o poder no pa�s mais populoso da Terra. Em frente a um oceano de seres humanos, Mao discursou emocionado, lembrando os sofrimentos que os pa�ses imperialistas e as classes dominantes chinesas tinham provocado no povo chin�s. Desafiadoramente, Mao anunciou:"Oper�rios e camponeses, liderados pelo partido comunista, tomaram o poder.A partir de hoje, ningu�m mais humilhar� a China."
O grande estrategista militar Mao Tse-tung quebrou a teoria de Marx que acreditava no proletariado industrial seria a vanguarda da revolu��o socialista. Naquela �poca a China era essencialmente um pa�s campon�s.
Ent�o, o mestre Mao elaborou uma estrat�gia que rompia com as id�ias ortodoxas de esquerda: propunha uma revolu��o prolet�ria a partir da luta camponesa, na qual a cidade seria cercada pelo campo.
Esta id�ia influenciou muitos l�deres guerrilheiros no Terceiro Mundo, inclusive o PC do B brasileiro nos anos 1970.
"A revolu��o n�o segue uma linha reta. Ela marcha por onde pode, recua diante de for�as
superiores, avan�a quando tem espa�o, ataca quando o inimigo recua ou blefa. Por isso,
acima de tudo, � necess�rio ter muita paci�ncia"
"Lutar, falhar, lutar novamente, falhar novamente, lutar outra vez... at� a vit�ria.
Essa � a l�gica dos vermelhos"
"Os comunistas devem ser um exemplo no estudo, em todos os momentos
devem ser alunos e mestres das massas populares"
"� preciso fazer saber a cada camarada que todas as palavras, todos os atos de um comunista devem ter, por primeiro crit�rio, a concord�ncia com interesses supremos do povo e o apoio das grandes massas"
"A verdadeira rota que orienta o mundo � aquela da mudan�a radical"
"Ex�rcito e povo devem formar um todo, a fim de que este veja naquele o seu ex�rcito. Este ex�rcito ser� invenc�vel"
"Os fuzis dos comunistas russos criaram o socialismo. A experi�ncia da luta de classes oper�ria e as massas trabalhadoras n�o podem vencer as classes armadas da burguesia e dos grandes latifundi�rios sen�o pela for�a dos fuzis. Nesse sentido, podemos dizer que n�o � poss�vel transformar o mundo, sen�o com fuzil"
"Um professor vale por cem guerrilheiros."
"Nada � dif�cil no mundo para quem quer se consagrar a fazer o bem"
"A pobreza impulsiona a mudan�a, a a��o, a revolu��o"
"Ousar lutar, ousar vencer".
Uma onda de indigna��o e revolta tomou conta do povo.
Tudo come�ou na noite de 1 de junho de 2001, o pr�ncipe herdeiro Dipendra, aparentemente embriagado e drogado, matou no pal�cio real o rei Birenda, a rainha Aishwarya e outros membros de sua fam�lia, antes de se suicidar. Segundo investiga��es, ele matou a fam�lia por recusa em aceitar o casamento dele com a namorada. Para o trono n�o fica vazio foi imposto irm�o ca�ula do rei assassinado chamado Gynanendra outro tirano.
Acretide se quiser acho que l� no Nepal � o �nico pa�s no mundo que ainda vive num regime pol�tico absolutista mon�rquico.
Para combater essa vergonha toda surgiu uma guerrilha insperada em Mao Tse-tung que atua desde de 1996 na qual luta de forma sensacional pela justi�a social e democracia que conta com um expressivo apoio popular.

O ex�rcito franc�s invadiu o Vietn� a fim de colonizar o povo vietnamita, mas n�o conseguiu devido a forte
resist�ncia realizada por um grupo de guerrilheiros "os vietcongues". Ent�o, a Fran�a resolveu
se retirar do pa�s.
Com a sa�da da Fran�a em Genebra na Sui�a foi feito um acordo que o Vietn� ficaria provisoriamente dividido em duas zonas: o sul ficou sendo governado por um bando de capitalistas, mercen�rios e corruptos. Sustentando pelos Estados Unidos e o norte ficou sendo governado pelo socialista Ho Chi Minh que tinha uma grande aceita��o popular.
O acordo tamb�m previa elei��es gerais e a total reunifi��o do pa�s, mas acontece que os Estados Unidos, se ver como dono do mundo, sabiam que se houvesse elei��es livres o socialista Ho Chi Minh teria uma vit�ria com mais de 90% dos votos e temiam o efeito socialismo ou seja que os comunistas tomassem o poder n�s pa�ses vizinhos, um depois de outro, at� alcan�ar a �ndia.
Por isso invadiram o Vietn� e cancelaram as elei��es. Em nome da democracia, os americanos assassinavam a democracia, queriam garantir que os comunistas n�o tomariam o poder naquela parte do mundo. Esse era o objetivo da interven��o.
Mas quem lhes deu o direito de ditar como deve ser o regime pol�tico no pa�s dos outros?
Em nome da liberdade, membros das for�as armadas dos EUA cometeram as maiores atrocidades. Jogaram mais bombas do que em toda segunda guerra mundial e chegaram a enviar um milh�o e meio de soldados para a frente de batalha! Seus ca�as supers�nicos varriam aldeias inteiras com bombas incendi�rias (as terr�veis napalms), e os computadores do Pent�gano (onde est� o comando militar dos eua) calculavam a forma perfeita e eficiente de massacrar seres humanos. A pr�pria imprensa norte-americana denunciava os crimes hediondos praticados por seus
compatriotas militares: crian�as fuziladas, torturas e mulheres vietnamitas sendo covardamente estupradas.
Apesar de tudo, o incr�vel aconteceu.
A guerrilha comunista comandada pelo general Giap (ex-professor de hist�ria do ensino fundamental) foi respons�vel por manter o fogo revolucion�rio acesso e assim surpreendeu o mundo ao vencer in�meros combates. Os guerrilheiros vietcongues eram muito mais corajosos e eficientes. Sabiam por que estavam lutando, conheciam seu terreno. O soldado americano estava ali for�ado pelo seu governo, abobalhado diante da resist�ncia her�ica daquele povo. Queria mesmo era fumar um pouco de maconha e sair vivo daquele inferno. Nem todos sa�ram. Mais de 50 mil norte-americanos tombaram mortos e 300 mil
ficaram gravemente feridos ou mutilados.
Milh�es de americanos apoiaram a guerra. Acreditavam que era causa da liberdade que estava em jogo. N�o entendiam quando centenas de milhares de pessoas cercavam a Casa Branca (onde mora e trabalha o presidente dos eua)exigindo o fim do conflito. Mas houve muita gente que mudou de id�ia quando recebeu a not�cia de que o filho militar tinha retornado aos EUA embalado num saco pl�stico.
Para os EUA, situa��o era grave, pois mesmo usando toda sua capacidade tecnol�gica, usando avi�es modernos e armas
sofisticadas definitivamente nunca foi capaz de eliminar os GUERRILHEIROS VIETCONGUES.
As derrotas militares e as press�es da opini�o p�blica for�aram o governo americano a rever a sua posi��o. Ordenou que os soldados americanos se retirassem da guerra o maior de todos imperialismos tinha sido derrotado pela CORAGEM, BRAVURA e DETERMINA��O dos guerrilheiros vietcongues.
Por fim, os combatentes revolucion�rios contando com um expressivo apoio popular expulsou os invasores. Ent�o, o Vietn� foi novamente unificado e independente, formando em 2 de julho de 1976 a Rep�blica Socialista do Vietn�.
Ho Chi Minh chamado carinhosamente
de "tio Ho" pelo povo vietnamenta
liderou o processo revolucion�rio
para libertar o seu pa�s do
dom�nio estrangeiro.

Em Hollywood foram produzidos in�meros filmes sobre a guerra do Vietn�.
Toda essa mega produ��o feita para esconder da popula��o mundial os crimes de guerra cometido
pelo ex�rcito norte-americano. Um dos aspectos mais utilizados nos roteiros desses filmes � exalta��o de hero�smo
e coragem por parte dos soldados norte-americanos que s�o pintados como grandes "salvadores da humanidade". O povo
vietnamita estaria sob a amea�a �maligna� do comunismo, sendo dominado pelos guerrilheiros vietcongues, acabaram
virado todos eles grandes vil�es.
O famoso filme �Rambo 2 � A Miss�o� ( Rambo � First Blood Part II � 1985). Contava a hist�ria de John Rambo, um
veterano da guerra do Vietn� que recebeu a miss�o suicida de resgatar soldados norte-americanos feitos de prisioneiros
por guerrilheiros vietcongues. Ent�o, super her�i Rambo, literalmente sozinho, mata um ex�rcito inteiro de vietcongues,
salva todos os prisioneiros com apenas uma faca, uma bazuca e uma metralhadora e n�o sai com nenhum arranh�o
(rs, parece at� piada). O filme, embalado pelo clima de aventura, o p�blico � levado a torcer por Rambo como
se ele estivesse em uma jornada vingativa leg�tima, pois os guerrilheiros vietcongues seriam os respons�veis por
terem provocado a guerra. Sendo que na verdade foram os EUA que causou tudo aquilo s� porque n�o queria um
governo revolucion�rio no Vietn�.
S�o raros os filmes que faz cr�ticas sobre a guerra do vietn�. Filme que se destaca � �Nascido em 4 de Julho�
(Born on the Forth of July -1989), um filme que se concentra principalmente no drama real do soldado Ron Kovic
que por influ�ncia da fam�lia conservadora e religiosa se alista voluntariamente para a guerra do Vietn� e ao
voltar tetrapl�gico. No EUA se torna um ativista contra a guerra. Apesar do foco centrado no drama do soldado
e o tom patri�tico do filme, toca mesmo que de maneira superficial, como a falsa propaganda dos EUA de participa��o
na guerra para acabar com o comunismo no mundo e deixa evidente o assassinato em massa de inocentes, mulheres e
crian�as vietnamitas.
Em julho de 2008, o presidente Luiz In�cio Lula da Silva esteve no Vietn� e viu bem de perto uma figura lend�ria chamada Vo Nguyen Giap. No final do encontro Lula deu uma entrevista para a imprensa e disse: "Estar diante de um ser superior, fiquei muito emocionado, li muito sobre ele. Encontrar aquele homem min�sculo, com 98 anos e saber que por detr�s daquela apar�ncia tem um homem que derrotou o grande poder militar franc�s e o grande poder militar americano � , no m�nimo, estar diante de uma figura superior. O que voc�s fizeram aqui foi muito mais que vencer uma guerra, foi uma li��o de vida. A vit�ria de voc�s foi a vit�ria do oprimido, e n�s nos sentimos co-participantes e muito orgulhosos do significado dessa vit�ria".
O BRASIL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
E o Brasil na segunda guerra? O que � que n�s fizemos?
Bem, na �poca a gente era governado pelo Get�lio Vargas
simpatizava com regimes fascistas. Alguns de seus generais
admiravam Hitler. No come�o da d�cada de 1940, o com�rcio
do Brasil com a Alemanha nazista estava ficando t�o importante
quanto o com�rcio com os EUA.
Os americanos ficaram preocupados. N�o queriam o Brasil aliado
do eixo. O presidente norte-americano Roosevelt enviou embaixadores
para conversar com Get�lio. A mensagem de Washington era uma mistura
de agrado com amea�a: ofereceram ajuda para construir a usina de a�o
em Volta Redonda, mas falaram com dureza:"Ok, my boys, n�s queremos o
Brasil distante do eixo."
Get�lio sabia que n�o era poss�vel desafiar o gigante americano e rompeu
rela��es diplom�ticas com a Alemanha. Naqueles tempos, a Alemanha j� tinha
declarado guerra total. Qualquer navio que abastecesse os aliados corria o
risco de ser bombardeado. Foi assim que os submarinos alem�es vieram at� a
costa do Brasil afundar nossos navios.
Quando correu a not�cia de que os nossos navios mercantes tinham sido afundados,
uma onda de protestos varreu o pa�s. As pessoas foram �s ruas em passeata exigir
que o Brasil entrasse na guerra. Preste aten��o a isso: os EUA realmente pressionaram
para que o Brasil entrasse na guerra, mas a vontade de nosso pr�prio povo foi decisiva
para for�ar o governo a partir para briga contra o nazi-fascismo.
Foi assim que o Brasil declarou guerra ao eixo e enviou milhares de soldados para lutar
na It�lia. Nossa participa��o foi modesta, os brasileiros n�o tinham armas modernas nem
eram muitos e estavam subordinados ao comando dos generais americanos.De qualquer modo,
os nossos pracinhas (soldados brasileiros) deram grandes demonstra��es de intelig�ncia
e de destemor no campo de batalha.
Merecidamente foram considerados her�is, principalmente
os negros, os nordestinos, os pobres, convocados em massa para a tropa. No geral, os filhos
de burguesia foram poupados dos riscos do campo de batalha.

FMI(Fundo Monet�rio Internacional) � uma esp�cie de superbanco das grandes pot�ncias
capitalistas do mundo, chefiado pelo EUA. Criado em 1945, o fundo pode emprestar d�lares aos
pa�s pobres latino-americanos em dificuldades econ�micas, mas faz uma por��o de exig�ncias,exemplos:
Congelamento de sal�rios dos trabalhadores, privatiza��es, juros exorbitantes
e assim por diante. Corte
nos gastos p�blicos resulta em menos dinheiro para sa�de, educa��o e previd�ncia social.
Maiores
facilidades para as multinacionais. Afinal o FMI � comandado pelos pa�ses ricos que
comandam essas multinacionais, etc.
Todo governo latino-americano diz que � preciso fazer todo esse esfor�o para diminuir
a infla��o. Uma coisa certa: aumenta a pobreza do nosso povo. A d�vida externa
brasileira deixa a gente escravizado mais do que eramos no tempo da coloniza��o.

Um livro essencial chamado "50 perguntas 50 respostas - sobre a d�vida" serve para
entender quem se beneficia da d�vida externa. Como, os EUA e seus aliados
opressores, exploram as na��es mais pobres. Escrita no formato de perguntas e
respostas, a obra dos professores Damien Millet e �ric Toussaint analisa os
mecanismos utilizados para exercer um dom�nio que se constitui como "uma nova
forma de coloniza��o", praticada por interm�dio do FMI, Banco Mundial e Clube
de Paris. Para os autores, a luta pela anula��o da d�vida entre os pa�ses pobres
no caso o Brasil equivale atualmente luta travada contra a escravatura no s�culo XIX.
Sobre os autores:
�ric Toussaint, � historiador e cientista pol�tico, presidente do Comit� franc�s para
a anula��o da d�vida do Terceiro Mundo (CADTM), membro do conselho internacional do
F�rum Social Mundial. Damien Milliet, � professor
de matem�tica, secret�rio-geral do CADTM e membro do Attac.

No dia 7 de setembro a gente comemora a independ�ncia do Brasil.
Isso significa o fim da explora��o, opress�o e coloniza��o dos portugueses.
Hoje em dia a nossa querida p�tria entrou em outro tipo de coloniza��o.
N�o posso comemora algo que n�o existe. A independ�ncia do Brasil continua sendo
pagar em dia para grandes banqueiros internacionais.� preciso fazer uma auditoria
nessa d�vida externa.
O Brasil vive outro tipo de coloniza��o das multinacionais. Basta fazer um passeio
pelas ruas das grandes cidades revela com facilidade a forte domina��o das
multinacionais no Brasil. Marcas como Blockbuster, McDonald's, Nike, Coca-Cola,
Carrefour, Texaco e Wall-Mart, s�o algumas mostras dessa enxurrada estrangeira. O
capital estangeiro compram as empresas nacionais, como fizeram com as telefonias
estatais e recentemente a AMBEV (maior produtora de cervejas no pa�s, controlando os
principais setores da economia nacional. Ditam as leis, como fizeram com a Lei de
Responsabilidade Fiscal e a autoriza��o para os transg�nicos.
A globaliza��o junto com o neoliberalismo facilitou o ingresso do capital estrangeiro
no pa�s as negociatas das privatiza��es das estatais (como a do setor de energia e de
telecomuni��es) e as aquisi��es pelo capital estrangeiro de empresas nacionais.
O jornal Valor Econ�mico divulgou que em 2005, as remessas de lucros e dividendos
para fora do pa�s foram de US$ 12,6 bilh�es Esse valor � mais alto desde que o Banco
Central come�ou a analisar esses dados, em 1947. Remessa de lucros � dinheiro que as
multinacionais mandam para fora sem nenhuma taxa��o. Esse capital, gerado pelo suor
dos trabalhadores do pa�s n�o revertido em nenhum investimento no Brasil. Crime de
lesa-p�tria.
Isso acontece por causa de presidentes entreguistas. Lula quando foi eleito em 2003
a primeira coisa que fez foi nomear Henrique Meirelles ex-tucano para ser presidente
do Banco Central. Ele praticamente entregou a chave do cofre nacional nas m�os dos
gringos. Henrique Meirelles para
quem n�o sabe, trata-se de um criminoso do colarinho branco, espoliador e
corrupto. Valeu Lula por nomear uma pessoa que representa os interesses de l� de fora
por um cargo t�o importante.
Acretido o dia da independ�ncia s� vai chega no dia que o povo brasileiro luta pelo
cancelamento da d�vida externa que sufoca a economia, permitiria realizar
investimentos na reforma agr�ria, na educa��o, na sa�de e assim por diante.
A expropria��o das multinacionais, que det�m a parte fundamental da economia
nacional, � necess�rio para que o pa�s tome nas suas m�os o controle de partes
fundamentais da economia brasileira.
Se a acreditamos que somos independentes somos idiotas e mal informados.


rs
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