Histórico, segundo
a Confederação Brasileira de Futebol de Salão (1984).
A versão mais
aceita para o surgimento do futebol de salão é a de que ele começou a ser
praticado nos anos de 1940, por jovens freqüentadores da Associação Cristã de
Moços, em São Paulo. Enfrentando dificuldades para encontrar campos de futebol
para divertimento em suas horas de lazer, improvisaram “peladas” nas quadras de
basquete e hóquei, aproveitando as traves usadas na prática desse último
esporte. De início as “equipes” variavam de número, tendo cinco, seis e até
sete jogadores sendo pouco a pouco fixado o limite de cinco. As bolas eram de
crina vegetal ou serragem sofrendo sucessivas modificações, inclusive com o uso
de cortiça granulada. Como as bolas de ar utilizadas depois, saltavam muito e
saiam freqüentemente das quadras, posteriormente tiveram seu tamanho diminuído
e o peso aumentado. Daí o fato de o futebol de salão ser chamado de “esporte da
bola pesada”.
De repente o novo
esporte começou a ganhar corpo, estendendo-se a outros estados,
estabelecendo-se regras elementares procurando disciplinar sua prática. Dentro
de pouco tempo organizavam-se times, disputando torneios abertos. Dada a
facilidade para a formação de equipes rapidamente ganhava adeptos sendo
introduzido em quase todas as capitais, que já o praticavam copiando regras uns
dos outros.
Na década de 50
surgiram várias federações Estaduais, sendo a pioneira a Federação
Metropolitana de Futebol de Salão (atual Federação de Futebol de Salão do Rio
de Janeiro), fundada a 28 de julho de 1954, na sede do América Futebol Clube.
Em 1955 a entidade
carioca organizou a primeira competição oficial, denominando-a “Torneio de
Apresentação”, vencido pelo Braz de Pina. Em 1955 foi realizado o primeiro
campeonato na cidade do Rio de Janeiro, com 42 disputantes. No mesmo ano, no
estado do Ceará, que mais tarde viria a ser a sede da Confederação Brasileira
de Futebol de Salão, era disputado igualmente o primeiro campeonato dirigido pela
recém fundada Federação Cearense de Futebol de Salão.
Até o início da
década de 60 havia divergência de regras, com Rio de Janeiro e São Paulo
disputando a primazia do novo esporte, procurando impor seus pontos de vista. O
futebol de salão ganhara, já, tal amplitude que a então Confederação Brasileira
de Desportos resolveu oficializar a sua prática, uniformizando suas regras,
aceitando como filiadas as Federações Estaduais e promovendo certames de âmbito
nacionais, de clubes e seleções.
Desenvolvimento
O surgimento da
Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS) deu-se em 1979 quando os
esportes brasileiros sofreram radicais transformações há muito reclamadas e, a
mais importante foi a “morte” da Confederação Brasileira de Desportos,
responsável pelo futebol e várias outras modalidades que não tinham entidades
nacionais organizadas e dependiam das migalhas da CBD.
Assim no dia 15 de
junho de 1979, no Rio de Janeiro, foi oficialmente fundada a Confederação
Brasileira de Futebol de Salão, sendo os seguintes os estados fundadores:
Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Sergipe, Amazonas,
Pernambuco, Maranhão, Bahia, Paraíba, Mato Grosso, Brasília, Acre, Minas
Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Amapá,
Alagoas e Goiás.
No dia 27 de
agosto do mesmo ano foi eleita e empossada a primeira Diretoria da CBFS, tendo
como presidente o Dr. Aécio de Borba Vasconcelos. Na ocasião, Fortaleza,
capital do estado do ceará, foi escolhida oficialmente como sede da nova
entidade.
A entidade
nacional dirigente do Futsal, conta atualmente, com vinte e sete (27)
Federações Estaduais filiadas, congrega 1.672 clubes e associações, perfazendo
um total de quase 183.817 atletas inscritos e registrados na CBFS até dezembro
de 1995, que, atualmente, promove competições nacionais de seleções e de
clubes, nas categorias infantil, juvenil e principal.
O Brasil – CBFS –
participou de todas as competições internacionais de seleções às quais esteve
presente, ostentando presentemente os 11 títulos de Campeão Sul-Americano, de
Tri-Campeão Pan-Americano e de Tetra-Campeão Mundial, não podendo ser olvidados
igualmente, os BI-Campeonato Sul-Americano Juvenil e Tri-Campeonato Mundial de
Clubes Adulto conquistados.
Convém destacar
que o amor e a tendência natural do brasileiro pelo futebol transfundiram-se
para o futsal, em razão da valorização imobiliária e de outros fatores
socioeconômicos que implicaram na quase extinção dos antigos campos de várzeas.
E o futebol passou, à falta de espaços principalmente nas áreas urbanas, a ser
praticado em quadras originalmente destinadas a jogos de basquete e vôlei, daí
explicar-se a “febre” do futebol de salão, hoje seguramente a recreação e lazer
desportivo da preferência de mais de 12 (doze) milhões de brasileiros, tendo
assim, grande relevância não só na manifestação esporte-performance, como
também nas outras manifestações (esporte-educação e esporte-participação)
definidas na recomendação nº 01/86 do CND.
Aduza-se, nesse
tocante, que em pesquisa realizada pela revista Placard de 01/06/84,
corroborada em 1985 pelo próprio IBGE, em seu anuário estatístico, quanto aos
esportes mais praticados no Brasil, especialmente nas cidades do Rio e São
Paulo, nas classes A,B e C e nas faixas de idade de 15/19 e de 20/24, evidenciou-se
que o FUTSAL está em primeiro lugar na preferência nacional. E tudo isso
decorre de ser FUTSAL, sem dúvida, o único esporte genuinamente brasileiro e
que não impõe o biotipo geralmente requerido para certas modalidades
“importadas”, podendo praticá-lo o alto, o baixo, o gordo, o magro, o jovem, ou
o mais idoso, daí ter tomado de roldão as quadras e espaços de recreação dos
colégios, edifícios, empresas, pólos de lazer, clubes sociais e esportivos,
quartéis, praças, conjuntos habitacionais, etc.
Além desse aspecto
democrático e participativo, convém assinalar que Pelé, Zico, Sócrates,
Casagrande, Edinho, Rivelino, Paulo César, Reinaldo, Robertinho, Artuzinho,
dentre consagrados “astros” do futebol acreditam grande parte de seu sucesso ao
aprendizado obtido no futsal, onde iniciaram a vida desportiva. “O jogador que
vem do futsal tem um drible fácil e curto, aperfeiçoado pelo pequeno espaço em
quadra”. Aprende-se a conduzir a bola perto do corpo, aprimorar-se o domínio
raramente errando um passe, além de ter-se um sentido de marcação muito
desenvolvido.
Internacionalização
Por outro lado, a
dimensão internacional do FUTSAL iniciou-se desde a criação, no Brasil, da
Federação Internacional de Futebol de Salão – FIFUSA – em 1971, com sede em São
Paulo, objetivando desenvolver e dirigir, com exclusividade, o futebol de Salão
Mundial. Hoje o futsal brasileiro, já está disseminado e espalhado por 5
(cinco) continentes. Ademais, a humanização e agilização das regras do futsal,
hoje adotadas propiciou sua consolidação, com milhares de adeptos em todo os
recantos do mundo. Salienta-se, por oportuno, que os rigores e a extensão das
temporadas invernosas nos continentes europeu, asiático e oceânico contribuem,
grandemente que o futsal constitua-se, constitua-se na grande opção desportiva
dos ginásios e quadras cobertas.
Em 1990 a FIFA
homologou a supervisão do futsal mediante extinção da FIFUSA desistiram de
fazê-lo e elegeram o Sr.Antônio Alberca para presidente. A própria Espanha e
quase todos os demais se filiaram a FIFA que tem hoje 136 países afiliados.
Dentre as
atividades nacionais já filiadas à FIFA destacam-se a Espanha com 986.000
praticantes, a Tchecoslováquia com 312.000, a Itália com 210.000, a Austrália
com 121.000, a Holanda com 97.000, o Japão com 85.000, os EUA com 68.000 e o
Canadá com 43.000. Cita-se ainda, os paises Sul Americanos onde a prática do
FUTSAL por cerca de 432.000 atletas federados já ensejou a realização de vinte
e três (23) certames continentais de clubes e de seleções, dos quais o Brasil
participou de vinte e dois (22).
Tais quantitativos
aliados ao fato de que a FIFA organizou dois (2) Campeonatos Mundiais e por ser
largamente praticado em, pelo menos, cinqüenta (50) países e três (3)
continentes, já é pelo comitê internacional
reconhecido como esporte olímpico, tendo sua principal participação em
200 em Sidney – Austrália.
Nesta perspectiva
falta muito pouco para que o futsal – nascido e desenvolvido no Brasil – seja
admitido nos jogos olímpicos, uma vez que Sidney já aprovou a admissão do
futsal nas Olimpíadas do ano de 2000 só faltando à aprovação do congresso em
Atlanta.
Finalmente, as
potencialidades do futsal – como lazer e como desporto de rendimento – aliados
ao seu nível técnico de representatividade, sua importância sócio-cultural, sua
difusão interna e externa aos números títulos já conquistados pelo Brasil em
competições internacionais, impõem um apoio incondicional e prioritário ao
futsal, mormente por ser uma modalidade desportiva, de raízes essencialmente
brasileira, que atende às preferências individuas e sociais da população
brasileira, e, se espelha, indomada e irreversivelmente, por todos os recantos
do mundo.
As habilidades motoras podem ser classificadas em categorias gerais.
Segundo MAGILL (1993:5) quando uma pessoa corre, caminha com uma perna artificial, lança uma bola, atinge uma bola de tênis, toca piano, dança, ou trabalha num torno, a pessoa está utilizando uma ou mais habilidades humanas clamadas de habilidades motoras, essas habilidades podem ser classificadas de acordo com os músculos trabalhados na realização de uma ação.
Para atingir os objetivos das habilidades motoras grossas, as pessoas precisam utilizar a musculatura grande para produzir as ações, essas habilidades requerem menos precisão de movimentos do que as habilidades motoras finas. Essa habilidade é classificada como habilidades motoras fundamentais – caminhar, pular, arremessar, saltar etc.
As habilidades motoras finas requerem um maior controle de músculos pequenos, mais especificamente aqueles envolvidos na coordenação mãos-olhos e exigem um alto grau de precisão no movimento das mãos e dos dedos, desenhar a mão livre, digitar, pintar, costurar e abotoar são exemplos de habilidades motoras finas.
Os pesquisadores também costuma classificar as habilidades motoras segundo os diferentes movimentos que as pessoas fazem para realizar uma habilidade, se uma habilidade exigir um movimento diferente que tenha ponto inicial e final bem definidos, ela será classificada como uma habilidade motora discreta. Habilidades discretas incluem ligar e desligar interruptores de luz, acionar o pedal de embreagem de um carro, pressionar as teclas de um piano, cada dessas habilidades requer um movimento diferente, que começa e termina em posições claramente definidas.
As vezes, a pessoa consegue ordenar diversos movimentos discretos em uma série ou seqüência. Quando isso ocorre, a habilidade é considerada como uma habilidade motora serial. Dar partida de um carro é um bom exemplo, porquê o motorista precisa realizar uma série de movimentos distintos.
As habilidades motoras contínuas são constituídas por movimentos repetitivos. Podemos classificar habilidades como guiar carro, utilizar o mouse para fazer um desenho na tela de um computador, nadar e caminhar com habilidades contínuas.
Habilidade motora fechada, para essa habilidade, o objeto sobre o qual se age não muda durante o desempenho da habilidade, na verdade, o objeto espera pela ação do participante. Por exemplo, pegar uma xícara que está sobre a mesa é uma habilidade motora fechada, pois a xícara não se desloca durante o intervalo desse que você decidiu apanhá-la até o momento de fazê-lo.
Uma habilidade motora aberta é uma habilidade desempenhada em um ambiente não-estável, onde o objeto ou o contexto varia durante o desempenho da habilidade, por exemplo, durante uma troca de bolas, um jogador de tênis não pode ficar parado num ponto da quadra para decidir quando e como rebater a bola, para ser bem sucedido, o jogador precisa se deslocar e agir de acordo com a localização espacial, e as características de velocidade da bola.