Podemos dividir este tema em dois aspecto do treinamento desportivo: teoria e prática.
A) Orientação teórica que compreende:
·
Ensinamento da regra
de jogo;
·
Deveres (obrigações
do atleta);
·
Equipamento;
·
Forma;
·
Tempo;
·
Número;
·
Categoria.
Ensinamento da
Regra
Proporciona ao
atleta conhecimentos básicos para a prática correta da modalidade. É
obrigatório para as “escolinhas, iniciação e categorias menores”.
Necessário para as
categorias maiores, porque, permite ao atleta adulto estar sempre à par das
regras do jogo e de suas possíveis alterações.
Deveres
(obrigações do atleta)
Para se conseguir
um treinamento correto em um espaço de tempo o mais curto possível, o trabalho
a ser realizado deve ser organizado.
Possuindo o atleta
“direitos” deverá ter também “deveres” a fim de não interromper o ritmo de
preparo da equipe. Um cuidado especial se faz necessário para:
Disciplina –
Indispensável no comportamento do atleta no aspecto técnico e moral. Este
requisito fundamental o jogador deve apresentar dentro e fora da quadra de
jogo.
Horário – Deverá
ser estabelecido com antecedência, para uma observância rigorosa tanto para
treinamento como para os jogos. Horários determinados devem ser cumpridos.
Freqüência –
Devem-se evitar as falhas. A assiduidade de um atleta demonstra o seu
interesse, na prática da modalidade. Algumas vezes o atleta é freqüente, mas
não assíduo participando somente das atividades que lhe interessam.
Alimentação – Deve
ser moderada e adequada antes de qualquer atividade e com um tempo de 03 (três)
horas do seu início.
Regime – Os
atletas devem saber moderar os seus hábitos e em especial nos períodos de
treinamento e jogos. Qualquer excesso cometido certamente ocasionará prejuízo
no estado atlético do jogador.
Equipamento
Sendo material de
uso constante, deve sempre estar em perfeitas condições para proporcionar
conforto e segurança durante a prática esportiva.
Referimo-nos:
Calçado – tênis de
lona ou couro com o solado em perfeito estado. O tênis rasgado não permite um
ajuste no pé e o solado liso (gasto) prejudica a estabilidade do atleta.
Deve-se evitar a amarração do cordão ao redor da perna.
Meia – Com cano
longo e de preferência com tecido de algodão nos pés. Devem-se evitar costuras
que provocam a formação de bolhas e para mantê-las em posição, o uso de
elástico “tênue” na posição superior é indicada.
Calção – Deve ter
tamanho normal que propicie conforto e liberdade de movimentos e seguro na
cintura por um cordão ou elástico.
Protetor –
Obrigatório para todos os atletas porque além de proteger, permite maior
liberdade de movimentos. É recomendado o uso do protetor com tecido de algodão
que evita assaduras na região. Atualmente os calções são confeccionados com
protetor.
Camisa – De manga
curta ou longa e que se amolde no corpo do atleta. Neste caso a estética tem
muita importância.
Forma
O treinamento deve
ser realizado por etapas, com uma seqüência e aumento de intensidade de acordo
com as necessidades e qualidades do material humano que se tem para trabalhar.
Inicia-se com a
preparação física alternada com o preparo técnico e terminamos com a definição
tática da equipe.
Para as categorias
menores duas observações se fazem necessárias:
- Não se deve
fazer preparação física por que os “garotos” em fase de crescimento não podem
ser submetidos a uma carga de trabalho (exercícios específicos) incorretos e
excessivos, porque podem sofrer lesões que irão prejudicar o organismo e
conseqüentemente sua formação.
- Cabe ao
treinador o ensinamento para o uso correto do material desportivo (desde a amarra do calçado até a
maneira de vestir), como também os princípios elementares de higiene que o bom
atleta não pode desconhecer.
Tempo
Para a execução
completa do treinamento o plano de trabalho pode ser feito a curto, médio e
longo prazo. É necessário que se faça uma “previsão” do tempo disponível para a
orientação completa do atleta e da equipe.
Número
Deve-se
inicialmente conhecer as qualidades e possibilidades dos elementos a
disposição. Feita uma triagem e selecionadas os melhores, procura-se reduzir o
número de atletas ao mínimo necessário.
Destaque-se que um
plantel elevado não permite o cuidado necessário para o preparo do atleta e da
equipe.
Categoria
A preparação
física, técnica e tática difere segundo a faixa etária do a atletas.
“Para as
categorias menores todos os ensinamentos básicos para a prática correta da
modalidade se fazem necessários e para as categorias maiores faz-se a
complementação da orientação”.
B) Orientação
prática envolve:
b.1. Preparação
física;
b.2. Preparação
técnica individual;
b.3. Preparação
tática.
A orientação
prática compreende a preparação do atleta e da equipe. Os treinamentos devem
seguir uma orientação e seqüência que nos permita em curto espaço de tempo
ministrar todos os ensinamentos necessários para a prática correta da
modalidade. O treinamento é realizado por etapas e cada uma delas orientadas
pelo seu responsável.
Devem ter uma
seqüência pedagógica e um aumento de intensidade variável e de acordo com a
qualidade e necessidade do material humano que se tem para orientar.
b.1. Preparação
Física
Hoje em dia, pela
evolução da mentalidade dos jovens sobre a educação física nas escolas, os
alunos, que em casos são atletas dos clubes, procuram manter ou melhorar suas
condições orgânicas para que possam desempenhar suas funções táticas com menor
esforço e menos desgaste.
Realmente,
sentimos que os atletas desejam treinar com seriedade, principalmente atletas
que não tiveram um bom fundamento básico, teórico tático e técnico, logo eles
conciliarão seus estudos, ou trabalho, com os treinamentos e jogos, torna-se
muito difícil para eles. Logo para que os treinadores possam elaborar um plano
de trabalho que vise prepará-los melhor para as competições que terão pela
frente, é necessário muito bom senso.
Se analisarmos
melhor a situação dos nossos atletas das categorias mirim e infantil com faixa
etária que varia de 10 a 11 anos muitos
casos que a jornada estudantil que deve oscilar entre quatro à cinco
horas, se contarmos isso tudo e somarmos ainda os horários que são previstos
para os jogos e o sistema de campeonatos veremos que é praticamente verificar
atentamente, e com muito acompanhamento exigir destes atletas boas notas no
colégio, ser aplicado dentro e fora das quadras.
É preciso, sim que
todos os clubes e associação atuem ativamente um trabalho de base por elementos
formados em educação física e não por leigos. O objetivo desta obra é colaborar
com todos aqueles que trabalham direta e indiretamente com o FUTEBOL DE SALÃO,
no que diz respeito à preparação física de base e especial.
Quando nos
propomos a treinar fisicamente um determinado grupo é bom sempre lembrarmos que
os princípios básicos do treinamento físico serão sempre observados, a saber:
A individualidade
Biológica – pois cada indivíduo tem sua carga de trabalho;
O princípio da
Sobrecarga – o organismo só reage ao estímulo se o esforço for maior do que
aquele com que está habituado ou acostumado.
A teoria do
“Stress”, o que significa: é uma palavra de origem inglesa sem significado em
português, aparecendo no dicionário traduzido por força, peso, valor,
importância. Essa palavra foi utilizada pelo médico canadense SELYE para
definir toda e qualquer agressão interna ou externa, sofrida pelo organismo, a
qual, desfazendo o equilíbrio funcional orgânico, desencadeia uma reação
denominada Síndrome Geral de Adaptação.
O treinamento
desportivo normalmente utiliza sistemas que provocam STRESS constante, a fim de
que o corpo humano reaja a eles, modificando a resistência de seus elementos.
Procurei dar a definição da palavra STRESS pela dificuldade de encontrarmos
essa definição e pelas inúmeras vezes que os senhores irão ouvi-la.
Teste de aptidão
física
Visam à variação
das condições iniciais do elemento, no qual dará subsídios ao treinador e um
meio de obter-se uma medida relativa do grau de desenvolvimento atual das
qualidades físicas dos atletas. De nada adianta o atleta ter excelente condição
técnica, se não possui a condição física para poder desempenhar a função tática
designada pelo seu treinador. Além da preparação física de base e a especial,
contamos ainda com a preparação psicológica e a preparação invisível (saúde).
Precisamos preparar melhor nossos atletas de FUTSAL, dando-lhes informações e
mentalizando-as a uma partida TOTAL, quer nos treinos físicos, quer nos treinos
táticos. A cada ano que se passa podemos observar, através de seguidas
competições citadinas, escolares, joguinhos abertos de Joinville e entre
cidades (estadual), que o futsal constitui-se na segunda modalidade esportiva
do país.
b.2 Preparação Técnica Individual
Resultante de
todas as ações motoras específicas, interagindo com a bola, sobre os quais se
constroem todos os elementos técnicos de jogo assim identificados.
Na prática do
futsal, os participantes são divididos entre aqueles que atuam na linha é os
que atuam como goleiros, referencial básico para se estabelecer uma linguagem
didática específica para o desporto. De tal forma podemos considerar que os
elementos das técnicas individuais empregadas durante o jogo dividem-se em:
- Elementos das
Técnicas Individuais de linha;
- Elementos das
Técnicas Individuais de Goleiro.
- Elementos de
Técnicas Individuais
Resultante de
todas as ações motoras específicas, interagindo com a bola, sobre as quais se
constroem todos os elementos técnicos de jogo assim identificados:
Elementos das
Técnicas Individuais de Linha
- O passe;
- A recepção;
- A condução;
- O drible;
- O chute;
- A Marcação.
Elementos das
Técnicas Individuais do Goleiro:
- A empunhadura;
- A defesa Alta;
- A defesa Baixa;
- O arremesso;
- A Saída de Gol.
A seguir serão
abordados, detalhadamente, as técnicas individuais de linha e de goleiro
PINHEIRO (s.d.), LUCENA (1994), MUSSALEN (1978), CORSINI (1987) e AZEVEDO
(1980).
b.1.1 Técnicas Individuais de Linha
PASSE
“Ação de enviar a
bola a um companheiro ou determinado setor do espaço de jogo”.
- Elemento de
ligação entre componentes de uma equipe;
- O bom passe,
cobre mais rápido as distâncias, do que os deslocamentos;
- Os passes podem
ser executados na posição parado ou em deslocamento,
- O passe é um dos
principais elementos do jogo;
- Vários são os
passes e formas de execução dos mesmos.
Classificação dos
Passes:
Os passes podem
ser classificados de acordo com as distâncias compreendidas entre o agente e o
receptor ou setor.
1) Em relação à
distância:
- Curtos, até 4
metros;
- Médios, de 4 a
10 metros;
- Longos, acima de
10 metros.
Após a ação do
passe, a bola pode traçar diferentes trajetórias de acordo com as situações de
jogo, e do próprio tipo de passe executado.
2) Em relação a
Trajetória:
- Rasteiro
- Parabólico
- Meia Altura
Ao executar um
passe, dependendo da distância e da trajetória, várias são as formas de
execução e respectivas áreas de contato dos pés com a bola.
3) Em Relação a
Execução:
- Face Interna
(fig. 1 e 1A)
- Face Externa
(fig. 2)
- Anterior (fig. 3) DOS PÉS
- Solado (fig. 4)
- Dorso (fig. 5)


Figura 1
Figura
1A


Figura 2 Figura
3


Figura 4 Figura
5
A trajetória
percorrida pela bola durante o jogo, identifica os sentidos em que ela é
passada.
Em Relação ao
espaço de Jogo:
- Lateral
- Diagonal
- Paralelo
Além dos passes tradicionais,
existem aqueles que dão um toque especial ao jogo, e são considerados passes de
habilidade, que exigem do praticante um total domínio sobre suas ações motoras,
adequando-as à bola, ao espaço e ao tempo.