2.7  Desenvolvimento do Futsal

Podemos dividir este tema em dois aspecto do treinamento desportivo: teoria e prática.

A) Orientação teórica que compreende:

·        Ensinamento da regra de jogo;

·        Deveres (obrigações do atleta);

·        Equipamento;

·        Forma;

·        Tempo;

·        Número;

·        Categoria.

Ensinamento da Regra

Proporciona ao atleta conhecimentos básicos para a prática correta da modalidade. É obrigatório para as “escolinhas, iniciação e categorias menores”.

Necessário para as categorias maiores, porque, permite ao atleta adulto estar sempre à par das regras do jogo e de suas possíveis alterações.

Deveres (obrigações do atleta)

Para se conseguir um treinamento correto em um espaço de tempo o mais curto possível, o trabalho a ser realizado deve ser organizado.

Possuindo o atleta “direitos” deverá ter também “deveres” a fim de não interromper o ritmo de preparo da equipe. Um cuidado especial se faz necessário para:

Disciplina – Indispensável no comportamento do atleta no aspecto técnico e moral. Este requisito fundamental o jogador deve apresentar dentro e fora da quadra de jogo.

Horário – Deverá ser estabelecido com antecedência, para uma observância rigorosa tanto para treinamento como para os jogos. Horários determinados devem ser cumpridos.

Freqüência – Devem-se evitar as falhas. A assiduidade de um atleta demonstra o seu interesse, na prática da modalidade. Algumas vezes o atleta é freqüente, mas não assíduo participando somente das atividades que lhe interessam.

Alimentação – Deve ser moderada e adequada antes de qualquer atividade e com um tempo de 03 (três) horas do seu início.

Regime – Os atletas devem saber moderar os seus hábitos e em especial nos períodos de treinamento e jogos. Qualquer excesso cometido certamente ocasionará prejuízo no estado atlético do jogador.

Equipamento

Sendo material de uso constante, deve sempre estar em perfeitas condições para proporcionar conforto e segurança durante a prática esportiva.

Referimo-nos:

Calçado – tênis de lona ou couro com o solado em perfeito estado. O tênis rasgado não permite um ajuste no pé e o solado liso (gasto) prejudica a estabilidade do atleta. Deve-se evitar a amarração do cordão ao redor da perna.

Meia – Com cano longo e de preferência com tecido de algodão nos pés. Devem-se evitar costuras que provocam a formação de bolhas e para mantê-las em posição, o uso de elástico “tênue” na posição superior é indicada.

Calção – Deve ter tamanho normal que propicie conforto e liberdade de movimentos e seguro na cintura por um cordão ou elástico.

Protetor – Obrigatório para todos os atletas porque além de proteger, permite maior liberdade de movimentos. É recomendado o uso do protetor com tecido de algodão que evita assaduras na região. Atualmente os calções são confeccionados com protetor.

Camisa – De manga curta ou longa e que se amolde no corpo do atleta. Neste caso a estética tem muita importância.

Forma

O treinamento deve ser realizado por etapas, com uma seqüência e aumento de intensidade de acordo com as necessidades e qualidades do material humano que se tem para trabalhar.

Inicia-se com a preparação física alternada com o preparo técnico e terminamos com a definição tática da equipe.

Para as categorias menores duas observações se fazem necessárias:

- Não se deve fazer preparação física por que os “garotos” em fase de crescimento não podem ser submetidos a uma carga de trabalho (exercícios específicos) incorretos e excessivos, porque podem sofrer lesões que irão prejudicar o organismo e conseqüentemente sua formação.

- Cabe ao treinador o ensinamento para o uso correto do material  desportivo (desde a amarra do calçado até a maneira de vestir), como também os princípios elementares de higiene que o bom atleta não pode desconhecer.

Tempo

Para a execução completa do treinamento o plano de trabalho pode ser feito a curto, médio e longo prazo. É necessário que se faça uma “previsão” do tempo disponível para a orientação completa do atleta e da equipe.

Número

Deve-se inicialmente conhecer as qualidades e possibilidades dos elementos a disposição. Feita uma triagem e selecionadas os melhores, procura-se reduzir o número de atletas ao mínimo necessário.

Destaque-se que um plantel elevado não permite o cuidado necessário para o preparo do atleta e da equipe.

Categoria

A preparação física, técnica e tática difere segundo a faixa etária do a atletas.

“Para as categorias menores todos os ensinamentos básicos para a prática correta da modalidade se fazem necessários e para as categorias maiores faz-se a complementação da orientação”.

B) Orientação prática envolve:

b.1. Preparação física;

b.2. Preparação técnica individual;

b.3. Preparação tática.

A orientação prática compreende a preparação do atleta e da equipe. Os treinamentos devem seguir uma orientação e seqüência que nos permita em curto espaço de tempo ministrar todos os ensinamentos necessários para a prática correta da modalidade. O treinamento é realizado por etapas e cada uma delas orientadas pelo seu responsável.

Devem ter uma seqüência pedagógica e um aumento de intensidade variável e de acordo com a qualidade e necessidade do material humano que se tem para orientar.

 

b.1. Preparação Física

Hoje em dia, pela evolução da mentalidade dos jovens sobre a educação física nas escolas, os alunos, que em casos são atletas dos clubes, procuram manter ou melhorar suas condições orgânicas para que possam desempenhar suas funções táticas com menor esforço e menos desgaste.

Realmente, sentimos que os atletas desejam treinar com seriedade, principalmente atletas que não tiveram um bom fundamento básico, teórico tático e técnico, logo eles conciliarão seus estudos, ou trabalho, com os treinamentos e jogos, torna-se muito difícil para eles. Logo para que os treinadores possam elaborar um plano de trabalho que vise prepará-los melhor para as competições que terão pela frente, é necessário muito bom senso.

Se analisarmos melhor a situação dos nossos atletas das categorias mirim e infantil com faixa etária que varia de 10 a 11 anos muitos  casos que a jornada estudantil que deve oscilar entre quatro à cinco horas, se contarmos isso tudo e somarmos ainda os horários que são previstos para os jogos e o sistema de campeonatos veremos que é praticamente verificar atentamente, e com muito acompanhamento exigir destes atletas boas notas no colégio, ser aplicado dentro e fora das quadras.

É preciso, sim que todos os clubes e associação atuem ativamente um trabalho de base por elementos formados em educação física e não por leigos. O objetivo desta obra é colaborar com todos aqueles que trabalham direta e indiretamente com o FUTEBOL DE SALÃO, no que diz respeito à preparação física de base e especial.

Quando nos propomos a treinar fisicamente um determinado grupo é bom sempre lembrarmos que os princípios básicos do treinamento físico serão sempre observados, a saber:

A individualidade Biológica – pois cada indivíduo tem sua carga de trabalho;

O princípio da Sobrecarga – o organismo só reage ao estímulo se o esforço for maior do que aquele com que está habituado ou acostumado.

A teoria do “Stress”, o que significa: é uma palavra de origem inglesa sem significado em português, aparecendo no dicionário traduzido por força, peso, valor, importância. Essa palavra foi utilizada pelo médico canadense SELYE para definir toda e qualquer agressão interna ou externa, sofrida pelo organismo, a qual, desfazendo o equilíbrio funcional orgânico, desencadeia uma reação denominada Síndrome Geral de Adaptação.

O treinamento desportivo normalmente utiliza sistemas que provocam STRESS constante, a fim de que o corpo humano reaja a eles, modificando a resistência de seus elementos. Procurei dar a definição da palavra STRESS pela dificuldade de encontrarmos essa definição e pelas inúmeras vezes que os senhores irão ouvi-la.

Teste de aptidão física

Visam à variação das condições iniciais do elemento, no qual dará subsídios ao treinador e um meio de obter-se uma medida relativa do grau de desenvolvimento atual das qualidades físicas dos atletas. De nada adianta o atleta ter excelente condição técnica, se não possui a condição física para poder desempenhar a função tática designada pelo seu treinador. Além da preparação física de base e a especial, contamos ainda com a preparação psicológica e a preparação invisível (saúde). Precisamos preparar melhor nossos atletas de FUTSAL, dando-lhes informações e mentalizando-as a uma partida TOTAL, quer nos treinos físicos, quer nos treinos táticos. A cada ano que se passa podemos observar, através de seguidas competições citadinas, escolares, joguinhos abertos de Joinville e entre cidades (estadual), que o futsal constitui-se na segunda modalidade esportiva do país.

b.2  Preparação Técnica Individual

Resultante de todas as ações motoras específicas, interagindo com a bola, sobre os quais se constroem todos os elementos técnicos de jogo assim identificados.

Na prática do futsal, os participantes são divididos entre aqueles que atuam na linha é os que atuam como goleiros, referencial básico para se estabelecer uma linguagem didática específica para o desporto. De tal forma podemos considerar que os elementos das técnicas individuais empregadas durante o jogo dividem-se em:

- Elementos das Técnicas Individuais de linha;

- Elementos das Técnicas Individuais de Goleiro.

- Elementos de Técnicas Individuais

Resultante de todas as ações motoras específicas, interagindo com a bola, sobre as quais se constroem todos os elementos técnicos de jogo assim identificados:

Elementos das Técnicas Individuais de Linha

- O passe;

- A recepção;

- A condução;

- O drible;

- O chute;

- A Marcação. 

Elementos das Técnicas Individuais do Goleiro:

- A empunhadura;

- A defesa Alta;

- A defesa Baixa;

- O arremesso;

 - A Saída de Gol.

A seguir serão abordados, detalhadamente, as técnicas individuais de linha e de goleiro PINHEIRO (s.d.), LUCENA (1994), MUSSALEN (1978), CORSINI (1987) e AZEVEDO (1980).

b.1.1  Técnicas Individuais de Linha

PASSE

“Ação de enviar a bola a um companheiro ou determinado setor do espaço de jogo”.

- Elemento de ligação entre componentes de uma equipe;

- O bom passe, cobre mais rápido as distâncias, do que os deslocamentos;

- Os passes podem ser executados na posição parado ou em deslocamento,

- O passe é um dos principais elementos do jogo;

- Vários são os passes e formas de execução dos mesmos.

Classificação dos Passes:

Os passes podem ser classificados de acordo com as distâncias compreendidas entre o agente e o receptor ou setor.

1) Em relação à distância:

- Curtos, até 4 metros;

- Médios, de 4 a 10 metros;

- Longos, acima de 10 metros.

Após a ação do passe, a bola pode traçar diferentes trajetórias de acordo com as situações de jogo, e do próprio tipo de passe executado.

2) Em relação a Trajetória:

- Rasteiro

- Parabólico

- Meia Altura

Ao executar um passe, dependendo da distância e da trajetória, várias são as formas de execução e respectivas áreas de contato dos pés com a bola.

3) Em Relação a Execução:

- Face Interna (fig. 1 e 1A)

- Face Externa (fig. 2)

- Anterior (fig. 3)                                                DOS PÉS

- Solado (fig. 4)

- Dorso (fig. 5)

 

 
 

 

 

 

 


Figura 1                                                                  Figura 1A


 

 

 
 

 

 

 

 


Figura 2                                                                  Figura 3

 

 

 
 

 

 

 

 


Figura 4                                                                  Figura 5

 

A trajetória percorrida pela bola durante o jogo, identifica os sentidos em que ela é passada.

Em Relação ao espaço de Jogo:

- Lateral   

- Diagonal           

- Paralelo            

Além dos passes tradicionais, existem aqueles que dão um toque especial ao jogo, e são considerados passes de habilidade, que exigem do praticante um total domínio sobre suas ações motoras, adequando-as à bola, ao espaço e ao tempo.

 

Hosted by www.Geocities.ws

1