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Marli,
você lançou há alguns dias o seu terceiro videoclipe,
“O Amor Está No Ar”. Depois do primeiro vídeo,
“Bertulina”, você ficou ainda mais popular. O que você
acha de tudo isso? É engraçado. Eu não esperava que o lançamento de um vídeo fosse render tanto. Claro que eu estou adorando o sucesso dos vídeos, mas por outro lado... Bem... (Risos) Um vídeo tem um poder impressionante, não é? Eu estou há cinco anos nessa minha carreira, fazendo música, e antes de lançar o vídeo de “Bertulina”, a música já estava disponível há cinco meses no meu álbum “Colostro”, e – não me leve a mal, eu me orgulho bastante desta música – de repente, só por causa do clipe, tem um monte de gente me chamando de Bertulina ou Marli Bertulina ao invés de Marli. Isso é meio irritante, embora eu compreenda. Eu conheço muito bem meu status no mundo virtual (Risos) A verdade é que eu valorizo bastante o fundamento, a construção de opiniões, se é que você me entende. Acho que você precisa entender de verdade o que está se passando, o que você está vendo. E fico feliz em ter um público assim já há muito tempo, bem antes do clipe. |
Sendo
“O Amor Está No Ar” o último single do “Colostro”,
este é também o último vídeo de uma música
dele?
Não, eu vou fazer vídeos para “Galáctica” e
“Amor de Urubu”, que foram os singles antecessores de “Bertulina”.
Ah, isso
são ótimas notícias. Como você escolhe as músicas
que vai lançar como single?
O Antônio e eu tentamos escolher o que achamos que melhor representa diferentes
aspectos do álbum. Claro que a Furacu exerce grande poder nessa parte,
mas agora eu tenho mais liberdade. Eu não gosto de algumas decisões
feitas no passado. E essa foi uma das razões de eu ter lançado
“A Árvore Ginecológica”, porque eu tive total liberdade
para escolher as faixas que melhor representam aspectos da minha vida. Afinal
de contas, só o compositor e a própria música sabem o que
é melhor para ela.
É
difícil equilibrar o papel de mãe e o de artista?
Bem, eu não consigo separar. Eu sou uma artista quando ponho meus filhos
para dormir, ou quando passeio com eles. A música é um órgão
vital em mim. E quando eu estou compondo, não deixo de ser uma mãe.
Antes de ser mãe, eu já era uma artista, a única diferença
agora é que dá mais trabalho arrumar tempo para fazer outras coisas.
Eu acabei me tornando uma mulher reclusa. (Risos)
Qual o
seu próximo projeto?
Eu já estou trabalhando em um novo álbum.
Você
pode nos falar sobre ele?
Bem... Eu posso te dizer que é um capítulo totalmente diferente,
e está sendo bem desafiador. Eu não sei descrever com palavras,
então vamos esperar para que a música fale por si mesma.
Uma última
pergunta... Eu estava ouvindo alguns de seus b-sides semana passada, e uma coisa
não me sai da cabeça: Quem é “Seu Joaquim”?
Quem você acha que ele é?
Não
faço idéia.
Bem, milhares de pessoas têm sido postas contra ele, totalmente alienadas
por Dona Josefa. Alguns o chamam de terrorista. Pense nisso.
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