A nossa Madrinha.
Luisa Ducla Soares, madrinha da BE / CRE  - Escola do 1� CEB do Carregado
Luisa Ducla Soares, 1939

Lu�sa Ducla Soares nasceu em Lisboa a 20 de Julho de 1939. � licenciada em Filologia Germ�nica.
Ligada inicialmente ao grupo "Poesia 61", dele veio a afastar-se, publicando, como livro de estreia de poesia, Contrato (1970).
Tem-se dedicado como estudiosa e autora � literatura infanto-juvenil.
Ao seu primeiro livro para crian�as. A Hist�ria da Papoila, foi atribu�do pelo Secretariado Nacional de Informa��o o "Grande Pr�mio de Literatura Infantil Maria Am�lia Vaz de Carvalho", que a autora recusou por raz�es pol�ticas.
Publicou 45 obras infanto-juvenis.
Recebeu o "Pr�mio Calouste Gulbenkian para o melhor livro de literatura infantil no bi�nio 1984-1985" e o "Grande Pr�mio Calouste Gulbenkian" pelo conjunto da sua obra em 1996.
Foi tradutora liter�ria e escreveu em n�merosos peri�dicos, sendo no entanto de salientar a
sua colabora��o na p�gina infantil do Di�rio Popular (1972-1976) e na Rua S�samo ( de 1900
at� ao presente momento).
Tem obras traduzidas em diversos idiomas, nomeadamente franc�s, catal�o, basco, galego. E v�rias t�m sido adaptadas a teatro.
Foi directora da revista Vida (1971-1972).
Escreveu 26 gui�es televisivos, que constituem a s�rie sobre l�ngua portuguesa intitulada
Alhos e Bogalhos.
� Assessora Principal da Biblioteca Nacional, onde trabalha desde 1978.

Bibliografia selectiva:

SOARES, Lu�sa Ducla - Hist�rias de bichos. Il. de Paula Amaral. Lisboa: Horizonte, cop.1981.(P�ssaro livre; 29)
SOARES, Lu�sa Ducla - Poemas da mentira ... e da verdade. Il. de Paula Amaral. Lisboa: Horizonte, cop. 1983. (P�ssaro livre)
SOARES, Lu�sa Ducla - Di�rio de Sofia & C�. Porto: Civiliza��o, 1994. (Espa�o aberto;1)
SOARES, Lu�sa Ducla - O rapaz e o rob�. Lisboa: Terramar, 1995
O CARANGUEJO VERDE
No grande mar azul, junto �s grandes rochas ro�das pelas ondas e pelo vento, vivia um pe- queno caranguejo verde. Gastava o dia a trepar pelas muralhas de pedra, em correrias desengon�adas. De t�o desajeitado, todos tro�avam dele. Voavam as brancas gaivotas no ar e no seu voo liso, pareciam pregui�osas bailarinas cansadas de dan�ar. �s vezes pousavam nas rochas negras; o pequeno caranguejo ficava a olh�-las, enquanto penteavam as longas penas finas, brancas, com a  vaidade de quem se sente belo e admirado. As penas velhas ca�am sobre as pedras, mas mesmo essas eram ainda t�o leves e macias que o caranguejo verde, de casca dura, rugosa sonhava ter um vestido assim lindo, leve, branco como uma
espuma, um vestido que o fizesse voar.
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