Desencontro Aqui, parado, Na mesma esquina, Com o mesmo poste ao lado, Desatina Meu pensamento, Procurando você entre essa gente, Atribulada, Apressada, Que desconhece o presente. E às vezes penso que lhe encontro, E tento lançar-me em seus braços, Mas nada alcanço, Porque antes Você já foi Perder-se na névoa De um passado que jamais existiu. Permanece então O vazio, Que nunca se completa. Por que insistir em esperar, Se não há nada para acontecer? Mas eu espero, E você não aparece, E eu não estou. Quem é você, afinal, Que não vem para me dizer quem sou?
Mario de la Rosa novembro/2004 |