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O PARAISO
O brasil ganhou ? Que maravilha!
Estou passando necessidades e desempregado
Mas, o Brasil ganhou! O resto pouco importa!
O guga perdeu? Que pena!
Continuo passando necessidades e desempregado
O Barrichelo corre domingo
Vai ganhar? E se não ganhar?
Continuarei a passar necessidades e desempregado
O desemprego está diminuindo
O país esta ganhando respeito por aí afora
Ainda continuo passando necessidades e desempregado
O Brasil bate recordes nas exportações
A produção está aumentando todo dia
Pois é continuo passando necessidades e desempregado
O Ronaldo(fenômeno) vai se casar com a Cicarelli
Que maravilha!
Gente! a Lili vai se casar com o incrivel Hulk!!!!
Felomenal!!!!!!!!!!!!!!!
No entanto, continuo passando necessidades e desempregado
O tal da novela das oito come todas. Que macho, heim?
A fulana casou-se pela oitava vez. Lindo! Espetacular!
E aquele que filmaram dormindo! Que magnifico!
Da próxima vez filmá-lo-ão cagando!
E a tatuagem nos glúteos!!!!!!
Inenarrável!!!! Estupendo!!!!! Fantastico!!!!!
Porém, continuo passando necessidades e desempregado
Virgindade é doença? Na televisão mostra que sim
A filha da minha vizinha de dez anos me disse
E minha filha de doze, também me perguntou
Promiscuidade é a moda na cidade!
Entretanto, continuo passando necessidades e desempregado
No Brasil
Não tem vulcão
Terremotos
E nem guerra
Estamos no paraiso
Este povo não enxerga
Aqui é o melhor lugar do mundo
Para se viver
""Democraticamente""
Você é obrigado a votar
No entanto, continuamos passando necessidades e desempregados
A outra famosíssima deu um peido em local público!
Maravilhoso!!!!!!!!!!!!!!!
Como ela é excêntrica!
O Zé da Silva também peidou
Podre! Imundo! Nojento! Mal educado!
Quanto vale a cuéca do fulano?
Se estiver suja vale o dobro!
Todavia, continuamos passando necessidades e desempregados
Aquele cara assumiu que é gay.
Nossa, quem diria! Meu Deus!
Cavalo é melhor que gente!!!!!!
Só ganha ovos quem cria galinhas!!
Dinheiro é merda, dizem os milionários
Contudo, continuamos passando necessidades e desempregados
Deram um desfalque de milhões
Desviaram mais alguns milhões
É tudo mentira!!!!!
Mesmo com todas as provas em mãos?????
É ... acho que continuaremos desempregados e passando necessidades
Porém muito bem informados.
Sabendo da vida dos FAMOSOS E MILIONÁRIOS.
Arimar Vieira da Costa
PASSAGEIROS DA AGONIA
Mãos invisíveis, sorrateiras
Movimentos covardes, inescrupulosos
Cegando-nos, escravos nos tornam
Desapercebidamente abraçamos o enrêdo
Quando acordamos do pesadêlo
Nada fizemos, estamos doentes e idosos
Monstros gananciosos, vorazes
Palavras doces, teatro, fantasia
Parece torcerem um contra o outro
Mas, vão sempre juntos para a mesma pizzaria
Entupidos de demagogia, que ironia!!
Rombos imensos aparecem, são maquiados
E desaparecem, otários boquiabertos, estupefatos
Pagam tudo, que maravilha!! É o trem da alegria
Sou iluminado, abençoado, escolhido por Deus
Acreditem!! ganhei sozinho, cem vezes na loteria
Para a maioria dos pobres mortais, pura utopia
Me lembro, quando ainda era criança
No próximo pleito, se este não for bom
me vingarei dele, escolherei outro!
Hoje, estou adulto, escuto a mesma coisa
Sai um que foi ruim, o que precede é pior
Caramba!! Quando acabara esta vingança
Que pena ! Que lastima ! Que dó !
Surrupiados pelos descobridores
Também por muitos invasores
Reflitam ! Que triste sina !
Estivemos e estamos sempre sós
Aquele que ousou bramir
Lutando por algum direito
Viu seu plano desfeito
Covardemente, veio a sucumbir
Em 20 partes de 100
Era o que levavam
E isto causava revolta
Há...Há...Há... estas partes
Hoje, disto estão muito além |
Diante do povo boquiaberto
O poder nunca muda de mãos
Saindo o velho, entra o herdeiro
Funesta e covardemente
Maquiada como se fosse muito certo
Em reuniões...um picadeiro
Iludem, enganam um país inteiro
Todos nós, sem excessão feito idiotas
Tanto em grande centros
Como nas regiões mais inóspitas
Poucos se lembram de fatos
Quem hoje investiga e julga
Surrupiou e coorporativamente
Saiu ileso quando fora julgado
Pacto maldito de amaldiçoados
Massacram quem conduz a batuta
Dizimam montanhas de dinheiro
Tal qual verdadeiros quadrilheiros
Furtivamente nos julgando retardados,
Imbecis, idiotas, filhos de puta!
Agarram com unhas e dentes
Lembram-se de milhões de hipócritas
Quando próximo de eleição
Trafico, roubo, mato, sou imunizado
Penso em mim, que se dane a nação !
Soube eu e não é mentira
Se for, que nosso criador
Me cegue ou tire-me a vida
Após falsos beijos e abraços
Alguns, desinfetam-se
Faz-se queimar as vestes
Em campanha utilizada
Percebam só que ironia !
Gastam, de nós, em uma só campanha
Quantias que, se algumas pessoas
Mesmo que só guardassem o que ganham
Em dez vidas, jamais juntariam.....!!!!!!
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Arimar Vieira da Costa
O VENDEDOR
Jean Claude, comerciante de óculos de sol, tendo percebido uma
queda muito grande na venda de seus produtos, resolve fazer uma
experiência em um local de grande passagem de pedestres. Via-se
constantemente em noticiários que a pirataria estaria acabando com
o comércio e a industria e julgava os vendedores de rua, chamados
de marreteiros ou camêlos, por este fracasso. Procurou bastante e
comprou uma espécie de painel para expôr as mercadorias e um local
já estava escolhido, era um conjunto habitacional bem populoso,
próximo a um supermercado bem grande e movimentado. Separou alguns
óculos de sua loja, que venderia por quarenta e cinco/ cinquenta reais
e até cem reais, os colocou em preços bem populares, depois de fazer
uma pesquisa de preços junto a trabalhadores de rua. Levou um de seus
funcionários para ficar junto dos produtos expostos e ficara uns quinze
ou vinte metros adiante para avaliar. Durante uns três dias ninguém os
notara alí, até que para alguém, por breve momento e logo em seguida vai
embora, somente perguntara o preço disse o funcionário que para ti
trabalhava .
Jean Claude achou engraçado a postura das pessoas que
por ali passavam, que olhavam com desdém para o painel , levantando
o queixo e olhando para outro lado, quando passavam próximo. Alguns
chegavam a atravessar a rua, que tinha um gande fluxo de automóveis,
outros com crianças chegavam a esbravejar dizendo: - Se pedir alguma
coisa vai apanhar aqui na rua mesmo. Alguns rapazes indagavam: Aí tio,
quanto custa. Depois de dito o preço: - Dá pra descolar um bagulho
desse aí, depois se pá a gente vê essa parada, morô! Uma mocinha, já
mamãe, com o filho do lado, magérrima, com os dentes quase todos podres,
feia e de hábitos horríveis, pois a tinha visto ficar em frente ao prédio
que morava, que era próximo de nós, pedindo cigarros a quem passasse e por
algumas vezes até um trocado para comprar leite para a criança, dizia ela.
Chega em frente ao painel e escolhendo um óculos infantil, pôe no rosto da
criança que lhe acompanhava e diz que pagaria no dia seguinte, onde foi
recusada a proposta, deixando a mocinha muito nervosa alegando que mereceria
até ser furtado, pois era muito regulado.
Jean Claude que achava anteriormente ser um local onde venderia bem, pois
o fluxo de pessoas era muito grande, decepcionou-se, mas como o intuito era
para fazer uma pesquisa resolveu prosseguir por mais uns dias As pessoas não
sabiam que as mercadorias eram de boa procedência, julgavam eles serem produtos
importados do Paraguai onde ouviu por várias vezes, como dito anteriormente
ficava um pouco longe do local da venda, exatamente para avaliar o comportamento
do pessoal: - Quando eu quero comprar um óculos de sol, eu vou no shopi
, não compro estas porcarias do Paraguai e seguiam para o supermercado,
voltando tempo depois com as sacolinhas de compras.
Precisavam ele e seu funcionário comer alguma coisa, como não havia onde nas
proximidades, resolve ir ao supermercado comprar frios e pães. Quando entra
percebe uma grande fila e ao passar próximo percebe algumas pessoas que tinham
falado mal da mercadoria que venderia, desconfiados e olhando meio de esgueio
para todos os lados, alguns até de cabeça baixa. Era uma fila para negociação
de atrazo, onde as pessoas compravam com uma espécie de cartão de crédito, que
seria do proprio supermercado, e tendo vencido o prazo para pagamento, teriam
que negociar, parcelando. No caixa, uma outra senhora muito mal educada discutia
com a funcionária do supermercado que disse ser necessário tirar alguma coisa
porque o cartão dela estaria com o limite estourado, que aos brados retirou.
Esta mesma senhora chegou a ofender seu funcionário, quando se dirigia para fazer
suas compras, chamando-o de vagabundo, que estaria em local de passagem pública
e o denunciaria aos orgãos competentes.
Teve dia que indignara-se por ficar o dia todo, naquele local e nada vender, aí
lembrava que estaria pesquisando e ria quando fazia confusão em sua mente, pois não
necessitava vender nada, somente queria ter uma idéia de o por que das vendas irem
tão devagar.
Ficou contente e triste ao mesmo tempo, contente pois as informações que eram
vinculadas em jornais e televisão, dizendo para não adquirir este tipo de produto
de qualquer um, só em locais especializados davam resultado e triste porque
percebera o quanto sofre uma pessoa que realmente necessita de vender alguma coisa
para sobreviver, nas ruas, como as pessoas humilham e desfazem, as vezes numa
situação bem pior que a deles, lembrando-se do que vira anteriormente no supermercado.
Andou olhando alguns apartamentos, dizendo estar interessado em comprá-los e pode
perceber que se tratava de um favelão de concreto, pois o seu banheiro era maior que
os cubículos que tivera visitado, e não entendia o motivo de tanta arrogância e tanta
pose de um povo tão pobre, não todos, algumas pessoas que conhecera até que eram bem
humildes e de boa prosa.
Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com fatos e/ou pessoas terá sido mera coincidência.
Arimar Vieira da Costa
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