OS HOMENS DA LEI
Resolveram fazer as leis
Para melhorar a situação
O objetivo seria punir
Quem por ventura errasse
Nào importanto a classe
Teria que se redimir
Elaboraram depois de muito pensado
Trataram de aprovar as leis
Onde, não teria na teoria, só na teoria
Diferenciação na hora de julgar
Sem se importar quem era afetado
As usaram em seu próprio favor
Punindo o menos abastado
Cedendo, permitindo regalias
A quem fossse diplomado
Dentre os quais estavam colocado
A punição deveria ter outro sentido
De acôrdo com o conhecimento
Quem tem pleno saber das leis
Deveria ser com mais rigor punido
Qual a diferença que há
Entre quem furta um petisco
De um magnata, diplomado
Que lesa o povo e o FISCO?
A lei é muito branda
Para quem comete grandes delitos
e os pequenos deliquentes
Pagam caro, sofrem e sempre ficam mal vistos.....
Arimar Vieira da Costa
SAUDADE
Diga que quer ficar comigo
Sabes tu que te quero demais
Não quero simplesmente ser amigo
Pelo que passamos juntos, não cabe isso
Não fique longe de mim, jamais
Não me deixe nessa agonia
Tu não me sai do pensamento
Eu não quero perder a alegria
Queria-te ao meu lado neste momento
Fiz parte de sua vida algum tempo
Me destes um fruto lindo, maravilhoso
Todo esforço que fiz foi jogado ao vento
Quando lembro disso fico muito nervoso
Saudade, saudade que palavra maldita
Se pudesse trocá-la-ia por esperança
Mas, de nada ou muito pouco adiantaria
Entre elas duas, não existe sequer semelhança
Arimar Vieira da Costa
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TERRA DE SONHOS
Que lugar maravilhoso!
Onde tudo é belo e formoso
Mesa farta, grande cultura
Onde todo ser é igual
Não há menor diferença social
De um grande empresário
Ao servo mais singular
Direitos e deveres iguais
Nem há pelo que reclamar
Muito unidos, amigos, honestos
De sobria picardia que lhes sois peculiar
Duma imensa e elegante sacada
Aprecia-se outras suntuosas mansões
Não existe inveja ou usura
Se houvesse como em graus medir
Ver-se-ia estarem na mesma temperatura
Que lugar maravilhoso!
Onde tudo é belo e formoso
Mesa farta, grande cultura
Onde todo mundo é igual
Que lugar é esse, afinal?
Poderia até ser nossa terra
Bondade e coragem não faltam a nossa gente
Não fossem grandes desvios e falcatruas
Acima de nós, pobres mortais, há muito demente
Que fazem, sabendo, mas, pouco importa
Que venha a prejudicar milhões de ignorantes e inocentes
Dementes pelo luxo e sedentos de poder
A plebe não tem importância nenhuma
Apesar de muito depender destes
Só vêem a si e próximos, pouca importa
A quem e quantos venham a saber
Imunizam-se fraternalmente
Não têm amor à patria, danem-se
So querem dinheiro, poder e prazer
Tem tudo estado invertido
Nós somos os patrões , caramba!
Nós pagamos as mordomias
Não estamos tendo nada em troca
Maltratado, humilhado, omisso
Obrigados a nos curvar, aplaudir
Engolir vários sapos, vivos
Muitos ainda os consideram heróis
Acordem ! imbecis, hipócritas
Eu só, nada posso fazer contra isso
Pela maioria não seria entendido
Na certa seria dizimado, sob aplausos
Depois taxado de subversivo
Anos passados, martir eternecido
Por alguém tardiamente reconhecido
Que valor teria isso?????????????????
Arimar Vieira da Costa
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