Marina Ohata
A triatleta Mariana Ohata, de Brasília, está na concorrida disputa por uma vaga para as Olimpíadas de Sydney. 22ª no ranking, ela nada, pedala e corre atrás dos pontos que faltam para garantir sua ida à Austrália. Com seus 1,57m, a garota de 21 anos batalha para ver seu nome entre as vagas oficializadas para os jogos. Nos próximos meses, Mariana Ohata já tem sua agenda bem definida: no final de março, disputa a World Cup no Rio de Janeiro. Em abril, viaja para a Austrália para provas em Sydney e no mundial em Perth, competição que ela considera a segunda mais importante do ano, depois das Olimpíadas. Em entrevista para a Bikemagazine, a triatleta fala sobre seus treinos e expectativa.
Qual foi sua primeira bike?
Mariana Ohata – Esse professor foi quem me vendeu a minha primeira bicicleta, ela era da esposa dele, que treinava e estava parando. Foi legal porque serviu direitinho. Era uma bicicleta sem marca. Hoje, pedalo com uma Merlin
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Qual é a bicicleta de seus sonhos?
Mariana Ohata – Tenho problema com bicicletas porque sou baixinha e é sempre preciso fazer uns ajustes para a bicicleta servir... Acho que a bicicleta dos meus sonhos seria aquela que eu não tivesse que modificar nada, que eu subisse e saísse andando. E, quem sabe, que tivesse um motorzinho escondido... (risos)
Como são seus treinamentos?
Mariana Ohata – Faço treinos diários, tenho uma equipe que me acompanha. O supervisor dos meus treinamentos é o Marcos Paulo Reis, técnico da seleção brasileira de triathlon. O ciclista Cláudio Civatti, o corredor Al Benis Souza e o técnico de natação Fabrício Costa estão sempre ao meu lado. E também meu pai, que ajuda muito. Ele foi nadador e campeão brasileiro e sempre me incentivou. Vario muito os treinos, cada dia é um dia. Faço treinos específicos de bicicleta com subidas e giros. Pra falar a verdade, acho que agora é que estou realmente aprendendo a andar de bicicleta.
Como você vê a entrada do triatlhon como modalidade olímpica?
Mariana Ohata – O triathlon vai entrar para a história do esporte. É uma modalidade nova que está ganhando cada vez mais espaço e mostrando que existem ótimos atletas. É um esporte diferente e o treinamento não é dos mais fáceis. São para os realmente ironman... ou ironwoman...
Falando em Ironman... Você planeja disputar um?
Mariana Ohata – É um sonho, mas, para isso, ainda tenho que me preparar mais. Talvez daqui a alguns anos...
Quais são as principais rivais das triatletas brasileiras nas Olimpíadas?
Mariana Ohata – Sem dúvida, as australianas. Além delas se destacarem nas competições, vão correr em casa
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Conte um segredo de treinamento.
Mariana Ohata – Segredo, segredo não tenho. Mas uma dica para todo mundo que pratica esportes é aprender a ouvir o corpo. Eu já me machuquei e tive de ficar parada três meses. Um dia, acordei com uma dorzinha nas costas que comecei a tratar com gelo... As dores pioraram muito e só melhorei depois de muitos tratamentos e um tratamento espiritual (minha família é espírita). Acho que vale a regra: sentiu dor, pára e vai ver o que é.