Uma aula para Triatletas
Pedalar em pé: uma necessidade
Pedalar sempre até nas descidas
Nas descidas e curvas, o problema é o outro. Primeiro, a descida não deve ser encarada como um descanso da subida. Pelo contrário, a descida serve para se recuperar a queda na média horária ocorrida na subida. Deve-se embalar rapidamente, pedalar o máximo e frear o mínimo. As curvas existem para serem contornadas com técnica, coragem e rapidez. Assim como nos automóveis, o melhor traçado é aquele que é feito na maior velocidade. Ou seja, o triatleta precisa concentrar-se e fazer o que os pilotos chamam de "tomada" ou tangência; entrar aberto, buscar o centro na curva e sair novamente aberto. Outro detalhe consiste em frear o mais dentro da curva possível. Parar de pedalar antes da curva ou vir freando aos poucos provoca a perda de importantes segundos jogados fora. Mas o mais importante mesmo é sentir-se bem. O melhor rendimento só será alcançado quando os procedimentos sugeridos acima forem incorporados aos reflexos do atleta, tornado-se automáticos. Contornar a curva com medo ou acima de seu limite é extremamente perigoso e pode provocar acidentes. A evolução deve ser progressiva e diretamente proporcional ao grau de intimidade com a bicicleta. Manter o corpo duro - o que é comum quando não se está à vontade - dificulta o domínio da bike.