Maria Nilceia

 

 

Disse-me que novamente caiu,
que o tombo foi feio, machucando.
Nesta sua vida que poderia ser bonita,
proliferam momentos em que me comunicas:
minha alma, em mais uma queda, outra vez se ressentiu...

Vejo sim, com grande e renovada esperan�a, sua boa vontade,
em levantar, livrar-se dos gravetos e se aprumar.
Admire ent�o o trabalho do construtor,
atento, usa o fio de prumo,
sua casa, um primor.

O inimigo �lcool,
faz voc� sofrer um bocado,
vejo sua alma afetada e abalada,
sinto o imenso e triste vazio que ela exala,
este pranto t�o sentido, que teus olhos n�o cont�m...

Machuca-a, agride-a como ningu�m, formando grande calo.
Acredite, alma t�o querida, no que ora lhe falo,
se gosta de �lcool, al�m da medida beber,
n�o est� sozinha neste del�rio,
esp�ritos v�m lhe ver...

Quando percebem-na perto de ceder,
aderem � sua forma como vampiros e lhe sugam...
em busca de id�nticos e intensos momentos de prazer,
que na verdade, muito agridem, s�o iguais a verdadeiros tiros,
abrangendo sem piedade os incautos que n�o conseguem se conter...

Vamos resolver isso agora,
lerdeza inimiga comigo jamais mora,
eu lhe digo que, um pouco mais... e n�o sair� dessa.
Depend�ncia, elimina neur�nios sim e o corpo explora...
Brinca-se no come�o, assusta-se no meio, morre-se antes da hora!

 

 

 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 
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