Mãos Unidas
 
 
 
Suas mãos de artista, 
pedem que eu relaxe, 
colocam-me no frio mármore,  
dos vendavais e experiências. 
 
 
Em seu branco papel, 
o lápis torna-se agente 
e traça os traços de meu corpo, 
que se movimenta em sol ardente. 
 
 
Sua expressão reluz em insondável brilho, 
devasta meus sentimentos, 
divisa horizontes e neles penetra, 
com seus contornos em festas. 
 
 
Enfeita-me com flores, 
veste-me com brancas vestes, 
mas na verdade, a nudez reveste-me, 
sou vácuo... 
 
 
Você me dá a vida, 
faz-me musa em sua vida, 
no papel sou vida, 
na vida, não tenho vida! 
 
 
Nasce o Davi 
e me ressuscita.
 
 
 
Maria Nilceia
 
 
 

 


 

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