Sobre Paralamas
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Herbert Vianna - 04/05/61 - vocal e guitarra
Bi (Felipe da Nóbrega) Ribeiro - 30/03/61 - baixo
João Barone - 05/08/62 - bateria


No final da década de 70, começo da década de 80, escutar música era mais que passatempo. Após quase duas décadas de ditadura e repressão militar, escutar música, sobretudo brasileira, era um ato político. Fazer música era quase uma necessidade para quem se preocupava com a história do país.
Brasília, centro do poder, palco de decisões sobre vida e morte de cidadãos comuns, políticos e artistas, era, paradoxalmente, meio parada. Usada apenas durante os dias "úteis" por políticos de todo o país que, no final de semana, voltavam para suas cidades de origem, a capital do país não oferecia muitas opções de lazer. Isso talvez explique a grande quantidade de gangues adolescentes que vez por outra provocavam arruaças. E talvez explique também a grande quantidade de bandas que se formaram e ainda se formam na cidade.
Herbert e Bi se conheceram em Brasília e se mudaram para o Rio no começo da década de 80. Herbert diz que Bi é quem fundou os Paralamas, mas foi ele quem o convenceu a comprar o primeiro baixo. Como toda banda universitária, eles juntaram um grupo de amigos e começaram tocando para platéias de amigos.
O baterista Barone entrou meio de gaiato nesse navio. Era uma das primeiras apresentações públicas dos Paralamas, num festival de bandas em 81, e Vital, o baterista original, que inspirou uma das primeiras composições, "Vital e Sua Moto", não chegava e não se sabia dele. Alguém lembrou que conhecia um rapaz que morava ali perto e tocava bateria - O Barone. Foram até a casa dele, conversaram rapidinho e resolveram colocá-lo na apresentação. A platéia gostou, a banda também, e ele foi ficando. Meio perfeccionista, sempre tentando tocar melhor, acabou conquistando o posto de titular da batera.
Em 1983, eles conseguiram gravar o primeiro álbum: "Cinema Mudo", com "Vital", "Patrulha Noturna" e "Química". Lulu Santos, que já era famoso, participa tocando slide guitar em "O que eu não disse". No ano seguinte, Lulu volta a participar do segundo álbum, tocando em "Assaltaram a Gramática". São dessa época sucessos que começaram a projetar a banda nacionalmente: "Óculos" e "Meu Erro".
Em 1986, gravam "Selvagem?", que traz uma grande mistura de ritmos e a especialíssima participação de Gilberto Gil, que entrou com o backing vocal de "Alagados" e a letra de "A Novidade".
Daí em diante, iniciam uma produção frenética de canções, álbuns, shows e hits. Um álbum por ano até 89, quando dão uma parada em gravações - mas com agenda de shows lotada. Vieram "Alagados", "Bora Bora", "Perplexo", "Carro Velho"... até problemas com o Congresso tiveram, com a música "Luís Inácio (300 Picaretas)", em 1995, do álbum "Vamo Batê Lata".
Em 96, testam definitivamente o sucesso do intercâmbio da música latino-americana, com o hit "Lourinha Bombril", versão de uma música argentina. Mas os Paralamas já flertavam com o mercado internacional há muito tempo: "Bora Bora", de 88, foi o primeiro disco lançado no exterior.
Em 99, surpreendem mais uma vez: gravam o Acústico MTV, com repertório diferenciado, sem orquestra e apenas uma participação especial, de Zizi Possi, em "Meu Erro", música que ela mesma já havia gravado. Dentre as dezenas de megahits, poucos entraram no show Acústico. Um deles é o próprio "Lourinha Bombril"; o outro, "Tendo a Lua". Numa homenagem a Renato Russo e ao Legião, os Paralamas convidaram Dado Villa-Lobos para tocar em toda a apresentação, e regravaram "Que País É Esse". E ainda apostaram numa inédita: "Sincero Breu", composta por Herbert em parceria com Pedro Luís, do grupo A Parede.

 

 

Na tarde do dia 04/02/2001, o vocalista da banda, o Hebert Viana (39) e sua mulher Lucy Viana (36), sofreram um acidente com um ultraleve em Angra dos Reis, no Rio.O ultraleve caiu no mar, Lucy ficou presa no cinto e acabou falecendo.
 

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