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Músicas:

Tudo o que vai Eu vou estar
Cai a Noite Primeiros Erros
Veraneio Vascaina Natasha
Fátima Fogo
O passageiro As portas fechadas
O mundo Blecaute
Todas as Noites Movimento
Independência  Pedra na Mão
Leve Desespero

 

Tudo Que Vai

Hoje é o dia Eu quase posso tocar o silêncio A casa vazia Só as coisas que você não quis Me fazem companhia Eu fico à vontade com a sua ausência... Eu já me acostumei a te esquecer Tudo que vai Deixa o gosto, deixa as fotos Quanto tempo faz Deixa os dedos, deixa a memória Eu nem me lembro Salas e quartos Somem sem deixar vestígio Seu rosto em pedaços Misturado com o que não sobrou Do que eu sentia Eu lembro dos filmes que eu nunca vi... Passando sem parar em algum lugar Tudo que vai Deixa o gosto, deixa as fotos Quanto tempo faz Deixa os dedos, deixa a memória Eu nem me lembro mais Fica o gosto, ficam as fotos Quanto tempo faz Ficam os dedos, fica a memória Eu nem me lembro mais Quanto tempo, eu já nem sei mais o que é meu Nem quando, nem onde Tudo que vai Deixa o gosto, deixa as fotos Quanto tempo fazDeixa os dedos, deixa a memória Eu nem me lembro mais Fica o gosto, ficam as fotos Quanto tempo faz Ficam os dedos, fica a memória Eu nem me lembro mais Eu nem me lembro mais Eu nem me lembro mais Eu nem me lembro mais Eu nem me lembro mais

 

Cai a Noite

Cai a noite na cidade Vinda de lugar nenhum E o dia vai embora Indo pra lugar algum Não sentia fome Não sentia frio Sentado num canto De um quarto vazio Quando a chuva cai Nas noites mais solitárias Lembre-se que sempre Estarei aqui Sombras e pensamentos De um sonho só esperança Nas paredes ecoavam O silêncio e a lembrança
Entre ruas desertas Ele está só de passagem Da vertigem e tontura Surgiam todo tipo de imagens Quando a chuva cai Nas noites mais solitárias Lembre-se que sempre Estarei aqui Se virou e alcançou o céu E a última estrela Nada deixava passar Tudo lembrava ela Quando a chuva cai Nas noites mais solitárias Lembre-se que sempre Estarei aqui Nasce o dia na cidade Vindo de lugar nenhum E a noite vai embora Indo pra lugar algum.

 

Veraneio Vascaína  

Cuidado pessoal, lá vem vindo a veraneio Toda pintada de preto, branco, cinza e vermelho Com números do lado, e dentro dois ou três taradosAssassinos armados e uniformizados Veraneio Vascaína vem dobrando a esquina
Porque pobre quando nasce com instinto assassino Sabe o que vai ser quando crescer desde menino Ladrão para roubar ou marginal para matar "Papai, eu quero ser policial quando eu crescer" Se eles vêm com fogo em cima é melhor sair da frente tanto faz, ninguém se importa se você é inocente Com uma arma na mão eu boto fogo no país
E não vai ter problema,eu sei, estou do lado da lei.

 

Fátima

Vocês esperam uma intervenção divina Mas não sabem que o tempo agora está contra vocês Vocês se perdem no meio de tanto medo De não conseguir dinheiro pra comprar sem se vender E vocês armam seus esquemas ilusórios Continuam só fingindo que o mundo ninguém fez Mas acontece que tudo tem começo E se começa um dia acaba, eu tenho pena de vocês E as ameaças de ataque nuclear Bombas de nêutrons não foi Deus quem fez Alguém,alguém um dia vai se vingar Vocês são vermes, pensam que são reis Não quero ser como vocês Eu não preciso mais Eu já sei o que eu tenho que saber E agora tanto faz Três crianças sem dinheiro e sem moral Não ouviram a voz suave que era uma lágrima E se esqueceram de avisar pra todo mundo Ela talvez tivesse um nome e era Fátima E de repente o vinho virou água E a ferida não cicatrizou E o limpo se sujou E no terceiro dia ninguém ressuscitou

 

O Passageiro

Eu sou passageiro  Eu rodo sem parar  Eu rodo pelos subúrbios escuros  Eu vejo estrelas saírem no céu  É o claro e o vazio do céu  Mas essa noite tudo soa tão bem  Entre no meu carro  Nós vamos rodar  Seremos passageiros à noite  E veremos a cidade em trapos  E veremos o vazio do céu  Sobre os cacos dos subúrbios daqui  Mas essa noite tudo soa tão bem  Cantando la la la la la la la la  la la la la la la la la  la la la la la la la la  Olhe o passageiro  Como, como ele roda  Olhe o passageiro  Roda sem parar  Ele olha pela janela  E o que ele vê?  Ele vê sinais no céu  Ele vê as estrelas que saem  Ele vê a cidade em trapos  Ele vê o caminho do mar  Tudo isso foi feito pra mim e você  Tudo isso foi feito pra mim e você 
Simplesmente pertence a mim e você  Então vamos rodar e ver o que é meu  Cantando la la la la la la la la  la la la la la la la la  Olhe o passageiro  Que roda sem parar  Ele está seguro ali  Conhece o mundo pelo vidro do carro  Vê isso tudo e sabe que é seu  Ele vê o vazio do céu 
Ele vê cada estrela sair  Ele vê a cidade dormir  E tudo isso é meu e seu  E tudo isso é meu e seu  Então vamos rodar e rodar e rodar e rodar e rodar
 

 

O Mundo 

Você que já esteve no céu Foi tudo divertido pra você? Chega a hora então de provar tudo que existe Tire agora os sapatos joque tudo pro alto sinta o chão Aprender a andar descalço num mundo de asfalto e sem coração Até que o mundo gire ao seu redor  Obrigado por passar mas estou de saída Tem alguma coisa nova pra fazer? Vamos lá então ter um dia diferente Eu só quero curtir ficar a toa viver numa boa E você quer respostas exige provas músicas novas Até que o mundo gire ao seu redor Vão falar que você não é nada Vão falar que você não tem casa Vão falar que você não merece que anda bebendo e está perdido E não importa o que você dissesse Você seria desmentido Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem sentido Se eu for ligar para o que vão falar não faço nada Eu procuro tentar entender Porque eu sou tão importante pra você Já que é bem melhor ser importante pra si mesmo Eu não quero mudar ser mais discreto ser mais esperto Já cansei de propostas de dar respostas e ter que dar certo Até que o mundo gire ao seu redor Vão falar que você não é nada...

 

Todas as Noites 

Todas as noites são iguais  Os meninos satisfeitos  E as meninas querem mais  Sonhos caem como chuva  Nada é verdade  É só por mera diversão  Hoje à noite tudo pode acontecer  Quem olhar nos olhos  Vê bares e sedução  Num canto escuro  Pequenos goles de solidão  A noite esclarece o que o dia escondeu  Meia noite, noite inteira  3, 4, 5 da manhã 
Eu vou embora mas eu  Sempre volto atrás  Porque as noites são todas iguais  Todas as noites são iguais  De longe os disfarces parecem reais  Mãos me vestem como luva  É tarde demais  E eu não consigo dizer não  Hoje à noite é cedo até amanhecer  Quem olhar nos olhos  Vê estrelas no chão  Num canto escuro  Pequenos goles de solidão  A noite esclarece o que o dia escondeu 

 

Independência  

Toda esta curiosidade  Que você tem pelo que eu faço  Eu não gosto de me explicar  Toda esta intensidade  Buscamos identidade  Nós não sabemos explicar  Se paro e me pergunto  Será que existe alguma razão  Prá viver assim  Se não estamos de verdade juntos  Procuramos independência acreditamos na distância entre nós  Toda esta meia-verdade  A qual temos nos conformado  Só conseguimos nos afastar  Nós aprendemos a aceitar  Tantas coisas pela metade como essa imensa vontade  Que não sabemos explicar  Que não sabemos saciar  Se paro e me pergunto  Será que existe alguma razão  Prá viver assim  Se não estamos de verdade juntos 

 

Leve Desespero 

Não consigo mais me concentrar  Vou tentar alguma coisa para melhorar É importante,todos me dizem  Mas nada me acontece como eu queria  Estou perdido,sei que estou  Cego para assuntos banais  Problemas do cotidiano  Já não sei como resolver  Sob um leve desespero Que me leva , que me leva daqui  Então é outra noite num bar  Um copo atrás do outro Procuro trocados no meu bolso  Dá pra me arrumar um cigarro?  Não consigo mais me concentrar  Vou tentar alguma coisa para melhorar  Já estou vendo TV como companhia  Talvez se você entendesse  O que esta acontecendo  Poderia me explicar  Eu não saio do meu canto  As paredes me impedem  Eu só queria me divertir  As paredes me impedem  Já estou vendo TV como companhia

 

Eu Vou Estar 

Eu não vou Pro inferno Eu não iria Tão longe por você Mas vai ser impossível Não lembrar
Vou estar em tudo Que você vê Nos seus livros Nos seus discos Vou entrar Na sua roupa E onde você Menos esperar (Eu vou estar) Eu não vou Pro céu também Eu não sou Tão bom assim Mesmo quando Encontrar alguém Você ainda vai ver...a mim Embaixo da cama Nos carros passando No verde da grama Na chuva chegando eu vou estar...

 

Primeiros Erros
(Kiko Zambianchi)

Meu caminho é cada manhã Não procure saber onde vou Meu destino não é de ninguém Eu não deixo os meus passos no chão Se você não entende não vê Se não me vê não me entende Não procure saber onde estou Se o meu jeito te surpreende Se o meu corpo virasse sol Minha mente virasse sol Mas só chove, chove… Chove, chove… Se um dia eu podesse ver Meu passado inteiro E fizesse parar de chover Nos primeiros erros O meu corpo viraria sol Minha mente viraria… Mas só chove, chove… Chove, chove… Se um dia eu podesse ver Meu passado inteiro E fizesse parar de chover Nos primeiros erros O meu corpo viraria sol Minha mente viraria…Mas só chove, chove… Chove, chove…Chove, chove…Chove, chove…

 

Natasha

Tem 17 anos e fugiu de casa  às 7 horas da manhã do dia errado  Levou na bolsa umas mentiras pra contar  Deixou pra trás os pais e o namorado  Um passo sem pensar  Um outro dia, um outro lugar  Pelo caminho, garrafas e cigarros  Sem amanhã por diversão roubava carros  Era Ana Paula, agora é Natasha  Usa salto 15 e saia de borracha  Um passo sem pensar  Um outro dia, um outro lugar...  O mundo vai acabar ela só quer dançar  O mundo vai acabar ela só quer dançar, dançar, dançar... Pneus de carro cantam tchururu, tchuru, tchuru...Tem 7 vidas, mas ninguém sabe de nada  Carteira falsa com idade adulterada   O vento sopra enquanto ela morde  Desaparece antes que alguém acorde  Cabelo verde, tatuagem no pescoço  Um rosto novo, um corpo feito pro pecado A vida é bela, o paraíso é um comprimido  Qualquer balaco ilegal ou proibido  O mundo vai acabar ela só quer dançar 
O mundo vai acabar ela só quer dançar, dançar, dançar... Pneus de carro cantam tchururu, tchuru, tchuru... O mundo vai acabar ela só quer dançar  O mundo vai acabar ela só quer dançar, dançar, dançar... Pneus de carro cantam tchururu, tchuru, tchuru...Pneus de carros cantam...

 

Fogo

Você é tão acostumada  a sempre ter razão  você é tão articulada  quando fala não pede atenção  o poder de dominar é tentador  eu já não sinto nada  sou todo torpor  é tão certo quanto o calor do fogo é tão certo quanto o calor do fogo já não tenho escolha participo do seu jogo participo do seu jogo Não consigo dizer  se é bom ou mau assim como o ar me parece vital onde quer que eu vá o que quer que eu faça sem você, não tem graça 
Você sempre surpreende e eu tento entender você nunca se arrepende você gosta sente até prazer mas se você me perguntar eu digo sim eu continuo porque a chuva não cai só sobre mim vejo os outros todos estão tentando é tão certo quanto o calor do fogo é tão certo quanto o calor do fogo já não tenho escolha participo do seu jogo participo do seu jogo 
Não consigo dizer  se é bom ou mau  assim como o ar  me parece vital  onde quer que eu vá  o que quer que eu faça sem você, não tem graça 

 

As Portas Fechadas 

A saudade de você  Me despe a mente  Estamos em branco  E cobertos de pó  Me esgueiro nas sombras  Do que passou  Escombros, bombas  Escombros, bombas  Cadê você?  Cadê você?  Eu grito já sem voz  E a garganta arde  Não há eco  Já é tarde demais Quero e nego  E corro a qualquer parte  No espaço  Eu me distraio  Com a visão traiçoeira  Da lembrança  Escombros, bombas  Escombros, bombas  Cadê você?  Cadê você? Meu último desejo Seu beijo Seu beijo  Meu último desejo  À luz da lua  Testemunha de um amor  Que com o vento flutua  Sopra-nos a brisa  Lua nua 

 

Blecaute 

Hoje houve uma  mudança na cidade  Hoje houve uma  mudança na cidade  Mas ninguém liga  Daqui pra frente  É tudo diferente  É olho por olho E dente por dente Será que você  Não sente? Será que você  Não sente? Não, ninguém liga! A que ponto chegamos Não há mais quem me diga  Quem me responda Tem alguém Tem alguém aí?  Hoje houve uma  mudança na cidade  Hoje houve uma  mudança na cidade  Mas ninguém liga Sempre quis ter 
O mundo aos meus pés Mas que adianta Pra que me serve? Será que você Entende?  Será que você  Entende? Daqui pra frente  Estamos sozinhos  Nós e o mundo  O que vamos fazer? 
Tem alguém Tem alguém aí? 

 

Movimento 

Estou em movimento  Movendo até o fim  Movendo até o fim do tempo Eu começo, não termino O movimento não acaba Para todos os fins Para todos os fins Para todos os fins O meio é o movimento Movendo até o fim do tempo Apenas um corpo em ação Imaginando e movendo  O mundo com as mãos Até o fim do tempo eu movo E a minha imaginação muda E eu removo o impedimento Com a mudança do movimento Compreensão, compreensão Compreensão e desprezo Pouco importam ao movimento Movendo até o fim do tempo Apenas um corpo em ação Imaginando e movendo O mundo com as mãos 


Pedra na Mão 

Não provoque  os meus instintos primitivos não, não toque em mim sem um bom motivo o seu conselho é ter paciência mas já estou cheio vou reagir vou conseguir já sei qual é o meio Quem planta vento colhe tempestades quem planta vento colhe tempestades pedra no chão é topada pedra na mão é porrada De uma coisa eu tenho certeza se possível me esquivo senão enfrento o confronto aberto se aprende cedo nunca tema nada a não ser, a não ser render-se ao próprio medo Quem planta vento colhe tempestades quem planta vento colhe tempestades  pedra no chão é topada pedra na mão é porrada 



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