Hoje é o dia Eu quase posso tocar o silêncio
A casa vazia Só as coisas que você não quis Me fazem companhia Eu fico à
vontade com a sua ausência... Eu já me acostumei a te esquecer Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos Quanto tempo faz Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro Salas e quartos Somem sem deixar vestígio Seu rosto em pedaços
Misturado com o que não sobrou Do que eu sentia Eu lembro dos filmes que eu
nunca vi... Passando sem parar em algum lugar Tudo que vai Deixa o gosto, deixa
as fotos Quanto tempo faz Deixa os dedos, deixa a memória Eu nem me lembro mais
Fica o gosto, ficam as fotos Quanto tempo faz Ficam os dedos, fica a memória Eu
nem me lembro mais Quanto tempo, eu já nem sei mais o que é meu Nem quando,
nem onde Tudo que vai Deixa o gosto, deixa as fotos Quanto tempo fazDeixa os
dedos, deixa a memória Eu nem me lembro mais Fica o gosto, ficam as fotos
Quanto tempo faz Ficam os dedos, fica a memória Eu nem me lembro mais Eu nem me
lembro mais Eu nem me lembro mais Eu nem me lembro mais Eu nem me lembro mais
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Cai
a noite na cidade Vinda de lugar nenhum E o dia vai embora Indo pra lugar algum
Não sentia fome Não sentia frio Sentado num canto De um quarto vazio Quando a
chuva cai Nas noites mais solitárias Lembre-se que sempre Estarei aqui Sombras
e pensamentos De um sonho só esperança Nas paredes ecoavam O silêncio e a
lembrança
Entre ruas desertas Ele está só de passagem Da vertigem e tontura Surgiam todo
tipo de imagens Quando a chuva cai Nas noites mais solitárias Lembre-se que
sempre Estarei aqui Se virou e alcançou o céu E a última estrela Nada deixava
passar Tudo lembrava ela Quando a chuva cai Nas noites mais solitárias
Lembre-se que sempre Estarei aqui Nasce o dia na cidade Vindo de lugar nenhum E
a noite vai embora Indo pra lugar algum.

Cuidado
pessoal, lá vem vindo a veraneio Toda pintada de preto, branco, cinza e
vermelho Com números do lado, e dentro dois ou três taradosAssassinos armados
e uniformizados Veraneio Vascaína vem dobrando a esquina
Porque pobre quando nasce com instinto assassino Sabe o que vai ser quando
crescer desde menino Ladrão para roubar ou marginal para matar "Papai, eu
quero ser policial quando eu crescer" Se eles vêm com fogo em cima é
melhor sair da frente tanto faz, ninguém se importa se você é inocente Com
uma arma na mão eu boto fogo no país
E não vai ter problema,eu sei, estou do lado da lei.

Vocês esperam uma intervenção divina Mas não
sabem que o tempo agora está contra vocês Vocês se perdem no meio de tanto
medo De não conseguir dinheiro pra comprar sem se vender E vocês armam seus
esquemas ilusórios Continuam só fingindo que o mundo ninguém fez Mas acontece
que tudo tem começo E se começa um dia acaba, eu tenho pena de vocês E as
ameaças de ataque nuclear Bombas de nêutrons não foi Deus quem fez Alguém,alguém
um dia vai se vingar Vocês são vermes, pensam que são reis Não quero ser
como vocês Eu não preciso mais Eu já sei o que eu tenho que saber E agora
tanto faz Três crianças sem dinheiro e sem moral Não ouviram a voz suave que
era uma lágrima E se esqueceram de avisar pra todo mundo Ela talvez tivesse um
nome e era Fátima E de repente o vinho virou água E a ferida não cicatrizou E
o limpo se sujou E no terceiro dia ninguém ressuscitou

Eu sou passageiro Eu rodo sem parar
Eu rodo pelos subúrbios escuros Eu vejo estrelas saírem no céu É
o claro e o vazio do céu Mas essa noite tudo soa tão bem Entre no
meu carro Nós vamos rodar Seremos passageiros à noite E
veremos a cidade em trapos E veremos o vazio do céu Sobre os cacos
dos subúrbios daqui Mas essa noite tudo soa tão bem Cantando la la
la la la la la la la la la la la la la la la la la la la la la la
Olhe o passageiro Como, como ele roda Olhe o passageiro Roda
sem parar Ele olha pela janela E o que ele vê? Ele vê sinais
no céu Ele vê as estrelas que saem Ele vê a cidade em trapos
Ele vê o caminho do mar Tudo isso foi feito pra mim e você Tudo
isso foi feito pra mim e você
Simplesmente pertence a mim e você Então vamos rodar e ver o que é meu
Cantando la la la la la la la la la la la la la la la la Olhe o
passageiro Que roda sem parar Ele está seguro ali Conhece o
mundo pelo vidro do carro Vê isso tudo e sabe que é seu Ele vê o
vazio do céu
Ele vê cada estrela sair Ele vê a cidade dormir E tudo isso é meu
e seu E tudo isso é meu e seu Então vamos rodar e rodar e rodar e
rodar e rodar

Você que já esteve no céu Foi tudo divertido
pra você? Chega a hora então de provar tudo que existe Tire agora os sapatos
joque tudo pro alto sinta o chão Aprender a andar descalço num mundo de
asfalto e sem coração Até que o mundo gire ao seu redor Obrigado por
passar mas estou de saída Tem alguma coisa nova pra fazer? Vamos lá então ter
um dia diferente Eu só quero curtir ficar a toa viver numa boa E você quer
respostas exige provas músicas novas Até que o mundo gire ao seu redor Vão
falar que você não é nada Vão falar que você não tem casa Vão falar que
você não merece que anda bebendo e está perdido E não importa o que você
dissesse Você seria desmentido Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem
sentido Se eu for ligar para o que vão falar não faço nada Eu procuro tentar
entender Porque eu sou tão importante pra você Já que é bem melhor ser
importante pra si mesmo Eu não quero mudar ser mais discreto ser mais esperto Já
cansei de propostas de dar respostas e ter que dar certo Até que o mundo gire
ao seu redor Vão falar que você não é nada...

Todas as noites são iguais Os meninos
satisfeitos E as meninas querem mais Sonhos caem como chuva
Nada é verdade É só por mera diversão Hoje à noite tudo pode
acontecer Quem olhar nos olhos Vê bares e sedução Num canto
escuro Pequenos goles de solidão A noite esclarece o que o dia
escondeu Meia noite, noite inteira 3, 4, 5 da manhã
Eu vou embora mas eu Sempre volto atrás Porque as noites são todas
iguais Todas as noites são iguais De longe os disfarces parecem
reais Mãos me vestem como luva É tarde demais E eu não
consigo dizer não Hoje à noite é cedo até amanhecer Quem olhar
nos olhos Vê estrelas no chão Num canto escuro Pequenos
goles de solidão A noite esclarece o que o dia escondeu

Toda esta curiosidade Que você tem pelo que eu faço
Eu não gosto de me explicar Toda esta intensidade Buscamos
identidade Nós não sabemos explicar Se paro e me pergunto
Será que existe alguma razão Prá viver assim Se não estamos de
verdade juntos Procuramos independência acreditamos na distância entre nós
Toda esta meia-verdade A qual temos nos conformado Só conseguimos
nos afastar Nós aprendemos a aceitar Tantas coisas pela metade como
essa imensa vontade Que não sabemos explicar Que não sabemos
saciar Se paro e me pergunto Será que existe alguma razão Prá
viver assim Se não estamos de verdade juntos

Não consigo mais me
concentrar Vou tentar alguma coisa para melhorar É importante,todos
me dizem Mas nada me acontece como eu queria Estou perdido,sei que
estou Cego para assuntos banais Problemas do cotidiano Já não
sei como resolver Sob um leve desespero Que me leva , que me leva
daqui Então é outra noite num bar Um copo atrás do outro Procuro
trocados no meu bolso Dá pra me arrumar um cigarro? Não consigo
mais me concentrar Vou tentar alguma coisa para melhorar Já estou
vendo TV como companhia Talvez se você entendesse O que esta
acontecendo Poderia me explicar Eu não saio do meu canto As
paredes me impedem Eu só queria me divertir As paredes me impedem
Já estou vendo TV como companhia

Eu não vou Pro inferno Eu não iria Tão longe por você
Mas vai ser impossível Não lembrar
Vou estar em tudo Que você vê Nos seus livros Nos seus discos Vou entrar Na
sua roupa E onde você Menos esperar (Eu vou estar) Eu não vou Pro céu também
Eu não sou Tão bom assim Mesmo quando Encontrar alguém Você ainda vai
ver...a mim Embaixo da cama Nos carros passando No verde da grama Na chuva
chegando eu vou estar...

Meu caminho é cada manhã Não procure saber
onde vou Meu destino não é de ninguém Eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê Se não me vê não me entende Não procure saber
onde estou Se o meu jeito te surpreende Se o meu corpo virasse sol Minha mente
virasse sol Mas só chove, chove… Chove, chove… Se um dia eu podesse ver Meu
passado inteiro E fizesse parar de chover Nos primeiros erros O meu corpo
viraria sol Minha mente viraria… Mas só chove, chove… Chove, chove… Se um
dia eu podesse ver Meu passado inteiro E fizesse parar de chover Nos primeiros
erros O meu corpo viraria sol Minha mente viraria…Mas só chove, chove…
Chove, chove…Chove, chove…Chove, chove…

Tem 17 anos e fugiu de casa às 7 horas da
manhã do dia errado Levou na bolsa umas mentiras pra contar Deixou
pra trás os pais e o namorado Um passo sem pensar Um outro dia, um
outro lugar Pelo caminho, garrafas e cigarros Sem amanhã por diversão
roubava carros Era Ana Paula, agora é Natasha Usa salto 15 e saia
de borracha Um passo sem pensar Um outro dia, um outro lugar...
O mundo vai acabar ela só quer dançar O mundo vai acabar ela só quer
dançar, dançar, dançar... Pneus de carro cantam tchururu, tchuru, tchuru...Tem
7 vidas, mas ninguém sabe de nada Carteira falsa com idade adulterada
O vento sopra enquanto ela morde Desaparece antes que alguém
acorde Cabelo verde, tatuagem no pescoço Um rosto novo, um corpo
feito pro pecado A vida é bela, o paraíso é um comprimido Qualquer
balaco ilegal ou proibido O mundo vai acabar ela só quer dançar
O mundo vai acabar ela só quer dançar, dançar, dançar... Pneus de carro
cantam tchururu, tchuru, tchuru... O mundo vai acabar ela só quer dançar
O mundo vai acabar ela só quer dançar, dançar, dançar... Pneus de carro
cantam tchururu, tchuru, tchuru...Pneus de carros cantam...

Você é tão acostumada a sempre ter razão
você é tão articulada quando fala não pede atenção o poder de
dominar é tentador eu já não sinto nada sou todo torpor é
tão certo quanto o calor do fogo é tão certo quanto o calor do fogo já
não tenho escolha participo do seu jogo participo do seu jogo Não
consigo dizer se é bom ou mau assim como o ar me parece vital onde
quer que eu vá o que quer que eu faça sem você, não tem graça
Você sempre surpreende e eu tento entender você nunca se arrepende você
gosta sente até prazer mas se você me perguntar eu digo sim eu
continuo porque a chuva não cai só sobre mim vejo os outros todos
estão tentando é tão certo quanto o calor do fogo é tão certo
quanto o calor do fogo já não tenho escolha participo do seu jogo participo
do seu jogo
Não consigo dizer se é bom ou mau assim como o ar me parece
vital onde quer que eu vá o que quer que eu faça sem você, não
tem graça

A saudade de você Me despe a mente
Estamos em branco E cobertos de pó Me esgueiro nas sombras Do
que passou Escombros, bombas Escombros, bombas Cadê você?
Cadê você? Eu grito já sem voz E a garganta arde Não há
eco Já é tarde demais Quero e nego E corro a qualquer parte
No espaço Eu me distraio Com a visão traiçoeira Da lembrança
Escombros, bombas Escombros, bombas Cadê você? Cadê você? Meu
último desejo Seu beijo Seu beijo Meu último desejo À
luz da lua Testemunha de um amor Que com o vento flutua
Sopra-nos a brisa Lua nua

Hoje houve uma mudança na cidade
Hoje houve uma mudança na cidade Mas ninguém liga Daqui pra
frente É tudo diferente É olho por olho E dente por dente Será
que você Não sente? Será que você Não sente? Não,
ninguém liga! A que ponto chegamos Não há mais quem me diga
Quem me responda Tem alguém Tem alguém aí? Hoje houve uma
mudança na cidade Hoje houve uma mudança na cidade Mas ninguém
liga Sempre quis ter
O mundo aos meus pés Mas que adianta Pra que me serve? Será que
você Entende? Será que você Entende? Daqui pra frente
Estamos sozinhos Nós e o mundo O que vamos fazer?
Tem alguém Tem alguém aí?

Estou em movimento Movendo até o fim
Movendo até o fim do tempo Eu começo, não termino O movimento não
acaba Para todos os fins Para todos os fins Para todos os fins O
meio é o movimento Movendo até o fim do tempo Apenas um corpo em ação Imaginando
e movendo O mundo com as mãos Até o fim do tempo eu movo E a
minha imaginação muda E eu removo o impedimento Com a mudança do
movimento Compreensão, compreensão Compreensão e desprezo Pouco
importam ao movimento Movendo até o fim do tempo Apenas um corpo em ação Imaginando
e movendo O mundo com as mãos

Não provoque os meus instintos primitivos não,
não toque em mim sem um bom motivo o seu conselho é ter paciência mas
já estou cheio vou reagir vou conseguir já sei qual é o meio Quem
planta vento colhe tempestades quem planta vento colhe tempestades pedra
no chão é topada pedra na mão é porrada De uma coisa eu tenho
certeza se possível me esquivo senão enfrento o confronto
aberto se aprende cedo nunca tema nada a não ser, a não ser render-se
ao próprio medo Quem planta vento colhe tempestades quem planta vento
colhe tempestades pedra no chão é topada pedra na mão é porrada

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