Terra ameaçada
Recursos naturais
Um estudo do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) relata que a te 2002 o ser humano já havia ultrapassado em 20% os limites de exploração que o planeta pode suportar. Os cálculos indicam que se pode explorar até 1,9 hectares/ pessoa; mas o que se tem é 2,3 hectares/ pessoa.
A terra mostra-se cansada e isso reflete diretamente em nossa saúde. A poluição em todos os níveis e em todas as partes tem causado os mais diversos agravamentos físicos, social, ambiental, etc.
Ar
A camada de ozônio, situada a 15 km da superfície, com 30km de espessura tem sido uma proteção valiosa para o planeta. A Nasa vem fazendo alerta desde 1986 com respeito a essa camada que vem perdendo espessura, hoje há uma rarefação de 31km² sobre a Antártida e sobre o Pólo Norte.
Anualmente, 6,7 bilhões de toneladas de carbono são lançados no ar. Dessa, 3,3 bilhões ficam na atmosfera causando chuva ácida e efeito estufa. As 3,4 bilhões de toneladas restantes são capturadas pelos oceanos e floretas.
Poluentes mais comuns
Poeiras - São originárias de moagens, lixamento, partículas de rochas, metais, cimento etc
Fumos - São formados pela condensação de vapores de materiasi sólidos, geralmente metais (chumbo, zinco etc.)
Fumaça - São particulas geralmente sólidas em suspensão no ar, geradas pela combustão incompleta de materiasi orgânicos
Gases - Substâncias fluidas que ocupam uniformemente qualquer espaço
Aerosol - Substâncias sólidas ou líquidas em suspensão no meio gasoso
Principais fontes de poluentes do ar
Óxidos de nitrogênios - Veículos, usinas de ferro e aço, fábricas de fertilizantes
Hidrocarbonetos - Veículos, cigarros e refinarias de petróleo
Material particulado - Veículos, combustões domésticas, refinarias de petróleo, fábricas de cerâmica, fundições, incineradores
Dióxido de enxofre - Combustões domésticas, olarias, usinas termelétricas, refinarias de petróleo, usinas de ferro e aço
Vende-se um planeta em bom estado!
Com cerca de 70% da superfície de água. Deste total, 97% é água salgada que se acumula nos mares e oceanos; 2,493% é água doce, mas concentrada nas geleiras e aqüíferos de difícil acesso; 0,001% da água está na atmosfera. De todo esse volume, 0,006% é a água doce encontrada nos rios, lagos, e águas subterrâneas de fácil acesso para o nosso consumo.
O planeta vai com alguns cidadãos cabeçudos que enquanto lavam o carro, fazem a barba, dão banho no Pitbull, ou escovam os dentes, deixam a torneira aberta enquanto a água se esvai pelos ralos e bueiros. Passar horas varrendo a calçada de casa com um jato d’água, deixa a torneira da pia aberta enquanto ensaboa a louça, ou fica batendo papo no telefone enquanto a ducha do banheiro está aberta.
Vende-se com vaso sanitário sendo acionado três vezes por dia, por quatro pessoas, consumindo 4.320 litros de água potável por mês.
Vende-se com uma população de 170 milhões de habitantes, gastamos por mês 183,6 bilhões de litros de água potável com fezes, cocô.
O ar que respiramos também será vendido à empresas dispostas a explorar esse filão. Pode-se construir abóbadas de acrílico sobre casas e condomínios que seriam abastecidas pela empresa fornecedora do ar. Os condomínios mais ricos ainda podem optar por abóbadas fotocromáticas, que oferecem proteção contra os raios infravermelhos do sol e um ar enriquecido com vitaminas e sais minerais, e disponível nos aromas flores do campo, eucalipto e flor de lótus tibetanos, totalmente livre de impurezas. Nas favelas, é só instalar uma abóbada popular, de acrílico barato, desse tipo dos óculos que se vendem nos camelôs. O abastecimento de ar pode ser feito periodicamente, por veículos do tipo “fumacê”. Aqueles modelos típicos de Terceiro Mundo que ficaram famosos graças aos nossos mosquitos Aedes Aegipt, que seguiam pelas ruas fazendo barulho enquanto lançavam inseticidas no ar.
Vende-se! Planeta em bom estado, com apenas 4 bilhões de anos rodados!”, com vasta tecnologia e quatrilhões de mensagens de propaganda em forma de “spam”, tipo essas propagandas insuportáveis – a maioria oferecendo aparelhos para aumentar o pênis em 10 centímetros.
Os homens estão vendendo o nosso planeta.
Adaptado de Márcio Salgues