Fotos de Tóquio (Jun/2001)

Quando falo em Tóquio estou falando da região central, onde se situam a Estação de Tóquio e o Palácio Imperial, quinhentos ou mil metros adiante. O Palácio Imperial possui uns 8 Km de periferia. Acreditem, fiz a caminhada e demorei mais de uma hora, passei próximo do Congresso, Teatro Nacional, embaixada do Reino Unido e alguns museus. Também possui área verde como qualquer outro parque e uma área proibida, onde mora a família real. O guarda do parque me falou que tenho que levar o lixo de volta para casa. Sinto falta de lixeiras na cidade. Faz muito calor e chove esta época do ano. A rede de metro e trens é impressionante. Abrange todo o país. Mendigos na Estação de Tóquio.

Preços em média quatro vezes mais caro que o Brasil. Ganha-se na mesma proporção. A atual recessão americana diminui as exportações, as horas trabalhadas e consequentemente o emprego dos estrangeiros no país. Na cidade onde estou, Takefu, houve uma redução de 800 para 300 brasileiros em menos de seis meses. Mais devem ir embora. Os custos aqui são muito altos, não é possível ficar sem trabalho. Os japoneses ainda possuem certa estabilidade.

Sinto a presença do Estado por todos os lados. Transporte público, telecomunicações, correios, prefeituras, impostos. Até o principal canal de televisão, tão educativa ou até mais que a TV Cultura, pertence ao governo, e é cobrado um auxílio quase que compulsório. As cidades do interior parecem condomínios fechados, cercados por montanhas. Jogar lixo parece complicado. Tudo tem que ter um destino. Não dá para pensar em fazer nada de errado.

Certa vez li (David Landes, Riqueza e Pobreza das Nações) que o Japão emula o ocidente. É bem isso. No fundo continuam muito japoneses.

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