Ainda que a PNAD não seja a melhor fonte para se analisar a ocupação
agrícola, a evolução que revela é bastante coerente com a percepção dos
estudiosos e especialistas deste problema. E o que se observa é uma
significativa retração absoluta do número de pessoas em famílias da pequena
agricultura familiar e trabalhadores agrícolas: em 1981 somavam 28,4 milhões e
em 2002 caíram para 22,7 milhões.
Ao lado desta queda absoluta, reforça-se a já escandalosa concentração na
camada mais baixa da estrutura social: em 1981, 54,5% encontravam-se entre os
marginalizados e, em 2002, este contingente eleva-se para 61%.