A marginalização entre os operários
Entre as famílias de trabalhadores urbanos com perfil de operários e assemelhados, o quadro de deterioração social também é bastante preocupante, observando-se sua expansão no segmento de rendimentos ínfimos. Ou seja, daqueles que não atingem o padrão de vida de massa trabalhadora.

Trata-se de um amplo e heterogêneo conjunto de famílias de trabalhadores de manutenção e conservação de edifícios; ajudantes de obras; cozinheiros, garçons e outros profissionais do segmento de serviços; trabalhadores de carga e descarga; operadores de máquinas de costura; guardas e vigias; vendedores ambulantes; mecânicos de manutenção etc.

As famílias do segmento de assalariados destes trabalhadores que se encontravam no nível ínfimo totalizavam 8 milhões de pessoas, em 1981, o equivalente a 6,7% da população total. Em 2002, eles avançam para 13,5 milhões (7,84%). Entre os autônomos, o crescimento é de 2,3 milhões (1,89%) para 5,6 milhões (3,25%).

Somando-se os assalariados e os autônomos, em 1981 encon-travam-se marginalizados 23,9% do total destes grupos sócio-ocupa-cionais (42,9 milhões). Em 2002, eles sobem para 34,7% de um total de 54,9 milhões.

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