Breves referências metodológicas
Com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, descreveremos em linhas gerais o quadro de corrosão social provocado pela longa estagnação, que combina perversamente: empobrecimento generalizado, rebaixamento social e bloqueios à ascensão.

Para tanto, compara-se o cenário vigente em 1981 com aquele que se observa em 2002, ano da última PNAD disponível. Na montagem deste panorama, a população foi distribuída por cinco faixas de rendimentos familiares , que um tanto livremente podemos tomar como representativas de distintos "padrões de vida".

Antes de mais nada, porém, é oportuno enfatizar o caráter marcadamente indicativo de uma construção baseada nos rendimentos que as pessoas declaram aos entrevistadores do IBGE. A percepção cor-rente entre os familiarizados com este tipo de pesquisa é de significativa subestimação nos segmentos melhor situados socialmente. Entretanto, se os dados de rendimentos não fornecem uma estimativa segura da massa ou nível absoluto de riqueza, eles podem ser utilizados satisfatoriamente como critério de hierarquização social.

  • nível superior, associado a um padrão de alta classe média, com rendimentos mensais acima de R$ 5.000;
  • nível médio, de média classe média, entre R$ 2.500 e R$ 5.000;
  • nível baixo, de baixa classe média, entre R$ 1.000 e R$ 2.500;
  • nível inferior, de massa trabalhadora, entre R$ 500 e R$ 1.000;
  • nível ínfimo, de "marginalizados", abaixo de R$ 500.

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