Engano b�blico 5 - Maria Madalena
Marco Aur�lio Seluque Fregonezi

Veja quantos pequenos equ�vocos costumamos fazer sobre alguns detalhes da B�blia (Vers�o RA). Temos, aqui, quatro enganos.

JO�O 8
1 Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras.
2 De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava.
3 Os escribas e fariseus trouxeram � sua presen�a uma mulher surpreendida em adult�rio e, fazendo-a ficar de p� no meio de todos,
4 disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adult�rio.
5 E na lei nos mandou Mois�s que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?
6 Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.
7 Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre v�s estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.
8 E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no ch�o.
9 Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela pr�pria consci�ncia, foram-se retirando um por um, a come�ar pelos mais velhos at� aos �ltimos, ficando s� Jesus e a mulher no meio onde estava.
10 Erguendo-se Jesus e n�o vendo a ningu�m mais al�m da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde est�o aqueles teus acusadores? Ningu�m te condenou?
11 Respondeu ela: Ningu�m, Senhor! Ent�o, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e n�o peques mais.

Ao contr�rio do que muita gente pensa, esta mulher n�o � necessariamente Maria Madalena; as escrituras n�o dizem isso.


Outro engano: O nome "Maria Madalena" � citado doze vezes:
Mateus: 27.56, 27.61, 28.1, 15.40, 15.47
Marcos: 16.1, 16.9
Lucas: 8.2, 24.10
Jo�o: 19.25, 20.1, 20,18

Em nenhum destes trechos h� qualquer men��o�sobre o fato de Maria Madalena ter sido prostituta. S� o que sabemos � que Jesus dela expeliu sete dem�nios (Mc 16.9 e Lc 8.2) e que ela havia sido curada de esp�ritos mal�gnos e de infermidades (Lc 8.2).


LUCAS 7
11 (...)dirigia-se Jesus a uma cidade chamada Naim (...).
36 Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar � mesa.
37 E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava � mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ung�ento;
38 e, estando por detr�s, aos seus p�s, chorando, regava-os com suas l�grimas e os enxugava com os pr�prios cabelos; e beijava-lhe os p�s e os ungia com o ung�ento.
39 Ao ver isto, o fariseu que o convidara disse consigo mesmo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual � a mulher que lhe tocou, porque � pecadora.(...)
44 E, voltando-se para a mulher, disse a Sim�o: V�s esta mulher? Entrei em tua casa, e n�o me deste �gua para os p�s; esta, por�m, regou os meus p�s com l�grimas e os enxugou com os seus cabelos.
45 N�o me deste �sculo; ela, entretanto, desde que entrei n�o cessa de me beijar os p�s.
46 N�o me ungiste a cabe�a com �leo, mas esta, com b�lsamo, ungiu os meus p�s.
47 Por isso, te digo: perdoados lhe s�o os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.
48 Ent�o, disse � mulher: Perdoados s�o os teus pecados.
49 Os que estavam com ele � mesa come�aram a dizer entre si: Quem � este que at� perdoa pecados?
50 Mas Jesus disse � mulher: A tua f� te salvou; vai-te em paz.

Ao contr�rio do que muita gente pensa, esta mulher n�o � necessariamente Maria Madalena nem a mulher citada em JO�O 8 e nem Maria, irm� de L�zaro.


JO�O 11
1 Estava enfermo L�zaro, de Bet�nia, da aldeia de Maria e de sua irm� Marta.
2 Esta Maria, cujo irm�o L�zaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com b�lsamo o Senhor e lhe enxugou os p�s com os seus cabelos.
18 Ora, Bet�nia estava cerca de quinze est�dios perto de Jerusal�m.
JO�O 12
1 Seis dias antes da P�scoa, foi Jesus para Bet�nia, onde estava L�zaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos.
2 Deram-lhe, pois, ali, uma ceia; Marta servia, sendo L�zaro um dos que estavam com ele � mesa.
3 Ent�o, Maria, tomando uma libra de b�lsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os p�s de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do b�lsamo.
4 Mas Judas Iscariotes, um dos seus disc�pulos, o que estava para tra�-lo, disse:
5 Por que n�o se vendeu este perfume por trezentos den�rios e n�o se deu aos pobres?
6 Isto disse ele, n�o porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladr�o e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lan�ava.
7 Jesus, entretanto, disse: Deixa-a! Que ela guarde isto para o dia em que me embalsamarem;
8 porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.

Tamb�m ao contr�rio do que muita gente pensa, esta narrativa de JO�O 11 e 12 n�o corresponde ao fato citado em LUCAS 7. Este aconteceu em Bet�nia e aquele em Naim. Em LUCAS 7.39, vemos que o fariseu n�o conhecia Jesus, enquanto que L�zaro era amado por Jesus (JO�O 11.5).
O evangelho de Jo�o foi escrito muitos anos depois dos acontecimentos citados; quando o autor escreveu o cap�tulo 11, os fatos narrados no cap�tulo 12 j� haviam ocorrido a muito tempo; foi por ess motivo que, no vers�culo 2 do cap�tulo 11, ele mencionou um fato ocorrido no cap�tulo 12. Esse mesmo artif�cio � empregado nos trechos que falam sobre Judas ser quem iria trair Jesus.

Mateus 10:4 Sim�o, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.
Marcos 3:19 e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.
Lucas 6:16 Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.
O trecho de JO�O 11.2 n�o est� mencionando o fato citado em LUCAS 7 tamb�m porque estes, quando os autores escreveram esses livros, eles n�o dispunham dos demais para consult�-los.


Este estudo � de minha autoria e de minha inteira responsabilidade. N�o sou "dono da verdade" e, se voc� discorda de algum ponto, por favor, sinta-se � vontade para escrever pra mim. Sinta-se � vontade, tamb�m, para enviar este estudo para seus amigos.

Mateus 13:23 Mas o que foi semeado em boa terra � o que ouve a palavra e a compreende.(...).
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