Divorciados
Marco Aur�lio Seluque Fregonezi

Creio que todos n�s j� tenhamos ouvido falar a respeito da proibi��o, por parte de algumas fac��es evang�licas, a respeito da celebra��o de casamentos nos quais pelo menos um dos integrantes deja divorciado(a). Realmente, o fato de ser divorciado(a) � uma caracter�stica indesej�vel, por�m, ser� que podemos utilizar este fato como fator de corte, acima de outras caracter�sticas pessoais? Ser� que n�o h� fatores mais importantes a serem levados em considera��o? Ser� que esse detalhe isoladamente serve para excluir uma pessoa independentemente de todo o resto?

1 Cor�ntios 7:27 Est�s casado? N�o procures separar-te(...)
Mateus 19:6 (...)Portanto, o que Deus ajuntou n�o o separe o homem.
Marcos 10:9 Portanto, o que Deus ajuntou n�o separe o homem.
1 Cor�ntios 7:10-11 Ora, aos casados, ordeno, n�o eu, mas o Senhor, que a mulher n�o se separe do marido(...) e que o marido n�o se aparte de sua mulher.
Mateus 19:9 Eu, por�m, vos digo: quem repudiar sua mulher, n�o sendo por causa de rela��es sexuais il�citas, e casar com outra comete adult�rio(...).
Lucas 16:18 Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adult�rio(...).
Vemos, ent�o, que Deus � contra o div�rcio e que quem decide se separar para casar novamente comete adult�rio.

1 Cor�ntios 7:39 A mulher est� ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor.
Romanos 7:2-3 Ora, a mulher casada est� ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficar� da lei conjugal.(...) se morrer o marido, estar� livre da lei e n�o ser� ad�ltera se contrair novas n�pcias.
Vemos, ent�o, que as viuvas est�o livres para casar novamente.

Lev�tico 21:7 (...)nem tomar�o mulher repudiada de seu marido, pois o sacerdote � santo a seu Deus.
Mateus 19:9 (...)[e o que casar com a repudiada comete adult�rio].
Lucas 16:18 (...)aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido tamb�m comete adult�rio.
Marcos 10:11-12 E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adult�rio contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adult�rio.
1 Cor�ntios 7:11 Se, por�m, ela vier a separar-se, que n�o se case ou que se reconcilie com seu marido (...).
Romanos 7:3 De sorte que ser� considerada ad�ltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem (...).
Ponderemos estes versos.
O trecho de Lev�tico 21:7 faz parte das leis para os sacerdotes, mas agora estamos no tempo da gra�a e n�o somos sacerdotes aos moldes dos daquela �poca.
Em mateus 19:9 o trecho entre colchetes n�o faz parte do texto original e n�o est� inclu�do na B�blia na Linguagem de Hoje.
Lucas 16:18 fala a respeito da mulher que, embora abandonada pelo marido, ainda continua sendo sua esposa, o div�rcio ainda n�o aconteceu, pois ele continua sendo chamado de MARIDO. � claro que juntar-se a uma mulher casada � adult�rio.
Em Marcos 10:11-12 temos a n�o aceita��o da iniciativa da separa��o, ou seja, para quem deliberadamente se separa. Sabemos que Deus � contra o div�rcio e a culpa disso cai sobre a parte interessada.
Em 1 Cor�ntios 7:11 temos uma recomenda��o, n�o um mandamento, v�lido para quando a mulher tem a op��o da reconcilia��o.
O trecho de Romanos 7:3 tamb�m � v�lido para quando a mulher tem a op��o da reconcilia��o, quando a separa��o ocorreu por vontade dela, pois diz "vivendo ainda o marido", ou seja, ele ainda � marido dela, n�o se divorciou, n�o se casou com outra mulher. � quando a iniciativa da separa��o parte da mulher.
Vemos, ent�o, que o ato conden�vel � o de quem resolve se separar e se casa novamente. Para quem sofre a separa��o contra sua vontade, fica o conselho de tentar uma concilia��o ou reconcilia��o, mas n�o a condena��o por casar-se novamente quando a outra parte previamente deixar de ser seu marido ou sua esposa.

Em outras palavras, um pastor estaria agindo em conformidade com a palavra de Deus ao realizar este tipo de casamento, em que um dos noivos � divorciado, desde que o div�rcio n�o tenha ocorrido por intens�o dele ou dela e n�o houver mais a possibilidade de reatagem em virtude da outra parte j� ter se casado.


Mateus 22:29 Respondeu-lhes Jesus: Errais, n�o conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.


As duas Marias

Abaixo, temos a est�ria (fict�cia) de duas mulheres, Maria1 e Maria2, cujas vidas foram totalmente diferentes. Esta est�ria serve para que reflitamos sobre essa id�ia de n�o aceitar o casamento de um divorciado. Escolhi o mesmo nome para ambas as personagens para evitar favorecimentos a pessoas reais. Qualquer semelhan�a a pessoas verdadeiras � pura coincid�ncia. A id�ia do texto � ressaltar o fato de que muitas pessoas deixam de receber ben��os de Deus por n�o saber como proceder. Em momento algum o texto diz que Deus, em alguma circunst�ncia, deixou de responder �s ora��es. Enquanto r�tulos existirem, continuaremos tendo dificuldade em ouvir a voz de Deus.

Maria1 veio de fam�lia evang�lica, � a quarta gera��o de evang�licos em sua fam�lia. Foi criada na conviv�ncia da igreja, em meio aos irm�os. Era filha �nica. Mesmo pequena j� demonstrava convic��o de que Jesus era seu senhor e salvador e suas a��es mostravam que a palavra de Deus j� estava fixada em seu cora��o. J� na adolesc�ncia possu�a grande conhecimento sobre a doutrina crist� e a doutrina espec�fica de sua denomina��o. Sempre que poss�vel, procurava desempenhar fun��es na igreja, era uma pessoa bastante prestativa.

Em sua mocidade, sua beleza f�sica aliada � sua beleza interior conquistou muitos rapazes em sua igreja e em outras, bem como fora da igreja, mas Maria1 tinha convic��o de que seu futuro marido deveria ser um homem temente a Deus, que estivesse firme em Sua palavra e que desse um bom testemunho de Cristo. Sua seletividade era muito r�gida, poucas pessoas passavam pelos seus crit�rios de avalia��o. Maria1 tamb�m considerava fundamental a aprova��o do rapaz por parte dos pais e do pastor de sua igreja. Maria1 conversava muito com seus pais e com o pastor sobre esse assunto; tamb�m tinha o h�bito de orar de madrugada e de jejuar, para que Deus estivesse preparando o homem certo e que sua descend�ncia fosse aben�oada.

Num belo dia, quando Maria1 tinha 18 anos, Jo�o, um rapaz belo e formoso entra pra igreja. Jo�o veio de longe, dois mil quil�metros, � filho de pastor da mesma denomina��o, tamb�m foi criado no conv�vio da igreja e domina bem a palavra de Deus. Jo�o logo come�a a desempenhar diversas atividades na igreja com grande desenvoltura e agilidade. Jo�o tinha deixado a cidade de seus pais por causa de uma transfer�ncia na empresa. Sua carreira era brilhante, atuava em um cargo de chefia e sua condi��o financeira era admir�vel. Maria1, por outro lado, fazia cursinho para prestar pedagogia, mas seu sonho era n�o trabalhar fora e ficar em casa cuidando dos filhos.

Maria1 logo come�a a admira-lo. Jo�o � onze anos mais velho que Maria1. Ela sempre teve, tal como suas amigas, prefer�ncia por filhos de pastor, pois, pensava ela, um filho de pastor jamais poderia ser um �mpio. Devido ao fato de ser muito exigente, Maria1 nunca tinha namorado antes. Todas as mo�as solteiras da igreja se apaixonaram por Jo�o, mas a escolhida de Jo�o era Maria1. Ao saber disso, de que tinha sido a escolhida, Maria1 agradece e louva a Deus, sente que suas ora��es tinham sido ouvidas. Logo come�am a namorar. Todos aprovam o namoro, seus pais e a lideran�a da igreja. Jo�o era melhor do que Maria1 imaginara, era muito mais do que o que ela havia pedido a Deus. Jo�o era o primeiro namorado de Maria1. Os pais de Jo�o tamb�m gostaram muito de Maria1.

Durante o namoro, tudo ocorre a favor. Jo�o mostra ser o homem ideal, a verdadeira testemunha de Cristo. A certeza de que Jo�o � a pessoa certa � t�o grande no cora��o de Maria1 que ela p�ra de orar pedindo confirma��o e a aprova��o de Deus sobre ser ele ou n�o a pessoa certa; Maria1 ora apenas para Deus aben�oar o namoro e seus planos para o futuro. Maria1 analisava constantemente e continuamente o comportamento de Jo�o e viu que ele estava sabendo conduzir o namoro de uma maneira fiel � vontade de Deus. Jo�o jamais defraudou Maria1 nem t�o pouco cedeu a qualquer tenta��o da carne. Sua integridade era admir�vel.

Maria1 era uma mo�a rom�ntica e sonhadora. Todos os seus planos para o futuro baseavam-se na vida a dois. Pretendia viver para seu marido, em submiss�o total, como mandam as escrituras. Por outro lado, era muito carente de amor e precisava muito sentir-se amada e protegida. Jo�o proporcionava tudo isso e muito mais.

Ap�s oito meses de namoro, deu-se in�cio ao noivado, que durou quatro meses. Tendo Maria1 19 anos e Jo�o 30, o casamento foi realizado. Tudo ocorreu como num filme de cinema. A cerim�nia foi bel�ssima, a lua de mel inesquec�vel. A casa de Jo�o e de Maria1 era muito bonita, com uma mob�lia das mais luxuosas.

Devido a todas as facilidades, Maria1 nem chegou a prestar o vestibular; n�o tinha mais interesse nisso, seus sonhos j� tinham sido realizados. N�o precisava mais se preocupar com os estudos. Alguns colegas a haviam aconselhado a continuar os estudos, mas Maria1 estava t�o feliz com sua nova situa��o que n�o ouviu os conselhos. Jo�o concordava com Maria1, que ela n�o precisava mais se preocupar com estudos, pois ele sempre daria a ela todo o conforto de que precisasse.

No entanto, a situa��o de Maria1 n�o era t�o boa o quanto ela pensasse. Por causa do servi�o, Jo�o voltava pra casa sempre depois das 22:00; �s vezes depois da meia-noite, e, quase sempre, muito cansado. Pelo menos uma vez por m�s Jo�o precisava trabalhar no s�bado. Fazia viagens muito freq�entemente, viagens que consumiam todo seu final de semana. Muitas vezes almo�ava ou jantava fora, com clientes. Jo�o era uma pessoa muito extrovertida, popular e atuante, era uma pessoa de presen�a, dominante, um l�der por natureza, uma pessoa acostumada a tomar decis�es.

Maria1, por outro lado, era uma pessoa fr�gil e sens�vel. Gostava sempre de pedir conselhos a Jo�o para tomar uma decis�o. N�o tinha muita facilidade em lidar com as pessoas, n�o era muito social. Depois do casamento, passou a ser uma pessoa mais fechada, vivia por Jo�o. Sua vida social estava restrita aos irm�os da igreja. Por causa de sua timidez, Jo�o alegava que Maria1 n�o poderia participar da vida social dele, pois isso iria influenciar negativamente os seus clientes, a inseguran�a dela faria Jo�o perder parte de sua credibilidade.

Ap�s dois anos vivendo dessa maneira, Maria1 come�a a cobrar de Jo�o mais aten��o e presen�a. Maria1 queria participar mais da vida de Jo�o. Al�m disso, Maria1 queria muito ter um filho, mas Jo�o s� queria ter filhos cinco anos ap�s o casamento. Depois de longos meses de insist�ncia, Maria1 desiste, assumindo, de novo, sua posi��o de submiss�o. Esfor�ava-se para ser uma esposa cada vez melhor para Jo�o, mas Jo�o n�o se esfor�ava muito para corresponder.

Num certo dia, Maria1 encontra, em meio �s coisas de Jo�o, uma carta de amor dele endere�ada a outra mulher. Maria1 finge n�o ter conhecimento e come�a a orar por seu casamento. Pouco a pouco, v�rias demonstra��es de que Jo�o tivesse relacionamentos extra-conjugais foram tornando-se evidentes, at� que, num certo dia, a comprova��o p�de ser obtida. Ao investigar, Maria1 descobre que Jo�o tinha v�rias amantes e que certa parte do or�amento de Jo�o era direcionado a elas. Al�m das amantes, Jo�o tamb�m tinha casos espor�dicos e eventuais. Maria1 come�a a orar diariamente e a fazer jejuns, para Deus salvar seu casamento; a hip�tese da separa��o n�o existia para ela, pois o casamento era pra ser indissol�vel. Maria1 sempre foi uma pessoa pronta pra perdoar. Maria1 pretendia nunca falar pra Jo�o de que ela sabia de tudo.

Num determinado dia, dois anos e meio ap�s o casamento, em um momento no qual Maria1 demonstrava grande felicidade, Jo�o subitamente e deliberadamente fala em separa��o, de uma maneira decisiva e determinada. Maria1 vive uma pr�via do Inferno. Seu sofrimento � inexprim�vel; chora, implora, suplica para que Jo�o n�o a abandone, mas Jo�o mostra total insensibilidade para com ela. Jo�o tamb�m n�o apresenta motivos para querer separa��o, apenas diz que mudou de id�ia e que n�o quer mais viver com Maria1.

Numa atitude de desespero, Maria1 vai � cidade dos pais de Jo�o conversar com eles, mas estes nada podem fazer e sofrem muito por ela, pois a amavam muito. Ao visitar a igreja de onde Jo�o tinha vindo, conhece alguns jovens por meio de quem obt�m informa��es sobre o passado de Jo�o. Jo�o sempre foi uma vergonha pro evangelho, pra igreja e pro pastor, que era seu pai. Ao contr�rio de seus irm�os de sangue, Jo�o nunca se converteu, apesar de ter feito profiss�o de f� e de ter sido batizado. Jo�o costumava se valer da posi��o de filho de pastor para conquistar as mo�as da igreja, principalmente as rec�m chegadas, que n�o conheciam o seu passado. Mesmo fora da igreja, Jo�o tinha grande talento para paquerar e, se poss�vel, levar alguma mo�a pra cama no mesmo dia. At� mesmo algumas mo�as da igreja Jo�o levara pra cama. Jo�o engravidou tr�s mo�as, uma da sua igreja e duas de outra igreja; em todos os casos, tentou convence-las a fazer o aborto, mas somente aquela da sua igreja cedera. Diziam que Jo�o tinha mais filhos no mundo, mas ningu�m podia confirmar essa informa��o, nem mesmo seus pais. Jo�o dizia pros colegas do mundo que s� iria se casar depois que tivesse vivido �tudo a que tinha direito�, quando estivesse �a fim de sossegar�.

Jo�o, por ter muito dinheiro, contratou o melhor advogado da cidade e conseguiu fazer com que a separa��o fosse custosa o m�nimo poss�vel. Maria1 volta a viver com os pais, agora com 21 anos de idade. Maria1 recebe a informa��o de que Jo�o est� freq�entando outra igreja, e que est� namorando uma mo�a daquela igreja.

Alguns meses mais tarde, Pedro, um rapaz tr�s anos mais velho que Maria1, come�a a freq�entar a igreja. Pedro tinha acabado de se converter verdadeiramente e freq�entava a classe de batismo. Logo que v� Maria1, Pedro se apaixona. Os dias v�o passando e o relacionamento dos dois come�a a tomar consist�ncia.

Apos ser batizado e tornar-se membro da igreja, Pedro come�a a atuar num departamento da igreja e seu testemunho de convers�o � exemplar. Maria1 e Pedro come�am a namorar, ela com 23 anos e ele com 26. Ao ver que o relacionamento dos dois est� ficando s�rio, o pastor chama Pedro para uma conversa particular em seu gabinete.

Pedro recebe a informa��o de que, segundo a doutrina da igreja, o casamento � indissol�vel, o que Deus uniu o homem n�o separa, o casamento de uma pessoa divorciada � anti-b�blico, contra a vontade de Deus e que, sendo assim, ele deveria terminar o namoro, pois seria um namoro sem a b�n��o de Deus.

Essas palavras entraram no cora��o de Pedro como agulhas. Pedro n�o sabe o que fazer. Ap�s meses de medita��o e reflex�o, tomando a postura de submiss�o �s autoridades constitu�das da igreja, Pedro opta por acatar a orienta��o. Mesmo amando muito Maria1, mesmo sem achar nela nenhum defeito, Pedro termina o namoro. A amargura invade o cora��o destes jovens. Algum tempo depois, Pedro, aos 27 anos, inicia um relacionamento com outra mo�a, cuja vida espiritual � muito pior do que a de Maria1, mas esta mo�a � solteira e, sendo assim, o namoro foi aprovado pela igreja.

Muitos outros rapazes haviam demonstrado interesse por Maria1, mas nenhum deles poderia namora-la, pois ela era divorciada. O destino de Maria1, dentro da igreja, � o de passar o resto da vida sozinha, pois o seu papel de mulher submissa j� havia sido cumprido durante seus dois anos e meio de casada. Maria1, tamb�m, jamais teria filhos.

Maria2 nasceu em um lar problem�tico. Seu pai era alco�latra, fumava tr�s ma�os de cigarro por dia, era viciado em jogo, batia na esposa e tinha amantes. Sua m�e, por outro lado, tinha sido meretriz antes de se casar, tentou se matar duas vezes e costuma ter ataques de depress�o. Por causa de todos esses problemas, a dificuldade financeira era muito grande. Maria2 era a ca�ula de tr�s irm�os, todos homens.

Quando Maria2 chega aos doze anos, seu irm�o mais velho havia sido preso por tr�fico de drogas. Seus irm�os costumavam envolver-se em brigas freq�entemente. Um ano mais tarde, um de seus irm�os � baleado e morto. Maria2, agora, tem apenas um irm�o. Um ano mais tarde, seu irm�o, que agora est� com 17 anos, engravida a namorada e, por isso, p�ra de estudar e vai morar com a fam�lia da mo�a.

Toda a vida de Maria2 havia sido envolvida por trag�dias, mas ainda faltava uma: Ap�s alguns meses, seu pai foge de casa abandonando tudo e nunca mais volta. Todo esse sofrimento fez de Maria2 uma pessoa sem esperan�as.

J� com quinze anos, Maria2 descobre o sexo e sua vida come�a a tomar rumos desconhecidos e desenfreados. Quatro anos mais tarde, j� tendo perdido a conta de com quantas pessoas se deitou e quantos abortos fez, e tendo contra�do diversas doen�as sexualmente transmiss�veis, Maria2 se apaixona perdidamente por um rapaz, com quem passa a morar. Ap�s cinco anos morando juntos, sem nenhuma fidelidade conjugal de ambas as partes, o rapaz come�a a falar em casamento, mas Maria2, que est� com 24 anos, � terminantemente contra, pois, segundo sua maneira de pensar, o casamento � uma �institui��o falida�, � coisa do passado, n�o funciona mais nos dias de hoje. Um ano mais tarde, o relacionamento � rompido e Maria2 volta a morar com a m�e, que est� morando com outro homem. A vida sexual de Maria2 continua intensa.

Aos 25 anos de idade, Maria2 recebe a mensagem da salva��o, que entra em seu cora��o. � convidada a freq�entar os cultos em uma igreja evang�lica e logo se converte. Maria recebe Jesus como seu salvador, mas n�o como seu total senhor. Maria2 torna-se uma nova criatura, mas nem todas as coisas velhas ficaram pra tr�s. Maria n�o abre m�o de sua vida sexual.

Maria2 passa a morar com um namorado. Ap�s alguns meses na igreja, um certo rapaz, chamado Pedro, demonstra ter interesse por ela e logo come�am a namorar; Maria2 rompe seu relacionamento anterior. Levando-se em conta que Maria2 n�o � divorciada, que ela nunca se casou, ela pode namorar Pedro, mesmo que tenha levado vida de casada com outras pessoas anteriormente.

Este estudo � de minha autoria e de minha inteira responsabilidade. N�o sou "dono da verdade" e, se voc� discorda de algum ponto, por favor, sinta-se � vontade para escrever pra mim. Sinta-se � vontade, tamb�m, para enviar este estudo para seus amigos.

Romanos 12:9 O amor seja sem hipocrisia.(...).
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