Vacinas
Sabin :
Contra a paralisia infantil (poliomelite). É ministrada em três doses básicas, aos 2, 4 e 6 meses, e mais duas doses de reforço - aos 18 meses e aos 4 anos. Praticamente não apresenta efeitos colaterais e sua aplicação é muito simples - apenas uma gotinha na língua da criança. Não tem contra-indicações especiais.BCG :
Contra a tuberculose. É ministrada aos 30 dias, ou no segundo mês, junto com a primeira dose da Sabin. A aplicação da BCG por via intradérmica pode ocasionar um nódulo endurecido no local da aplicação, que em alguns casos evolui, apresentando supuração. Não causa dor ou febre e desaparece em dois ou três meses. Depois de um ano, ou antes, se houver recomendação médica nesse sentido, leve a criança ao posto para fazer o teste de Mantoux. Ele consiste na injeção, embaixo da pele do antebraço, de uma substância que contém as proteínas do bacilo causador da tuberculose. Depois de 48 a 72 horas, leve a criança novamente ao posto para saber o resultado. Examinando o antebraço, o funcionário do posto dirá se a criança foi infectada pelo bacilo ou não. Se a reação for positiva, serão feitos outros testes para confirmar se de fato a tuberculose está instalada ou se trata apenas de uma reação alérgica. Se a reação for negativa, como ocorre na maioria dos casos, será simplesmente aplicada uma última dose de reforço da vacina.Tríplice :
São na verdade três vacinas juntas, numa mesma injeção intramuscular. A tríplice protege contra difteria, tétano e coqueluche, e é administrada em três doses, geralmente nos primeiros seis meses da criança. Como reações, ocasiona um pouco de dor local e, eventualmente, febre baixa. Oferece imunidade prolongada, exigindo apenas reforços anuais até os 3 anos. Aos 5 e 7 anos, a criança receberá reforço apenas contra tétano e difteria. A vacina contra a coqueluche em geral não é aplicada a partir dos 4 anos. Há um risco, muito pequeno, mas dificilmente previsível, de que ela acarrete complicações neurológicas; além disso, nessa idade, a doença já não preocupa tanto como num recém-nascido. Antes de receber a dose de reforço de difteria aos 7 anos, a criança deverá realizar um teste de sensibilidade à substância da vacina (teste de Moloney). Se a reação for positiva não deverá ser vacinada em hipótese alguma. Quando à vacina do tétano, é sempre bom trazer anotada ou guardar bem na memória a data da última dose. Em caso de ferimentos penetrantes, muito comuns na infância, os médicos precisam saber se a imunização ainda persiste, antes de recomendar uma nova dose de precaução.Varíola :
É aplicada depois do oitavo mês, com uma dose de reforço apenas aos 10 anos de idade. O material da vacina é introduzido de maneira indolor, por meio de pequenos arranhões na pele do braço. É uma das vacinas mais eficazes e talvez possibilite a erradicação da moléstia no mundo todo. No Brasil, a varíola é considerada erradicada, de forma que a vacina só é aplicada em ocasiões em que surgem casos da doença.Sarampo :
É aplicada no oitavo mês, por via subcutânea. Pode ocasionar febre, pequena erupção no local, coriza e tosse discreta, ou o quadro bem atenuado da doença, 10 ou 15 dias após a aplicação. É contra-indicada apenas nos casos de crianças alérgicas a ovo.Cachumba e Rubéola :
Hoje em dia já estão sendo usadas vacinas contra cachumba e rubéola, esta última particularmente importante para as meninas. Consulte seu pediatra para decidir se convém aplica-las em seus filhos.Tétano : A vacina usada a partir dos 7 anos é dupla (imuniza contra o tétano e a difteria). São preconizadas 3 doses com intervalos de 45 a 60 dias entre as mesmas.
O reforço seria a cada 10 anos, por toda vida ou se a última dose tiver mais de 5 anos e se tratar de ferimento profundo ou suspeito.
As reações que normalmente ocorrem são dor e vermelhidão no local da aplicação que aliviam com o uso de compressa fria.
Todo ferimento deve ser imediatamente lavado com água e sabão, retirando resíduos de terra, graxa, etc.
Corpos estranho (vidro, madeira, ferro, plástico, etc.) devem ser retirados rapidamente. Feridas que mostram sinais inflamatórios (calor, dor, vermelhidão e inchação) ou infecciosos (secreção com pus), devem ser avaliadas pelo médico.
IMPORTANTE :
Não utilizar nas feridas, pó de café, farinha e outras substâncias, assim como o mercúrio cromo.Constituem um recurso para imunização bem mais recente do que as vacinas convencionais e sua aplicação restringe-se a apenas alguns casos específicos, não cobertos por aquelas. A principal característica desse tipo de imunização é que em vez de introduzir no organismo os antígenos atenuados da doença - como nas vacinas -, injetam-se os próprios anticorpos, pré-formados em outro organismo animal. O inconveniente dessa imunização é a curta duração de seu efeito - apenas 6 a 8 semanas.
As gamaglobulinas são geralmente empregadas nos casos que exigem também a profilaxia da doença, e não apenas a sua prevenção, como por exemplo quando se suspeita que a criança já contraiu a doença. São usadas também no tratamento de complicações decorrentes da aplicação de vacina convencional. Em alguns casos, ainda, as gamoglobulinas substituem as vacinas - como quando ocorre reação alérgica.