DOR DE CABEÇA
Fonte: Revista Saúde
Dores de
cabeça e enxaqueca: A tensão do dia a dia é a causa
mais freqüente das dores de cabeça mas, elas poderem aparecer
por diversas causas e não escolhem idade e sexo. Fique sabendo,
lendo este artigo, os cuidados que se deve ter com as dores de
cabeça em crianças; os problemas das pessoas que sofrem de
enxaqueca e as causas mais freqüentes.
As dores de
cabeça são um mal extremamente comum, mas, ao mesmo tempo, um
dos mais difíceis de se definir. A dor varia de intensidade: é
sentida como um ligeiro desconforto ou como uma dor
insuportável. As causas são tão variedade que, muitas vezes,
fica difícil determinada com exatidão qual o problema físico
ou emocional que está na raiz do problema.
Felizmente, em
sua maioria as dores de cabeça não são sintomas de um problema
grave, mas apenas sinais de tensão, fadiga, ansiedade ou
distúrbios emocionais. Algumas vezes a dor de cabeça é reflexo
de um distúrbio em alguma outra parte do corpo, muito raramente
ocorrendo como resultado de uma doença grave.
A enxaqueca é um
tipo especial de dor, que afeta apenas uma área limitada da
cabeça. Em geral, é acompanhada de outros sintomas, como
vômitos ou perturbações da visão.
Por que a
cabeça dói? A dor pode originar-se na parte externa do
crânio, como resultado da contração e da tensão dos músculos
do pescoço e do couro cabeludo. Ou, então, pode ter origem no
lado interno do crânio, devido a uma inflamação, distorção
ou algum outro problema que esteja afetando os vasos sangüíneos
ou as membranas que envolvem o cérebro.
Mas, em ambos os casos, estão envolvidos
os mesmos nervos, isto é, aqueles que enviam sinais de dor no
cérebro.
Por isso, é muito difícil determinar a
causa de uma dor de cabeça baseando-se apenas no tipo de dor
experimentada.
Dor de
cabeça provocada por tensão: Esta é de curta
duração, mas volta a atacar de tempo em tempo, quando não se
combate a causa. Ela é em geral o resultado da fadiga e das
tensões diárias. Ocasionalmente, esta dor de cabeça muito
freqüente indica a presença de males crônicos, como anemia,
pressão alta ou uma doença nos rins.
A aspirina ajuda
a aliviar a dor, mas não se deve tomar mais do que dois
comprimidos de cada vez. Se necessário , repete-se a dose quatro
horas mais tarde.
Algumas medidas preventivas podem ser
efetuadas, como tentar relaxar mais e evitar situações de
tensão. Se isso não der resultado e as dores de cabeça
voltarem a ocorrer, consulte um médico.
Dor de
cabeça relacionamento com excessiva emocional: A dor que
começa durante o dia e aumenta de intensidade no final da tarde
é, em geral, o resultado de uma tensão intensa e prolongada,
muitas vezes acompanhada de depressão e de outros distúrbios
psicológicos.
Os analgésicos
aliviam a dor temporariamente, mas, se ocorrer todos os dias , é
importante ir ao médico caso ocorram outros sintomas, como perda
de peso ou dificuldades para dormir, porque eles podem ser
indícios de uma depressão mais séria.
Dores de
cabeça em pessoas idosas: As dores de cabeça que afetam
as idosas em geral têm causas mais graves do que as que ocorrem
em pessoas jovens. Uma dor intensa pode ser um dos sintomas do
herpes-zoster, popularmente, conhecido como cobreiro (uma
infecção causada por vírus), ou de uma doença dos ossos
localizada em torno do globo ocular pode indicar a presença de
glaucoma (pressão anormalmente alta no globo ocular); a dor de
cabeça que vem acompanhada de perda de peso e de sensibilidade
no couro cabeludo pode Ter como causa uma inflamação das
artérias que irrigam o couro e os olhos.
Tratamento:
todos estes casos requerem urgentes cuidados médicos.
Dor de
cabeça provocada por infecção: Este tipo de dor,
bastante comum em crianças é, em geral , acompanhado de febre
provocada por dor de dente, sinusite ou infecção no ouvido.
Tratamento:
a criança deve ficar em repouso, com o quarto na penumbra. Além
de aspireinas infantil, deve-se dar a ela uma grande quantidade
de líquidos. É sempre bom, todavia, consultar um médico.
Dor de
cabeça provocada por sinusite: Ela ocorre em pessoas de
qualquer idade quando os seios nasais (cavidades existentes em
torno e atrás do nariz) ficam congestionados e, em seguida,
infeccionados. A dor manifesta-se na testa e nas faces, o nariz
fica obstruído e os olhos lacrimejantes.
Tratamento:
quando as inalações, que devem ser feitas duas vezes por dia,
não resolvem, o médico em geral receita um descongestionante
nasal ou antibióticos.
Dor de
cabeça diretamente associada à fadiga ocular: Muitas
dores de cabeça começam atrás ou em volta do globo ocular
depois que uma pessoa lê ou escreve durante um tempo prolongado.
Elas são quase sempre provocadas pela tensão nos músculos do
pescoço, deve-se consultar um oftalmologista.
Dor de
cabeça associada a dores no pescoço: Muitas vezes ela
provém de uma dor que tem início no pescoço, estende-se para
os músculos do couro cabeludo , passando a afetar a parte
posterior da cabeça, as têmporas e o fundo dos olhos.
Esse tipo de dor
de cabeça é muito comum depois dos 50 anos de idade, quando
muitas pessoas passam a sofrer de dores reumáticas, de fibrosite
ou ligeira artrite no pescoço.
Tratamento:
as pessoas que sofrem regularmente desse mal não podem expor-se
a correntes de ar. Devem usar encostos especiais no banco do
carro e observar uma postura correta. Qualquer pessoa que sofra
ataques freqüentes desse tipo de dor de cabeça deve consultar
um médico, que receitará analgésicos antiinflamatórios e
recomendará outros tipos de tratamento, como massagens,
relaxantes musculares ou o uso de um colete ortopédico.
Dor de
cabeça provocada por pancadas e ferimentos: Por mais
leves que possam ser, um ferimento ou uma pancada na cabeça
costuma provocar dores, muitas vezes acompanhadas de espasmos
musculares e de tonturas. Estas dores desaparecem com o tempo,
mas podem ser intensificadas pela ansiedade que provocam.
Tratamento:
o tratamento médico imediato nesses casos consegue aliviar a dor
e diminuir sua freqüência e, algumas vezes, o médico recomenda
um programa gradativo de exercícios.
Dor de
cabeça provocada por problemas cerebrais graves: As
dores de cabeça raramente têm como causa um problema grave no
cérebro, como um tumor ou um abscesso. Mesmo quando existe um
tumor cerebral, a dor de cabeça é um sintoma que ocorre apenas
nos estágios avançados da doença e, em geral, é mascarada por
sintomas mais acentuados, como fraqueza e formigamento nos
braços e nas pernas , distúrbios da fala vômitos e rigidez dos
músculos do pescoço. Contudo, é extremamente improvável que a
dor de cabeça ocorra como o único sintoma deste tipo de
problema.
A enxaqueca não
é um problema grave mas algumas vezes chega a causar sérios
transtornos na vida de uma pessoa sujeita a crises constantes. A
enxaqueca ocorre em intervalos irregulares e as crises duram
entre 2 e 30 horas. A dor quase sempre se localiza num lado da
cabeça e vem acompanhada de perturbações da visão, nauseas e
vômito. Outros sintomas que podem ocorrer são alterações de
humor, sede ou fome anormais e perturbações do sono.
As crises assumem
formas diferentes durante a vida do paciente. Por exemplo, em
algumas mulheres nas quais as crises parecem estar associadas aos
ciclos menstruais, outros sintomas, como tonturas, substituem as
dores de cabeça à medida que elas entram na menopausa.
O ataque de enxaqueca parece ser causado
por uma mudança na sensibilidade dos vasos sangüíneos da
cabeça. No início da crise, alguns desses vasos se contraem,
provocando uma redução no suprimento de sangue para parte da
cabeça e do cérebro. Esse fato faz surgir alguns sinais, como
embaraçamento da vista e dormência, que ocorrem antes de
algumas crises de enxaqueca. À medida que a constrição
desaparece, os vasos sangüíneos se dilatam e o paciente sente
uma dor de cabeça latejante que, em geral, afeta apenas um dos
lados da cabeça.
Causas da
enxaqueca: Nem sempre é possível identificar o fator
que desencadeia esse transtorno nos vasos sangüíneos da
cabeça. Por exemplo, uma crise extremamente violenta às vezes
ocorre sem uma causa aparente, depois de um longo período sem
nenhuma crise.
Nos homens,
principalmente, as crises de enxaqueca costumam ocorrer nos fins
de semana ou durante um feriado, provavelmente como resultado do
relaxamento que se segue após uma semana de trabalho. Um sono
prolongado, uma mudança nos hábitos alimentares ou o excesso de
bebida também podem ser parcialmente responsáveis pela crise.
Outros fatores que causam uma crise de enxaqueca são: ansiedade,
choque emocional, fadiga, mudanças súbitas de temperatura,
iluminação inadequada e inalação de poluentes.
Tipos de
enxaqueca: Muitos tipos diferentes de enxaqueca já foram
identificados. Estão descritos abaixo os tipos mais comuns.
Enxaqueca
comum: As dores de cabeça freqüentes podem afetar
apenas um lado da cabeça ou ambos, e duram entre 2 e 30 horas;
algumas vezes elas vêm acompanhadas de náuseas e vômitos.
Também podem ocorrer perturbações da visão ou cegueira
parcial, embora estes sintomas estejam normalmente associados à
enxaqueca clássica.
A enxaqueca comum
se inicia, em geral, na puberdade e afeta um em cada dez adultos.
Por outro lado, uma em cada cinqüenta pessoas sofre de enxaqueca
clássica, e outros tipos são mais raros.
Enxaqueca
clássica: Uma crise de enxaqueca clássica provoca uma
dor latejante num dos lados da cabeça. Ocorrem outros sintomas,
como cegueira temporária ou parcial, vômitos e extrema
sensibilidade a luz e a sons.
Enxaqueca
basilar: As mulheres jovens são as mais afetadas por
esse tipo de enxaqueca que esta associada ao transtorno de uma
artéria específica que irriga a parte posterior do cérebro. Os
sintomas que acompanham esse tipo de dor de cabeça são
tonturas, cegueira temporária e desmaios.
Dor de
cabeça múltipla: Considerando um tipo de enxaqueca,
afeta quase exclusivamente os homens. A dor surge em intervalos
regulares, uma ou duas vezes por dia, e dura 1 ou 2 horas; em
geral, o paciente já acorda de manhã com dor de cabeça. A
ingestão de bebida alcoólica muitas vezes desencadeia um ataque
desse tipo.
A dor intensa e
penetrante ocorre em volta do olho, do ouvido ou da face; ela às
vezes vem acompanhada de lacrimejamento, congestão nasal e
vermelhidão no lado afetado.
Tratamento:
o paciente deve repousar num quarto às escuras e tentar dormir.
Analgésicos são extremamente eficazes quando tomados bem no
início da crise.
Se os analgésicos comuns não surtirem efeito, consulte um
médico. Ele receitará medicamentos e, eventualmente,
tranqüilizantes, que deverão ser tomados com regularidade para
prevenir ou atenuar as crises.
A enxaqueca e a dieta alimentar: Você precisa descobrir se o que originou a enxaqueca foi alguma os alimentos que costumam provocar uma crise, e começar a reintroduzi-los aos poucos. Você então poderá constatar se existe uma ligação entre um determinado alimento e a freqüência das crises.