Aparelho para ilustrar a forma da trajectória de um projéctil.

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INDEX 1788: G.IV.178

Machina lignea, qua ostenditur corpora secundum horizontem projecta ferri in linea parabolica, dum annulos quinque in hac curva dispositos pertranseunt.

Máquina de madeira que mostra que os corpos projectados na horizontal se dirigem numa linha parabólica enquanto atravessam cinco anéis dispostos nesta curva.

'S GRAVESANDE, Willem Jacob, Physices Elementa, Leiden, 1742, vol I, & 543, Tab. XIXI, fig.3.

DESAGULIERS, Jean-Théophile, A Course of Experimental Philosophy, London, 1734, Lição V, Plat. 24, fig. 2-5.

80 x 47 x 130
Madeira esculpida, latão e cobre

 

 

Para ilustrar a trajectória parabólica descrita por um projéctil, utilizava -se esta máquina constituída por duas prranchas de madeira fixas numa base horizonta l. A periferia de uma das pranchas tem a forma de um arco de circunferência e serve de suporte a uma calha limitada lateralmente por duas lâminas de latão. Na outra prancha existem cinco anéis com seis centímetros de diâmetro cada, colocados ao longo de um arco de parábola.

Uma esfera, largada do ponto mais alto da trajectória circular, continua o seu percurso até ao fim da calha, descrevendo depois, no espaço, uma trajectória parabólica que passa pelo interior dos anéis circulares. Dava-se início ao movimento da esfera accionando uma pequena peça de latão articulada, instalada na extremidade superior da calha.

Para a correcta instalação dos anéis circulares sobre a parábola descrita pela esfera, devia determinar-se previamente a posição do seu ponto de impacto numa caixa de latão, colocada na base do aparelho. Em seguida, media-se o comprimento do segmento de recta horizontal definido por esse ponto e pelo ponto da base obtido pela intersecção da vertical que passa pela extremidade inferior do arco de circunferência que constitui a calha. Dividia-se esta distância em n+1 partes iguais, sendo n o número de anéis que se pretendia instalar. Pelos pontos desta divisão faziam-se passar linhas verticais e marcava-se nelas, de cima para baixo, comprimentos definidos pela sucessão de termo geral (n+1) , desde n=0. Estes pontos do arco de parábola eram obtidos a partir da extremidade do arco de circunferência onde a esfera iniciara o seu movimento como projéctil.

Modelo de arcos de ponte.

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CAT.1851: 57.J VI

Um modêlo de arcos de ponte - Vai em J.VI. Pertence à mechanica dos solidos.

 

É bem conhecido o método de construção de pontes de arco, há milhares de anos utilizado pelo homem. Foi grande a contribuição dos Romanos para o desenvolvimento deste tipo de construções, tendo encontrado soluções para os problemas de estabilidade. Estas soluções puderam ser aplicadas de forma idêntica em monumentos de grandes dimensões, edificados por todo o mundo e que ainda hoje se mantêm sólidos.

Para uma abordagem pedagógica desta técnica, foi adquirido para o Gabinete de Física um modelo de ponte deste tipo, constituído por quatro arcos. Cada um deles é composto por trinta pequenos blocos, cortados segundo uma geometria tal que permite justapô-los, de modo a repartirem entre si as forças de pressão quando solicitados pelo seu peso, impedindo que o conjunto caia. Para a construção de cada um dos arcos, existe um modelo de arco sobre o qual se vai colocando sucessivamente cada um dos pequenos blocos, sendo o modelo retirado quando a construção estiver concluída. Durante a construção, o modelo fica apoiado sobre dois pilares, os quais servirão de suporte para a ponte.

Depois da construção estar completa, é possível colocar um objecto relativamente pesado sobre o arco da ponte sem que esta caia. Nestas condições é maior a força de pressão entre os blocos, o que faz com que aumente ainda a estabilidade do conjunto. Este modelo foi fabricado em Londres por E. M. Clarke.

 

Equilibrista ilustrando a condição de equilíbrio.

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INDEX 1788: B.IV.95

Homumculus ligneus a Teichmejero inventus, qui uni insistens pedi tuto circumvertitur super basim ligneam affabre elaboratam, cujus caput est ex orichalco.

Pequeno homem de madeira, inventado por Techmejero, que, apoiando-se firmemente num único pé, anda à volta, em cima de uma base de madeira trabalhada com arte e cuja parte superior é de latão.

NOLLET, Jean-Antoine, Leçons de Physique Expérimentale, Paris, 1764, Tomo III, Pl. I, Fig. 2.

Este equilibrista segura uma vara dobrada, nas extremidades da qual existem duas esferas de latão. Era utilizado nas lições de Física Experimental, para mostrar a importância da posição do centro de gravidade de um corpo relativamente à sua base de sustentação, quando em equilíbrio estável. O equilibrista tem a particularidade de se encontrar apoiado sobre um pequeno disco de latão, através de um espigão de ferro existente sob o seu pé esquerdo. O disco encontra-se no alto de uma coluna de madeira ricamente trabalhada.

A estabilidade do conjunto verifica-se quando a vertical que passa pelo seu centro de gravidade intersecta o ponto de apoio do espigão sobre o suporte. Este ponto de apoio encontra-se acima do centro de gravidade do conjunto constituído pelo equilibrista, pela vara e pelas esferas.

 

 

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